sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pesquisas Eleitorais podem influenciar uma eleição? Resultado da enquete

Obrigado aos que participaram da enquete: a maioria (57%) acha que sim, pesquisas eleitorais influenciam a eleição, 27% acreditaram que influencia um pouco e para 18% não influenciam. Agradeço também aos que postaram comentários, aos que comentaram via Twitter e convido a quem quiser continuar debatendo o tema.

Conforme prometido, seguem minhas opiniões:

1) As pesquisas podem influenciar o voto, mas numa proporção muito menor do que se imagina. E, neste caso, de duas formas: 1) “Maria vai com as outras”: o eleitor vota no candidato que acredita que vai ganhar; 2) Voto útil: o eleitor gostaria de votar em “A”, mas vota em “B”, porque não quer que “C” vença.

2) Tanto o voto útil como o “Maria vai com as outras” podem acontecer independente de pesquisas eleitorais. Poucas pessoas têm acesso a pesquisas eleitorais e podem formar sua opinião por meio de conversas com amigos, familiares, colegas de trabalho, com base no volume de campanha, “pelo que ouvem falar”.

3) Ainda que não tenha tanto poder de influenciar diretamente o voto, pesquisas eleitorais podem impactar nas eleições de outras formas:

A) Como bem citado pelo Jackson Vasconcellos, nos comentários abaixo, pesquisas influenciam na captação de recursos, no noticiário da mídia (positivo ou negativo) e na moral da equipe.

B) Em alianças: veja a questão de Ciro Gomes. O PSB rifou a sua candidatura. Se ele não estivesse patinando nas pesquisas, talvez conseguisse resistir a pressão do planalto.

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Cálculos tucanos

De Ilimar Franco, em O Globo:


Uma observação: não está explícito, mas a conta deve ser para uma vitória em 1º turno.

E alguns palpites:

Serra vence em São Paulo e no Sul
Dilma vence Norte, Nordeste, Rio de Janeiro e Espírito Santo
Empatam em Minas e Centro-Oeste.
Quem ganha a eleição? Depende da vantagem que conseguirem em seus “redutos”.

E você, qual o seu palpite?

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Folha de S. Paulo pesquisa preferência eleitoral entre seus leitores

O Datafolha registrou, dia 27, no TSE pesquisa eleitoral sobre a sucessão presidencial, estadual e para o Senado, entre os leitores da Folha no estado de São Paulo. A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 20 de abril e pode ser divulgada a partir de domingo, dia 2 de maio.

O instituto quis saber também como os leitores avaliam a cobertura da Folha sobre a sucessão eleitoral (espaço dedicado, se está favorecendo algum candidato, etc) e também em relação a cobertura dos governos Lula e Serra. Constam também pesquisas de avaliação sobre as administrações do presidente e do ex-governador.

E você, qual sua opinião sobre a cobertura da Folha?

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Com DEM e tudo, Gabeira diz que lançará candidatura

Parece que a pendenga se resolveu e o deputado federal Fernando Gabeira (PV) declarou hoje que vai oficializar a sua candidatura, unindo no Rio, o PV de Marina Silva, com a trinca Serrista (PSDB-PPS-DEM). Entra no balaio de Gato, Cesar Maia e tudo. Ficou para depois apenas saber se a coligação lançará dois candidatos ao Senado ou três, dependendo de resposta a Consulta feita ao TSE.

Mas pelo visto isso não parece impedimento. Nas entrelinhas, o que fica subentendido é que o PV só lançará Aspásia Camargo se for possível lançar o terceiro candidato. Fora isso, a chapa é Gabeira para governador, Márcio Fortes (PSDB)para vice, com Cesar Maia e (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS) para o Senado.

Depois de tantas idas e vindas, é melhor esperar o registro da candidatura quem quiser festejar ou lamentar o fato.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

A dinâmica da Política: no Espírito Santo, em três meses, tudo mudou

Dizem que a política é dinâmica. O Espírito Santo é um exemplo clássico disso. Em 19 de janeiro escrevi um artigo em que contava que de um ilustre desconhecido, o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) havia se transformado em franco favorito para vencer as eleições para o governo do Estado.

Até em tão líder nas pesquisas, Ferraço assumiria em abril o governo do Estado e concorreria a reeleição em dobradinha com o governador Paulo Hartung (PMDB), que precisaria renunciar para concorrer ao Senado.

Hartung decidiu abandonar as pretensões de concorrer ao Senado e permanecer no Governo do Estado. Com isso, Ferraço teria concorreria ao Governo, mas não sentado na cadeira de Governador. Mas hoje, nova reviravolta: o PMDB decidiu apoiar a candidatura do Senador Renato Casagrande (PSB) ao Governo. Com isso, Ferraço vai disputar o Senado e, até que se prove o contrário, o favorito agora é o senador do PSB.

A decisão saiu um dia após a decisão do PSB de retirar a candidatura presidencial de Ciro Gomes, com a ajuda do Diretório Capixaba. Embora, lado a lado tenham negado referência com a desistência de Ciro, o Espírito Santo transformou-se num dos mares mais calmos para a base Lulista.

Casagrande vem ao Governo, Ferraço ao Senado, e sobra para o PT a segunda vaga em disputa para o Senado. Há ainda a vaga de vice para negociar entre os partidos aliados (talvez o próprio PMDB fique com ela).

O principal adversário de Casagrande deverá ser o ex-prefeito de Vitória, Luis Paulo Velloso Lucas, do PSDB, que lancará a deputada Rita Camata para o Senado.

(Editada em 01/05/10, para correção de informações)

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mudança na Lei Pelé vai eliminar agentes que controlam jovens jogadores de futebol

Uma alteração na Lei Pelé, que regulamenta as relações trabalhistas dos clubes com os jogadores de futebol, tornará nulos todos os contratos atualmente em vigor, de jogadores menores de 18 anos, com empresários ou agentes, caso seja aprovado o Projeto de Lei Complementar (PLC) 9/10, que está em discussão no Senado Federal. Com isso, serão beneficiados os clubes que formam atletas, que terão direito a indenização caso o jogador se transfira para outro clube, mesmo do exterior.

O assunto foi discutido hoje (29) durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em que estiveram presentes representantes dos clubes e dos jogadores. Outra medida para beneficiar os clubes, prevista no projeto, é um percentual que eles passarão a ter direito nas transferências de jogadores profissionais no país, que pode variar de 0,5% a 5%, durante toda a carreira do atleta, desde que tenha sido o formador.

O presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), Alfredo Sampaio, participou da audiência e disse “que esse projeto já passou tempo demais – oito ou nove anos – e precisa ter seguimento. Outro ponto é que tudo o que foi acordado nesse projeto foi de comum acordo, entre atletas e clubes. Por isso, no meu modo de ver, não pode haver tanta polêmica e preocupação”.

Sampaio disse que a questão do monitor – função que seria exercida pelos jogadores de futebol depois de encerrarem a carreira – precisa ser discutida de uma forma mais ampla, para não criar um problema social maior “porque a primeira esperança do atleta de futebol para manutenção e sobrevivência é se tornar treinador ou criar uma escolinha”.

