sábado, 28 de agosto de 2010

Ibope: Dilma lidera com 51% das intenções de voto; Serra tem 27%

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a disputa com 51% das intenções de voto, contra 27% de José Serra, do PSDB, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na manhã deste sábado (28).

Marina Silva, do PV, registrou a preferência de 7% do eleitorado. Os demais candidatos somaram 1%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na última pesquisa do instituto, realizada entre 12 e 15 de agosto, a petista tinha 43%, contra 32% do tucano e 8% da candidata do PV.

Segundo o Ibope, Dilma teria hoje 59% das intenções de voto se fossem considerados apenas os votos válidos.

Num eventual segundo turno, a ex-ministra da Casa Civil teria a preferência de 55% do eleitorado, enquanto o ex-governador de São Paulo obteria 32%.

O levantamento ouviu 2.506 pessoas entre os dias 23 e 28 de agosto em 171 cidades brasileiras, e foi encomendado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela TV Globo. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 26139/2010. (UOL)
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Datafolha: Dilma 20 pontos a frente

Pesquisa do Instituto de Pesquisas Datafolha encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e divulgada hoje (26) mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 49% das intenções de voto. Vinte pontos percentuais à frente de seu principal adversário, o candidato do PSDB, José Serra, que aparece em segundo lugar, com 29%.

A candidata Marina Silva, do PV, está em terceiro, mantendo os 9%, e os demais candidatos não atingiram 1% da preferência do eleitorado. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%.

Essa é a segunda pesquisa Datafolha desde que começou a propaganda eleitoral no rádio e na TV. Dilma tinha 47% na sondagem do dia 20 e foi a 49%. Serra estava com 30% e agora apresenta 29%. Os que assumiram ter visto a programação pelo menos uma vez somam 34% dos entrevistados.

A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais. Feito nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também mostra que Dilma lidera as intenções de votos em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná. (Agência Brasil)

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CNT/SENSUS: Dilma 16 pontos a frente na espontânea e 18 na estimulada

Ontem, a Confederação Nacional dos Transportes divulgou nova pesquisa Sensus sobre a sucessão eleitoral. Um dado interessante é que a diferença entre os dois principais candidatos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), está bem parecida tanto na modalidade espontânea como na estimulada. Isso começa a sinalizar um grau mais alto de cristalização das intenções de votos.

Veja os números:

Espontânea

Dilma - 37,3%
Serra - 21,2%
Marina - 6%

Estimulada
Dilma - 46%
Serra - 28,1%
Marina - 8,1%
Zé Maria e Plínio - 0,4% cada

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 20 e 22 deste mês. A margem de erro são de 2,2 pontos percentuais.

Pela pesquisa, num eventual segundo turno Dilma ganharia com 52,9% dos votos contra 34% de José Serra. (com informações da Agência Brasil)

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mulher de Serra critica o Bolsa Família, programa que o candidato afirma que irá ampliar

Veja esta notícia do Valor, publicada pelo Blog do Noblat. Comento em seguida:



COMENTÁRIOS:

- A primeira constatação, óbvia, é que a chilena Mônica Serra cometeu um deslize. Serra reafirma a cada minuto que manterá (e ampliará) o programa, tentando afastar o que classifica de “boatos” de que acabará com o Bolsa Família.

- Cada um tem a sua opinião, sua individualidade. Serra pode não necessariamente concordar com a afirmação da mulher. Porém, como Mônica se apresentou como representante do candidato, é necessário que Serra desautorize publicamente a mulher.

- O que mais me chama a atenção neste caso não é Mônica ser ou não contra o Bolsa Família, se Serra compartilha ou não da opinião da sua mulher. Mas sim a reportagem. Primeiramente, uma informação relevante como esta foi apenas para o quarto parágrafo da notícia, quando devia estar no lide (primeiro parágrafo). Pior é o título, que contraria o texto da reportagem. Segundo o texto, quem corrigiu o discurso de Mônica foi Fernanda Richa, mulher do candidato a governador do Paraná, Beto Richa.

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sábado, 21 de agosto de 2010

Dilma Dispara: 47% contra 30% de Serra

Foram necessários poucos programas eleitorais no Rádio e TV, para Dilma disparar no Datafolha, divulgado hoje pela FSP. Ela foi a 47%, ante 43% do registrado na semana anterior. Serra perdeu 2 pontos e agora tem 30%. Marina Silva oscilou negativamente um ponto. Dilma venceria no primeiro turno.


Há apenas uma explicação para isso: Dilma passou a ser identificada por um maior número de eleitores como a candidata de Lula e Serra, por outro lado, como o anti-lula, por mais que tente se afastar deste rótulo.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eleições para Deputado Federal no Rio de Janeiro: projeções

Com base no desempenho individual dos candidatos e dos partidos nas eleições anteriores, somados a outros critérios, como o fato da coligação ter ou não candidatos a cargos majoritários (e eles serem ou não competitivos), este blog fez uma projeção sobre como deve ficar a bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados.

Ressalte-se que não se trata de um estudo científico, nem tão pouco tem qualquer embasamento em pesquisas eleitorais. É apenas um exercício que este blogueiro decidiu compartilhar com seus leitores.

(OBS.: Caso você não saiba como são eleitos os deputados, neste artigo tem as explicações sobre cálculo do quociente eleitoral)


PMDB-PSC-PP
12 a 14 deputados
80 mil votos

É a coligação que deve fazer o maior número de deputados no Rio. Entre 12 e 14 deputados. Além da nominata forte, se beneficia do fato de ser o partido do atual governador, candidato à reeleição e líder nas pesquisas. É, por outro lado, também a mais concorrida, com 13 candidatos disputando à reeleição, além de pelo menos outros 10 nomes fortes (ex-prefeitos, ex-secretários, etc). Devem ser necessários cerca de 80 mil votos para se eleger nesta coligação.

