segunda-feira, 31 de maio de 2010

PT e PMDB contratam pesquisas eleitorais em Minas

No último dia 27, o Sensus registrou uma pesquisa eleitoral encomendada pelo PT-MG, sobre a sucessão em Minas Gerais. O partido que ainda resiste aceitar a coligação com o PMDB de Hélio Costa, quer provar a viabilidade do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

A ofensiva do PMDB não tardou. Por meio do Instituto Ulisses Guimarães, o partido contratou pesquisa Ibope, registrada nesta segunda, dia 31. O período de realização é 29/05/2010 a 01/06/2010 e os resultados podem ser divulgados a partir do dia 04.

No caso do Sensus, a pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 29 e pode ser divulgada a partir de amanhã.

Como esses levantamentos foram contratados por partidos políticos, não há garantia de que serão divulgados. Nestes casos, o que costuma acontecer é o partido registrar a pesquisa e divulgar apenas se os resultados forem favoráveis.

Este blog aposta que, apesar da chiadeira, o PT mineiro vai atender ao desejo do Planalto e cerrar fileira com Hélio Costa.

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Globo contrata pesquisa Ibope para presidente

O Ibope registrou nesta segunda, 31/05, nova pesquisa sobre a sucessão eleitoral, a primeira contratada pela Rede Globo. O período de realização começou em 28/05 e vai até 04/06, data em que completa cinco dias o registro e, portanto, pode ser divulgada.

As últimas pesquisas de Vox Populi, Sensus e Datafolha, mostraram crescimento da ex-ministra Dilma Rousseff, que, dependendo do cenário, já ultrapassa o pré-candidato do PSDB, José Serra. (Acesse todas as pesquisas eleitorais para presidente).

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

TSE cassa o mandato de Vicente Guedes, prefeito “itinerante” de Valença

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na sessão desta quinta-feira (27), a cassação dos mandatos do prefeito de Valença (RJ), Vicente de Paula de Souza Guedes (PSC), e de sua vice, Dilma Dantas Moreira Mazzeo, proferida em decisão individual pelo ministro Felix Fischer, que já não compõe mais a Corte. O Tribunal entendeu que Vicente de Paula era inelegível por exercer pela terceira vez consecutiva o mandato de prefeito, o que é proibido pelo artigo 14 da Constituição Federal.

No recurso acolhido pelo ministro Felix Fischer e contestado pelo prefeito e sua vice, o Ministério Público informa que Vicente de Paula exerceu dois mandatos como prefeito de Rio das Flores (RJ). Em seguida, transferiu seu domicílio eleitoral para Valença, município vizinho, sendo eleito para o cargo pela terceira vez consecutiva na eleição de 2008, considerando os dois municípios.

Autor do pedido de vista do recurso apresentado pelo prefeito impugnado, que já havia sido negado em sessão anterior pelo relator ministro Aldir Passarinho Junior, o ministro Hamilton Carvalhido destacou, em seu voto-vista, que o TSE firmou nova jurisprudência em dezembro de 2008 ao julgar dois processos referentes ao tema.

Disse ele, assim como antes afirmara o ministro Aldir Passarinho Junior, que a Corte passou a considerar que a transferência de domicílio eleitoral de candidato, visando o exercício de um terceiro mandato como prefeito em outro município, desrespeita ao disposto no artigo 14 da Constituição, que trata de inelegibilidades, entre outras questões.

Até 17 de dezembro de 2008, o TSE adotava posição de que o exercício de dois mandatos consecutivos de prefeito em um município não gerava inelegibilidade nas eleições para prefeito por outro município, logo em seguida, desde que o candidato se desincompatibilizasse do cargo e transferisse seu domicílio eleitoral dentro do prazo legal.

O ministro Hamilton Carvalhido afirmou que a nova jurisprudência fixada pelo TSE em dezembro de 2008 não desrespeita a segurança jurídica e atinge a candidatura do prefeito impugnado porque foi aplicada em dois casos semelhantes relativos às eleições de 2008.

O ministro rejeitou o argumento de Vicente de Paula, entre outros, de que exercia “cargos de mesma natureza, mas não o mesmo cargo”. Hamilton Carvalhido lembrou que o objetivo do artigo 14 da Constituição foi justamente evitar a perpetuação de um cidadão em cargo de chefe de Poder Executivo.

“O parágrafo 5º do artigo 14 da Constituição Federal permite o exercício de apenas dois mandatos consecutivos na chefia do Poder Executivo em um mesmo cargo. A nova jurisprudência do TSE deve prevalecer”, salientou o ministro.

Apenas o ministro Marco Aurélio divergiu dos demais ministros e votou a favor da concessão do recurso do prefeito e da vice-prefeita impugnados. O ministro entende que a legislação eleitoral não estabelece a inelegibilidade de candidato a cargo de prefeito em uma outra cidade, logo após este ter exercido dois mandatos consecutivos na prefeitura de um outro município. (Fonte: TSE)

Comentário:
O TSE não informa, mas o entendimento deste blogueiro é que, por se tratar de matéria constitucional, cabe ainda recurso ao Superior Tribunal Federal (STF). A dúvida é se ele permanece ou não no cargo até o julgamento deste recurso. Creio que sim! No caso do STF confirmar a decisão, haverá novas eleições lá na minha terra, tendo em vista que Vicente foi eleito com mais de 50% dos votos válidos.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

TRE-RJ torna casal Garotinho inelegível e cassa mandato de Rosinha

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cassou o mandato da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, por abuso do poder econômico. Segundo o TRE-RJ, “ela foi beneficiada pelas práticas panfletárias da rádio e do jornal O Diário, durante a campanha nas eleições 2008”. Informa o TRE que, como Rosinha Garotinho obteve mais de 50% dos votos, o município pode passar por novas eleições. O uso indevido dos meios de comunicação social também levou a Corte a tornar inelegíveis por três anos a prefeita cassada e o pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho, além de três comunicadores da rádio O Diário.

O TRE informou também que, por precaução, vai aguardar eventuais recursos e embargos, antes de convocar eleições suplementares em Campos. Caso a prefeita recorra ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há imediato efeito suspensivo. Isso permite que ela aguarde o julgamento do recurso no cargo, além de repassar ao TSE a decisão final sobre a possível convocação de novas eleições na cidade. Já um eventual recurso de Anthony Garotinho não produz o mesmo benefício. Apenas uma medida cautelar concedida pelo TSE pode manter a possível candidatura de Garotinho ao governo do Estado neste ano.

O julgamento chegou a ficar empatado em três votos a três. Coube ao presidente do TRE-RJ, desembargador Nametala Jorge, o voto de desempate. “Os fatos foram inadmissíveis. O pleito eleitoral tem que ter uma lisura absoluta, trata-se de um direito da sociedade”, justificou o desembargador. Os votos vencidos foram do relator do processo, juiz Célio Salim e dos juízes Leonardo Antonelli e Luiz de Mello Serra. Os desembargadores Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz e Raldênio Bonifácio acompanharam o voto divergente do revisor, juiz Luiz Márcio Pereira. Houve ainda um impasse quanto ao início da contagem do prazo de inelegibilidade.

O juiz Luiz Márcio Pereira defendeu a tese de que o prazo deveria contar a partir da decisão, no que foi acompanhado pelo desembargador Nametala Jorge. Mas os desembargadores Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz e Raldênio Bonifácio entenderam que deve prevalecer a Súmula 19 do TSE, com a contagem a partir das eleições em que os fatos ocorreram, ou seja, em 2008. Para resolver o impasse, o juiz Luiz Márcio Pereira adotou o prazo da Súmula, o que significa que Anthony Garotinho e os radialistas Linda Mara da Silva, Patrícia Cordeiro Alves e Everton Fabio Nunes Paes estão inelegíveis ate 2011.

Em seu blog, Garotinho classificou a decisão como uma covardia, disse que o julgamento foi político e atacou o governador Sérgio Cabral (PMDB):

“O julgamento de hoje, é mais um capítulo da longa história de perseguições que venho sofrendo ao longo da minha vida política. Nos últimos dias Sérgio Cabral recebeu pesquisa apontando que a diferença, entre eu e ele havia sido reduzida para 9 pontos percentuais. Mais do que isso, vem fazendo tudo para eu não ser candidato.

