sábado, 31 de julho de 2010

Pesquisa Ibope mostra Dilma cinco pontos à frente de Serra

Pesquisa Ibope encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo divulgada ontem (30) no Jornal Nacional, mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, à frente de José Serra, do PSDB.

Dilma aparece com 39% das intenções de voto, cinco pontos percentuais a mais que Serra, que tem com 34%. Marina Silva, do PV, obteve 7% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.

Segundo o Ibope, os demais candidatos não alcançaram nem 1% das intenções de voto. A pesquisa registrou 7% de votos brancos ou nulos e 12% de eleitores indecisos.

O levantamento também ouviu os eleitores sobre um possível segundo turno na disputa presidencial. De acordo com a pesquisa, Dilma Rousseff venceria com 46% dos votos e José Serra ficaria em segundo, com 40%.

O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 26 e 29 de julho em 174 cidades de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 20809/2010.

Comentário meu: A pesquisa Ibope bateu com os dados do Vox Populi e destou completamente do Datafolha, que havia registrado empate técnico com Serra numericamente à frente. Clicando na imagem ao lado, você tem acesso ao histórico de todas as pesquisas eleitorais para presidente divulgadas até hoje.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Notícias Políticas

Dilma e Ciro
Dilma e Ciro tiveram um encontro hoje. Dilma saiu dizendo que Ciro terá o papel que quiser na sua campanha e espera que a ajude, principalmente do Ceará, onde estará engajado na campanha à reeleição do Governador Cid Gomes, seu irmão. Ciro evitou dizer como participaria da campanha e declarou que ainda considera errada a estratégia do seu partido, o PSB, de desistir da candidatura própria.

Candidatura de Garotinho liberada
Por unanimidade, o colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) manteve na sessão plenária de ontem (28) o pedido de registro da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao cargo de deputado federal pelo PR.
O deferimento é provisório. Garotinho concorrerá sub judice até o julgamento de ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a sentença do colegiado do TRE-RJ que o manteve inelegível por três anos. (Agência Brasil)

Ibope divulgará pesquisa
A próxima pesquisa sobre a corrida presidencial do Ibope deve ser divulgada durante o Jornal Nacional de amanhã, sexta-feira, junto com pesquisas sobre as disputas estaduais em cinco unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Essa pesquisa foi contratada pela Rede Globo e pelo Estado.
Paralelamente, as afiliadas da Globo devem divulgar pesquisas do Ibope para governador e senador também na sexta, durante o telejornal local, em outros 6 estados: Paraíba, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá e Amazonas. (Blog Vox Pública / Estadão).

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Datafolha para o Senado: Rio deve ter eleição acirrada

O Datafolha divulgado mostrou hoje que o senador Marcelo Crivella (PRB), com 42%, e o ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, com 30%, seriam eleitos se as eleições fossem hoje. Mas engana-se quem pensa que a corrida eleitoral já está definida.

Em relação a pesquisas anteriores, a diferença de Cesar Maia para o candidato do PT, Lindberg Farias, caiu para apenas 10 pontos percentuais, que tem agora 20%. Além do crescimento de Lindberg outro fato que precisa ser analisado é em relação ao candidato do PMDB, Jorge Picciani, que aparece com 12% nas pesquisas eleitorais.

Líder na corrida eleitoral para o Governo, Cabral evita a superexposição, mas Jorge Picciani tem um batalhão de candidatos a deputado estadual e a federal estampando sua propaganda e levando seu número eleitoral. Andando pelas ruas do Rio, tanto na capital como no interior, parece que o único candidato que está fazendo campanha é ele. Quando a campanha para o governo esquentar, com o início do horário eleitoral gratuito, Picciani deve se beneficiar da campanha casada.

Por outro lado, Crivella, líder absoluto nas pesquisas, tem pouco tempo de horário eleitoral na TV no Rádio e na TV e não tem palanque para governo.