PSDB-PPS-DEM
8 a 9 deputados
60 mil votos

Ao se unirem numa mesma chapa, PPS-DEM e PSDB formaram uma chapa também muito forte. São sete deputados federais candidatos à reeleição e mais quatro ou cinco nomes fortes correndo por fora. Deve eleger oito ou nove deputados e, com 60 mil votos, um candidato deve assegurar vaga por esta coligação, que está mais equilibrada do que a coligação PMDB-PSC-PP.

PT
6 a 7 deputados
60 mil votos

O PT apresentou uma nominata forte, tem a tradição do voto de legenda, e ainda pode ser beneficiado pelo bom desempenho da candidata a presidente, Dilma Rousseff no Rio. Dos seis deputados federais do partido, cinco buscam a reeleição e são reforçados por uma trinca forte: Alessandro Molon, deputado estadual campeão de votos, Benedita da Silva, ex-governadora e Vladimir Palmeira, ex-deputado que foi candidato a governador em 2006. Deve eleger seis ou sete deputados e devem ser necessários 60 mil votos para assegurar a vaga.

PR
5 a 7 deputados
40 mil votos
Basicamente, a coligação depende do desempenho do ex-governador Anthony Garotinho com puxador de votos para determinar o número de vagas e, consequentemente, o número mínimo de votos. Como o partido tem candidatos com votações médias, um candidato deve assegurar vaga nesta coligação se alcançar 40 mil votos. A expectativa deve ser eleger entre 5 e 7 deputados.

PDT
2 a 3 deputados
60 mil votos
O PDT deve eleger pelo menos dois deputados federais, podendo chegar a três a depender do desempenho dos seus dois principais candidatos, os atuais deputados Brizola Neto e Miro Teixeira. Chegando a três, o terceiro deve ser eleito com 60 mil votos.

PV
2 a 3 deputados
40 mil votos
O PV tem apenas um puxador de votos, Alfredo Sirkis, que se elegeu vereador no Rio de Janeiro nas eleições passadas com 50 mil votos. Como principal nome do partido, tem ocupado espaço diferenciado na propaganda eleitoral na TV e no Rádio. O partido deve eleger seguramente dois, podendo eleger o terceiro, dependendo do desempenho de Sirkis e de quanto a dupla verde Gabeira/Marina vai “puxar” para a legenda do PV. É possível que com 40 mil votos se assegure lugar na Câmara.

PCdoB
1 a 3 deputados
70 mil votos
O mais provável é que o PCdoB eleja dois representantes. Neste caso, o segundo deve entrar com cerca de 70 mil votos. Em uma situação pessimista e pouco provável poderia ficar com apenas um representante e, numa situação otimista e, igualmente pouco provável poderia chegar a três representantes.

PSB-PMN
1 a 3 deputados
70 mil votos
Idem ao PCdoB.

PTB / PTN / PSDC / PHS / PTC
1 a 3 deputados
40 mil votos
Vale a regra do PCdoB e PSB. Deve eleger dois, podendo eleger apenas um representante num cenário negativo e a três num cenário super positivo. A diferença é que, ao contrário do PCdoB e do PSB, esta coligação é mais equilibrada, sem grandes puxadores de voto, o que deve fazer o segundo deputado eleito com cerca de 40 mil votos.

PSOL
0 a 2 deputados
100 mil votos
O PSOL trabalha pela reeleição do deputado Chico Alencar, que tradicionalmente, ultrapassa a casa dos 100 mil votos. É muito difícil conseguir eleger o segundo, da mesma forma que é pouco provável que fique sem representante.

PRB

0 a 2 votos
100 mil votos

Se o PSOL trabalha pela reeleição de Chico Alencar, esta nominata trabalhará pela eleição do candidato Vitor Paulo, ligado à Universal. Da mesma forma, o candidato deve bater a casa dos 100 mil votos e garantir a sua vaga.

PSL / PRTB / PRP
0 a 2 deputados
40 mil votos
O mais provável é que esta coligação eleja apenas um deputado com votação na faixa de 40 mil votos.

PTdoB
Idem ao PSL / PRTB / PRP

PSTU e PCB
O PSTU que registrou apenas seis candidatos, sem coligação, e o PCB que, também não se coligou e registrou apenas um candidato, não devem conseguir eleger deputados federais pelo Rio.

(Atualizado em 26/08/2010)

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TSE nega recurso a Rosinha Garotinho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve hoje (19), por unanimidade, decisão do ministro Marcelo Ribeiro que impediu que Rosinha Garotinho e seu vice, Francisco Arthur de Oliveira, reassumissem a prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ). A intenção dos políticos era suspender a cassação de seus mandatos enquanto o TSE não examinar em caráter definitivo o motivo que levou à perda dos cargos.

Na decisão sobre o caso, proferida em julho, Ribeiro ressaltou que reformar a decisão do TRE local demandaria o reexame de fatos e provas, “o que não se admite em sede de recurso especial”. Ao relatar hoje o caso para os demais ministros, Ribeiro reafirmou que de acordo com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) Rosinha e seu vice “foram efetivamente beneficiados” pelo abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, motivo que levou à cassação de ambos. (Agência Brasil)

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para o internauta, um Serra ofensivo.

“Serra parte para o ataque“, estampa a Folha hoje em sua manchete sobre o debate Folha / UOL realizado na manhã de ontem com os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), e Marina Silva (PV). A postura de Serra se deu por conta do resultado das últimas pesquisas que o mostram até 16 pontos atrás da petista na corrida eleitoral? Bobagem. Serra está atrás já tem algum tempo e mesmo assim mostra um Serrinha Paz e Amor, o “Zé que vai continuar a obra do Silva”, como diz o jingle da sua campanha. O candidato de oposição adotou um tom mais incisivo, pois estava discursando para um público específico.

Esse público específico é o militante virtual, aquele que defende os candidatos em blogs, redes sociais, fóruns, por e-mails... Este público, há muito tempo, cobra de Serra uma postura mais ofensiva. De uma forma geral, são pessoas que desaprovam o governo Lula, tem pavor pela candidatura de Dilma e vêem em Serra a salvação do Brasil. E querem que Serra “desmascare a farsa que é Dilma”.