O presidente da Fenapaf também não concorda com uma mudança na lei que daria o direito de representar os jogadores junto na justiça esportiva a entidades como a Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP), porque, segundo ele, “a Constituição é clara. Essa representação cabe aos sindicatos”.

Mais um ponto do projeto criticado por ele é a introdução da figura do “aprendiz” no futebol. Para ele, “na prática, isso não vai funcionar, pois como é que um clube da terceira divisão vai ter contrato com seus garotos das divisões de base, se ele não tem nem dinheiro para sobreviver no profissional?”, perguntou.

Todas essas questões, para Sampaio, precisam ser discutidas em novo encontro com o relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB/PR). Para os jogadores jovens, com menos de 18 anos, o projeto prevê benefícios, como o direito de estudar, seguro de vida e de acidente de trabalho, além de acompanhamento profissional. Além disso, 5% do direito de arena (cobrado sobre as transmissões de televisão) passa a pertencer aos jogadores.

Outro ponto favorável aos jogadores no projeto é a propriedade dos direitos de imagem, atualmente pertencentes aos clubes. Também está prevista a indenização ao jogador em caso de rescisão de contrato pelo clube, que será obrigado a pagar todo o valor que ele receberia se cumprisse o compromisso até o último do prazo contratual.

Os clubes também vão ser beneficiados por uma mudança prevista no PLC 9/10. O Ministério do Esporte concordou em destinar, às agremiações, 0,5% dos 5% a que têm direito sobre o movimento total das loterias esportivas oficiais, para investimento na formação de atletas olímpicos e paraolímpicos. (Jorge Wamburg / Repórter da Agência) Brasil


Comentário meu: tomara que passe. Não resolve todos os problemas das transações de jogadores, mas já é um começo. Criou-se a lei Pelé para acabar com os passes e os jogadores deixaram de ficar presos a clubes para ficar presos a agentes.

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem Ciro, PT parte para o tudo ou nada

Ao defenestrar a candidatura presidencial de Ciro Gomes, o PT dá um claro sinal: quer decidir em primeiro turno a eleição presidencial. Trata-se de uma estratégia arriscada, principalmente pelo fato de ser o adversário José Serra, quem lidera os levantamentos. E talvez levada a prática sem a necessária cautela de não melindrar Ciro.

O ex-pré-candidato não participou da reunião do PSB, que, à sua revelia, definiu o apoio ao PT. Alegou que queria deixar o partido à vontade. Resta saber qual será o comportamento dele daqui para frente. Vai se engajar na campanha de Dilma? Pouco provável!

Sem Ciro engajado, a dependência da candidatura de Dilma do PMDB será muito maior daqui para frente. Os generosos minutos de televisão do partido de Michel Temer, potencial candidato a vice, são indispensáveis para tentar arrematar a disputa logo na primeira etapa.

Ainda assim não há garantia que isso aconteça, pois seria preciso “colocar” uma Marina Silva de vantagem sobre Serra e cuidar para não ter uma desvantagem do “tamanho” de Marina logo no primeiro turno.

O melhor teria sido talvez trabalhar com o cenário de eleição em dois turnos. Isso relativizaria a importância do apoio do PMDB e daria mais poder de barganha aos petistas para negociar alianças no Estado, por exemplo.

A partir de agora, com a saída de Ciro, resta saber qual a fatura apresentada pelo PSB e como o PT vai conseguir compensar o partido com alianças nos Estados, uma vez que está completamente comprometido com o PMDB.

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O novo gráfico com as pesquisas eleitorais para presidente (Cenário sem Ciro Gomes)



Ciro Gomes está P. da vida com o PSB, que daqui a pouco vai se reunir para sepultar sua candidatura à presidência. Este blog também. Deu um trabalho danado fazer o levantamento com todas as pesquisas eleitorais desde setembro de 2009 e hoje tive
que refazer, levando em conta o cenário sem o deputado do PSB.

Deu trabalho, mas está pronto. Observem que o gráfico (clique para ampliar) mostra que, de setembro para cá, as chances de Serra vencer no primeiro turno vem caindo, mas ainda existem. Tudo vai depender dos próximos movimentos.

P.S. 1: O Datafolha testou pela primeira vez um cenário com Serra, Dilma e Marina e sem Ciro apenas em dezembro e o Ibope apenas nas pesquisas de 2010.

P.S. 2: No canto superior direito continua, por enquanto, o gráfico com as pesquisas eleitorais incluindo o cenário sem Ciro. Clicando lá você acessa o levantamento com todas as pesquisas eleitorais e os dados com e sem Ciro

P.S. 3: Agora que está pronto, ficarei bravo caso o PSB mude de idéia.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dilma faz mimo a Cabral, mas deixa em aberto “duplo palanque”

Em visita ao Rio de Janeiro, no final de semana, a pré-candidata a presidente, Dilma Rousseff, fez um mimo a Sérgio Cabral ao dizer que o único palanque do PT no RJ é o do atual governador. A declaração foi feita no Congresso do PT-RJ que oficializou o apoio a Cabral e lançou à pré-candidatura do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.

Em seguida, porém, a ex-ministra disse que os partidos aliados vão definir como funcionará o palanque duplo nos Estado onde houver disputa entre a base aliada. Resumindo: tudo certo, nada resolvido.
O que Dilma disse foi algo que tem que ser lido no contexto. Ela disse que o único palanque do “PT” será o de Sérgio Cabral, mas ela é uma candidata de um bloco aliado e, por isso, os partidos terão que decidir como funcionarão as coisas daqui para frente.

Enquanto isso, Anthony Garotinho, do PR, faz pressão: sinaliza que poderá apoiar José Serra, caso Dilma lhe recuse. É pouco provável, já que o PR reza na cartilha Lulista, mas Garotinho começa a incomodar.

A solução do Rio é uma das mais difíceis. Garotinho exige que seja tratado por Dilma como aliado, o que inclui participação em sua campanha – Garotinho não aceita apoiar a petista sem reciprocidade. Cabral rejeita plenamente essa hipótese e quer ser o único palanque para Dilma.

É uma equação que não fecha!

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sábado, 24 de abril de 2010

Se essa palhaçada fosse na Cinelândia...

A foto, ao lado, de 1985, ganhou um Prêmio Esso. É do fotógrafo Carlos Menandro, que hoje vive na região de Resende (RJ), sua terra natal. No ângulo, o circo subtitui a cúpula do Senado.

Esta semana, Brasília completou 50 anos (21 de abril). Envolvida em escândalos, simboliza o que há de pior na política nacional. Um dos locais mais desiguais do país, Brasília foi um dos grandes erros históricos do Brasil. Não vou me estender mais sobre o assunto, primeiro por ser fato consumado e depois para não parecer bairrismo de um carioca inconformado com a transferência da capital.

Mas a falta de planejamento custou alto para o Brasil, ao provocar um grande endividamento ao Tesouro Nacional, e para a cidade do Rio de Janeiro, que não foi preparada para deixar de ser a capital. A própria fusão do antigo Estado do Rio com a Guanabara, que ocorreu tempos depois, foi feita sem os devidos cuidados.

A distância de Brasília dos grandes centros, afasta a população das decisões nacionais. É como aquela música dos Paralamas, se essa palhaçada fosse na Cinelândia...