Vamos anular esse julgamento que não foi jurídico, e sim político. Cabral não quer que eu diga na campanha o que ele vem tentando esconder da opinião pública gastando 495 milhões em propaganda”.

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A campanha ainda não começou... Será mesmo?

Como aqueles que acompanham o blog podem observar não estou conseguindo atualizar este espaço com a frequência de tempos anteriores. O blog é uma atividade que exerço (com prazer) nas horas vagas e estas horas vagas tem ficado escassas nas últimas semanas...

Não gosto de ficar, simplesmente, replicando textos e notícias de outros lugares, o que seria uma alternativa para aumentar o número de atualizações. Quando replico algo aqui é por que, de fato, acho que os leitores do blog podem gostar.
Mas, mesmo sem tempo para escrever, não deixo de acompanhar o noticiário político e observar a sucessão presidencial. E o que o percebo é que, como diria o presidente, “nunca antes na história deste país” a campanha começou tão cedo. Principalmente a campanha presidencial.

Esta semana teve debate na CNI, os pré-candidatos estão todos os dias nas rádios. Até corpo a corpo vem acontecendo, como o que o candidato do PSDB, José Serra, fez nesta quarta-feira com o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, seu correligionário.

Os partidos têm usado com fins eleitorais os tempos destinados à propaganda partidária. Todos, sem exceção. Os pré-candidatos agem, de uma forma geral, como se a campanha já tivesse começado – oficialmente começa só a partir de julho.

Não tenho observado esta antecipação, pelo menos não com a mesma intensidade, nas disputas estaduais.

Há duas possíveis explicações para isso: uma é que o presidente Lula antecipou a sucessão presidencial, já que era necessário tornar Dilma Rousseff – que nunca disputou nenhuma eleição – conhecida. A outra é fruto do sistema eleitoral brasileiro que coincide as eleições presidenciais com as sucessões estaduais. Muitos estados estão dependentes das definições nacionais

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terça-feira, 25 de maio de 2010

"O dado mais importante é o grau de satisfação com o governo Lula", diz cientista político sobre eleições 2010

O cientista político Leonardo Barreto analisa em seu blog, “Casa de Política”, a sucessão presidencial brasileira. Cita o economista americano Anthony Downs e seu clássico “Uma teoria econômica da democracia” para explicar que a decisão do voto é racional. Veja alguns trechos:

Em um modelo simples, Downs afirmava que os eleitores são seres racionais e que escolhem opções políticas que mais se aproximam dos seus interesses, objetivos e preferências. Mais importantes do que os vínculos ideológicos, compartilhamento de valores ou de identidades sociais é o fato de que os cidadãos compreendem que parte significativa do seu bem estar advém da gestão realizada por governos. (...)

No caso da eleição presidencial brasileira de 2010, o modelo de escolha eleitoral elaborado por Downs pode ser bastante útil aos analistas. O dado mais importante de todo o processo eleitoral é o grau de satisfação da população com o governo Lula. Pesquisas realizadas por todos os institutos de pesquisa mostram incessantemente que o governo atual atingiu seus maiores índices de aprovação em toda a série histórica, iniciada em 2003 (cerca de 80%). Na medida em que as pessoas estão satisfeitas com a administração atual, pode-se supor que elas também estejam positivamente mais sensíveis à sua continuidade. Considerando que os brasileiros sejam racionais e buscam adequar suas ações aos seus objetivos, é palpável afirmar que buscarão uma alternativa eleitoral que mais se aproxime do ideal de continuidade. Nesse sentido, a candidatura de Dilma Rousseff ganha uma força estrondosa. (...)

É importante notar. O poder de transferência de votos não está ligado necessariamente à capacidade pessoal de Lula de persuadir eleitores, mas ao desejo de ver a atual administração tendo continuidade. Na medida em que as pessoas vão identificando a ex-ministra como a candidata do governo e da continuidade, seu índice de intenção de votos subirá naturalmente. (...)

Outro autor mais antigo chamado Maquiavel dizia que a política podia ser dividida em duas: uma era previsível e passível de manipulação. Outra era ditada pelo acaso, por aquilo que não podia ser controlado. Com os atuais indicadores de aprovação do governo Lula e a vantagem concreta de Dilma sobre seus adversários, pode-se dizer que, atualmente, a ex-ministra da Casa Civil de Lula possui uma situação mais controlada e administrável. Já as chances de Marina e Serra dependem mais da força do imponderável.


(O texto na íntegra pode ser acessado aqui)
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TRE-PB multa blog em R$ 50 mil por divulgação irregular de pesquisa eleitoral

Veja a notícia que pesquei no Site do TSE. Não me aprofundei no assunto, mas de toda forma serve de alerta aos blogueiros. Enquete não tem valor científico e tem que ficar claro isso. Mas que a decisão da justiça é meio exagerada, isso é...

TRE-PB multa blog do Tião
25 de maio de 2010 - 17h45

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) multou em pouco mais de 50 mil reais o blog do Tião, de responsabilidade do jornalista Sebastião Florentino de Lucena. A ação foi movida pelo Ministério Público Eleitoral por entender que houve divulgação de pesquisa eleitoral sem autorização.

O blog do Tião divulgou uma enquete, nas eleições de 2006, com intenções de votos para candidatos a senador, porém não informando aos internautas que se tratava de uma sondagem de votos.

A defesa alegou que não há regulamentação para punir enquetes de Internet e que não houve violação à lei eleitoral por não se tratar de uma pesquisa eleitoral. A Corte entendeu, por maioria de votos, que a pesquisa foi divulgada irregularmente.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Falta uma peça para definir o Xadrez Político do Rio: Marcelo Crivella

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) é líder nas pesquisas de intenção de votos para o Senado, mas ainda não conseguiu assegurar uma coligação para tentar permanecer no cargo. Seu caminho mais natural foi brecado com a interpretação que os partidos que se coligarem para governador precisam manter a mesma coligação para o senado, o que inviabiliza a terceira candidatura.

Crivella queria juntar-se ao governador Sérgio Cabral (PMDB), mas sua chapa já tem dois candidatos ao Senado, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB) e o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT).

A proximidade das convenções – até 30 de junho tudo tem que estar definido – favorece a criação de série de boatos. O que vai acontecer não se sabe. As possibilidades, os prós e contras são estes.

- Sérgio Cabral rifa Picciani e Lindberg. Prós: Crivella ganha tempo de TV e palanque para a sua candidatura. Contra: para Crivella, não há contra. O desgaste fica na conta de Cabral.

- Alia-se a Anthony Garotinho (PR). Prós: aumenta tempo de TV e também assegura um palanque. Contra: o Bispo Manoel Ferreira (PR), também pré-candidato ao Senado, não é favorável ao acordo.

- Crivella lança-se numa candidatura avulsa pelo PRB e faz uma aliança branca com Cabral. O principal problema dessa candidatura é que contará apenas com o tempo de TV do PRB e não poderá fazer, abertamente, uma campanha casada com nenhum candidato a governador.

- Desiste de ser candidato ao Senado e vem a deputado federal. Perde lugar na Câmara Alta, mas pode, com uma votação ampla, aumentar a bancada do PRB na Câmara.

Leio no Blog do Rodrigo Drable, ex-vereador de Barra Mansa e membro do PR de Garotinho, que corre um boato que o bispo Edir Macedo, tio de Crivella e líder da Universal, teria encomendado pesquisa para testar a viabilidade da chapa Wagner Montes governador / Crivella vice.

Wagner Montes é deputado estadual e apresentador da TV Record. Parece pouco provável que isso aconteça, mas soa como um recado para Cabral: “arrume um lugar para o Crivella, senão a gente tumultua sua eleição”. O PDT já está fechado com Cabral.