Não é improvável supor que Crivella perca alguns pontos e, se Lindberg e Picciani continuarem crescendo, daqui a pouco os candidatos podem estar embolados na casa dos 30% e aí tudo pode acontecer.

Além dos quatro candidatos principais, também aparecem na pesquisa Datafolha: Marcelo Cerqueira (PPS), com 6%; Waguinho (PTdoB) e Milton Temer (PSOL), empatados com 5%; Carlos Dias (PTdoB), com 3%; Claiton (PSTU), com 2%; e Wladimir Mutt (PCB) e Heitor (PSTU), ambos com 1% das intenções.

A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, foi feita com base na soma dos dois votos que cada eleitor pode dar para senador e registrada em 16/07/2010 no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número 59653/2010. O Datafolha ouviu 1.240 eleitores do Estado entre 20 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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domingo, 25 de julho de 2010

Datafolha para governador: números e comentários

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 49%
Aloísio Mercadante (PT) – 16%
Celso Russomano (PP) – 11%
Paulo Skaf (PSB) – 2%
Fabio Feldmann (PV), Mancha (PSTU), Paulo Búfalo (PSOL) e Anaí Caproni (PCO), tem 1% cada. O candidato Igor Grabois (PCB) tem 0%.

Mercadante, para sonhar com um segundo turno, precisa dobrar suas intenções de votos com o início do horário eleitoral, torcer para Paulo Skaf também crescer e Celso Russomano se manter na faixa dos dois dígitos. Ou seja, é muito se...


Rio de Janeiro:

Sérgio Cabral (PMDB): 53%
Fernando Gabeira (PV): 18%
Cyro Garcia (PSTU): 3%
Eduardo Serra (PCB): 3%
Fernando Peregrino (PR): 1%
Jefferson Moura (PSOL): 1%

(A campanha eleitoral na TV ainda não começou e é possível mudança no cenário eleitoral, mas, ao que tudo indica, a eleição no Rio caminha para uma vitória de Cabral no primeiro turno. Interessante é que “Cyro” e “Serra” pontuam bem na pesquisa para o governo do Rio, talvez graças aos seus xarás famosos.)


Rio Grande do Sul:

Tarso Genro (PT): 35%
José Fogaça (PMDB): 27%
Yeda Crusius (PSDB): 15%
Pedro Ruas (PSOL): 1%
Os outros candidatos não pontuaram

(O Rio Grande do Sul é um estado que gosta de produzir surpresas, mas, por conta do alto grau de rejeição da governadora Yeda Crusius (42%), o cenário eleitoral indica hoje um segundo turno entre Tarso e Fogaça).

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 43%
Osmar Dias (PDT) – 38%
Paulo Salamini (PV) – 1%
Os demais candidatos não pontuaram

(Acontece no Paraná um segundo turno dentro do primeiro. Pela margem de erro de 3 pontos, há um empate técnico. A disputa por lá está completamente aberta)


Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 44%
Antonio Anastasia (PSDB) – 18%
Empatam com 2% os candidatos Professor Luis Carlos (PSOL) e Vanessa Portugal (PSTU), enquanto Edilson Nascimento (PTdoB), Fabinho (PCB), Pepê (PCO) e Zé Fernando Aparecido (PV) surgem com 1% cada.

(Apesar da grande vantagem de Hélio Costa, Antonio Anastasia, o atual governador, é ainda desconhecido de grande parte do eleitorado. Quando começar o horário eleitoral e seu nome passar a ser associado ao do ex-governador Aécio Neves a tendência é que ele cresça. A disputa está aberta)

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 40%
Agnelo Queiroz (PT) – 27%
Os demais candidatos somam 5%

(Roriz está ameaçado pela Lei da Ficha Limpa e os 27% registrados por Agnelo mostram uma candidatura competitiva. O cenário está aberto).

Bahia
Jacques Wagner (PT) – 44%
Paulo Souto (DEM) – 23%
Geddel Vieira Lima (PMDB) – 12%
Os candidatos Luiz Bassuma (PV) e Professor Carlos (PSTU) têm 1% cada um. Marcos Mendes (PSOL) e Sandro Santa Bárbara (PCB) não pontuaram.