A encrenca é que enquanto essa turma briga, com unhas e dentes, Serra vai para a TV e diz que está tudo bom, mas que ele vai fazer mais. É um discurso que não convence os que aprovam o governo e não empolga os que desaprovam. Com sua participação no debate da Internet, Serra injetou ânimo nesta segunda parcela.

Desde o início da campanha sabia-se que seria difícil encontrar um discurso eficiente para a oposição. A estratégia adotada foi tentar dizer: “OK, Lula faz um bom governo, mas Dilma não é Lula. Da mesma forma, que Lula manteve conquistas importantes do governo anterior, Serra também manterá as conquistas de Lula e fará ainda mais”. Não está sendo suficiente para se contrapor a propaganda da situação, que é, simplesmente, “Lula é Dilma, Dilma é Lula”.

Se for para continuar, mais cômodo é para o eleitor votar em Dilma, a indicada do presidente Lula. A oposição precisaria, antes de mais nada, explicar porque (e onde se dava mudar), além de tentar diferenciar Serra de Dilma.

O cientista político Alberto Carlos de Almeida e o jornalista Paulo Moreira Leite debateram com a jornalista Mônica Waldvogel este dilema de Serra encontrar um discurso contra um governo com mais de 80% de popularidade (clique aqui e assista ao programa). Apenas para situar, Paulo Moreira Leite trabalhou na Imprensa Oficial de São Paulo, durante o governo Serra e, portanto, não pode ser acusado de petista.

Durante o programa, o cientista político Almeida resumiu o que acontece nesta eleição.

“Existe uma emoção no coração de quase 80% dos brasileiros, que a seguinte: eu gosto do governo e quero dar continuidade... Nesta direção, ainda que o Serra tenha o discurso da continuidade, ele criou os genéricos, ele seria a continuidade genérica. O remédio de marca é a Dilma. [O eleitor pensa] Olha, já que os dois vão dar continuidade, eu fico com aquele que é do próprio governo, esta é a questão”.

É isso!

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vox Populi mostra Dilma 16 pontos percentuais à frente de Serra

O que dizer sobre o Vox Populi, que mostra a petista Dilma Rousseff, com 45%, contra 29% de Serra (pela primeira vez abaixo de 30%), divulgada hoje a noite, sob encomenda do Portal IG e da TV Band? Que, desde o início do ano, o Vox Populi vem lançando tendências que, pouco tempo depois, acaba sendo confirmada pelos demais institutos, com algum "Delay".

Marina Silva, do PV, manteve os 8% registrados na última pesquisa. Os outros candidatos não chegaram a 1%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 pontos percentuais.

A pesquisa registrou ainda 5% de votos brancos ou nulos e 12% de eleitores indecisos. Nesse cenário, se a eleição fosse hoje Dilma seria eleita no primeiro turno, já que teria mais votos do que a soma dos outros candidatos.

A pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 219 municípios, entre os dias 7 e 10 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 22.956/10. (Com informações da Agência Brasil)

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Grafico com todas as pesquisas presidenciais: a boca do jacaré se abriu

(Clique para ampliar)

Aconteceu um pouco antes do que este blogueiro imaginava. A propaganda eleitoral na TV começa amanhã e candidata do PT, Dilma Rousseff, já está11 pontos à frente do candidato do PSDB, José Serra, e venceria a disputa no primeiro turno.

Veja que a evolução de Dilma acontece de forma gradual. Neste gráfico abaixo, todas as pesquisas publicadas desde novembro. Clicando no gráfico à direita, o leitor pode ter acesso aos números e análises das pesquisas publicadas desde ano passado.

Se antes imaginava-se que com Dilma ultrapassaria Serra com o início da propaganda eleitoral, agora esta, ao que tudo indica, servirá para consolidar essa liderança.

Serra poderá virar o jogo? Sim, desde que aconteça um fato novo.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

IBOPE / TV GLOBO: Dilma 43% X 32% Serra

A Rede Globo divulgou nova pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial, que confirma a tendência de vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. Ela tem 43% contra 32% do tucano José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) tem 8%. Nenhum dos demais candidatos - Plínio Sampaio (P-SOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) – alcançou 1%. Com o resultado, Dilma supera a pontuação dos demais candidatos.

O Ibope também questionou os eleitores sobre a hipótese de segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB. Dilma venceria a disputa com 48% e José Serra ficaria com 37%.

O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 12 e 15 de agosto em 174 cidades de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 23548/2010. Foi contratada pela Rede Globo e pelo jornal Estado de S. Paulo. (Com informações da Agência Brasil)

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Em jingle de Serra, só falta Lula pedir voto para o tucano...

Um jingle pode falar muita coisa. Sobre o dilema de José Serra, por exemplo. Em 2002, quando era o candidato da situação e todos queriam mudança, tascou no jingle “A mudança é azul”. Agora quando é o candidato da oposição e a maioria quer a continuidade deu um jeito de colocar Lula no jingle. Faltou apenas dizer que Lula é Serra... Veja a letra abaixo e clique aqui para ouvir o jingle no site de Serra. (Daqui a pouco o JN divulga nova pesquisa Ibope, volto mais tarde para comentar).

Quando Lula da Silva sair
É o Zé que eu quero lá
Com Zé Serra eu sei que anda
É o Zé que eu quero lá

José Serra é um brasileiro
Tão guerreiro quanto eu
É um Zé que batalhou
Estudou, foi à luta e venceu

Zé é bom e eu já conheço
Eu já sei quem ele é
Pro Brasil seguir em frente
Sai o Silva e entra o Zé

José Serra foi Ministro
Deputado e Senador
Esse Zé já foi Prefeito
Zé já foi Governador

Tá testado e aprovado
Por tudo que ele já fez
Sempre teve do meu lado
Eu quero Zé Serra dessa vez

Quando Lula da Silva sair
É o Zé que eu quero lá
Agora é Serra Presidente do Brasil.

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sábado, 14 de agosto de 2010

Cobertura dos Jornais é equilibrada?

Nas três reportagens de hoje sobre a campanha presidencial, O Globo traz uma matéria critica em relaçäo à candidata petista, Dilma Roussef, uma propositiva de Serra e outra com criticas de Marina Silva ao Governo Federal.