P.S: Caso o PDT não tivesse fechado com Cabral, seria uma solução ótima para Crivella a candidatura de Wagner Montes ao Governo. Mas, neste caso, o mais lógico seria Crivella partir para a reeleição. O PDT daria tempo de TV e Wagner Montes o palanque que Crivella necessita.

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domingo, 23 de maio de 2010

Aspásia desiste de disputar o Senado

A vereadora Aspásia Camargo (PV) anunciou hoje ter desistido de disputar o Senado. A ‘verde’, que não participou do lançamento da candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Estado, realizada neste domingo no Campo do América, disse querer evitar constrangimento ao companheiro de legenda.

Aspásia vinha tentando lançar sua candidatura, apesar de Gabeira ter acertado uma coligação em que o PSDB indicaria o vice, Márcio Fortes, e DEM e PPS os dois candidatos ao Senado, Cesar Maia e Marcelo Cerqueira respectivamente.

O TSE interpretou que uma coligação ao Governo não poderia lançar três candidatos ao Senado, mas Aspásia e o presidente do PV no Rio, o também vereador Alfredo Sirkis, vinham insistindo na tese, inclusive alegando que a interpretação do TSE não era palavra final no assunto.

Aspásia, assim como Sirkis, é crítica de Cesar Maia e também questiona a aproximação de Gabeira ao Tucano José Serra. "Embora, discordando, achei melhor não insistir em ir contra a coligação formada por opção do Gabeira, que vai ser o candidato ao governo e tinha a palavra final", declarou, segundo a imprensa.

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ANÁLISE DATAFOLHA: Dilma já pode ser considerada favorita

Em relação à pesquisa Datafolha de abril, Dilma Rousseff cresceu em todas as regiões do país e em todas as faixas de eleitorado, mas ainda é menos conhecida do que seu principal adversário, José Serra. Dilma, que no resultado global está empatada com Serra na faixa de 37%, cresceu substancialmente entre os eleitores que aprovam o Governo Lula.

Ela lidera no Nordeste (44% a 33%) e Norte / Centro Oeste (40% a 34%). Serra permanece na frente apenas no Sudeste (40% a 33%). No Sul, Serra está numericamente à frente, mas o resultado de 38% a 35% assegura um empate técnico.

Entre os que consideram o governo Lula ótimo e bom, Dilma tem 45% (+8), contra 32% de Serra (-4). Entre os que consideram o governo Lula regular, Serra tem 52% (-3) e Dilma 14% (+3). No universo de ruim péssimo, Serra tem 59% (-3) e Dilma 4% (+2). Ressaltando que 76% consideram o governo Lula ótimo ou bom, 19% consideram regular e 5% ruim ou péssimo.

Grau de conhecimento

Dilma Rousseff é conhecida por 92% dos eleitores, sendo que 15% a conhecem bem, 33% um pouco e 45% só de ouvir falar. José Serra é conhecido por 98% dos eleitores, sendo que 24% o conhecem bem, 44% um pouco e 31% só de ouvir falar. Marina é a menos conhecida com total de 80%, sendo 13% muito bem, 25% um pouco, e 42% só de ouvir falar.

Gênero / Idade / Escolaridade

Dilma cresceu entre as mulheres, de 25% para 33%, mas ainda perde para Serra, que tem 38% (-5). Entre os homens, Dilma ultrapassou Serra. Ela tem 42% (+7), contra 36% (-5) de Serra.

Por idade, Dilma e Serra alternam liderança nas faixas, porém sem grandes diferenças.

Quanto à escolaridade, há também empate em todas as faixas, sendo que Dilma está numericamente à frente entre os eleitores de nível superior (38% a 35%) e de nível médio (40% a 36%) e Serra entre os eleitores de nível fundamental (38% a 35%)


Comentário:

O grau de conhecimento dos candidatos deve se igualar apenas quando começar a propaganda eleitoral na TV e, aí sim, será possível aferir com mais precisão as intenções de votos. Análise do diretor do Datafolha, Mauro Paulino, publicada neste domingo na Folha, revela que há ainda 11% de eleitores que querem votar no candidato do presidente Lula, mas não sabem que Dilma é sua candidata.
Olhando por escolaridade, Dilma lidera entre os que têm ensino médio e superior, mas está atrás entre os de escolaridade fundamental. Em tese, estes últimos ainda não se inteiraram do processo eleitoral e é onde o presidente Lula tem maior intenção de votos.

Dilma já lidera na espontânea, 19% contra 14% de Serra, sendo que há ainda 5% de eleitores que dizem que vão votar em Lula, 3% no candidato do Lula e 1% no candidato do PT.

Todos estes fatos indicam um momento favorável para Dilma que, a esta altura, pode ser considerada favorita. Mas eleição não é ciência exata e o que assegura eleição é voto e não favoritismo prévio. Por enquanto, há muita água para rolar.

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sábado, 22 de maio de 2010

Datafolha aponta empate entre Serra e Dilma e passa a falar mesma língua de Vox Populi e Sensus

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pela Folha de S. Paulo confirmou o que Sensus e Vox Populi já haviam registrado: crescimento da ex-ministra Dilma Rousseff (PT), que subiu de 30% em abril para 37% agora, mesmo percentual que tem o tucano José Serra (contra 42% de abril).

Marina Silva se mantém em 12%. Na projeção de segundo turno, Dilma e Serra estão tecnicamente empatados, mas com a petista numericamente a frente (46% a 45%). Na espontânea, Dilma se isola na liderança com 19%, seguida de Serra, com 14%. Lula que não pode ser candidato recebe 5% das menções e há ainda 3% que declaram querer votar no candidato de Lula e 1% no candidato do PT. A rejeição é outro ponto que traz boas notícias para o PT: a rejeição de Dilma caiu de 24% para 20% enquanto o de Serra subiu de 24% para 27%.

Depois de uma rodada de resultados muito contrastantes em abril, quando o Datafolha atribuía uma larga vantagem a Serra, enquanto Vox Populi e Sensus apontavam empate técnico, ainda que com o tucano na frente, os resultados colhidos nesta rodada de maio estão bastante próximos.

O Vox Populi deu 38 para Dilma e 35 para Serra, o Sensus deu 38 para Serra e 37 para Dilma e o Datafolha apontou 37 a 37. Estas comparações levam em conta o cenário em que são apenas os três candidatos. Com os “nanicos” há algumas variações – no Sensus, por exemplo, Dilma passa Serra com 38 a 35%. Este cenário, no entanto, não permite comparações com abril, pois só a partir de maio os institutos passaram a incluir os nanicos nas simulações.

Variações pequenas de números a parte, os três institutos passam a falar a mesma língua: há um empate entre Serra e Dilma na liderança.

Programa de TV

O bom desempenho de Dilma tem sido atribuído as inserções do PT na TV e ao programa partidário levado ao ar na quinta-feira passada. Pode ser. Isso traz uma alento e uma preocupação para o PSDB. O alento é que a variação pode ser sazonal e a preocupação é que indica que quando Lula vai para a TV ao lado de Dilma ela cresce. A partir de agosto, isso acontecerá todos os dias.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vox Populi / Band: Tarso Genro lidera no RS

A pesquisa Vox Populi/Band divulgada nesta quinta-feira aponta o ex-ministro Tarso Genro (PT) na liderança para o governo do Rio Grande do Sul. O pré-candidato petista tem 32% das intenções de voto no Estado. Em janeiro, o instituto Vox Populi já havia feito a pesquisa entre os gaúchos e o comparativo mostra que Tarso caiu dois pontos. Em janeiro, ele tinha 34% dos votos.

Em segundo lugar no Rio Grande do Sul está José Fogaça (PMDB), com 27% das intenções de voto. O peemedebista também caiu nas pesquisas. Em janeiro, ele aparecia com 31% dos votos. Na terceira posição está a atual governadora do Estado, Yeda Crusius (PSDB), com 10% dos votos. Ela subiu em relação a janeiro, quando aparecia com 7%.

Votos brancos e nulos somam 4% e 18% dos gaúchos entrevistados ainda não sabem em quem votarão para o governo do Estado.