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 59%
Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 28%
Sérgio Xavier (PV) – 1%
Os demais candidatos não pontuaram

(A eleição está amplamente polarizada e o governador Eduardo Campos é o franco favorito)

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Datafolha diverge do Vox Populi e aponta empate técnico entre Dilma e Serra

O Datafolha para presidente divulgado ontem divergiu completamente do Vox Populi divulgado sexta e apontou um empate técnico entre José Serra com 37% e Dilma Rousseff com 36%. O instituto mineiro havia registrado oito pontos de vantagem de Dilma sobre Serra. Há diferenças metodológica entre os dois institutos – a coleta do Datafolha, por exemplo, é ponto de fluxo e a do Vox Populi é domiciliar. Mas há uma diferença bastante considerável que pode também ajudar a explicar a diferença: Vox Populi apresenta o partido do candidato e o Datafolha não. Como Dilma é do PT e a identificação do PT com o presidente Lula, ela pode ser beneficiada nesta modalidade. Mas o que é certo, dizer ou não o partido do candidato? Talvez não dizer o partido, mostra o índice mais momentâneo, mas, por outro lado, dizer o nome do partido pode antecipar um crescimento inevitável, que acontecerá no momento que Lula for para a TV com Dilma a partir da segunda quinzena de agosto. Na espontânea, quando o nome dos candidatos não são mostrados aos eleitores, Dilma abre cinco pontos contra Serra.

Veja os números do Datafolha:

Estimulada:

José Serra (PSDB) – 37%
Dilma (PT) – 36%
Marina (PV) – 10%
Plínio (PSOL) – 1%
Zé Maria (PSTU) – 1%
Os outros candidatos não atingiram 1%

Espontânea

Dilma – 21%
Serra – 16%
Marina – 4%
Lula – 4%
Candidato do Lula – 3%
Candidato do PT – 1%

(Serra caiu 3 pontos em relação ao levantamento anterior e Dilma se manteve estável, tinha 22%. Apesar da campanha ter começado o número de indecisos aumentou de 42% para 46%)

Rejeição

Segundo a Folha, há também um quadro de poucas mudanças na rejeição dos candidatos. Os que não votariam no ex-governador "de jeito nenhum" são 26% (eram 24% da última pesquisa).

Dilma tem 19% (antes o percentual era 20%). Entre os candidatos mais competitivos, Marina é a menos rejeitada apenas 13%). Na divisão do voto por regiões do país, não houve também inversão de posições. O tucano lidera no Sul e no Sudeste. Dilma ganha no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vox Populi / Band: 8 pontos de vantagem para Dilma e cheiro de vitória no 1º turno

Pesquisa do instituto Vox Populi, encomendada pela Rede Bandeirantes e o portal IG, mostrou hoje (23), que na pesquisa estimulada a candidata Dilma Rousseff (PT), da coligação Para o Brasil Seguir Andando, abriu uma vantagem de 8% das intenções de votos sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), da coligação O Brasil Pode Mais. Dilma tem 41% da preferência dos entrevistados e Serra, 33%. A candidata Marina Silva, do Partido Verde, aparece em terceiro lugar, com 8%.

Neste cenário, os votos em branco e nulos somaram 4% e 13% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Na pesquisa espontânea, de acordo com o Jornal da Band, Dilma está com 28%; Serra com 21% e Marina Silva com 5%. Em um eventual segundo turno entre a petista e o tucano, a Dilma Roussef teria 46% e Serra 34%.

O maior índice de rejeição, de acordo com a pesquisa Vox Populi, recai sobre José Serra, com 24%, 20% disseram que não votariam em Marina Silva e 17% rejeitam Dilma Rousseff.

