Três Parás? Mais governadores, senadores e deputados
Em breve, os paraenses vão decidir se querem dividir o estado por três. Olhando superficialmente sobre a questão dá para ver que há um ponto muito a favor da divisão, que é o tamanho do estado, cuja área é 1.247.689,515 km², por outro lado, tem uma população estimada em e um contrário, que é o tamanho da população ser 7.321.493 habitantes, uma densidade populacional de apenas 6 hab / km² - só a critério de comparação, o Rio de Janeiro tem 366 hab / km².
Mas o fato principal, que pode estar por trás de tudo, é o fato de a divisão significar mais dois governadores, com seus respectivos secretariados, seis senadores, duas novas assembleias legislativas e mais deputados federais. Será que compensa o custo?
Veja matéria da Agência Brasil sobre o assunto:
Pará faz pebliscito para decidir se país terá mais dois estados
16/10/2011 - 14h38
Nacional
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Brasil poderá passar a ser formado por mais dois estados em pouco mais de dois meses. No próximo dia 11 de dezembro, os eleitores paraenses irão às urnas para decidir se concordam em dividir o estado em três. Caso a maioria do eleitorado vote pela divisão, o Pará, hoje com área de 1.247.689 quilômetros quadrados, ficará com 17% desse território, Carajás, ao sul do estado, com 35%, e Tapajós, localizado a oeste, com 58%.
Aprovados este ano pelo Congresso Nacional, os decretos legislativos que convocam o plebiscito estabelecem que o futuro estado do Carajás poderá ser composto por 39 municípios, tendo Marabá como capital, e população estimada em 1,6 milhão de habitantes. Já o estado de Tapajós, poderá ter 27 cidades, tendo Santarém como capital, e população em cerca de 1,2 milhão de habitantes.
O Pará, que pode ficar com 17% do seu atual território, seria composto por 78 municípios, e com população de 4,6 milhões de habitantes, sendo que a cidade de Belém continuaria sendo a capital. Segundo cálculos feitos pelas frentes pró-divisão, o Novo Pará ficaria com aproximadamente 56% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, Carajás com 33% das riquezas e Tapajós com 11% do que é atualmente produzido no estado.
De acordo com as regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 4.839.384 eleitores paraenses responderão a duas perguntas no dia do plebiscito. Em uma cédula na cor amarela, o eleitor terá que marcar se é a favor ou contra a divisão do estado para criação de Tapajós. Em outra cédula, de cor branca, terá as mesmas opções para a pergunta se é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Carajás.
Desde o dia 13 de setembro as frentes pró e contra a divisão do estado estão autorizadas a fazer campanha com distribuição de panfletos, santinhos e realização de comícios. A propaganda no rádio e na televisão começa a ir ao ar a partir do próximo dia 11 de novembro. O TSE limitou em R$ 10 milhões os gastos de que cada uma das quatro frentes que farão campanha pró e contra a divisão territorial do estado do Pará.













Olá Alexandre,
Me preocupa sim o surgimento de mais e mais cargos políticos com o surgimento desses estados, mas o que me causa maior incômodo é a questão social: a maior parte da população vive (e muito mal) nas proximidades de Belém, região com poucas riquezas naturais; Carajás seria o estado mais rico, em razão das minas atualmente exploradas por grandes multinacionais; e Tapajós seria um estado cujo território estaria coberto por reservas indígenas. Enfim, os industriais do minério se livrariam de um cajadada só dos índios e das questões ambientais e culturais que os envolvem, e das comunidades mais pobres que cercam Belém.
O esquisito é que, influenciados por políticos locais, os paraenses estão se deixando levar por esta ideia.
Vamos ver onde isto vai dar.
Um abraço,
Patrick Peixe.
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