sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cenário eleitoral no Sul Fluminense

Estamos no ano que antecede às eleições municipais e este período muitas vezes é mais importante que o ano eleitoral, pois até setembro é preciso que aqueles que querem concorrer ano que vem estejam filiados a um partido político. Abaixo, seguem minhas impressões sobre a situação nas três maiores cidades da Região Médio Paraíba: Volta Redonda, Barra Mansa e Resende.

VOLTA REDONDA – Certo mesmo é que haverá dois candidatos: o atual prefeito Antônio Francisco Neto, pelo PMDB, e o deputado federal Zoinho, pelo PR. Como há a possibilidade de segundo turno desde 2008, se nenhum dos candidatos atingir 50% mais um voto, é provável que se lancem outros nomes. Há uma infinidade de nomes na praça, mas boa parte deles gostaria de ser vice de um dos candidatos citados acima.

BARRA MANSA – Há uma dúvida no meio político em Barra Mansa se o prefeito José Renato disputa a reeleição ou se o candidato da situação será o ex-prefeito Roosevelt. Na modesta opinião deste blogueiro, o candidato será o atual prefeito (conferimos depois). Como em Barra Mansa, não há segundo turno, a eleição será decidida principalmente de acordo com a estratégia dos candidatos de oposição. Se conseguirem se unir, têm mais chances, caso contrário o prefeito tem chance de se reeleger com o mesmo percentual que teve em 2008, menos de 40% dos votos.

RESENDE – Há dois candidatos postos: o prefeito José Rechuan (DEM) e o ex-deputado estadual Noel de Carvalho (PMDB). O vereador Glauco Julianelli (PSB) poderia ser uma terceira via, mas seu partido está inclinado a ir de Rechuan e já ofereceu a sua legenda para o prefeito se candidatar ano que vem. Um outro grupo tenta se viabilizar na cidade, chamado Renova Resende, mas ainda não há um nome que desponte com forças. Em tese, um cenário melhor para o prefeito seria o de poucos candidatos, já que seu adversário tem um eleitorado muito cativo. Em Resende, costuma-se dizer que um terço do eleitorado votos nos Carvalhos, um terço vota contra os Carvalhos e o outro terço decide a eleição.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Manobra de Kassab frauda a Legislação Eleitoral

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já arquitetou uma engenharia para mudar de partido, sem arriscar o seu mandato e poder levar consigo vários deputados e senadores. Ele sairá do DEM para fundar um novo partido, o que não é punido para a Legislação Eleitoral. Criado o novo partido, ele se funde ao PSB, o que também é permitido. Pronto, foi se embora a Legislação de Fidelidade partidária.

Agora vem a parte mais grave. Qualquer político com mandato poderá sair da sua legenda para ingressar no novo partido. Por outro lado, quem estiver no PSB ou no novo partido no momento da fusão pode deixar a legenda, alegando mudanças no estatuto.

Vai ser a legalização do troca-troca partidário.

Veja reportagem da Folha.