Na cobertura sobre Dilma, que participou de um encontro com prefeitos no Rio Grande do Sul, o foco da matéria foi de crítica ao Projeto Minha Casa Minha Vida, que, segundo a reportagem, cumpriu apenas 1% da meta para famílias com renda até 3 salários mínimos. Dilma respondeu que o projeto foi lançado em março de 2009 e que o ciclo de construção das unidades é de 1 anos e 8 meses. Segundo ela já foram assinados 500 mil contratos e chegarão a 1 milhão até o final do ano. Em seguida, o jornal abre uma retranca com mais críticas: "Oposição responsabiliza Dilma pelo atraso".

Em relação a Marina Silva, o jornal acompanhou a candidata no lançamento da plataforma para a juventude do seu programa de governo. Mas da mesma forma que não deu muita atenção ao que Dilma disse para os prefeitos gaúchos, também não deu destaque para o que a Mariba pensa sobre os jovens. O foco foi com base na entrevista a Marina, em que ela criticou a política externa de Lula, "ao ser perguntada sobre o tema". Talvez se tivesse sido perguntada sobre os pedágios em São Paulo, talvez tivesse criticado Serra.

Em relação ao candidato tucano, que, em Salvador, apresentou os 7 pontos da sua proposta para segurança o foco foi, ora pois, segurança. "Serra defende ocupação policial de áreas". E a sua ideia é usar o modelo das UPP's do Rio de Janeiro, a Unidades de Polícia Pacificadora que tem parceria entre os Governos Federal e Estadual. Detalhe: embora o jornal não tenha lembrado esta proposta já foi defendida por Dilma, inclusive no último debate da Band.

Resumindo: o jornal critica Dilma, usa Marina para criticar Lula e apresenta as propostas de Serra.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DATAFOLHA AGOSTO: Dilma abre 8 pontos de vantagem sobre Serra

O Datafolha era o único Instituto que ainda não apontava a candidata governista, Dilma Rousseff (PT) à frente do oposicionista José Serra (PSDB). Era! O levantamento divulgado agora pouco mostra Dilma com 41%, cinco pontos acima do levantamento anterior, e José Serra, com 33%, queda de quatro pontos em relação á pesquisa anterior. Marina Silva manteve os 10% da última pesquisa. Os demais candidatos não pontuaram. Na simulação de segundo turno, Dilma também tem oito pontos de vantagem (49% a 41%).

Com isso, mais um instituto indica a petista em trajetória de crescimento com possibilidade de vencer no primeiro turno.

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Pesquisa Datafolha nos Estados

Em São Paulo, Rio, Minas e Pernambuco, a eleição caminha definição no primeiro turno a favor de Alckmin, Cabral, Hélio Costa, e Eduardo Campos. No Paraná, a eleição permanece polarizada entre o tucano Beto Richa e o pedetista Osmar Dias, com vantagem de 12 pontos para candidato do PSDB. A eleição está mais equilibrada e iria para o segundo turno no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul. Veja os números:


São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 54%
Mercadante (PT) – 16%
Celso Russomano (PP) – 11%
Paulo Skaf (PSB) – 2% (2%)
Fábio Feldmann (PV) Fábio Búfalo (PSOL) – 1% cada
Anaí Caproni (PCO) e Igor Grabois (PCB) não atingiram 1%

Alckmin cresceu cinco pontos e ampliou a vantagem sobre os demais candidatos que mantiveram os índices anteriores.

Sérgio Cabral (PMDB) – 57%
Gabeira (PV) – 14%
Eduardo Serra (PCB) – 3%
Cyro Garcia (PSTU) – 2%
Fernando Peregrino (PR) e Jefferson Moura (PSOL): 1% cada

Cabral cresceu quatro pontos e ampliou sua vantagem para Gabeira, que oscilou negativamente dois pontos.

Hélio Costa (PMDB) – 43%
Anastasia (PSDB) – 17%
Fabinho (PCB) e Vanessa Portugal (PSTU) têm 2% cada.
Com 1%, aparecem Professor Luiz Carlos (PSOL), Pepê (PCO), Zé Fernando Aparecido (PV) e Edilson Nascimento (PT do B).

A vantagem de Costa para o governador Anastasia manteve-se em 26%.

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 38%
José Fogaça (PMDB) – 27%
Yeda Crusius (PSDB) – 16%
Pedro Ruas (PSOL), Julio Flores (PSTU) e Schneider (PMN) têm 1% cada

No levantamento anterior a vantagem de Tarso para Fogaça era de oito pontos percentuais.

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 41%
Agnelo Queiroz (PT) – 33%
Toninho (PSOL) – 2%
Rodrigo Dantas (PSTU) e Ricardo Machado (PCO): 1% cada

A vantagem de Roriz para Agnelo caiu de 13 para oito pontos.

Eduardo Campos (PSB) – 62%
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 21%
Jair Pedro (PSTU) e Edilson Silva (PSOL) têm 1% cada. Anselmo Campelo (PRTB), Roberto Numeriano (PCB) e Sérgio Xavier (PV) não atingiram 1% cada.

No levantamento anterior, Campos tinha 59% e Jarbas 28%, portanto, a vantagem subiu 10 pontos.

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 46%
Osmar Dias (PDT) – 34%
Os demais candidatos no Estado --Paulo Salamuni (PV), Amadeu Felipe (PCB), Robinson de Paula (PRTB), Avanilson (PSTU) e Bergmann (PSOL)-- não chegaram a 1% cada.

No Paraná, permanece o segundo turno dentro do primeiro. No levantamento anterior Richa tinha 43% e Dias 38%.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Debate RJ: todos contra Cabral

Debate RJ: todos contra Cabral

O debate para o governo do Estado do Rio, da Band, foi quente. Como esperado, os candidatos de oposição giraram suas metralhadores para Sérgio Cabral, exceto Jeferson Moura, do PSOL, que atacou a todos. Cabral adotou como estratégia de defesa o ataque: atacando o casal Garotinho para atingir Peregrino (PR) e Cesar Maia (DEM) para atingir Gabeira (PV).