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E se o Ciro estiver certo e Lula errado?

Dilma Rousseff (PT) chegou ao patamar de 30% e, se as eleições fossem hoje, disputaria o segundo turno contra o tucano José Serra, que lidera a corrida presidencial. Isto no cenário em que o deputado Ciro Gomes (PSB) é candidato a presidente. Sem Ciro, a eleição pode se decidir logo no primeiro round (para qualquer um dos lados). Em que pese a convicção de Lula de que Dilma conseguirá vencer no primeiro turno, as pesquisas atuais, Serra teria vantagem em relação a Dilma. E se Lula estiver errado, vale a pena correr esse risco.

Não seria mais correto o argumento de Ciro, como foi dito em entrevista ao SBT:
- O Serra quer que eu saia e não seja candidato. O PT quer que eu saia e não seja candidato. Um dos dois está errado. É claro que é o PT, é óbvio. Porque se eu for candidato e não tiver a ventura de ter a preferência do povo e ganhar a eleição, como eu pretendo, eu vou apoiar a Dilma, que é minha vizinha. Todo mundo sabe que eu não vou apoiar o Serra. Quem tá certo? Óbvio que é o Serra – disse Ciro.


O PT não deveria ter pressa de querer liquidar a eleição no primeiro turno. É uma pressa desnecessária.

Deve se ter cuidado, porém, para analisar as palavras de Ciro, principalmente os “elogios” a Serra, que ganharam manchetes de vários jornais. Ciro disse algo óbvio: Serra, como candidato, é mais experimentado que Dilma, que nunca disputou eleições. Ciro cita, como “exemplo”, as besteiras que já falou em debate, e chama atenção para erros estratégicos de Dilma, como nas suas recentes visitas a Minas e ao Ceará:

“Ela não tem nenhuma eleição na vida dela, nenhuma campanha. Os primeiros movimentos dela já me deixaram de cabelo arrepiado, os poucos que ainda tenho. Foi um erro atrás do outro. Acabou de ter esse trauma lá em Minas Gerais da retirada do Aécio e a Dilma desce lá e vai visitar o túmulo do Tancredo (Neves)? Aí a turma mete lá na testa dela, algo que não é culpa dela, que o PT negou-se a apoiar o Tancredo no colégio eleitoral. Aí ela sai e vai para o Ceará. Eu ainda sou candidato, caramba! (...) Três erros básicos, crassos”.

Mas Ciro, não deixou de criticar, o PSDB, na entrevista ao SBT. O trecho abaixo foi ignorado por maior parte da mídia:

“O Fernando Henrique fez um governo com que o Brasil quebrou duas vezes. Eu fui ministro (da Fazenda) do Itamar e entreguei o Brasil com 5% desemprego. O Fernando Henrique entregou para o Lula, com 15%”.

Ele alertou para o risco de crise no país, por conta do desequilíbrio nas contas externas, situação, segundo o deputado, recorrente no Governo FHC e que estaria se repetindo em 2010.

Veja no Youtube a entrevista de Ciro ao SBT:

Parte 1

Parte 2


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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Reeleição ou cinco anos? O que não pode haver é novo casuísmo

O ex-governador José Serra (PSDB-SP) disse ontem ser contrário à reeleição e favorável a um mandato presidencial de cinco anos. A declaração reforçou as especulações que o paulista teria acertado com Aécio Neves, que, uma vez eleito, trabalharia pelo fim imediato da reeleição, o que abriria espaço para o mineiro disputar a próxima eleição presidencial.

Quanto a Serra ser contrário à reeleição e favorável a um mandato de cinco anos pode se concordar ou não. O que não pode é acontecer um novo casuísmo político. Presidente e governadores eleitos agora devem cumprir um mandato de quatro anos, com o direito a concorrer à reeleição em 2014.

Se Serra for eleito e não quiser concorrer é um direito dele. Se ele quiser patrocinar o fim da reeleição e o mandato de cinco anos, ótimo. Mas que, se aprovado, valha apenas para os governantes eleitos a partir de 2014. O que não pode é achar que se deva dar como compensação um ano de mandato para um governante que abdicou do direito de concorrer à reeleição.

Na história recente do Brasil aconteceram dois fatos similares. O presidente José Sarney, eleito indiretamente vice-presidente, para um mandato de quatro anos, uma vez no cargo, patrocinou a ampliação do mandato para cinco anos. Tempos depois, Fernando Henrique Cardoso patrocinou a mudança da constituição também em benefício próprio para que pudesse concorrer a um novo mandato, em 1998.

Nos dois casos, os métodos usados pelos governantes para conseguir seus objetivos foram altamente questionados.

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A entrevista de Dilma ao “chapa branca” Datena

Algumas pessoas me perguntaram o que achei da entrevista de Dilma ao Datena, na Band. Não assisti ontem ao vivo, mas vi alguns trechos pela internet. Foi chapa branca, assim como havia sido a entrevista de José Serra ao Datena, em 19 de março, quando, pela primeira vez, admitiu que seria candidato à presidência.

Por isso não vejo motivos para chiadeira dos oposicionistas com o apresentador. Ele é equilibrado: puxa o saco para os dois lados. Datena fala grosso quando está sozinho na Câmera, mas afina quando tem alguma autoridade sendo entrevistada.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

IBOPE: Serra, 36%; Dilma, 29%

Pesquisa Ibope para presidente da República, divulgada nesta quarta-feira mostra José Serra (PSDB) com 36%, seguido de Dilma Rousseff, com 29%. Em relação à pesquisa de março, as variações se deram dentro da margem de erro, Serra tinha 35% e oscilou positivamente um ponto e Dilma tinha 30% e oscilou negativamente o mesmo percentual. Marina Silva (PV) e Ciro Gomes (PSB) tem 8% das intenções de votos cada um. No levantamento anterior do Ibope, o deputado tinha 11% e a senadora, 6%. No cenário sem Ciro Gomes, Serra tem 40%, Dilma, 32%, e Marina Silva, 11%. Numa simulação de segundo turno, Serra teria 46%, contra 37% de Dilma. No cenário sem Ciro Gomes, Serra tem 40%, Dilma, 32%, e Marina Silva, 11%.

Espontânea: empate entre Dilma e Serra, com a ministra numericamente à frente


O presidente Lula, que não pode ser candidato, é o mais citado com 16% das intenções de votos, seguido por Dilma, com 15%, e Serra, com 14%. Ciro, Marina Silva e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 1%.
Rejeição: 48% disseram que não votariam em Ciro Gomes "de jeito nenhum", 43% em Marina Silva, 34% em Dilma Rousseff e 32% em José Serra.

Aprovação do Governo Lula: 76%. Aprovação pessoal do presidente: 83%.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 13 e 18 de Abril, período que sucedeu o lançamento da pré-candidatura de José Serra à presidência, dia 10. O instituto estava em campo quando a Folha divulgou, dia 17, os dados da sua pesquisa que mostrava José Serra. O momento atual era, portanto, favorável ao tucano.

A diferença apontada pelo Ibope de sete pontos é exatamente a média entre o que registrou recentemente Datafolha, 10 pontos (38 a 28), e o Vox Populi, três pontos (34 a 31). Mesmo o Sensus (33 a 32) não ficaria longe da margem do erro do Ibope.