Kassab sela saída do DEM e fundação de novo partido


DANIELA LIMA
VERA MAGALHÃES
CATIA SEABRA

DE SÃO PAULO

O prefeito Gilberto Kassab deixará o DEM até 30 de março, fundará um novo partido e, depois, patrocinará a sua fusão ao PSB.
A articulação foi fechada em café da manhã na casa de Kassab, na terça, com o governador Eduardo Campos (PE) e o presidente do PSB-SP, Márcio França --secretário de Turismo do governador Geraldo Alckmin.
Em crise com o comando nacional do DEM, Kassab negociava com o PMDB e o PSB um palanque para se candidatar ao governo em 2014.
Publicamente, o prefeito diz que só anunciará a decisão no dia 15 de março. O cuidado se deve ao fato de que as conversas com o PMDB ainda não foram encerradas.
No fim de semana, ele recebeu o vice-presidente da República, Michel Temer, e ainda se encontrará com o ministro Moreira Franco (Assuntos Estratégicos).
Kassab promete levar deputados, senadores e vice-governadores para o PSB.
A baixa mais notável em São Paulo será a do vice-governador Guilherme Afif Domingos, que já disse a aliados não ter como deixar de acompanhar o prefeito.
A mudança de Afif promete abalar o Palácio dos Bandeirantes. À Folha o vice-governador disse que não há decisão, mas admitiu a hipótese de sair do DEM ao afirmar que será "fiel depositário" da aliança com Alckmin onde quer que esteja.
"Sempre serei um elo conciliador, não importa em que partido estiver", afirmou.
Na conversa com Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, Kassab estimou levar para o novo partido não só filiados ao DEM. Além de Afif, o vice-governador da Bahia, Otto Alencar, do PP, também deve seguir o novo projeto.
Toda a negociação aconteceu com o aval da presidente Dilma Rousseff. Ela foi formalmente consultada por Campos sobre a costura com o prefeito paulistano, no início deste mês.
O novo partido será fundado para livrar de punições por infidelidade partidária os parlamentares que migrarem com Kassab. A troca de legenda só é permitida com a apresentação de uma "justa causa" e a criação de uma sigla é uma das justificativas aceitas pela Justiça Eleitoral.
Aos caciques do PSB, Kassab estimou em 20 o número de deputados federais que devem estar com ele --oito de São Paulo. As adesões devem vir de siglas como PTB, PP, PR e até PSDB.
Num primeiro momento, a nova sigla e o PSB devem formar uma Frente Nacional --união apenas simbólica.
No Congresso, atuarão como um bloco partidário, juntamente com o PC do B e o PTB. Só mais à frente haverá a fusão ou a incorporação da nova legenda pelo PSB.
LEGISLAÇÃO
Para fundar a nova sigla, que Kassab pensa em chamar PDB (Partido Democrático Brasileiro), será preciso recolher 490.305 mil assinaturas e obter registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O novo partido tem de ter número de filiados equivalente a 0,5% da votação geral para deputado federal. A estratégia do prefeito é conseguir adesões em São Paulo e outros quatro Estados.

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Reforma política de Temer extingue os partidos políticos

Para corrigir um problema, o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) pretende criar outro maior. O sistema eleitoral de voto em lista aberto cria distorções pela falta de comprometimento dos candidatos com os partidos políticos. A solução de Temer agrava o problema porque individualiza a disputa, já que os mais votados serão eleitos.

Há consenso que o atual modo de escolha dos deputados e vereadores precisa ser mudado e diferentes propostas: o voto distrital, o voto distrital misto e o voto em lista fechada. Particularmente sou favorável à tese do voto em lista flexível, que explico aqui, mas qualquer uma das propostas anterior é melhor que o absurdo proposto por Temer.

Veja reportagem da Folha:

Michel Temer quer mudar regra para a eleição de deputados

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

O vice-presidente da República, Michel Temer, tenta convencer seu partido, o PMDB, a patrocinar uma reforma política idealizada por ele. E, embora não tenha apoio unânime na própria sigla, já busca outras legendas e entidades sociais para bancar a proposta.

Temer defende que a eleição de deputados e vereadores obedeça o mesmo sistema que define a escolha dos ocupantes de cargos majoritários. Ele também prega a abertura de uma janela na regra da fidelidade partidária, que viabilizaria a troca de partido sem punição seis meses antes das eleições.

Pela teoria do peemedebista, se São Paulo tem direito a 70 cadeiras na Câmara dos Deputados, seriam eleitos os 70 candidatos mais bem votados pelo Estado.

A tese extinguiria o cálculo do quociente eleitoral, que faz com que campeões de votos em legendas ou coligações "puxem" para o Parlamento candidatos com votações pouco expressivas.

Temer trabalha para que o tema seja votado até o fim deste ano prevendo que, em 2012, com as eleições municipais, a pauta do Congresso estará comprometida.