A margem de erro é de 1,8 ponto. Esta é a primeira pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas à Presidência. Ela foi feita entre os dias 17 e 20 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10. Foram feitas 3.000 entrevistas em 219 cidades de todas as regiões do país. (Agência Brasil)

Meu comentário: A pesquisa Vox Populi exala cheiro de vitória de Dilma no primeiro turno. Pode ser uma análise precipitada, já que há ainda muita campanha pela frente. Mas se isso serve de consolo aos tucanos, há um outro lado: se Dilma já abriu essa dianteira, antes do horário eleitoral gratuito, o que acontecerá quando Lula for para a TV pedir votos para ela.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lei cria participação feminina de faz de conta

Com os registros das nominatas para as disputas dos cargos legislativos confirmou-se o que todo mundo sabia. Os partidos não conseguiram cumprir a obrigatoriedade de se preencher com 30% as vagas destinadas às mulheres.

Até as eleições anteriores, o percentual era apenas uma reserva de vagas. Se os partidos ou coligações não conseguissem preenche-las bastaria deixá-las em aberto, não podendo ocupá-las com homens.

A reserva de vagas para candidaturas não é garantia da participação das mulheres e, os nossos nobres parlamentares, resolveram ter a ideia brilhante de, ano passado, ao aprovar o que chamaram de “Mini-Reforma Eleitoral” de tornar obrigatório o preenchimento de tais vagas. Assim, se o partido lançar 10 candidatos, três obrigatoriamente tem que ser mulheres.

Criou-se novamente uma participação feminina de faz de conta. Isso por que os partidos viram-se obrigados a inscrever mulheres candidatas que simplesmente não vão fazer campanha, pois entraram na chapa apenas para “fazer número”.

O mais provável é que o TSE deixe tudo como estava antes ao analisar as nominatas. Declarações do Ministro Arnaldo Versiani e da Vice-Procuradora-Geral Eleitoral, Sandra Cureau, sinalizam para esta solução.

Temos duas mulheres entre os principais candidatos a presidência da república, ainda que de forma lenta, as mulheres vão conquistando espaço na política. Não será com a força da lei que esse avanço vai acelerar.

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Mídia prefere Tititi do que debater propostas

Faça um teste: pegue qualquer um dos principais jornais ou entre em um dos principais portais de notícias sobre as eleições. Você, provavelmente, vai ver notícia sobre as acusações feitas pelo candidato a vice-presidente, Índio da Costa (DEM), de ligação do PT com as FARC's ou sobre o caso Lina Vieira, que os tucanos tentam requentar.

O que nossos presidenciáveis pensam sobre segurança pública, meio ambiente ou economia? Quais são as propostas de Serra, Dilma, Marina e os demais candidatos para a política monetária, para o comércio exterior, para a educação, para saúde...

No período pré-eleitoral, é compreensível que a mídia se preocupe mais com bastidores, mas a este momento isso cansa aqueles que querem conhecer as ideias dos candidatos e não apenas tititi...

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eleições no Rio devem ser decididas no primeiro turno e Cabral é favorito

Tenho ficado um pouco ausente do Blog e tentarei responder algumas dúvidas que volta e meia aparecem aqui ou em outros espaços de discussão política sobre a sucessão no Rio de Janeiro.

Com a saída de Garotinho, Cabral fatura a eleição no primeiro turno?

A eleição aqui no Rio será um segundo turno dentro do primeiro, com uma disputa entre o atual governador Sérgio Cabral (PMDB) e o deputado federal Fernando Gabeira (PV). Cabral por ter uma coligação mais ampla, o controle da máquina é, sem dúvida o favorito. No final, tudo vai depender de quantos votos terão os demais candidatos: Fernando Peregrino (PR), Jeferson Moura (PSOL), Cyro Garcia (PSTU) e Eduardo Serra (PCB). As últimas pesquisas indicam que eles não alcançam nem 5% dos votos. Com pouco tempo de TV e pouca estrutura partidária é bem difícil mudar esta situação de polarização entre os dois principais concorrentes.

O que Gabeira precisa fazer para vencer as eleições?