Fazendo a média dos quatro institutos, Serra teria 35% e Dilma 30%. Variações de números a parte, Serra vem se mantendo na casa dos 35% desde o ano passado. Dilma cresceu bastante e agora estacionou na casa dos 30%. O natural é que as próximas pesquisas mostrem variações dentro da margem de erro e uma certa acomodação.

Não custa repetir: por enquanto está acontecendo apenas a formação do grid de largada, com eventuais variações a cada volta de classificação. A partir de julho começa a corrida para valer e aí salve-se quem puder.

(Clicando no gráfico no canto superior direito, você tem acesso ao levantamento com todas as pesquisas eleitorais para presidente realizadas desde setembro de 2009).

(Atualizado dia 21/04/10 às 20h)

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AMAZONAS: Alfredo lidera para o governo, Eduardo para o Senado e Dilma para presidência

Pesquisa Eleitoral realizada pelo Instituto Perspectiva, encomendada pelo Jornal “Amazonas em Tempo”, revela que o senador Alfredo Nascimento (PR), ex-ministro dos Transportes, lidera a corrida eleitoral para o governo do Estado, com 36% das intenções de votos, seguido do governador Omar Azis (PMN), com 29% e do ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB), com 23%.

A força de Nascimento vem principalmente do interior, onde tem 49% dos votos, contra 22% de Omar e 16% de Serafim. Na capital quem lidera é Omar, com 34%, seguido de um empate técnico, entre Serafim, com 27% e Nascimento, com 26%.

Na pesquisa realizada pelo mesmo instituto em novembro de 2009, Alfredo tinha 44%, Serafim os mesmos 23% e o então vice-governador Omar Azis 20%.

Espontânea: 86% não sabem dizer em quem votar

Na pesquisa espontânea, 86% dos eleitores não sabem dizer em quem pretendem votar. Entre os pré-candidatos que pontuam, saem-se melhor o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR) e o Governador Omar Azis (PMN), ambos com 5%. O ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa tem 3%. Em relação as regiões do Estado, Alfredo tem praticamente o mesmo desempenho na capital (5%) que no interior (4%). Omar (7% a 2%) e Serafim saem-se melhor na capital (5% a 1%).

Senado: liderança folgada de Eduardo Braga e briga acirrada pela segunda vaga

Na pesquisa estimulada para o Senado, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) caminha em mares calmos para conquistar a primeira vaga. Ele tem 82% das intenções de votos (somado o 1º e o 2º voto). Em segundo lugar, há um empate técnico entre o senador Arthur Virgílio (PSDB), com 41%, e a deputada federal, Vanessa Graziotini (PCdoB), com 39%. Aparecem em seguida o senador Jefferson Praia (PDT), com 9%, e Marilene Corrêa (PSB), com 4%.

Presidência: Dilma, lidera com 41%

Na pesquisa para presidente, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), lidera com 41% dos votos – ela se sai ligeiramente melhor no interior, onde tem 45% do que na capital, 38%. No segundo lugar, há um empate entre o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), 22% e Marina Silva, do PV, com 20%. Serra se melhor no interior (25%, contra 20% na capital) e Marina Silva o inverso (tem 22% na capital e 17% no interior). Ciro aparece apenas com 8%, sendo 9% na capital e 7% no interior.

Em relação a pesquisa de novembro, Dilma cresceu (tinha 32%) e Serra (26%) e Ciro (14%) caíram. Marina Silva oscilou positivamente dois pontos (tinha 18%).

Dados – O levantamento foi realizado entre os dias 08 e 17 de abril de 2010 e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sob o número 6.705/2010. A amostra é de 1.000 entrevistas, sendo 583 em Manaus e 417 no interior. A margem de erro máxima é de 3,1%, para mais ou para menos. Clicando aqui, você baixa o questionário completo, que inclui também questões sobre as intenções de votos para deputado federal no Estado.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Aécio: apoio incondicional a Serra e pedido de votos, fora de época, para correligionário

O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, fez um discurso contundente nesta terça-feira, 20, em apoio a José Serra, que visita o Estado. Tão contundente a ponto do que pode ser considerado um crime eleitoral. O PSDB acusa Lula de fazer propaganda irregular para Dilma, ao, indiretamente, fazer campanha para a sua candidata. Aécio, no entanto, foi literal ao pedir votos para Serra para presidente e para Antonio Anastasia para governador. Abaixo, a transcrição de uma parte do discurso, que pode ser conferido também no vídeo:

“E é com essa convicção de que José Serra representa nossos anseios, que peço que cada companheira que cada companheiro que leve essa mensagem ao município ou distrito onde vivem: aquele mineiro, aquele brasileiro que a qualquer momento teve a intenção de dar o seu voto em Aécio Neves que continue votando em Aécio Neves apertando o 45 e votando em José Serra na próxima eleição presidencial. Votar em Aécio é votar em José Serra, é votar em Anastasia e vamos juntos pela vitória do trabalho, pela vitória da dignidade e da seriedade”.

Noves fora o suposto crime eleitoral, Aécio diz que apoiará fortemente Serra e que trabalhará a dobradinha Anastasia e Serra. Ao focar no 45, ele ajuda ambos os candidatos, que concorrerão sobre o mesmo número. Não são declarações de um candidato a vice. Aliás, recentemente o próprio Serra em entrevista a Band declarou que considera pouco provável essa hipótese.


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domingo, 18 de abril de 2010

Sirkis propõe ‘geometria eleitoral’ para resolver impasse PV-DEM no Rio

Presidente do PV-RJ, o vereador Alfredo Sirkis propõe, em seu blog, uma geometria eleitoral para resolver o impasse entre com o DEM no Estado. Os verdes recusam-se a apoiar a candidatura do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, ao Senado. A resistência põe em risco o apoio do PSDB e do PPS, aliados do DEM em âmbito nacional, à pré-candidatura do deputado federal Fernando Gabeira e ao governo do Estado.

A solução proposta por Sirkis é que se façam duas coligações separadas. Para o Governo do Estado, PV-PPS-PSDB. O DEM e seus candidatos a deputado ficam livres para apoiar quem quiserem. O PV abre mão do tempo de TV do DEM.
Para o Senado, forma-se outra coligação: PPS-DEM-PSDB. Com isso, Cesar Maia fica com o tempo de TV do DEM e do PPS e o dividiria com o pré-candidato do PPS, Marcelo Cerqueira. O PV lançaria, apenas com o seu tempo de TV, a candidatura da vereadora Aspásia Camargo.

Para o ex-prefeito do Rio a solução “é meio boa”, pois fica sem a dobradinha com um candidato forte ao governo do Estado, mas preserva o tempo de TV. No entanto, esta solução depende de consulta ao TSE.

Uma outra alternativa sugerida por Sirkis seria que os partidos não se coligassem para o Senado e cada um lançasse seu candidato ou apoiasse outros dois informalmente. Esta solução não dependeria de aval da Justiça, mas não é interessante a Cesar Maia que ficaria sem os tempo de TV de PPS e DEM.