Se comprada pelo PMDB, a tese colocará a sigla em confronto direto com o PT, que defende o voto em lista.

No modelo petista, o eleitor votaria no partido e este indicaria, previamente, os candidatos e sua ordem para a ocupação dos cargos.

"O voto em lista foi tentado várias vezes e não prosperou. Acho que há uma dificuldade extrema para aprová-lo. Minha proposta se harmoniza com o texto constitucional", afirmou Temer ontem, após apresentar a proposta para a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Questionado se havia informado Dilma Rousseff de seu projeto, Temer disse que sim e que ela achou útil colocar a discussão da reforma política "nesta legislatura".

Após o encontro, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, disse que Temer defende uma reforma política "possível" e que atuará para defendê-la. Skaf disputou o governo de São Paulo pelo PSB, mas foi sondado pelo PMDB.

"Eu não tenho nada a reclamar do PSB. Mas, na política, você aprende que não é proibido conversar", disse.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Eleições em Valença: virou o samba do crioulo doido

Estava na rua ontem à noite quando minha mãe me ligou para contar a novidade: a eleição para prefeito de Valença que seria realizada neste domingo foi cancelada pelo STF. Abaixo, a notícia do STF traz o detalhe da novidade. Para quem não acompanha o caso, vou tentar resumir este samba do crioulo doido que a nossa Justiça está produzindo na minha terra natal.

Vicente Guedes (PSC) foi prefeito de Rio das Flores entre 2001 e 2008. Como não podia mais disputar uma reeleição na sua cidade, se aliou a políticos de Valença e transferiu seu domicílio. Uma vez candidato, foi eleito.

Ocorre que o TSE interpretou, em dezembro de 2008, que atitudes como a de Vicente eram ilegais: uma traquinagem para manobrar a Constituição. Mas a essa altura Vicente já estava eleito. Assumiu o cargo em janeiro de 2009 já ameaçado de cassação.

A instabilidade eleitoral foi só se prolongando. Em 2010, O TSE retirou Vicente do cargo, mandou emposar o presidente da Câmara, Fernandinho Graça (PP), e convocou novas eleições junto com as eleições gerais. Galhardetes nas ruas, carros de som, empresários gastando dinheiro, candidatos fazendo promessas e... de repente suspende-se as eleições. Acharam que a eleição não poderia ocorrer junto com as gerais.

O tempo passa, o tempo voa. Em 31 de janeiro, expira o mandato de Fernandinho Graça como presidente da Câmara e o novo presidente da Casa, Paulinho da Farmácia (PPS), toma posse. Novas eleições são marcadas. Os acordos políticos das eleições de outubro são desfeitos, quem estava com um passou a apoiar outro e assim vai...Mais galhardetes nas ruas, carros de som, empresários gastando dinheiro, candidatos fazendo promessas e...

Vivo pouco a política de Valença, mas fico muito triste com esse clima de instabilidade que tomou conta do meu município natal. Enquanto os candidatos duelam na justiça e nas ruas, o povo é que paga o pato. Afinal da onde vocês acham que está saindo o dinheiro para tantas campanhas?

Reforma eleitoral já, para que a Justiça pare de legislar e para que nós, eleitores, possamos conhecer as regras do jogo antes do jogo ser jogado.

Veja a notícia do STF:

Ministro suspende eleições marcadas para este domingo (6) em Valença (RJ)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as eleições para prefeito do município de Valença (RJ), que estavam marcadas para o próximo domingo (6). O ministro concedeu liminar na Ação Cautelar (AC 2788) ajuizada por Vicente de Paula de Souza Guedes, eleito prefeito da cidade no pleito de 2008 pelo PSC, e que teve o mandato cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na decisão, Mendes determinou que Vicente de Paula exerça o mandato de prefeito até o julgamento do mérito do recurso extraordinário que apresentou ao STF, que já foi admitido pelo presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski.