Um dos pontos mais quentes do debate foi quando o candidato Peregrino abordou o fato da mulher do governador, Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, de integrar um escritório de advocacia que defende ações contra o governo. Cabral defendeu a Adriana disse lamentar que temas como estes fossem levados ao debate.

Cabral, além de defender seu governo, enfatizou muito a parceria com o Lula, que é o mote da sua campanha....

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TSE suspende divulgação de pesquisa Vox Populi, por omitir nome de Plínio

A Agência de Notícias Reuters informa que a ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Nancy Andrighi determinou a suspensão da divulgação dos resultados de pesquisa Vox Populi sobre as eleições presidenciais.

A pesquisa foi contestada pelo PSOL no tribunal porque o nome do candidato do partido à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, não consta da parte do questionário em que constam as respostas estimuladas.

Na ação, o PSOL afirma que, além de prejudicá-lo junto à opinião dos eleitores, a pesquisa fere o princípio constitucional da isonomia, além de dispositivos da Lei Eleitoral.

No parecer, a ministra nancy Andrighi diz que "o nome de todos aqueles que tenham solicitado registro de candidatura deverá constar das pesquisas realizadas mediante apresentação da relação de candidatos ao entrevistado".

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Candidato à Presidência pode participar de propaganda de candidatos regionais de partidos de sua coligação

Do site do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu afirmativamente, na noite desta quinta-feira (12), ao item oito da consulta proposta pelo senador Marconi Perillo (PSDB/GO) sobre propaganda eleitoral. Quatro dos sete ministros entenderam que o presidenciável que concorre em coligação poderá liberar voz e imagem para programa eleitoral gratuito, em âmbito regional, para candidatos (governador, senador e deputados) concorrentes entre si e para candidato do partido ao qual o presidenciável é filiado.

Votaram nesse sentido os ministros Ricardo Lewandowski, Aldir Passarinho, Dias Toffoli e Hamilton Carvalhido.
Três ministros entendem que somente é possível a participação do candidato de âmbito nacional nos programas eleitorais gratuitos regionais que sejam de candidato do partido ao qual o presidenciável seja filiado. Essa foi a posição dos ministros Marco Aurélio, Marcelo Ribeiro e Arnaldo Versiani.

No dia 3 agosto, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, já havia declarado: “A meu ver, não se pode impor, ainda que indiretamente, regra que ‘verticalize’ a propaganda eleitoral”. Na ocasião, o ministro lembrou que a Emenda Constitucional 52/2006 deu novos contornos à autonomia partidária, dando fim à verticalização e desobrigando as agremiações de fazerem vinculação entre candidaturas.

O parágrafo 6º do artigo 45 da Lei 9504/97, por sua vez, permite ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos em âmbito regional, inclusive no horário eleitoral gratuito, a imagem e a voz de candidato ou militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional.

No dia 10 de agosto, o julgamento foi retomado e, em seguida, suspenso pelo pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Nesta noite, Toffoli afirmou que é “inadmissível que o eleitor brasileiro seja desconsiderado, infantilizado e diminuído a ponto de se entender que a presença de um candidato nacional em propaganda eleitoral gratuita de postulantes distintos e concorrentes possa causar algum tipo de confusão e embaraço”.

Para ele, essa é uma “concepção preconceituosa”. Segundo Toffoli, “se não há ´verticalização` no mais, que são as coligações, não pode haver para o menos que lhe é consequente, que é a propaganda”, concluiu.
O ministro Hamilton Carvalhido, por sua vez, disse preferir a “a opção pelo exercício democrático e confiar na capacidade do eleitor brasileiro”.

Leia mais no site do TSE

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Cotas para Mulheres: interpretação do TSE cria fábrica de laranjas

A Mini-Reforma Eleitoral aprovada ano passado determinou que os partidos e coligações sejam obrigados a lançar obrigatoriamente 30% de vagas para mulheres. O TSE interpretou hoje a questão e diz que os partidos ou inscrevem mais candidatas mulheres ou cortam homens. O que isto vai produzir é uma inscrição de dezenas de candidatas laranjas, apenas para completar o time. Não farão campanha e, provavelmente, sequer vão votar nelas mesmos. É uma lei de faz de conta.

Veja notícia da Agência Brasil:

TSE exige que partidos cumpram registro de 30% de mulheres candidatas
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os partidos e coligações que não obedeceram a legislação eleitoral quanto à proporção mínima de mulheres que disputarão o pleito nas eleições proporcionais precisarão se adaptar, adicionando candidatas ou cortando candidatos. É o que decidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por 6 votos a 1 em sessão na noite de hoje (12).

Os partidos e coligações que não respeitaram o percentual mínimo de 30% de mulheres entre seus candidatos às câmaras e assembleias serão intimados pelos tribunais regionais eleitorais a regularizarem a situação. Há duas opções para quem não atingiu a meta: registrar mais mulheres ou cortar homens.

A Justiça Eleitoral abrirá um prazo para que novos registros femininos sejam feitos, em caráter excepcional, para atender a lei. Se o partido ou a coligação não tenham condições de cumprir a lei, devem justificar à Justiça Eleitoral, que analisará a situação.

“A lei [que criou a regra] entrou em vigor às vésperas do pedido de filiação, e isso pode ter interferido na adesão de mulheres”, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello.

O entendimento geral sobre o tema surgiu de um caso no Pará. Nele, o Ministério Público Eleitoral do Pará recorreu contra os registros do PDT porque o partido não obedeceu à legislação eleitoral.

Cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas em cada gênero para a disputa na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas ou na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Embora não cite as mulheres, o dispositivo foi incluído na Lei das Eleições, no ano passado, para incentivar a participação feminina na política.

Devido à ausência de sansões no caso de desobediência, a lei acabou sendo desrespeitada pela maioria dos partidos e coligações. “O Congresso faz as leis, depois não quer que a gente de consequência a elas”, disse o ministro Marcelo Ribeiro.