Gabeira veio de uma eleição para prefeito do Rio, quando teve mais de 49% dos votos e perdeu a parada por poucos décimos. Para que ele possa enfrentar o favoritismo de Cabral é fundamental que ele imponha uma vantagem considerável contra o governador na capital, já que o interior é uma área de mais difícil penetração. Só para se ter uma ideia, Cabral tem o apoio de mais de 90% dos prefeitos, inclusive alguns filiados a partidos de oposição, sem contar os inúmeros deputados com base no interior para puxar votos para a sua campanha.

E para o Senado, quem são os favoritos?

As pesquisas mostram hoje o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), na liderança. Outros dois nomes competitivos são o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias e o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB). Estes dois últimos estão na chapa de Cabral e tentarão usar o palanque forte e o farto tempo de TV para virar o jogo. Na prática, os quatro têm chances de ocupar as duas vagas em disputa.

Serra se prejudica por não ter candidato a governador no Rio?

Certamente sim, mas não havia outra alternativa. Lançar um candidato pouco expressivo não resolveria o problema e criaria outro, já que Gabeira não seria candidato. Como candidato a governador, mesmo que puxe votos para Marina Silva, Gabeira consegue frear um avanço de Dilma, que é favorita a vencer no Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

O valor declarado e o valor real nas declarações dos políticos

Tão logo, o TSE começou a disponibilizar a declaração de bens dos candidatos às eleições de outubro – uma exigência legal – opositores de políticos de diversas colorações partidárias começam a questionar a diferença do valor declarado de um bem (imóvel em geral) para o seu valor de mercado.

A primeira coisa que se deve observar é que a maioria das pessoas, seja para pagar um imposto menor na transação declara no Imposto de Renda um valor menor do que pagou pelo imóvel. Isso chama-se sonegação e é crime. Há também aqueles que, políticos ou não, declaram um valor menor. Isso é bandidagem mesmo! Nenhuma coisa, muito a menos a outra servem de desculpa para políticos fraudarem as suas declarações de bem.

Mas antes de atacar pedras nos nossos nobres políticos é preciso entender um pouco como funciona a declaração de imposto de renda. Você deve sempre declarar o valor que pagou pelo imóvel, tenha isso acontecido há cinco, dez, ou quinze anos.
Pergunte a um contador e ele vai explicar que a receita não considera o valor de mercado do imóvel e a única possibilidade de aumentar o valor é quando se realiza benfeitorias, como reformas e obras.
Vamos ficar atentos às declarações de renda dos nossos políticos, mas conhecimento de causa!

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Serra parte para o confronto

No segundo dia oficial de campanha, José Serra (PSDB) levou ao ar seu site eleitoral. A página dá um tom do discurso de Serra: ataque a Dilma. Seguido do questionamento “Por que Dilma foge do debate?” há um contador.

Enquanto Serra liderava com folga as pesquisas, ele ensaiava um estilo “Serrinha, paz e amor”, tal como o Lula oposicionista de 2002. Com o crescimento de Dilma, empatada com Serra ou já a sua frente dependendo do levantamento, o tucano bate.

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Valença terá nova eleição para prefeito

A Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro recebeu, nesta segunda-feira (5), ofício do Tribunal Superior Eleitoral determinando o cumprimento do acórdão da Corte superior que confirmou a cassação do prefeito e do vice-prefeito do município de Valença, Vicente de Paula de Souza Guedes e Dilma Dantas Moreira Mazzeo. A decisão tem como objetivo proibir a figura do “prefeito itinerante”, já que o político fora por duas vezes consecutivas prefeito do município de Rio das Flores e, em seguida, concorreu e venceu na eleição para a Prefeitura de Valença.

O presidente do TRE-RJ, desembargador Nametala Jorge, afirmou que será determinado o afastamento imediato do prefeito e realização de novas eleições no município, como dispõe o artigo 224, do Código Eleitoral: “Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias”.