Entre os pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius apresenta o maior índice de rejeição - 35%. Em seguida, estão Pedro Ruas e Tarso Genro, ambos com rejeição de 7%.

Para a Presidência da República, os gaúchos preferem o pré-candidato José Serra (PSDB), que aparece com 44% das intenções de voto no Estado, seguido de Dilma Rousseff (PT) com 31% e Marina Silva (PV) com 4%. Brancos e nulos somam 4% e 17% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. (As informações são da Band)

A pesquisa Vox Populi/Band foi realizada entre os dias 8 e 12 de maio. Foram entrevistadas 700 pessoas e a margem de erro é de 3.7 pontos percentuais. A pesquisa foi protocolada no TRE/RS (Tribunal Superior Eleitoral do Rio Grande do Sul) no dia 7 de maio com o número 15.855/10 e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no dia 10 de maio com o número 11.313/10.

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vox Populi: Dilma está na frente no RN, PB, DF e RJ; Serra lidera no PR e em SP; em MG empate

O pré-candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), aparece na frente de Dilma nas intenções de voto no Paraná (44%) e Minas Gerais (38%). Nestes dois Estados, Dilma Rousseff (PT) aparece com 32% e 35%, respectivamente. Marina Silva (PV) tem 7% de votos no Paraná e 8% em Minas Gerais. O quadro em Minas configura empate técnico, em função da margem de erro, que é 2,2 pontos

Nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal, no entanto, Dilma está na frente com 45%, 55% e 42% das intenções de votos, respectivamente. Serra aparece com 34%, 29% e 32% nestes estados. Marina tem 7% dos votos no Rio Grande do Norte, 3% na Paraíba e 12% no Distrito Federal.

Os números são do instituto Vox Populi que divulgou a pesquisa, encomendada pela Rede Bandeirantes, nesta terça-feira.

Em São Paulo, Serra tem 41%, Dilma 28% e Marina 9%. No RJ, Dilma tem 35%, Serra, 22% e Marina, 11%.

(Atualizado dia 19/05/2010, às 22h59)

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VOX POPULI BAND: Cabral lidera no Rio e Alckmin em São Paulo

A Band divulgou pesquisa eleitoral Vox Populi sobre a sucessão em São Paulo e no Rio de Janeiro. No Rio, o atual governador, Sérgio Cabral (PMDB) lidera com 41%. Em segundo lugar, há um empate técnico entre o deputado federal Fernando Gabeira (PV), com 19%, e Anthony Garotinho (PR), com 18%. Pela pesquisa Cabral poderia vencer no primeiro turno, mas, pela margem de erro (3,1 pontos para mais ou para menos), não há como assegurar isso. O palpite deste blogueiro é que haverá segundo turno, com Cabral garantido nele. Gabeira e Garotinho digladiarão entre si pela segunda vaga.

Em São Paulo, a vantagem do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) é muito grande e, apesar de faltar muito tempo para as eleições, o cenário atual desenha uma vitória em primeiro turno. Ele tem 51%, contra 19% do senador Aloísio Mercadante (PT). Em seguida aparecem Celso Russomano (PP), com 12%, e Paulo Skaf (PSB), com 2%. Alckmin só perde se acontecerem fatos extraordinárias ou se fizer uma campanha catastrófica.

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Vox Populi / Band para Governador: BA, DF, MG, PB, PR, PE e RN

A Band já divulgou o resultado de pesquisas eleitorais Vox Populi em sete estados e no Distrito Federal. Os números de São Paulo e Rio devem ser divulgados nos próximos dias.

Veja os números:

Bahia

Jacques Wagner (PT) – 42%
Paulo Souto (DEM) – 32%
Geddel Vieira Lima (PMDB) – 9%

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 42%
Agnelo Queiroz (PT) – 32%
Abadia (PSDB) – 6%
Rogério Rosso (PMDB) – 4%
Alberto Fraga (DEM) – 3%

Minas Gerais

Cenário 1
Hélio Costa (PMDB) – 45%
Antonio Anastasia (PSDB) – 17%
Vanessa Portugal (PSTU) – 2%
João Batista (PSOL) – 2%
José Fernando (PV) – 1%

Cenário 2
Fernando Pimentel (PT) – 35%
Antonio Anastasia (PSDB) – 21%
Vanessa Portugal (PSTU) – 2%
João Batista (PSOL) – 2%
José Fernando (PV) – 2%

Paraíba


Zé Maranhão (PMDB) – 43%
Ricardo Coutinho (PSB) – 35%
Cícero Lucena (PSDB) – 7%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 40%
Osmar Dias (PDT) – 35%
Orlando Pessuti (PMDB) – 10%
Rubens Bueno (PPS) – 3%.
Luiz Felipe Bergman (PSOL) – 1%
Paulo Salamuni (PV) – 1%
Lineu Tomass (PMN) não atingiu 1%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 57%
Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 28%
Kátia Teles (PSTU) – 1%
Edson Silva (PSOL) – 1%

Rio Grande do Norte

Rosalba (DEM) – 49%
Carlos Eduardo Alves (PDT) – 16%
Iberê Ferreira de Souza (PSB) – 15%
Miguel Mossoró (PTC) – 2%
Sandro Pimentel (PCB) – 1%
Simone Dutra (PSTU) – 1%

Observações: No site da Band é possível encontrar mais informações e as íntegras das pesquisas. No momento, falta-me tempo para comentar estado por estado. Deixe sua opinião e percepção sobre a disputa no seu estado.

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E o que dirão Datafolha e Ibope?

Depois de Vox Populi e Sensus, o Datafolha registrou, ontem, nova pesquisa. Pode ser divulgada a partir de sábado, dia 22. Não deve demorar muito para o Ibope também ir a campo.

A última rodada de entrevistas dos quatro principais institutos mostrou uma divisão entre Sensus e Vox Populi, que apresentavam empate técnico entre Serra e Dilma – com o tucano numericamente à frente e apenas no cenário em que Ciro era incluído –; e o Ibope e Datafolha, que registravam, respectivamente, distância de 7 e 10 pontos de Serra sobre Dilma.

Nesta nova rodada, Sensus e Vox Populi já colocam Dilma numericamente a frente de Serra. E os outros dois institutos, o que dirão?

O Datafolha realizado entre 15 e 16 de abril mostrou Serra com 42%, Dilma, com 30% e Marina Silva com 12%.

Pelo Ibope, a diferença eram um pouco menor, mas também favorável a Serra, 40% contra 32% de Dilma e 11% de Marina.

Ainda que as próximas pesquisas do Ibope e Datafolha não confirmem os resultados de Sensus e Vox Populi, se houver alguma lógica, a tendência é, pelo menos, redução da diferença de Serra para Dilma.

Caso isso não ocorra, ficará claro que alguém está errado nessa história.

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CNT Sensus confirma crescimento de Dilma, em empate técnico com Serra

Diferenças de números à parte, a pesquisa CNT / Sensus, divulgada ontem, ecoa o Vox Populi e também mostra crescimento de Dilma Rousseff (PT), que está em empate técnico com José Serra (PSDB), numericamente à frente dependendo da simulação. Os números são estes:

Cenário 1
Dilma Rousseff 35,7%, José Serra 33,2%, Marina Silva 7,3%, José Maria Eymael 1,1%, Américo de Souza 1,0%, Mario de Oliveira 0,4%, Plínio de Arruda Sampaio 0,4%, Zé Maria 0,4%, Rui Costa Pimenta 0,2%, Levy Fidelix 0,1%, Oscar Silva 0,1%, com 20,6% sem Candidato.

Cenário 2

José Serra 37,8%, Dilma Rousseff 37,0%, Marina Silva 8,0%, com 17,3% sem Candidato. Os números em Janeiro de 2010 eram 40,7%, 28,5%, 9,5% e 21,4% respectivamente.

Em relação a pesquisa feita pelo Sensus, em Abril, Dilma cresceu três pontos e Serra cresceu um ponto, reduzindo em dois pontos a diferença, o que continua a configurar empate técnico. Marina tinha 10,6% neste cenário, em abril, e agora caiu.