Leia no Blog de Sirkis:
Solução para o imbróglio do Rio com coerência e respeito ao eleitor
Uma saída equilibrada para o impasse oposicionista no Rio é viável se houver vontade política para tanto.

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Intervenção federal continua necessária no Distrito Federal

O governador eleito do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), foi escolhido por uma casa manchada em denúncias de corrupção. Mais que isso: dos 13 votos que recebeu, 10 são de parlamentares envolvidos nos escândalos. Rosso foi assessor do governador cassado, José Roberto Arruda (ex-DEM), e do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Sua eleição tem amparos legais, mas não encontra legitimidade. Espera-se do novo governador, pelo menos, que forme um governo apartidário, com quadros mais técnicos que políticos. Por enquanto, a intervenção continua necessária.

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Garotinho oficializa pré-candidatura, desafio é conseguir apoios


O ex-governador Anthony Garotinho oficializou neste domingo sua pré-candidatura ao governo do Estado do Rio, durante Congresso Estadual do PR, no Aterro do Flamengo, no Rio, com a participação de cerca de seis mil pessoas, segundo os organizadores.

O principal desafio de Garotinho, na foto com sua mulher, Rosinha, também ex-governadora e atual prefeita de Campos, será conseguir apoios para a sua pré-candidatura, que ainda não conta com a adesão de nenhum outro grande partido. Se for para a batalha apenas com o seu PR e alguns outros partidos pequenos não terá mais do que dois minutos na propaganda eleitoral na TV.

Nas recentes pesquisas eleitorais, Garotinho está em segundo lugar, em empate técnico com o deputado Federal, Fernando Gabeira (PV). Eles disputam o direito de ir ao segundo turno contra o atual governador Sérgio Cabral (PMDB), líder dos levantamentos

Leia também:
Pesquisa Eleitoral Vox Populi Rio de Janeiro

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Pesquisa Eleitoral para Presidente Datafolha – Abril de 2010

Nos posts abaixo, você encontra os números e análises da pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada neste dia 17 pela Folha de S. Paulo, sobre a sucessão presidencial. A pesquisa mostra Serra dez pontos percentuais a frente de Dilma na estimulada (38% a 28%) no cenário com Ciro Gomes. Na espontânea, Dilma tem 13% e Serra 12%.

Os principais números:


Datafolha para presidente: Serra, 38%; Dilma Rousseff, 28%

Análise Estimulada:


Análise Datafolha: Serra cresce e não sai do lugar e Dilma estaciona

Análise Espontânea: (Dilma, 13% - Serra, 12%)


Datafolha Abril / 2010: maior parte do eleitorado não sabe em quem votar

Acesse também o levantamento e gráfico com todas as pesquisas eleitorais para presidente:


Últimas pesquisas eleitorais para presidente

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Datafolha Abril / 2010: maior parte do eleitorado não sabe em quem votar

Sempre que se divulga uma pesquisa eleitoral, as atenções são voltadas principalmente para os cenários da modalidade estimulada (quando são apresentados aos eleitores cartelas com os nomes dos candidatos). Tão ou mais importante é modalidade espontânea (o eleitor tem que responder em quem vai votar de bate-pronto, sem acesso aos nomes). O melhor é olhar os dois dados de forma conjunta.



Na espontânea, há um empate técnico entre o ex-governador José Serra (PSDB) e a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), com a petista numericamente à frente, com 13%. Em relação a março, ela oscilou positivamente um ponto percentual. José Serra cresceu de 8%, em março, para 12% agora. Marina Silva soma 2% e Ciro Gomes, 1%. Juntos os quatro pré-candidatos ficam apenas com 28%.

Levantamento feito pelo jornalista Fernando Rodrigues, no UOL, (clique no gráfico para ampliar) com base em todas as pesquisas do Datafolha, realizadas desde 2008, mostra que os índices de intenção em voto em Lula vêm caindo, a medida que mais pessoas vão descobrindo que o atual presidente não pode disputar outro mandato. Os índices dos outros candidatos vêm aumentando, mas numa proporção menor, tanto que o número de “não sabe” hoje é maior que em 2008.

Em 2008, a maioria dizia que pretendia votar em Lula, por aprovar o seu governo, mas, ao saberem que ele não pode ser candidato, não conseguem apontar outro nome, por não ter refletido seriamente sobre o assunto.

As intenções de votos espontâneas são mais cristalizadas. As estimuladas, ao contrário, podem ser mais influenciáveis, pelo efeito “recall” ou a lembrança de outras eleições, além de outros efeitos sazonais. O eleitor, confrontado a uma lista, indica um nome que lhe é mais familiar, mas sem ter refletido seriamente sobre isso.

Serra, por exemplo, tem de 10 a 12 pontos de vantagem sobre Dilma, nos cenários estimulados, mas fica em empate técnico na espontânea, e numericamente atrás da petista. Serra é o mais conhecido entre todos os candidatos e tem um recall de eleições passadas (depois de ter sido ministro da Saúde, disputou as eleições de 2002, 2004, 2006 e indiretamente em 2008, quando foi personagem central da disputa municipal em São Paulo).

Especificamente nesta última Datafolha, Serra pode ter sido “beneficiado” pelo fato do levantamento ter sido feito cinco dias após o lançamento da sua candidatura. Em fevereiro, o mesmo efeito pode ter sido captado pelo instituto, em relação a Dilma, que também havia acabado de lançar a sua pré-candidatura. Tanto que, depois disso, ela ficou estacionada. Seu crescimento já havia sido captado.

É preciso observar, porém, dois fatos: o primeiro é que Serra cresceu na espontânea, o que mostra alguma consolidação da sua campanha. A outra é que o “Recall” que faz com que Serra esteja à frente na estimulada deve ser visto com cuidado: se por um lado, é um dado não consolidado, por outro indica uma lembrança positiva, que, bem trabalhada, pode ser cristalizada.

Há também outro fato: os cruzamentos do Datafolha mostram que há 14% de eleitores gostariam de votar no candidato de Lula, mas não sabem que ele apoia Dilma. Isso também indica uma margem para crescimento para Dilma.

Tudo isso junto mostra uma campanha acirrada e polarizada à vista. Mas não se deve esperar grandes variações nos próximos meses, quando os principais candidatos estarão sem palanque e sem a visibilidade que tinham em seus cargos.
Ambos podem continuar crescendo na espontânea e é possível que haja algumas oscilações na estimulada, mas em ritmos mais lentos.

É lugar comum dizer que pesquisas são a fotografia de um momento. E são mesmo. E a fotografia de um evento em movimento, sujeito a diversas influências. Ajudam os candidatos planejarem suas campanhas e traçarem estratégias. A nós, palpiteiros, ajudam a arriscar alguns prognósticos. É preciso apenas cuidado para não confundir palpites com torcida.

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sábado, 17 de abril de 2010

Análise Datafolha: Serra cresce e não sai do lugar e Dilma estaciona

Pesquisa eleitoral é sempre assim: uns comemoram e outros reclamam. Os petistas que soltaram fogos com a Sensus, que mostrou empate entre Serra (32,7%) e Dilma (32,3%), trocam agora de lugar com os tucanos, com a do Datafolha, que mostra uma diferença de 10 pontos de Serra (38%) sobre Dilma (28%). Agora serão os petistas a tacar pedra.

