Há uma verdadeira sopa de letrinhas na política brasileira. São 27 partidos registrados no TSE e o número parece que não para de crescer. O PSD, partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para driblar a Lei de Fidelidade, é apenas um dos novos partidos que deve engrossar a lista de partidos brasileiros.
O problema nem é a quantidade dos partidos brasileiros, mas a qualidade deles. Muitas siglas de alugueis, sem comprometimento político, que fragmentam os legislativos e enfraquecem a política brasileira.
Conheçam alguns partidos que estão em fase de legalização (se alguém souber mais algum, deixe um comentário).
PSD – O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, estava insatisfeito no seu partido, o DEM, de oposição ao Governo Federal. Migrar para uma legenda governista ou no mínimo menos hostil ao governo federal seria a solução natural não fosse a Lei de Fidelidade Partidária. Por isso fundou o PSD, atraindo ao mesmo tempo nomes do DEM e do PSDB. O partido conseguiu atrair prefeitos, vereadores e deputados em vários estados e deve conseguir em breve o registro definitivo no TSE.
PL – Em 2007, o Partido Liberal se uniu ao PRONA e virou PR. Agora, ex-filiados do PL querem recuperar o “ideário” Liberal e refundar o partido anterior.
PSPB – Partido dos Servidores do Brasil é outro partido que está em fase de Legalização. O partido anunciou que já obteve o registro no TSE e agora está montando os Diretórios Estaduais.
PS – No site do TSE, ainda não consta na lista de partidos brasileiros, mas o Partido Social já divulga o 30 como seu número partidário, o que leva a crer que já tenha seu registro de trabalho. O partido está também organizando seus diretórios em estados e municípios brasileiros.
PL “2”. Outro partido que pode querer brigar para usar a sigla PL é o “Partido Livre”, criado por dissidentes do PV que também se encontra em processo de legalização.
Partido Pirata do Brasil – Já existente em outros lugares no mundo, o PPB é outro partido que tenta entrar para a sopa de letrinhas dos partidos brasileiros. Defende “aceesso à informação, o compartilhamento do conhecimento, a transparência na gestão pública e a privacidade”
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