Espontânea

•Votação espontânea para Presidente: Dilma Rousseff 19,8%, José Serra 14,4%, Lula 9,7%, Marina Silva 2,7%, Ciro Gomes 0,3%, Geraldo Alckmin 0,2%, Aécio Neves 0,2%, com 52,4% sem Candidato.

Quando o eleitor diz em quem pretende votar, sem ser apresentado a uma lista de nomes, essa intenção tende a ser mais forte do que na estimulada, quando ele pode ser induzido a um uni duni te.

Esta é talvez a maior vantagem de Dilma. Ressalte-se, porém, que mais de 50% dos eleitores não sabem dizer em quem pretendem votar espontaneamente. Há muita água para rolar.

Analistas atribuem o crescimento de Dilma à exposição que teve recentemente ao estrelar os programas partidários do PT. Pode ser, mas ainda é cedo para saber se esta foi uma variação sazonal ou uma tendência...

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domingo, 16 de maio de 2010

Governo de Lula e Dilma X o Governo de FHC e Serra



Só hoje tive tempo para ver o Programa do PT na TV, exibido na noite de quinta-feira. Sim, o uso foi eleitoral de um espaço que deveria ser partidário. Mas, atire a primeira pedra o partido que não faz o mesmo. Dilma melhorou um pouco, mas fica claro que, na maior parte do tempo, ela está lendo. Principalmente porque suas declarações são intercaladas com as de Lula, mestre na oratória.

O programa apresenta uma Dilma realizadora, que não tem experiência eleitoral, porém é uma grande gestora. Lula, com suas declarações, é o avalista. O tom de comparação entre o governo de FHC e Serra e o governo de FHC e Lula também está presente.

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Vox Populi: Dilma, 38%; Serra, 35%

Pesquisa Vox Populi, divulgada ontem pela Band, mostra Dilma Rousseff, do PT, com 38%, pela primeira vez numericamente à frente de José Serra, do PSDB, que tem 35%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, tecnicamente os dois estão empatados. Em terceiro lugar, Marina Silva, do PV, tem 8%.

Um dado curioso da pesquisa é que, apesar do crescimento, Dilma ainda não é tão conhecida como Serra. Dizem que conhecem bem Serra 75%; Dilma, 56%; e Marina, 33%.

As últimas pesquisas Vox Populi e Sensus mostravam empate técnico, mas com Serra numericamente à frente e nos cenários com Ciro Gomes (PSB), que saiu recentemente da disputa. Este é, aliás, o primeiro levantamento após a saída de Ciro.

Como pode ser observado no gráfico, as últimas pesquisas do Vox Populi mostram constante crescimento de Dilma. Amanhã, o Sensus deve divulgar nova pesquisa e é provável que Datafolha e Ibope estejam preparando novos levantamentos.

SEGUNDO TURNO – Na simulação de segundo turno, novo empate técnico e novamente Dilma na frente: 40% contra 38% de Serra. Em Janeiro, Serra tinha 46% e Dilma 35%.

Em outro cenário de primeiro turno, incluído os candidatos “nanicos”, Dilma tem 37%, Serra 34% e Marina Silva 7%. Américo de Souza (PSL), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mário de Oliveira (PT do B), Oscar Silva (PHS), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) não chegaram a 1%.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

CRISE NA EUROPA: Por que nas crises, o trabalhador sempre paga a conta?

Creio nos jornais hoje que a Espanha, a exemplo da Grécia – que enfrenta uma de suas piores crises –, vai adotar medidas para reduzir o déficit público. Não gastar além do que ganhamos é uma lição que aprendemos com nossas mães e é correto que o Governo se preocupe com o déficit chega a 12% ao ano, no caso da Espanha.

Espanta-me, no entanto, que as soluções adotadas pelos governos sempre tenham como principal alvo o corte de direitos trabalhistas, redução de salários e de benefícios sociais. Pior que isso, tais medidas servem muito mais para “acalmar” o mercado que produzir efeitos concretos na raiz do problema. Todo o esforço que a Espanha empregará será suficiente apenas para reduzir em 1% o déficit.

No caso grego, as duras condições impostas pela União Européia e pelo FMI para conceder empréstimos de uma centena de bilhões de Euros podem produzir efeitos colaterais graves. Ao reduzir drasticamente salários e gastos públicos, mais difícil fica para que a Grécia consiga produzir crescimento econômico suficiente para superar a crise.

A União Européia uniu sob um mercado comum e mesma moeda países com características completamente diferentes. Os países mais fracos encontraram no endividamento a forma de superar estas diferenças. Os países mais ricos, também produtores de altos déficits, mas com economia mais sólida, foram complacentes.

E o que fazer então? Este blogueiro, que não é economista, deixa alguns pitacos:

1) Os países mais ricos da União Europeia precisam ajudar as economias mais fracas. Sabe aquela história de “na alegria e na tristeza”? Tem que valer também para este casamento que é um mercado comum.
2) Redução do Déficit Público, mas feito de forma planejada e organizada. O ideal é que os gastos do governo cresçam num ritmo menor do que o PIB. Os resultados nas contas públicas vão demorar um pouco mais para acontecer, mas o impacto amargo será menor.
3) Gastar melhor. O fundamental é que se corte mais no custeio para que precise cortar menos os investimentos e sacrificar o mínimo do .
4) Fiscalização do mercado. Além do problema dos déficits públicos, outra preocupação é quanto ao endividamento do setor privado, que também precisa ser controlado.
5) Criação de mecanismo de controle da especulação financeira e, por outro lado, incentivo à produção.

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PEC propõe o fim dos Partidos Políticos

O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) alerta, em seu Tijolaço, dos riscos de um projeto de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do Senador Francisco Dornelles (PP-RJ) que determina o voto majoritário para as eleições parlamentares, o que, reduz a importância dos partidos políticos.

A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O princípio da votação proporcional é que todos os eleitores estejam representados por meio dos partidos em que votam. Ao votar em um candidato do partido A, ainda que este não seja eleito, o eleitor estaria representado pelo colega que foi eleito, que, em tese teria ideias parecidas, propostas semelhantes.

Claro que a falta de ideologia partidária seria um argumento para derrubar esta tese. Mas o que precisa ser feito é aprimorar o sistema, implantar a reforma eleitoral e não criar um monstro maior para devorar o que já existe.

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Pesquisa CNT Sensus será divulgada segunda

A CNT (Confederação Nacional dos Transportes) encomendou ao instituto Sensus uma nova pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República e aferição do índice de popularidade do governo. A Pesquisa CNT/Sensus também mostra a percepção do brasileiro com relação ao emprego, à renda, à saúde, à educação e à segurança pública e outras questões de interesse dos brasileiros.

Esta será a 101ª edição da pesquisa CNT/Sensus. O instituto entrevistará 2.000 eleitores, em 136 municípios brasileiros entre os dias 10 e 14 de maio. A legislação eleitoral só permite a divulgação dos resultados da pesquisa cinco dias após o seu registro. Como o Sensus registrou a pesquisa ontem, dia 11, os resultados poderão ser divulgados a partir do próximo dia 16, domingo. Antes, o instituto Vox Populi deve divulgar sua pesquisa registrada no último dia 7.

A última pesquisa encomendada pela CNT e divulgada pelo instituto Sensus foi publicada em 1º de fevereiro deste ano. No levantamento sobre a intenção de voto para a Presidência da República, no cenário sem o pré-candidato do PSB, Ciro Gomes, a pesquisa apontava os seguintes resultados: José Serra, 40,7%; Dilma Rousseff, 28,5%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 21,4%.