Normal. Cada um tende acreditar naquela pesquisa que reforça sua opinião pessoal, ou mais ainda sua preferência pessoal.

Antes de nos deixar levar pela questão emocional, vamos a alguns pontos:

- Serra cresceu no Datafolha, mas não saiu do lugar. Tinha 37% em dezembro, foi a 32% em fevereiro (momento em que enfrentava, como governador de São Paulo, os problemas das enchentes), foi a 36% às vésperas de largar o cargo de governador, quando pela primeira admitiu que seria candidato, e agora vai a 38% na pesquisa Datafolha realizada cinco dias após o lançamento da sua candidatura, quando tem mais exposição na mídia. Por tanto, nada de se espantar.

- Sobre Dilma, olhando apenas o Datafolha (mas a tendência de alguma forma se repete em outros levantamentos) cresceu bastante até fevereiro, quando atingiu 28%, em março oscilou negativamente um ponto e agora oscila positivamente outro. O Datafolha de fevereiro coincidiu com o lançamento da sua pré-candidatura. Portanto, parte do seu crescimento já tinha sido absorvido.

- A diferença do Datafolha para o Sensus pode ser explicada pelas diferenças metodológicas e pelo período de realização (o datafolha ocorreu quando Serra havia acabado de lançar a candidatura). Também não ficam muito distantes se olharmos separadamente os índices de cada candidatos e aplicarmos a margem de erro. Serra, pelo Sensus poderia ter entre 30,5% e 34,9% e entre 34% e 38% pelo Datafolha. A máxima de um instituto encontra-se com a mínima do outro. Dilma também não ficaria muito distante, podendo ter entre 26% e 30% pelo Datafolha e entre 30,1% e 34,5%.

- Há um dado interessante: permanece em 14% o número de entrevistados que gostaria de votar no candidato de Lula, mas não sabe que ele apóia Dilma. Isto indica um bom percentual que a ministra pode crescer. Porém, até a campanha começar efetivamente em junho, a poeira abaixa e a possibilidade de Dilma se tornar conhecida diminui.

- A tendência é que as pesquisas realizadas a partir de maio, quando teoricamente os candidatos estarão com o mesmo nível de exposição na mídia, produzam um quadro de acomodação, mas é possível que até junho, as variações ocorram num ritmo menor.

- Pensando a corrida presidencial como uma corrida de automóveis, diríamos que o que acontece agora, por enquanto, é apenas a formação do Grid de Largada. Os candidatos estão fazendo voltas de classificação. Condições da pista, desgaste dos pneus, quantidade de combustível e o tamanho da força no acelerador podem produzir voltas melhores e piores. A corrida para valer mesmo só começa a partir de junho.


Aqui você encontra os números do Datafolha de Abril


Não deixe de acessar também Acesse o Levantamento e Gráfico com todas as pesquisas eleitorais para presidente (Já atualizado com o Datafolha de hoje).

(continue lendo a análise)

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Datafolha para presidente: Serra, 38%; Dilma Rousseff, 28%

Pesquisa Eleitoral Datafolha divulgada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo mostra o pré-candidato José Serra, do PSDB, na liderança com 38%, contra 28% de Dilma Rousseff, do PT. Em fevereiro a diferença era de nove pontos – Serra tinha 36% e Dilma, 27%. Pela primeira vez Marina Silva (PV), com 10%, aparece numericamente à frente de Ciro Gomes (PSB), que tem 9%. Em março, a “verde” tinha 8% e o ex-ministro 11%. Há ainda 7% de citações para branco, nulo e nenhum e 8% de indecisos.

No cenário sem Ciro Gomes (PSB), José Serra vai a 42%, mesmo percentual da soma de Dilma (30%) e Marina (12%). Considerada a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, haveria possibilidade de vitória do tucano no primeiro turno.

O Datafolha justificou a realização desta pesquisa agora por ter feito “um levantamento em 24 e 25 de fevereiro, cinco dias após o lançamento oficial da candidatura da petista Dilma Rousseff. Agora, a coleta dos dados se dá também cinco dias após a festa do PSDB para José Serra se lançar na disputa”.

Naquela ocasião, o Datafolha apontou Serra com 32% e Dilma, com 28%, na menor diferença registrada entre os dois candidatos por este instituto. Na ocasião, Serra cai cinco pontos em relação a janeiro e Dilma subia cinco pontos. Na pesquisa de março, realizada logo após o governador José Serra ter admitido publicamente a intenção de disputar as eleições, Serra recuperou quatro pontos e agora cresceu mais dois. Dilma, de 28% em fevereiro, oscilou negativamente um ponto em fevereiro e agora oscila um positivamente.

Espontânea: empate, com Dilma numericamente à frente

Na modalidade espontânea, quando o eleitor é provocado a dizer em quem pretende votar, sem ser apresentado a uma lista ou cartela, foi registrado um empate técnico, mas com Dilma (13%), numericamente à frente de Serra (12%). Dilma oscilou positivamente um ponto em relação a março e Serra cresceu quatro pontos. Numericamente, Dilma permanece na frente.

Segundo turno

Segundo o Datafolha, numa simulação de segundo turno, Serra tem 50% e Dilma fica com 40%. No final de março, os percentuais eram 48% e 39%. A variação se deu, portanto, dentro da margem de erro.


Acesse o Levantamento e Gráfico com todas as pesquisas eleitorais para presidente (Já atualizado com o Datafolha de hoje).

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

"Datafolha apontaria diferença de Serra para Dilma em 10 pontos"

Segundo o Blog das Eleições, em Veja, a diferença de Serra para Dilma teria passado de nove, no Datafolha de fevereiro, para dez pontos no levantamento que será divulgado este final de semana, provavelmente ja na edição de amanhã, da FSP.

A confirmar, distoa completamente da Sensus, que apontou empate técnico entre os dois candidatos.

A pesquisa foi realizada na semana seguinte ao lançamento de Serra e, portanto, seu eventual crescimento não chega a ser surpresa. Na verdade, ele já havia sido identificado pelo instituto em fevereiro (quando cresceu quatro pontos em relação a janeiro. O fato novo passa a ser a estagnação da ministra Dilma Rousseff, que vinha registrando crescimentos desde agosto de 2009.

Há muita água para rolar ainda. A campanha ainda não começou. A partir de maio, vamos ter uma noção mais clara do percentual de largada dos candidatos. A briga está aberta ainda.

Acesse o Levantamento com todas as pesquisas eleitorais para presidente

Leia a Nota de Veja.

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Ibope registra nova pesquisa eleitoral para presidente

O Ibope registrou nesta sexta, dia 16, no TSE, nova pesquisa eleitoral para presidente, que, cumprido o prazo de cinco dias, pode ser divulgada a partir do dia 21. O levantamento começou no dia 13 e vai até o dia 18 e coincide com o período de realização do Datafolha (15 e 15), que já pode ser divulgado a partir de amanhã por ter sido registrado no dia 12 no Tribunal. O contratante foi a Associação Comercial de São Paulo.

Os dois institutos utilizam metodologias diferentes. Enquanto o Datafolha utiliza apenas entrevistas em pontos de fluxo, o Ibope mescla este sistema com entrevistas residenciais, o que pode impactar em resultados finais diferentes.