De acordo com o TSE é vedado o exercício de três mandatos consecutivos na chefia do Poder Executivo, ainda que em município diverso. Os ministros do TSE fundamentaram na decisão que “a faculdade de transferência de domicílio eleitoral não pode ser utilizada como forma de burlar a vedação constitucional, sob pena de se admitir, no Brasil, a figura de prefeitos itinerantes, com prazo de mandato indefinido, apenas mudando de domicílio, utilizando-se de expedientes aparentemente lícitos para frustrar a aplicação da norma constitucional, à moda de fraude”. (Fonte TRE-RJ)

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sábado, 3 de julho de 2010

Ibope agora mostra Serra e Dilma empatados em 39%

Do G1

Pesquisa Ibope sobre a intenção de voto para presidente da República, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, aponta empate em 39% entre os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em abril, Serra tinha 40%; na virada de maio para junho, caiu para 37%, depois para 35%; agora subiu e aparece com 39%. Com a margem de erro, teria entre 37% e 41%. Dilma tinha 32%, depois foi a 37%, a 40% e agora aparece com 39%. Com a margem de erro, também teria entre 37% e 41%.

Marina Silva (PV) se manteve em 9% nas três pesquisas desde abril e agora tem 10%. Com a margem de erro, estaria entre 8% e 12%. Brancos e nulos somaram 6% e indecisos, 7%.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Datafolha destoa de Ibope e Vox Populi e registra empate entre Serra e Dilma

Xom a eliminação do Brasil da Copa, a campanha eleitoral começou e, ao contrário de Ibope e Vox Populi, que cravaram a petista Dilma Rousseff cinco pontos à frente do tucano José Serra (40% a 35% em ambos os levantamentos), segundo o Datafolha permanece o empate entre os principais candidatos a presidência, com Serra numericamente à frente 39% a 38%. No levantamento anterior do Datafolha, os dois estavam com 37%. Ainda segundo o levantamento, Marina Silva, do PV, oscilou negativamente dois pontos e agora tem 10% das intenções de votos.

A reportagem de hoje na Folha, assinada pelo colunista Fernando Rodrigues, atribui a oscilação positiva de Serra à sua forte exposição na TV. Pode ser. Mas Ibope e Vox Populi não captaram o mesmo sinal.

Na pesquisa espontânea, segundo o Datafolha, Serra também cresceu, foi de 14% a 19%, mas continua atrás de Dilma, que de 19% foi a 22%. Marina tem 3% das intenções de votos.

Há ainda 5% de declarações espontâneas a favor de Lula, 4% no candidato que ele indicar e 1% no candidato do PT, elevando em pelo menos 10 pontos percentuais o potencial de Dilma.

Curioso foi que nesse dado é a discrepância entre Datafolha e Ibope. Segundo o Ibope, há ainda 20% de eleitores que, sem saber que Lula não pode ser candidato, declaram voto nele.

Serra permanece com a maior rejeição, 24%, três pontos a menos que a pesquisa de maio. Dilma e Marina mantiveram os mesmos índices da pesquisa anterior: 20% e 14% respectivamente.

Para 43% dos entrevistados, Dilma será eleita, contra 33% dos que apostam em Serra. No segundo turno, permanece o empate técnico registrado na pesquisa anterior, mas com inversão das posições. Em maio, Dilma tinha 46% contra 45% de Serra, agora Serra tem 47% contra 45% de Dilma.

Segundo a Folha,
Dilma continua tendo suas melhores taxas no Nordeste, onde subiu de 44% para 47%, e Norte/Centro-Oeste, onde foi de 40% para 42%. Já Serra está melhor no Sul, onde sua intenção de voto subiu de 38% para 50%, e no Sudeste, onde tem 43%, contra 40% de maio.

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Câmara dos Deputados ou Câmara Federal?

Tenho observado, recentemente, vários órgãos da imprensa se referirem à casa baixa do parlamento brasileiro como “Câmara Federal”. A denominação correta e única é “Câmara dos Deputados”.

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