No último dia 13 de abril, a Sensus divulgou uma outra pesquisa, desta vez encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo (Sintrapav). Nesta pesquisa, Serra já apresentava números bem menos favoráveis e aparecia em situação de empate técnico com a pré-candidata petista. Segundo a pesquisa, quando a lista de candidatos exclui Ciro Gomes (PSB), José Serra (PSDB) tinha 36,8% da preferência, Dilma Rousseff (PT), 34%, e Marina Silva (PV), 10,6%. Na lista em que Ciro Gomes aparecia como pré-candidato, o empate entre os dois principais candidatos era ainda mais evidente: Serra 32,7% e Dilma 32,4%. (As informações são do Portal Vermelho)

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pelo menos no futebol, Serra e Dilma se entendem

Dilma e Serra parecem que combinaram a opinião sobre a convocação da seleção brasileira. Ou um copiou do outro. Veja o que disseram no Twitter:

@dilmabr Torci pelo Ganso e pelo Neymar, sim, mas agora que a seleção foi anunciada, vamos apoiar, confiar e torcer pelo time do Dunga!!!

@joseserra_
Também torci pelo Neymar e pelo Ganso. Mas agora a torcida é pela seleção convocada. "Força, Dunga!”

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terça-feira, 11 de maio de 2010

TSE restringe coligações para o Senado

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram, na sessão administrativa desta terça-feira (11), responder negativamente, por unanimidade, a duas consultas formuladas pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na primeira consulta, do senador Francisco Dornelles, a decisão foi de responder negativamente às seguintes questões: "considerando que os partidos A, B, C e D
coligaram-se para governador, indaga-se:

1) Poderão os referidos partidos formar duas coligações A-B e C-D para senador e cada uma dessas coligações apresentar 2 candidatos a esse cargo?

2) Poderão os referidos partidos formar uma coligação A-B-C para senador e apresentar 2 candidatos a esse cargo, ficando o partido D isolado?

A consulta do deputado Eduardo Cunha foi feita nos seguintes termos: "partidos políticos diversos, sendo um sem candidato a governador, com um candidato a senador nas eleições de 2010, podem se coligar para deputado federal e estadual nas eleições proporcionais com outro partido que participe em coligação para governador e senador com outros partidos?"

A relatoria de ambas as consultas foi da ministra Cármen Lúcia. (Fonte: TSE)

Comentário

No Rio, por exemplo, fica comprometida a candidatura da vereadora Aspásia Camargo (PV) ao senado, já que a coligação de Gabeira já tem dois candidatos ao cargo (Marcelo Cerqueira, do PPS, e Cesar Maia, do DEM). A base governista no Rio também vai ter que se desdobrar: o presidente Lula gostaria de inserir o senador Marcelo Crivella (PRB) na chapa de Cabral, mas já há dois candidatos ao cargo, Lindberg Farias e Jorge Picciani. Brasil à fora, os exemplos se multiplicam.

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Câmara conclui votação do Projeto Ficha Limpa

O Plenário da Câmara concluiu nesta terça-feira a votação do Ficha Limpa (projetos de Lei Complementar 168/93, 518/09 e outros). O substitutivo do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), aprovado na semana passada, foi mantido e impede as candidaturas de pessoas condenadas pela Justiça em decisão colegiada por crimes de maior gravidade, como corrupção, abuso de poder econômico, homicídio e tráfico de drogas. Um acordo entre as lideranças partidárias viabilizou a rejeição de todos os destaques apresentados, e a matéria segue agora para o Senado.

O texto também amplia os casos de inelegibilidade e unifica em oito anos o período durante o qual o candidato ficará sem poder se candidatar. Atualmente, a lei prevê inelegibilidade somente para as condenações finais (transitadas em julgado), e os prazos variam de 3 a 8 anos.

As condenações que podem gerar inelegibilidade são aquelas para crimes com penas maiores que dois anos de privação de liberdade e em situações nas quais houve dolo (intenção de praticar o ato).
Efeito suspensivo

Segundo o substitutivo de Cardozo, o candidato poderá pedir efeito suspensivo para o recurso que apresentar contra uma decisão colegiada, mas isso dará mais rapidez ao processo, que terá prioridade de julgamento.
Se o recurso for negado, será cancelado o registro da candidatura ou o diploma do eleito.

Cardozo, relator da matéria pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), explicou que o efeito suspensivo tem o objetivo de conciliar dois fatores: por um lado, o desejo da sociedade de evitar que pessoas sem ficha limpa disputem cargos eletivos; e, por outro lado, o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Renúncia

O projeto aprovado inclui, na Lei Complementar 64/90, a renúncia para evitar processo de perda de mandato como um dos motivos para tornar o político inelegível. Isso valerá para os titulares do Executivo e do Legislativo em todas as esferas (federal, estadual, distrital e municipal). (As informações são da Agência Câmara) .
Validade do Ficha Limpa para as eleições deste ano é polêmica


A validade ou não dos efeitos do projeto Ficha Limpa para as eleições de outubro segue gerando polêmica. Entidades ligadas ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – organização que apresentou o projeto de iniciativa popular sobre o tema - defendem a aplicação imediata das restrições às candidaturas.

Já o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que as regras só valem para 2012. Cândido Vaccarezza informou que conversou com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e continua firme em seu argumento. (As informações são da Agência Câmara).

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Cerveja e eleições na geladeira, que começou a copa

Nem adianta falar muito de política hoje. Dia de convocação da seleção brasileira, pouca gente vai querer saber o que Serra está fazendo em Goiás ou Dilma no Rio Grande do Sul. Quer dizer, a essa hora já deve ter repórter perguntando a eles o que acharam da lista do Dunga.

Até o final da copa vai ser assim. Com as eleições em banho-maria, imagina-se que não haverá, até o início do horário eleitoral, grandes mudanças nas pesquisas de intenção de votos, a menos que fatos extraordinários aconteçam.

Os candidatos precisam ter cautela nas suas estratégias, para não cansar os eleitores. Aos postulantes de cargos proporcionais a melhor dica é que façam muitas reuniões, mas com pequenos grupos, principalmente lideranças.

Aparições e comentários sobre o futebol com muito cuidado para não parecer oportunismo e, pior, ser tachado de pé frio. Discrição!

Mas que foi injustiça deixar o Neymar e o Ganso, isso foi. E o que é Kleberson e Gilberto Silva? Fala Sério! ...

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vox Populi pesquisa sucessão presidencial e em oito unidades da federação

O Vox Populi registrou uma pesquisa eleitoral sobre a sucessão presidencial e outras oito sobre as eleições para governador e para presidente em oito unidades da federação: Bahia, Minas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A pesquisa nacional foi registrada sexta, 7, e pode ser divulgada a partir do dia 12. As pesquisas estaduais foram registradas nesta segunda, dia 10, e podem ser divulgadas a partir do dia 15.

A contratante da pesquisa é a Band.

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Alerj abre processo de cassação contra o deputado José Nader

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidirá, dentro de um prazo de 60 dias, se deve ou não encaminhar para votação em plenário processo por quebra de decoro contra o deputado José Nader Júnior (PTB) por denúncia de envolvimento em esquema de corrupção investigado pela CPI do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Por cinco votos a quatro, a Mesa Diretora da Casa acatou o parecer do Corregedor da Alerj, deputado Luiz Paulo (PSDB), que recomendava a abertura de processo de cassação por quebra de decoro.

Nader foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e advocacia administrativa (quando o servidor público, valendo-se dessa qualidade, patrocina interesses privados com a prática de atos próprios ou privativos de advogado). O parecer do corregedor menciona a associação feita entre o deputado e o suposto esquema montado entre três conselheiros do TCE e uma empresa de consultoria que mediaria a aprovação de contas de municípios do interior através de pagamento de propina

Segundo o deputado, ele foi incluído na investigação da PF apenas por "um ouvi dizer de um advogado" e um papel manuscrito com vários nomes. "Tenho a consciência tranquila de que não cometi qualquer irregularidade, tanto que sequer contratei um advogado para cuidar deste caso", disse o parlamentar, que teve direito a apresentar defesa aos membros da Mesa Diretora e solicitou que arquivassem o processo por falta de provas.

Nader não será candidato à reeleição. Em seu lugar concorrerá seu pai, José Nader, que foi presidente da Alerj na década de 1990, e até fevereiro de 2010 era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, de onde saiu por aposentadoria compulsória ao completar 70 anos. José Nader Júnior tentou ocupar a vaga deixada pelo pai no TCE, mas não conseguiu a indicação dos seus pares na Alerj.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Alerj)

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Interessante mesmo está a eleição britânica

A esta altura, a eleição mais interessante mesmo é a britânica, onde apuração já acabou, mas devido ao sistema eleitoral parlamentarista de voto distrital, ainda não é possível saber quem será o novo primeiro-ministro.