De toda forma, a expectativa é que os resultados dos dois institutos, por realizadas no mesmo período, se mantenham próximos à margem de erro.
As pesquisas recentes do Sensus e do Vox Populi mostraram redução na distância de Serra e de Dilma.

Vamos esperar o que dizem Datafolha e Ibope.

Acesse o Levantamento com todas as pesquisas eleitorais para presidente

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Os candidatos a presidente e o Twitter

A ex-Ministra Dilma Rousseff (PT) aderiu ao Twitter no último sábado e até o início da noite de ontem tinha cerca de 27 mil seguidores. Com a chegada dela, todos os principais pré-candidatos à presidência, além de alguns “nanicos” estão no microblog.

O veterano da turma é José Serra, do PSDB, que também é o político mais seguido no Twitter, com mais de 200 mil “followers”. Entra na maioria das vezes na madrugada, fala sobre vários assuntos e muito pouco sobre política. Ainda que seja criticado por só responder aquilo que o interessa, promove alguma interação, o que não é visto em todos os políticos.

Já Dilma Rousseff, a mais novata entre eles, mas já a segunda presidenciável mais seguida do Twitter quase não tem interagido com os usuários e tem se limitado a dar declarações sobre questões políticas e sobre a sua agenda.

Com 24 mil seguidores, Marina Silva fala também sobre seus compromissos políticos, mas tem procurado interagir com os outros usuários. Marina Silva decidiu seguir os outros presidenciáveis (Ciro, Dilma, Serra e Plínio Arruda Sampaio), mas até agora nenhum deles retribuiu o “follow”.

Ciro Gomes tem cerca de 14 mil seguidores e acessa muito espaçadamente. Quase não interage e acessa muito pouco.

Também estão no Twitter os presidenciáveis Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB), Mario de Oliveira (PTdoB) e José Maria (PSTU). Não achei ainda o Rui Costa Pimenta (PCO) e Oscar Silva (PHS). Há uma conta atribuída a Américo de Souza, do PSL, é @americopsl, mas está desatualizada desde primeiro de janeiro e não pude confirmar sua autenticidade.

Na página do Blog no Twitter você encontra lista com todos os presidenciáveis. Acesse: http://twitter.com/BlogdoCampbell/presidenciaveis

Leia também: Twitter e os políticos (algumas dicas para aqueles que se aventuram pelo microblog)

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Dilma nega ter participado de ação armada

Em entrevista concedida a veículos do Grupo RBS, ontem em Porto Alegre, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, negou que tenha participado de ações armadas durante a Ditadura Militar.

“Ninguém participa de governo sem aprender a conviver com críticas, deturpações e difamações. Há uma campanha insidiosa porque as pessoas pouco lembram daquela época. [...] Não tive nenhuma ação armada. Se tivesse ação armada, não teria recebido condenação de dois anos. Cumpri três anos de cadeia, mas fui condenada a dois”

Sobre os adversários, “que levantam dúvidas sobre o que seria o seu governo em matéria de liberdade de expressão”, Dilma destacou: adversário só não fala que a gente é bonita, o resto tudo fala. Eu sei o que é viver na ditadura, e sei a pior parte dela. Não acho que faz bem para nenhuma geração o que a minha passou....

Sobre as pesquisas de opinião que mostram seu adversário à sua frente no Rio Grande do Sul, seu berço político, disse que elas retratam um momento e alfinetou. “Todo mundo que sentou na cadeira antes se danou”.

(Para quem não ligou a indireta ao fato, Dilma refere-se a Fernando Henrique Cardoso, que em 1985, posou, nas vésperas das eleições, para uma foto sentado na cadeira de prefeito de São Paulo, quando, a despeito das pesquisas de intenção de votos, perdeu para Jânio Quadros).

Dilma disse que aprendeu muito com Lula, que sente saudades do ex-chefe, e que considera que tem uma parcela de mérito pelos 76% de aprovação do governo Lula. Na entrevista completa, que pode ser acessada nos links abaixo, a ex-ministra fala também sobre o provável vice em sua chapa, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), sobre a divisão entre o PT e o PMDB no Rio Grande do Sul, sobre Educação, PAC, e outras ações do Governo:

“Sou uma boa aluna”

“Nesses 76% de aprovação, tem uma parte que contribuí”

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

TSE entende que candidato que é cantor pode exercer profissão em período eleitoral

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entenderam, na sessão plenária desta quinta-feira (15), que o candidato que exerce a profissão de cantor poderá permanecer exercendo as suas atividades em período eleitoral. Os ministros responderam a consulta formulada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), para sanar dúvida surgida em função da proibição da realização de showmícios de candidatos em período eleitoral.

De acordo com o relator, ministro Arnaldo Versiani, a legislação eleitoral não pode impedir que o candidato exerça sua profissão. “O que ele não pode fazer é participar de showmício e cantar, mas ele poderia cantar, fora do showmício, exercendo a sua profissão”, destacou o ministro.

O entendimento do plenário, seguindo o voto do relator, foi no sentido de que “o candidato que exerce a profissão de cantor ou artista pode permanecer exercendo sua atividade profissional em período eleitoral, desde que não tenha como finalidade a animação de comício e reunião eleitoral e que não haja nenhuma alusão à candidatura ou à campanha eleitoral ainda que em caráter subliminar”. Ainda de acordo com os ministros, qualquer abuso será punido na forma da lei. (Fonte: TSE)

Observação deste blog: A consulta de Dornelles é motivada porque o PP abriga em seus quadros o cantor Elymar Santos, que será candidato a deputado federal pelo Rio. É justa: permite que ele continue exercendo sua profissão, vive disso, mas impede que se faça uso eleitoral disso, o que provocaria um desequilíbrio em favor do candidato. A lei crua proíbe apenas “contratação de artistas”, o que provocaria dúvida. Agora está explicado.

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Acabou sim, Ciro, e há muito tempo

Há algo de podre no reino da Dinamarca. Não é natural que um (pré) tenso candidato a presidente da Republica fale a seu partido por meio de um blog. Pela segunda vez, Ciro Gomes usou a internet para comentar a sucessão eleitoral e o alvo principal foi o PSB. “A história acabou?” questiona o título do artigo de Ciro. Acabou e tem bastante tempo.

Este blog vem dizendo desde que foi “refundado” em agosto de 2009 que não acredita na candidatura de Ciro. Coincidentemente, a última enquete, encerrada, mas ainda disponível ai ao lado questionava a que Ciro será candidato. Venceu a opção a “nada”. Posição endossada por este signatário.

No seu “discurso”, Ciro Gomes apela para o pragmatismo, “sua candidatura poderia ajudar o partido”, e ataca PT, embora preserve Lula, e o PSDB. E ataca os políticos de São Paulo, para onde transferiu o título a pedido de Lula

“É fato notório o mal que faz ao Brasil esta polarização amesquinhada, porém mutuamente conveniente, entre o PT e o PSDB. É a imposição ao Brasil ,por um preço cada vez mais impagável, da briga provinciana dos políticos de São Paulo. Lá eles são iguais, especialmente nos defeitos. Isto definitivamente não é verdade no Brasil!”