O TSE cassou o mandato do prefeito eleito por entender que Vicente de Paula era inelegível por exercer pela terceira vez consecutiva o mandato de prefeito, o que é proibido pelo artigo 14 da Constituição Federal. Vicente de Paula foi por duas vezes (2001-2004 e 2005-2008) prefeito do município de Rio das Flores (RJ). Transferiu seu domicílio eleitoral para o município vizinho, candidatou-se ao cargo de prefeito de Valença nas eleições municipais de 2008 e foi eleito. Ocorre que, em dezembro de 2008, o TSE firmou nova jurisprudência sobre o tema e passou a considerar que a transferência de domicílio eleitoral de candidato, visando ao exercício de um terceiro mandato como prefeito em outro município, desrespeita ao disposto no artigo 14, parágrafo 5º, da Constituição, que trata de inelegibilidades, entre outras questões.

Após esta mudança jurisprudencial, o Ministério Público Eleitoral e a coligação adversária de Vicente de Paula naquele pleito impugnaram a expedição de seu diploma e seu mandato acabou sendo cassado. Na ação cautelar ao STF, a defesa do político afirma que o entendimento do TSE estaria equivocado, pois, na aplicação do dispositivo constitucional, não levou em conta a distinção entre “reeleição para o mesmo cargo” e “reeleição para cargo de mesma natureza”. Outro argumento é o de que o novo entendimento do TSE viola o princípio da segurança jurídica e que uma nova orientação jurisprudencial fixada já no período de diplomação não pode prejudicar os candidatos eleitos.

Em sua decisão, o ministro Gilmar Mendes ressaltou que as mudanças jurisprudenciais ocorridas depois de encerrado o pleito eleitoral não devem retroagir para atingir quem dele participou de forma regular. O ministro verificou que Vicente de Paula transferiu regularmente seu domicílio eleitoral, desincompatibilizou-se, registrou sua candidatura e participou do período de campanha e de todo o pleito eleitoral sem qualquer contestação ou impugnação por parte do Ministério Público Eleitoral ou de qualquer partido ou coligação. Segundo o ministro relator, as regras do processo eleitoral vigentes à época davam a Vicente de Paula plenas condições de elegibilidade.

“E, neste ponto, é importante enfatizar que as condições de elegibilidade são aferidas na data do registro da candidatura. O quadro fático apresentado nestes autos está a revelar uma séria questão constitucional que envolve um princípio muito caro no Estado de Direito, que é a segurança jurídica. Parece extremamente plausível considerar, tal como o fez o autor, que mudanças jurisprudenciais ocorridas uma vez encerrado o pleito eleitoral não devam retroagir para atingir aqueles que dele participaram de forma regular (conforme a interpretação jurisprudencial das normas eleitorais vigentes à época do registro de sua candidatura) e nele se sagraram vitoriosos”, afirmou o ministro Gilmar Mendes.

Leia a íntegra da decisão.

VP/CG Processos relacionados
AC 2788

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Paulo Melo é eleito novo presidente da Alerj

Da Agência Rio

Paulo Melo é o novo presidente da Alerj.O deputado estadual Paulo Melo (PMDB) foi eleito nesta quarta-feira (2) presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Com 66 votos favoráveis, Paulo irá comandar a Casa pelos próximos dois anos.

A Alerj também escolheu a Mesa Diretora que regerá seus trabalhos pelos próximos dois anos. Intitulada “O Parlamento de Todos”, a chapa vitoriosa é liderada pelo novo presidente. Os dois deputados do PSol se abstiveram e apenas a deputada Clarissa Garotinho (PR) votou contra a chapa, que foi única. O deputado Pedro Augusto (PMDB) não compareceu à votação.

Meu Comentário A questão é: e daqui há dois anos? Paulo Melo diz que o acordo com Domingos Brazão para alternarem o comando da casa melou por conta das brigas internas. Para Brazão, que inclusive votou no colega de partido, continua tudo acertado. Rusgas vão surgir, mas na prática mesmo quem vai decidir a parada é o governador Sérgio Cabral, que conta com amplo apoio na Assembleia.