O Partido Conservador, de David Cameron, foi o que conseguiu a maior bancada, mas não o suficiente para formar maioria absoluta. Precisará de coalizão para tentar governar. De toda forma, é provável que novas eleições sejam convocadas para breve.

Há vantagens e desvantagens do sistema parlamentarista, que dificilmente se aplicaria ao Brasil. Mas há quem veja com bons olhos o sistema distrital para as eleições de deputados, com os argumentos de que isso baratearia as campanhas.

Tenho minhas dúvidas, mas isso é assunto para outra hora...

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PP-RJ tem chapa concorrida para deputado federal

O PP do Rio de Janeiro tem uma chapa concorrida para deputado federal. Disputam à reeleição Jair Bolsonaro e Simão Sessim – ambos beiraram 100 mil votos em 2006. O ex-secretário de Transportes do Rio, Júlio Lopes, que teve 93 mil votos, mas não teve legenda também é candidato. Outros dois pesos pesados são o cantor Elymar Santos e o empresário Sávio Neves (primo do ex-governador de Minas, Aécio Neves).

Não conheço a nominata toda do PP, mas a melhor solução deve ser buscar uma coligação na proporcional. Fora isso, há chances de candidatos baterem 100 mil votos e ficarem sem legenda.

P.S.: Para entender como funciona a eleição de deputados,clique aqui.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

TSE julga improcedente ação do PSDB contra o instituto Sensus

Da Agência Brasil

Brasília – O ministro auxiliar, Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou improcedente a representação do PSDB que pede multa no valor entre R$ 50 mil e R$ 100 mil ao instituto Sensus Data World Pesquisa e Consultoria. De acordo com o partido, o instituto teria divulgado pesquisa de opinião relativa às eleições presidenciais deste ano sem respeitar o prazo mínimo de cinco dias, previsto pela legislação eleitoral, entre o pedido de registro da pesquisa e data de anúncio do resultado.

Segundo o TSE, o período entre o registro e o resultado da pesquisa foi respeitado, já que ocorreu entre os dias 5 e 13 de abril. A questão é que durante esse tempo, o Sensus observou um erro na indicação do nome da contratante do levantamento da pesquisa que foi alterado no dia 9 de abril.

Para o ministro, houve apenas erro material e o equívoco não afetou informações de maior importância para o exercício da fiscalização eleitoral feita pela Justiça e pelo partidos, como a metodologia e o período de realização do processo, além do plano amostral e a classificação quanto ao sexo, à idade, ao grau de instrução e ao nível econômico dos entrevistados.

Ao rejeitar a aplicação de multa, o ministro disse que o pedido de correção do nome do contratante foi feito previamente e de forma espontânea pelo instituto Sensus. E que essa alteração, não trouxe benefício algum ao instituto e nem sequer prejudicou alguém.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Serra ganha o apoio do partido do peixinho

O PSC apoiará a candidatura de José Serra à presidência, informou hoje o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Ele disse ter recebido uma ligação do presidente do PSC , pastor Everaldo, confirmando o apoio.

Como contra-partida, o PSDB deve apoiar a candidatura de Joaquim Roriz (PSC) a governador do Distrito Federal. O acordo também dará palanque ao Senador Mão Santa (PSC-PI).

Guerra disse também que o PTB deve aderir à candidatura de José Serra, já que o deputado cassado Roberto Jefferson, presidente da Legenda, tem a maioria do Diretório e quer apoiar o tucano.

A coligação de Serra, por enquanto, é formada por PSDB, DEM, PPS e PSC.

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Ao regionalizar publicidade, Lula desagradou grande mídia

O governo Lula gastou em publicidade mais ou menos o que vinha gastando o governo de seu antecessor, FHC. Coisa de R$ 1,1 bilhão por ano. A principal diferença é que Lula regionalizou os gastos e dispersou as verbas entre um maior número de veículos.

Segundo o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, “quando tomou posse no Palácio do Planalto, Lula pagava para ter propaganda federal veiculada em 449 veículos de comunicação em 182 cidades. No ano passado, a publicidade lulista chegava a 7.047 veículos espalhados por 2.184 cidades”.

Esta informação pode ser vista sobre dois ângulos distintos:

1) Lula democratizou o acesso aos recursos públicos ao espalhar as verbas públicas, antes concentradas nas mãos apenas dos grandes veículos.

2) Lula usa recursos públicos para cooptar o apoio de veículos menores, alguns deles ligados a políticos do interior.

Sendo verdadeira uma ou outra ou as duas opções, o fato é que esta política desagrada os grandes empresários de meio de comunicação. Se o bolo de Lula é do mesmo tamanho do bolo de FHC, mas tem mais gente comendo, o pedaço dos grandes inevitavelmente diminui.

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Pesquisa Eleitoral DF: Agnelo mostra-se competitivo e aproxima-se de Roriz

O Jornal Mais Comunidade divulgou pesquisa sobre a sucessão eleitoral no Distrito Federal, realizada pelo Instituto Dados. O levantamento mostra uma aproximação do candidato do PT, Agnelo Queiroz, que está oito pontos atrás do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) na modalidade estimulada.

Eis os números:

Espontânea

Joaquim Roriz (PSC) – 17%
Agnelo Queiroz (PT) – 11%
Não sabem / não responderam – 61%
Não votará em ninguém – 6%

Todos os outros pré-candidatos a governador citados na pesquisa espontânea tiveram índice inferior a 1%.

Estimulada

Roriz 35%
Agnelo 27%,
Alberto Fraga (DEM), 5%
Toninho (PSOL), 3%
Messias de Souza (PC do B), teve menos de 1%
Nenhum 17%
Não sabem – 12%

O instituto testou um segundo cenário, sem Roriz, em que Agnelo lidera com 29%, mas este ficou comprometido uma vez que foram incluídos no mesmo cartão os nomes de Tadeu Felipelli e do atual governador Rogério Rosso, ambos filiados ao PMDB e que, portanto, não poderiam concorrer simultaneamente.

Rejeição

Roriz 33%
Fraga, com 13%.
Agnelo 7%.

Disputa pelo Senado

Cristovam Buarque (PDT) –

Cristovam Buarque (PDT) – 43%
Rodrigo Rollemberg (PSB) – 28%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 24%

Corrida presidencial

José Serra (PSDB) 32%
Dilma Rousseff (PT) – 28%
Marina Silva (PV) – 13%

A pesquisa foi registrada no TSE e ouviu 2.500 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de 2%. O Blog arredondou as decimais. O texto do Mais Comunidade pode ser acessado aqui. http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2010-05-01/politica/55081

Comentários do Blog:

- Agnelo chegou a um patamar bom, tem baixa rejeição, terá mais tempo de TV que o principal adversário, Joaquim Roriz, e tornou-se um candidato competitivo.

- Roriz lidera, mas tem uma rejeição muito alta, terá pouco de TV e, além disso, o risco de que episódios do “Mensalão do DEM” respinguem sobre sua candidatura, uma vez que seu governo seria a origem do esquema.

- Para o Senado, até que se prove o contrário, Cristovam Buarque navega em mares calmos para conquistar uma das vagas. A segunda fica em aberto.

- Para presidente, o resultado, diante da margem de erro, configura um empate técnico entre Serra e Dilma.

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pimentel vence prévias de “faz de conta” do PT-MG

As projeções das prévias do PT-MG para escolha do candidato a governador indicam vitória do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, sobre o ex-ministro Patrus Ananias.

Mas tudo não passa de um “faz de conta”, já que a tendência do PT mineiro é ceder aos apelos de Lula e apoiar a candidatura do Senador Hélio Costa (PMDB).

O vencedor das prévias para o governo pode ganhar, como consolação, o direito de concorrer ao Senado. E olhe lá!