Um levantamento feito pela Agência Brasil em julho constatou que, das 130 coligações e partidos que inscreveram candidatos para concorrer à Câmara dos Deputados, 103 registraram menos de 30% de mulheres. Em pelo menos três situações, a quantidade de mulheres registradas pela legenda foi nula.

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Fator Plínio!



Entre os candidatos “nanicos”, Plínio de Arruda Sampaio é o único, cujo partido, o PSOL, tem representação no Congresso Nacional. Por isso, a lei obriga que seja chamado para debates. As emissoras de TV, ainda que não lhe dê o mesmo espaço dos demais candidatos, o estão convidando para entrevistas. Hoje, por exemplo, teve três minutos no Jornal Nacional, ao contrário dos 12 dispensados a Dilma, Marina e Serra.

Pode ser que nas próximas pesquisas, Plínio apresente algum crescimento. E o desempenho de Plínio pode ser decisivo para saber se a eleição vai ser decidida ou não no segundo turno, já que a disputa está altamente polarizada entre Serra e Dilma (esta em ascendência) e Marina não consegue chegar aos dois dígitos...

Para assegurar o segundo turno, seria preciso que os “nanicos” (Plínio, Levy Fidelix, do PRTB, Zé Maria, do PSTU; Eymael, do PSDC; Ivan Pinheiro, PCB e Rui Costa Pimenta, do PCO) consigam pelo menos 5% dos votos válidos e Marina, do PV, alcance pelo menos 10% dos válidos. Assim, mesmo polarizada, parece pouco provável que um dos favoritos, Serra ou Dilma, consiga abrir 15 pontos de vantagem.

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Serra e Marina no JN

Na correria do dia a dia, este blogueiro só hoje conseguiu assistir, pela internet (viva o Youtube), as entrevistas de Marina e Serra ao Jornal Nacional. Assim como Dilma se saiu bem na entrevista primeira, Serra e Marina também se saíram bem em suas participações – ressalva-se apenas que Marina quase em nenhum momento olhou para a Câmera e Serra estourou em quase um minuto o tempo estabelecido.

O que talvez possa ter sido diferente foi a postura do casal Bonner, que pegou mais leve com Marina e, mais leve ainda com Serra. Os críticos acusam Marina de ser uma candidata de uma nota só, focada apenas em Meio Ambiente, e foi assim que iniciaram a entrevista. Marina explicou que a preocupação com o Meio Ambiente está presente também em outros setores e assegurou que não é candidata para marcar posição.

Outro bom tempo da entrevista foi usado para abordar a crise do Mensalão de 2005 – os entrevistadores acusaram Marina de omissão por não saído do partido naquela época, nem denunciado. Marina disse que preferiu lutar por dentro, como muitos outros que permaneciam lutando, e que deixou a legenda por não concordar com a política para o Meio Ambiente, onde, segundo ela, encontrava apoio de apenas uma minoria.

Marina tentou se mostrar como uma alternativa entre Serra e Dilma. Pouco empolgou!

Serra

Quanto a Serra, mostrou-se à vontade na entrevista, mas acabou gastando muito tempo para explicar porque não critica o presidente Lula e evita comparações com o Fernando Henrique e para justificar a aliança do seu partido com o PTB de Roberto Jefferson. Se era para ir nesta linha faltaram perguntas sobre o Mensalão do DEM.

Na única pergunta sobre o governo de São Paulo, em relação aos pedágios que lhe renderam o apelido de “Zé Pedágio”, defendeu o modelo e citou um dado que mostra que 75% dos usuários estão satisfeitos com as estradas de São Paulo. Como interpelou Bonner, o que parece é que só há duas alternativas: ou usuário paga caro e tem uma estrada boa ou não paga ou paga menos, mas a estrada é ruim...

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dilma no Jornal Nacional - Entre mortos e feridos salvaram-se todos

Fora um pequeno ato falho já no final da entrevista ao Jornal Nacional, ao dizer que a “Baixada Santista no Rio”, a participação de Dilma foi boa. Não acho que o casal de apresentadores do JN, Willian Bonner e Fátima Bernardes, tenham sido duros com a candidata. Fizeram seu papel, como farão com os demais candidatos.

Ao contrário do debate na Band, Dilma citou várias vezes (algumas estimuladas pelos entrevistadores) o nome de Lula, mostrando que é a sua candidata. Este talvez seja o principal ponto forte da entrevista para a candidata, que mostrou ser a candidata do presidente.

Para quem não assistiu ainda, os vídeos estão no Youtube, nos links abaixo:

Parte 1

Parte 2

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Até a Folha duvida do Datafolha?

Um artigo na Folha de S. Paulo (09/08) me chamou a atenção. O jornalista Fernando Rodrigues, especialista em pesquisas eleitorais, faz uma análise interessante sobre o quadro sucessório. Segundo ele, a oposição (leia-se José Serra) depende dos nanicos e Dilma para assegurar o segundo turno. Caso estes, não tenham um desempenho “robusto”, a eleição pode ser decidida já no primeiro turno, a favor de Dilma.

Tudo certo, não fosse um detalhe: segundo a última pesquisa Datafolha mostra os dois principais candidatos, com vantagem numérica para Serra (clicando na imagem ao lado você tem acesso a todo o histórico de pesquisas). É verdade que o Datafolha é o único que não registrou crescimento de Dilma (Sensus, Vox Populi e Ibope mostram Dilma na frente com vantagem entre 5 e 10 pontos sobre Serra), mas o Datafolha é o instituto da Casa.

Das duas uma: ou o jornalista já teve acesso a números prévios do próximo Datafolha ou está preferindo confiar nos demais institutos....

