sábado, 4 de junho de 2011

Minhas impressões sobre a entrevista de Palocci ao JN

O Jornal Nacional exibiu hoje à noite a primeira entrevista do Ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, sobre o aumento patrimonial nos últimos quatro anos. Palocci se saiu bem, mas é preciso reconhecer que a entrevista foi leve. Suficiente para liquidar a crise? Pouco provável. Palocci demorou muito para se posicionar e a crise já está instalada, mas pode ser um importante passo para começar resolvê-la.

Não faço julgamento de mérito. Há dois lados:

1) Um é que um ex-ministro da Fazenda torna-se naturalmente um executivo cobiçado, um nome muito conhecido, capaz de gerar receitas; que todas as provas contra Palocci se dão em função do enriquecimento “declarado” do ministro (um ‘laranja’ teria resolvido bem o problema).
2) O outro é que apesar de ter deixado o ministério, Palocci tornou-se deputado federal e um nome ainda próximo do governo. Se não houve ilegalidade na sua atuação, pode-se levantar se houve imoralidade.

Há também outras questões óbvias: a oposição aproveita a situação e faz barulho sobre o fato (e não estou isentando Palocci de sua responsabilidade), faz sua parte. O assunto é um prato feito para imprensa (e também nem estou invocando o lema da imprensa Golpista).

Certo mesmo é que Palocci não agiu bem para enfrentar bem a crise (a entrevista pode ter sido o início da mudança, mas vai ser preciso gastar ainda muita lábia). Esquivou-se durante muito tempo de responder à Imprensa, foi blindado no Congresso, fatos que levantaram dúvida.

O futuro de Palocci? Difícil saber. Vai depender se não vai aparecer nenhum fato novo que, comprove, de fato que houve tráfico de influência. Mas, principalmente, de como o ministro vai conseguir gerir a crise.

O que me encafifa mais neste caso nem é saber se Palocci agiu ou não ilegalmente, mas se ele passou nota fiscal do crime...

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