Para a eleição suplementar de Valença, que ocorre no dia seis de fevereiro, sete candidatos se inscreveram na 111ª ZE. João Batista Leite da Cruz (PT do B) concorre ao cargo de prefeito tendo Marco Antônio Gomes como vice. Álvaro Cabral da Silva (Coligação Continua pela Vontade do Povo – PRB/DEM) encabeça a chapa que traz Aderly de Oliveira Valente como vice-prefeito. Pela Coligação Compromisso com Valença (PP/PC do B), vem Luiz Fernando Furtado da Graça. Completa a chapa o candidato a vice Lourenço Gioseffi Jannuzzi. O PSOL lançou Francisco de Paula dos Reis Lima para prefeito e Wilson Pires Gonçalves para vice. Estes candidatos já haviam se inscrito para concorrem ao cargo na primeira vez que a eleição suplementar do município foi marcada, para o dia três de outubro, mas teve de ser adiada por decisão do TSE.
Outras três chapas se inscreveram para este pleito, em seis de fevereiro. Paulo Jorge César e o candidato a vice Ernani de Mattos vêm pela Coligação União por Valença (PTB/PMDB/PPS/PSB). A Coligação do Bem (PR/PSDB) traz Luis Felipe Camelo de Freitas e o vice Eduardo Henrique Soares. Cláudio Sarkis Assis encabeça a chapa da Coligação Valença Quer Mudar (PT/PRTB/PV), que tem Vivili Cecília Costa Marques como vice. Na próxima segunda-feira (17), todos os pedidos de registro de candidatura devem estar julgados, pelo Juízo Eleitoral de Valença.
Eleitores que se inscreveram ou fizeram a transferência do título até o dia oito de setembro de 2010 poderão participar do pleito. Os eleitores que requererem 2ª via até 27 de janeiro poderão retirar o documento na zona eleitoral até cinco de fevereiro, véspera da eleição.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio começou no dia seis de janeiro e vai até seis de fevereiro. Na mesma data encerra-se o prazo para a realização de debates e comícios. Às 22h do dia cinco de fevereiro, véspera do pleito, se encerra o prazo para distribuição de material gráfico e promoção de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade, divulgando jingles ou mensagens de candidatos.
Conheça o caso
No dia cinco de julho do ano passado, a Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro recebeu um ofício do Tribunal Superior Eleitoral confirmando a cassação do prefeito e do vice-prefeito do município de Valença, Vicente de Paula de Souza Guedes e Dilma Dantas Moreira Mazzeo. A decisão teve como objetivo proibir a figura do “prefeito itinerante”, já que o político fora por duas vezes consecutivas prefeito do município de Rio das Flores e, em seguida, concorreu e venceu a eleição para a Prefeitura de Valença. Entendeu-se que houve uma afronta à Constituição Federal, que permite a reeleição, para os cargos do Executivo, de um único período subsequente.
Ainda em julho, o TRE-RJ aprovou resolução regulamentando a eleição suplementar, que ocorreria no dia três de outubro, mesma data do primeiro turno das eleições gerais de 2010. No dia 29 de setembro, os membros do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro revogaram a resolução, acatando decisão do TSE que havia proibido, em 16 de setembro, a realização de eleição suplementar no segundo semestre de ano eleitoral.
No dia 2 de dezembro, o TRE-RJ aprovou por unanimidade a Resolução 756/10, que disciplina a eleição suplementar para a Prefeitura de Valença. A decisão confirmou o dia seis de fevereiro como a data do pleito. (TRE-RJ)
Comentário: Estive duas vezes esta semana em Valença. Visualmente, as duas maiores campanhas são dos candidatos Luiz Fernando Graça, o Fernandinho Graça (PP), e Paulo Jorge César, o Paulinho da Farmácia (PPS). Fernandinho era o prefeito interino até dia 31 de dezembro, quando expirou seu mandato como presidente da Câmara. Foi substituído por Paulinho, cujo mandato para presidente da Câmara se iniciou dia 1º de janeiro. O ex-prefeito Álvaro Cabral (PRB) perdeu apoios em relação a eleição que aconteceria em outubro: estavam com ele os grupos que hoje apoiam Paulinho da Farmácia e Felipe Camelo (PR). Apesar disso, leva uma certa vantagem por ter o recall da campanha de 2008, quando perdeu para Vicente Guedes por menos de 5%. Como os votos vão dividir com o número grande de candidatos, quem é mais conhecido também se beneficia. Pelo menos essa é a impressão de um valenciano que já há um bom tempo não acompanha a política local.
Leia Mais >>