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domingo, 2 de maio de 2010

Marina: “Será que perguntam para Dilma e Serra quem eles vão apoiar no 2º turno?”



Bem humorada, a presidenciável Marina Silva, do PV, lembra sua primeira eleição para o Senado, em 1994, quando saiu de 3% e terminou em primeiro lugar e diz que só discutirá o segundo turno, no segundo turno, com aquele que não for disputar contra ela.

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Eleitores assinam a Folha porque são serristas ou são serristas porque lêem a Folha?

Pesquisa realizada pelo Datafolha entre assinantes da Folha, no Estado de São Paulo, mostra uma preferência de 54% de eleitores pelo pré-candidato do PSDB a presidência José Serra. Marina Silva tem 18% da preferência e apenas 15% preferem Dilma.

O resultado não chega a ser surpreendente: a pesquisa foi feita entre eleitores paulistas, de classes A e B, zona onde Serra tem seu melhor desempenho. A pergunta que fica é: “os eleitores assinam a Folha porque são Serristas ou são Serristas porque lêem a Folha?”.

Talvez a primeira opção seja mais correta. As pessoas, de uma forma geral, (exceto aquelas muito interessadas pelo processo político) procuram ler informações e opiniões que confirmem uma opinião prévia que já têm.

A maioria dos entrevistados (74%) considera que a cobertura da Folha não favorece nenhum candidato, 13% acham que favorecem Serra e 6% Dilma. Se a maioria fosse eleitora de Dilma será que acharia a cobertura da Folha imparcial?

A pesquisa mediu também o interesse dos leitores pelos temas políticos, que aumentou de 61% em outubro de 2009 para 75% agora.

Resumo da pesquisa: a maioria dos leitores da Folha são eleitores de Serra, acham que o jornal faz uma cobertura imparcial e estão se interessando mais pela política.

O levantamento foi divulgado na edição desde domingo da Folha de S. Paulo. Foram entrevistados, nos dias 19 e 20 de abril, 350 assinantes, moradores da região metropolitana de São Paulo.

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sábado, 1 de maio de 2010

“O brasileiro está mais pragmático e amadurecido”

O cientista político Leonardo Barreto, autor do blog “Casa de Política”, concedeu uma interessante entrevista à Assessoria de Imprensa do DF sobre as eleições presidenciais e também sobre a sucessão no Distrito Federal.

Para ele, o perfil dos principais candidatos a presidente mostra que “o brasileiro está mais pragmático e amadurecido no que se refere ao que ele espera da política: não queremos mais salvadores da pátria. Queremos gestores capazes de dar continuidade àquilo que está dando certo e de melhorar aquilo que não está funcionando”.

Na entrevista, ele fala sobre a saída de Ciro, a atuação de Lula na campanha, a possibilidade (remota) de Marina se firmar como terceira via, além da crise política no Distrito Federal e da sucessão local.

Como senhor avalia o nível dos candidatos à presidência este ano?


Eu faço uma boa avaliação dos candidatos à presidência da República. Serra e Dilma não são carismáticos, mas possuem um perfil gerencial e certamente focarão suas campanhas na comparação de indicadores e resultados obtidos por cada um. Marina possui uma biografia fantástica e muitos bons serviços prestados à política ambiental, especialmente durante seu período no ministério de Lula. Isso é um sinal de que o brasileiro está mais pragmático e amadurecido no que se refere ao que ele espera da política: não queremos mais salvadores da pátria. Queremos gestores capazes de dar continuidade àquilo que está dando certo e de melhorar aquilo que não está funcionando.

Quem tem mais a ganhar com o PSB anulando a candidatura do Ciro Gomes?

No final das contas, ninguém. Os votos do Ciro migrariam mais cedo ou mais tarde para algum dos três candidatos, mesmo que fosse apenas no segundo turno. Dessa forma, apenas antecipou-se o movimento de transferência. Serra pode ganhar uns pontinhos extras nas próximas pesquisas, mas Dilma ganhou o tempo de TV destinado ao PSB.

É legítima a interferência que o Lula tem feito a favor da Dilma, sendo ele presidente eleito? Mesmo o FHC tendo feito o mesmo no passado para ajudar o Serra?

Acho que sim. O presidente não precisa demonstrar neutralidade, sendo que seu partido encontra-se na disputa e busca perpetuar um projeto político. Em qualquer democracia isso acontece. O que não pode é usar a máquina pública para favorecer um ou outro candidato. Para evitar isso, a justiça deve permanecer atenta.

Com essa briga braba que Serra e Dilma vem travando, a Marina Silva pode tencionar se dar bem em cima disso?

Acho que ela pode e certamente se apresentará como terceira via. Entretanto, ela não possui recursos financeiros e de tempo de rádio e TV para ameaçar verdadeiramente os dois principais candidatos. Sua candidatura servirá para colocar o tema ambiental na agenda dos brasileiros e arrancar compromissos de Serra e Dilma nesse sentido.

ELEIÇÕES NO DF E POLÍTICA

Existe legitimidade na eleição de Rogério Rosso para governardor do Distrito Federal, mesmo tendo recebido votos de 8 deputados ligados ao esquema de corrupção que atormenta a cidade?

Não. A eleição de Rosso pode ser legal, mas não é legítima (que significa que não é aceita). Rosso tem um perfil bem distante daquilo que Brasília necessitaria no momento. É ligado a Roriz e a Arruda (pivores do escândalo) e fez compromissos com deputados distritais investigados para ser eleito. Rosso pode alegar que não foi citado em nenhuma gravação de Durval, mas suas "ligações perigosas" depõem contra ele. Em política, vale o ditado da mulher de César: não basta ser honesta, tem que parecer honesta.

Apesar de ser um remédio amargo, a intervenção federal hoje é o melhor caminho para a cidade?

Há uma lado bom e um lado ruim. O lado bom é que poderíamos fazer uma varredura e apurar profundamente nomes de empresários e políticos corruptos que ainda não foram denunciados, retirando a suspeição que hoje paira sobre o GDF. O lado ruim é que o interventor teria de acertar as contas de Brasília com o restante do país. Quando a opinião pública e outros governadores perceberem o volume descomunal de recursos que a União despeja no DF, certamente haveria uma mobilização política para reduzir o volume de recursos que recebemos, com prejuízo para os salários dos servidores e a prestação de serviços públicos à população.

Quais as chances de o Roriz voltar a ser governador do Distrito Federal?

Atualmente, as chances de Roriz são relativamente grandes. Entretanto, há fatores de imprevisibilidade que devem ser considerados: 1) Ele está sendo processado pelo TSE e uma eventual condenação o tornaria inelegível; 2) Roriz terá muito pouco tempo de TV, dado que pertence a um partido pequeno; 3) É possível que desdobramentos retardados da operação Caixa de Pandora cheguem até ele e 4) Ele não conta mais com a estrutura partidária gigante que o PMDB colocava à sua disposição. Por essas razões é que considero as chances de Roriz apenas "relativamente" grandes. Há muita água para correr por baixo da ponte.

Em 2006 o Agnelo perdeu cadeira no Senado para o Roriz, e esse ano será que ele tem alguma chance?

Caso Agnelo consiga fazer uma composição que envolva PT,PMDB,PSB e PDT, terá um tempo de rádio e TV excepcional, aumentando significativamente suas chances de enfrentar Roriz com alguma vantagem. Outro ponto que lhe é favorável é a grande rejeição do ex-governador. Apesar de nunca ter perdido uma eleição, Roriz também nunca ganhou nada com um grande margem de folga. Seria uma disputa bastante equilibrada.

Se o Cristovam decidir se lançar como candidato, como isso influenciará no panorama eleitoral?

Cristovam polarizaria a disputa com Roriz. Entretanto, como ele dividiria a mesma base eleitoral de Agnelo, poderia estar abrindo um flanco para que Roriz pudesse vencer a disputa ainda no primeiro turno. Portanto, caso ele tome essa decisão, deverá ficar atento às pesquisas, torcer para um segundo turno e contar com a transferência dos votos de Agnelo no segundo turno para poder vencer Joaquim Roriz.

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