Abaixo, a composição da nova Mesa Diretora:

Presidente: Paulo Melo (PMDB)

1º Vice-presidente: Edson Albertassi (PMDB)

2º Vice-presidente: Gilberto Palmares (PT)

3º Vice-presidente: Paulo Ramos (PDT)

4º Vice-presidente: Roberto Henriques (PR)



1º Secretário da Mesa: Wagner Montes (PDT)

2º Secretário: Graça Matos (PMDB)

3º Secretário Gerson Bergher (PSDB)

4º Secretário José Luiz Nanci (PPS)

1º Suplente: Samuel Malafaia (PR)

2º Suplente: Bebeto do Tetra (PDT)

3º Suplente: Alexandre Corrêa (PRB)

4º Suplente: Gustavo Tutuca (PSB)

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Marco Maia é eleito presidente da Câmara

Com 375 votos, o atual presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), foi reconduzido ao cargo. Ele tomou posse em seguida para conduzir o processo de apuração dos votos para os demais cargos da Mesa Diretora. 509 deputados participaram da votação que elegeu Maia.

Maia foi o candidato indicado por 21 dos 22 partidos da Casa, segundo o princípio da proporcionalidade partidária.

O deputado Sandro Mabel (PR-GO) ficou em segundo lugar, com 106 votos. Chico Alencar (Psol-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) conseguiram 16 e 9 votos, respectivamente. Houve 3 votos em branco. (Agência Câmara)

Comentário: Sem surpresas, o favoritismo de Maia surpreendeu. Mas os 133 votos contrários, apesar dele ter sido indicado por 21 dos 22 partidos com representação da Casa devem servir de alerta para o Governo.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Se há governo, sou a favor...

As Casas Legislativas são quase sempre casos governistas, embora nem todos governos saiam das urnas com maioria. Assim acontece porque os nossos parlamentares são eleitos geralmente sob promessas executivas: vou fazer isso, vou fazer aquilo, etc, etc.... Levantamento feito pela Folha comprova isso:

Maioria dos legislativos estaduais é governista

DE SÃO PAULO

A maioria das bancadas de deputados estaduais que assumem hoje chega ao poder sob o signo do governismo. Levantamento feito pela Folha mostra que em ao menos 19 Estados os governos terão maioria no Legislativo. Em alguns, como SP, MG, MT e PR, a oposição não terá nem sequer um terço dos deputados, número suficiente para criar CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito).
Sem força política, os oposicionistas também não são eleitos para cargos de peso, capazes de influir na votação de propostas de interesse do Executivo.
Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) terá o apoio de 67 dos 94 deputados. Os deputados paulistas só tomam posse em 15 de março. Mas já há definição de quem será o presidente: Barros Munhoz (PSDB) deve ser reeleito, com candidatura única.
No Espirito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) não deverá ter oposição. Mesmo partidos que disputaram a eleição contra ele, estarão na sua base.
É o caso do PPS, que já negocia cargos no governo capixaba. "Estamos "fechadinhos" com ele", disse a presidente da legenda no Estado, Marília Belotti.
Dos 77 deputados estaduais mineiros, o governador Antonio Anastasia (PSDB) deverá ter, no máximo, 23 oposicionistas. Alguns dos oito deputados do PMDB, hoje na oposição, podem apoiar o governo.
No Rio, Sérgio Cabral (PMDB) continuará com maioria, mas deve ter uma oposição mais forte em relação ao primeiro mandato. Isso se deve ao crescimento do PR, partido do ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ), que, com nove deputados eleitos, passou a ser a terceira maior bancada.
Os outros Estados com maioria governista são AC, AL, AM, AP, BA, CE, GO, MS, MT, PA, PE, PI, RS e SC. (SÍLVIA FREIRE, FILIPE MOTTA, LUIZA BANDEIRA e GUILHERME VOITCH)

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