Veja o artigo abaixo:

FERNANDO RODRIGUES

1º ou 2º turno?
BRASÍLIA - As disputas por governos estaduais tendem a ser resolvidas, em sua maioria, já no primeiro turno de 3 de outubro, segundo as pesquisas disponíveis até agora. Também há um número majoritário de políticos favoritos ligados ao atual grupo no poder.
Essa marca da continuidade se desenha, aos poucos, na eleição presidencial. A candidata do PT, Dilma Rousseff, tem mantido um viés de alta -embora seu adversário direto, José Serra (PSDB), teime em ficar acima dos 30% em todas as sondagens. Mas há um aspecto na disputa pelo Planalto ainda incerto: não há por ora como dizer se tudo estará resolvido em 3 de outubro ou se haverá um segundo turno.
Se Serra se mantiver no patamar pouco acima dos 30%, o desempenho de Marina Silva (PV) e dos outros candidatos menos expressivos será determinante para levar a eleição ao segundo turno.
O grande número de candidatos parece favorecer, em tese, a hipótese de segundo turno. Há nove políticos disputando a cadeira de Lula. Mas já houve uma situação similar, em 1998, e tudo se encerrou mesmo na primeira votação.
Naquele ano, como agora, havia uma certa onda a favor da continuidade. O governo trabalhou para reeleger Fernando Henrique Cardoso -que teve 53,1% dos votos. Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo lugar, com 31,7%. Havia, também como hoje, um terceiro candidato forte, Ciro Gomes, cuja votação foi 11% (parecida com a pontuação atual de Marina nas pesquisas). O problema é que os demais nove candidatos nanicos receberam parcos 4,3% em 1998. A disputa não foi ao segundo turno.
Tudo considerado, a oposição tem um problema de tamanho razoável à frente: precisa não apenas manter Serra acima dos 30%, mas torcer para Marina e os nanicos chegarem mais robustos ao dia da eleição. Caso contrário, a chance de destronar o PT do Planalto pode terminar já em 3 de outubro.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Tiririca Deputado Federal: nada é tão ruim que não possa piorar



Pode não parecer, mas o Congresso Nacional é (ou deveria pelo menos ser) um lugar sério. É compreensível a insatisfação da população com os nossos parlamentares, mas a campanha de tiririca a deputado federal é uma achincalhe. Pior: deve ser um dos mais votados do Estado de São Paulo, mas será que vai ser um bom representante.

Um dos slogans de sua candidatura é: pior que está não pode ficar. Eu prefiro outro ditado: nada é tão ruim que não possa piorar.

O PR deve investir na campanha de Tiririca, principalmente no horário eleitoral, na expectativa que o candidato tenha uma votação, capaz de ajudar a eleger mais deputados pelo partido. Veja um dos vídeos da campanha, que seria algo ótimo se fosse (apenas) uma peça de humor...

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ibope confirma Ibope: Dilma cinco pontos à frente

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve a vantagem sobre José Serra e aparece com cinco pontos percentuais à frente do tucano, de acordo com pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, e divulgada hoje (6) no Jornal Nacional.

Dilma tem 39% das intenções de voto e Serra aparece com 34%, mesmos percentuais da pesquisa anterior, divulgada há uma semana pelo Ibope. Marina Silva, do PV, cresceu um ponto percentual em relação à última rodada e agora aparece com 8% da preferência dos eleitores. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o Ibope, os demais candidatos não alcançaram nem 1% das intenções de voto. A pesquisa registrou 7% de votos brancos ou nulos e 12% de eleitores indecisos. A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre a hipótese de segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB. Dilma venceria a disputa com 44% e Serra teria 39%.

O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 2 e 5 de agosto em 173 cidades de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 21697/2010. (Agência Brasil)

COMENTÁRIO: A nova pesquisa Ibope serviu apenas para confirmar os números do levantamento anterior, realizado no final de Julho. Nem haveria motivos para tal... Sensus e Vox Populi dão a Dilma vantagem maior e, por enquanto, apenas o Datafolha ainda não registrou a ultrapassagem de Dilma. Segundo o último levantamento do Datafolha, os dois candidatos permaneciam empatados. Diferenças a parte entre os institutos, que podem ser explicadas pelas metodologias adotadas, a tendência é que novas alterações no quadro só devem acontecer a partir do início do horário eleitoral gratuito na TV.

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DEBATE NA BAND: Frio e com baixa audiência

Estava numa cidade vizinha na hora que começou o debate. Tentei encontrar algum bar sintonizado na Band. Não consegui, a maioria do povo estava preocupado em assistir ao jogo entre Inter e São Paulo, na Globo. Chegando em Volta Redonda, fui fazer um lanche e na praça de alimentação para não dizer que estavam todos aparelhos sintonizados na Globo, tinha um sintonizado no SBT, numa novela. Só cheguei em casa quase no final do debate... (Obs.: dados parciais de audiência divulgados pelas emissoras mostram que o futebol teve audiência de 36,9 pontos, enquanto o debate apenas 5,5).

Quanto ao debate, pelo pouco que vi ou ouvi pela Band News, o que percebi foi: 1) José Serra crítico em relação ao governo Lula – observando que sempre quando criticou o governo não citava o novo do presidente, mas sim o “Governo”, instituições diferentes. 2) Dilma defendendo o governo Lula e forçando a comparação com o governo FHC, tentando vincular Serra ao ex-presidente. 3) Plínio de Arruda Sampaio: coerente com suas ideias, mesmo que não concordemos com elas, 4) Marina tentou se posicionar como uma terceira via, se diferenciar do duelo Dilma X Serra - é algo dificil....

Não gostei do modelo adotado no debate quedesfavorece a participação democrática, já que a maioria das perguntas foi direcionada a Serra e a Dilma (Plínio reclamou disso). Mais correto é o sistema definido pelo matemático Oswald de Souza, e usado pela Globo, pelo qual o candidato que responde é aquele que faz a seguinte pergunta, de forma que todos perguntem e respondam uma vez no mesmo bloco.

Em tempo: não consegui destacar um vencedor. Os candidatos parecem ter errado pouco, falado para os seus públicos. Não acredito que nenhum candidato tenha conseguido ganhar ou perder muitos votos. Muito maior que a audiência do debate, é a cobertura da mídia, que deve repercutir por mais uns dias.

De toda a forma, o debate serve para abrir o jogo. As emissoras de TV começaram a cobrir as eleições agora em agosto, daqui a pouco vem o horário eleitoral na TV e no Rádio. O jogo está jogado.

