PSDB atropela 2012 e já projeta cenários para 2014
Até 2014, há uma eleição municipal no caminho, mas o PSDB já projeta cenários para a sucessão da presidente Dilma, em 2014. Ontem, Merval Pereira, colunista do jornal Globo e tido como simpáticos aos Tucanos, disse que Aécio Neves pode preferir disputar o governo de Minas em 2014, adiando a candidatura presidencial para 2018, quando não teria que enfrentar uma presidente buscando à reeleição.
Hoje, o Congresso em Foco, citando um dirigente tucano não identificado, publica um texto no mesmo contexto, segundo o qual José Serra vê Aécio “como um balão com pouco gás” e, por isso, acredita que o partido em algum momento pedirá que o ex-governador de São Paulo volte a se candidatar. Esse seria um dos motivos pelo qual Serra resistiria a uma candidatura prefeitura de São Paulo, quando ficaria, pelo menos em tese, obrigado a cumprir o mandato de prefeito até o fim – em 2004 fez essa promessa, assinou documentos, mas em 2006 descumpriu o acordo, candidatou-se e elegeu-se governador.
Tudo, por enquanto, é especulação e parecem opiniões vindas de fontes simpáticas a um ou a outro político. Uma candidatura de Serra mataria dois coelhos com um cajadada só e seria a melhor solução para os tucanos, tanto na capital paulista como nacionalmente: em São Paulo, Serra aglutinaria o apoio dos partidários de Kassab e, contando com bons históricos de eleições passadas (mesmo quando perdeu para presidente, sempre venceu em São Paulo), seria o favorito absoluto, assegurando um espaço imediato de poder; nacionalmente poria fim a um possível racha entre o grupo que defende o seu nome e os partidários de Aécio pela indicação presidencial de 2014.
Aécio já era a melhor alternativa para o PSDB em 2010, mas o partido preferiu insistir com Serra, que ainda que possa ter inúmeras qualidades, era muito identificado como o “anti-Lula”. Aécio não precisa se contrapor a Lula-Dilma, pode se apresentar como o “novo”. Na pior das hipóteses, se perder para Dilma, volta para o Senado para terminar seu mandato de oito anos e se cacifa para disputar novamente em 2018, com o caminho livre, sem Dilma e sem Lula, que já estará com quase 80 anos.













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