P.S: Não sei se é um hábito de linguagem dela ou se foi treino, a maioria das respostas de Dilma começavam com “considero”, deve ser treino para evitar o mal visto “acho”.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pesquisa CNT / Sensus aponta Dilma 10 pontos à frente de Serra

A pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada hoje (5), apontou a candidata do PT, Dilma Rousseff, dez pontos à frente do candidato tucano, José Serra, na corrida pela Presidência da República. Na pesquisa espontânea, Dilma apresentou 30,4% e Serra 20,2% das intenções de voto.

A candidata do PV, Marina Silva, apareceu em terceiro com 5% das intenções de voto. Entre os dois mil entrevistados, 3,8% responderam que votarão em branco ou nulo e 27,9% disseram que ainda não sabem em quem votar ou não responderam.
A pesquisa ouviu pessoas de 136 municípios, entre 31 de julho e 2 de agosto em 24 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Na pesquisa estimulada, Dilma permanece na frente. A petista alcançou um percentual de 41,6% contra 31,6% do tucano. A candidata Marina Silva alcançou 8,5% das intenções de voto na pesquisa estimulada.

Na última pesquisa CNT/Sensus, divulgada em maio deste ano apresentou empate técnico entre os presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra, com uma leve vantagem da petista sobre o tucano. A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. Em maio, a candidata Marina Silva apareceu também em terceiro lugar, com 7,3% dos votos. (AGÊNCIA BRASIL)

COMENTÁRIO MEU: A pesquisa CNT / SENSUS confirma a tendência de crescimento de Dilma e sinaliza que, se mantiver este ritmo, são grandes as chances da eleição ser decidida já no primeiro turno. O que reforça a possibilidade de crescimento é o fato de que o horário eleitoral gratuito ainda não começou e na TV a imagem de Lula estará muito mais vinculada à de Dilma. Para tentar reverter o jogo, Serra precisa realizar nos debates e no horário eleitoral uma campanha impecável e, por outro lado, torcer (e estimular) por erros da campanha adversária. Senão acontecer nenhum fato atípico, a tendência registrada agora é de vitória de Dilma já no primeiro turno.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Exigência de apresentar título e documento com foto deve aumentar abstenção

Como título eleitoral é um documento que usamos raramente, não sei por onde anda o meu. Na maioria das vezes, votei apenas com o documento de identidade. Este ano a Legislação passou a exigir a apresentação do documento identidade com foto. Corretíssimo, uma vez que, como nosso título eleitoral não tem foto, a possibilidade de fraude é muito grande. Mas por outro lado, os nossos legisladores cometeram um erro incrível ao incluir na lei a frase “No momento da votação, além da exibição do respectivo título, o eleitor deverá apresentar documento de identificação com fotografia”.

O TSE chegou a receber uma consulta sobre a possibilidade de votar só com o documento de identificação com fotografia, mas nada feito: a lei, mesmo que não concordemos com ela, é fria e clara: votar só com título e foto.

Por conta desse “além” tive que me dirigir ao cartório eleitoral para retirar a segunda via. Felizmente, a Justiça Eleitoral está muito eficiente. Não enfrentei fila e, em menos de cinco minutos, saí com o título na mão. Quem perdeu o título, tem até o dia 23 de setembro (dez dias antes do pleito) para reimprimir a segunda via.

Minha preocupação é que essa mudança proposta pela Legislação no sentido de inibir fraudes acabe também aumentando o número de abstenções, retirando o direito de muitas pessoas que, por qualquer motivo, perderam o título e não conseguiram retirar a segunda via.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cabral é favorito para vencer no 1° turno, mas vantagem atual é artificial

As últimas pesquisas sobre a sucessão no Rio mostraram um Sérgio Cabral (PMDB) imbatível, com vantagem sobre Fernando Gabeira (PV) que beira a casa dos 40 pontos percentuais, dependendo do instituto. Cabral, não só pela liderança nas pesquisas atuais, mas por uma conjuntura totalmente favorável (dobradinha com Lula e Dilma, que cresce no Rio, maior tempo de TV, máquina partidária forte, falta de uma terceira via competitiva, etc), é favorito para liquidar a disputa logo no primeiro turno. Mas a tendência é que com a campanha na TV, o candidato do PV consiga reduzir em parte a desvantagem para Cabral. Mas, por enquanto, algo ainda distante de ameaçar o favoritismo do governador.

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domingo, 1 de agosto de 2010

Dilma parece ter mais chance de vencer no primeiro turno

O principal assunto nos blogs políticos esse final de semana foi a pesquisa Ibope, divulgada pela Rede Globo na sexta, 30 de julho. Depois de Vox Populi e Datafolha terem apresentado resultados completamente diversos, o Ibope desempatou a favor de Dilma e a mostrou cinco pontos à frente de Serra (39% a 34%).

Algumas variações neste período são normais, em função da metodologia, de fatores externos, etc. O que parece consenso é que a candidatura de Dilma está em trajetória ascendente, e, por outro lado, Serra lentamente perde alguns pontos, mas se mantém consistente na casa dos 35%.

Talvez o fato mais importante a se observar é o desempenho de Marina, apenas 7% no último Ibope. Isso indica que a campanha eleitoral na TV começará na segunda quinzena de agosto altamente polarizada. Com pouquíssimo tempo na TV, Marina parece que não terá força para se sobrepor à polarização entre Dilma e Serra.

Com o início do horário eleitoral, Dilma ficará tão conhecida como Serra (pois é, mesmo com esse tempo todo de campanha, há ainda eleitores que não a conhecem e que não sabem que é a candidata do presidente). A figura de Lula no horário eleitoral é outro ponto a favor de Dilma.

Para a campanha de Serra, parece não haver outra escolha: fazer uma campanha impecável na TV, não errar nada, e torcer para que no lado adversário haja escorregões e deslizes. Há um tempo, com o alto grau de polarização que a eleição apresentava, este blogueiro dizia que a tendência era a eleição ser decidida no primeiro turno, restando saber a favor de quem.

Agora a opinião mudou: parece que Dilma tem mais chances de vencer no primeiro turno. Serra precisa impedir que a adversária distancie muito para assegurar uma nova chance na segunda rodada.

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