Mas a pancada mais dura vai mesmo para o seu PSB, em quem coloca a faca no pescoço:

“O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora”

O PSB é um partido “partido”, como a maioria das legendas brasileiras. Cozinhou Ciro a espera que ele desistisse diante da falta de apoio e das pesquisas eleitorais. Ciro mandou o recado: “podem me rifar, mas terão que assumir o desgaste por isso”.

Veja o artigo completo no site de Ciro.

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PSDB quer multa para Sensus, que registrou empate entre Serra e Dilma

O PSDB entrou com representação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra o Sensus Data World Pesquisa e Consultoria, com a alegação de que o Instituto teria divulgado pesquisa de opinião referente às eleições presidenciais deste ano fora do prazo estipulado pela legislação eleitoral. O Partido pede a aplicação de multa no valor máximo de 100 mil Ufirs.

A recente pesquisa do Sensus registrou o presidenciável tucano com 32,7% das intenções de votos e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, com 32,3% - esta foi a menor diferença entre os candidatos em todos os levantamentos feitos até aqui. (Acesse os números da pesquisa Sensus).

O partido diz, na representação, que notícia veiculada ontem (13), na internet, divulga resultado de pesquisa realizada pelo instituto Sensus por encomenda do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo (Sintrapav) e que, de acordo com o site do TSE, o pedido de registro da pesquisa teria sido apresentado no último dia 5 de abril.

Sustenta ainda o partido que, na primeira versão do pedido do registro, o instituto de pesquisa indicou, como contratante e responsável pelos recursos financeiros, o Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado do Paraná (Sindecrep), que teria negado ao jornal Folha de S. Paulo ter conhecimento de tal pesquisa.

Ainda de acordo com a representação do PSDB, o Instituto Sensus, procurado pelo mesmo jornal, teria alegado “erro material” no pedido do registro, indicando outro sindicato, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo, que, por sua vez, informou não ter conhecimento da contratação.

Sustenta a representação que o instituto Sensus requereu “a inusitada emenda ao pedido de registro que formulara, pugnando pela alteração de uma informação que é considerada essencial pela lei, quais sejam, os dados acerca do contratante da pesquisa, bem como sobre a origem dos recursos e o pagante do trabalho”.
No entanto, segundo a representação do PSDB, o pedido de emenda no registro da pesquisa foi realizado apenas no dia 9 de abril, de modo que a contagem do prazo que trata a Resolução 23.190 foi reiniciada.

Segundo a resolução do TSE, as pesquisas eleitorais devem ser registradas cinco dias antes da divulgação. A divulgação do resultado foi feito no dia 13 de abril, fora do prazo legal, portanto.

Assim, o partido alega que a desobediência à Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), atrai a penalidade de multa no valor de 50 mil a 100 mil Ufir, tendo em vista “a conduta açodada do instituto representado na divulgação desse suspeitíssimo resultado”.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Alencar defende palanque único em Minas Gerais

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

O presidente da República em exercício, José Alencar, defendeu hoje (13) a formação de um palanque único para a disputa do governo local, das vagas ao Senado e no apoio à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, em Minas Gerais. O palanque único seria formado pelos partidos da base aliada do governo Lula.

Para Alencar, o que não pode ocorrer são alianças com partidos que são, tradicionalmente, adversários. “A pior coisa é formar um palanque que as pessoas não apreciem. As pessoas não aprovam alianças de pessoas historicamente antagônicas. Um palanque com PT, PMDB, PRB e PCdoB todo mundo compreende”, disse, acrescentando que o fato de ter desistido de concorrer a um cargo eletivo nas próximas eleições “facilitou as coisas” em Minas Gerais.

Alencar também manifestou o seu desejo de estar no mesmo palanque com Dilma Rousseff. “Se for chamado, irei como um soldado”, afirmou.

Com vários nomes para a disputa do governo mineiro e às duas vagas ao Senado, a composição da base aliada em Minas tem sido um problema, principalmente, para o PMDB e o PT. Há, inclusive, a hipótese da formação de dois palanques entre os partidos aliados nacionalmente. Para Alencar, deve prevalecer o consenso.

Em relação a escolha do vice na chapa petista, Alencar afirmou que Michel Temer (PMDB-SP) tem “todos os títulos” para exercer a função. “[Temer] é um bom nome porque ele é presidente do PMDB e da Câmara, um cidadão de comportamento correto e representa o maior estado do país. Tem todos os títulos para ser vice”, disse.

O presidente da República em exercício acredita que a companha eleitoral deste ano será disputada de forma leal e civilizada. “A campanha eleitoral será de alto nível, levando informações ao eleitor. Não tem que fazer uma campanha falando mal do adversário”.

Alencar sugeriu que os candidatos à Presidência da República tenham em suas propostas os temas: educação, saúde, saneamento básico, transportes e energia. Segundo ele, o Brasil precisa de investimentos nessas áreas para se tornar em uma nação desenvolvida.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

SENSUS PARA PRESIDENTE: Nova Pesquisa Eleitoral aponta empate entre Serra e Dilma

Pesquisa Sensus aponta empate entre o candidato do PSDB, José Serra, com 32,7% e Dilma Rousseff, do PT, com 32,3%. Ciro Gomes tem 10,1% e Marina Silva: 8,1%.

No cenário sem Ciro, permanece o empate técnico, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais: Serra tem 36,8%; Dilma 34,0%; Marina, 10,6%.
Simulação de segundo turno também mostra o quadro acirrado. Serra tem 41,7% e Dilma, 39,7%.

O levantamento foi contratado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo, ligado à CUT.

Os números do Sensus divergem completamente dos do Datafolha do final do mês passado que mostrou Serra com 36% e Dilma, com 27%, no cenário com Ciro Gomes.

De uma forma geral, a candidata petista tem se saído melhor nos levantamentos do Instituto Mineiro. No levantamento de fevereiro já havia sido identificado um empate técnico, com Serra, com Serra com 33% e Dilma, com 28% Basicamente, Serra mantém os mesmos índices e Dilma cresce quatro pontos.

É aguardar os próximos levantamentos. Um instituto acaba balizando o outro...

(Clicando no Gráfico no canto superior direito, você acessa as pesquisas anteriores)

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Datafolha vai a campo com intervalo de 20 dias

Essa é para os adeptos de teoria da conspiração. O Datafolha vai a campo nos dias 15 e 16, 20 dias após realizar a última pesquisa sobre a sucessão presidencial. A pesquisa anterior coincidiu com a primeira declaração pública de José Serra (PSDB) que seria candidato à presidência e mostrou crescimento do tucano, que abriu nove pontos sobre Dilma.

A nova pesquisa é realizada na semana subseqüente ao lançamento de sua candidatura e poderá captar os efeitos, se houver, deste lançamento. Faltando ainda cerca de seis meses para as eleições é natural que haja oscilações nas pesquisas e variações de um instituto para outro. Talvez a partir de maio, possa se ver um quadro mais estável do processo.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Datafolha pesquisa sobre eleições, tragédias no RJ e SP e futebol

O Datafolha registrou, sob o número 8383/2010 , nesta segunda, 12, no TSE nova pesquisa eleitoral sobre a sucessão presidencial. O campo será feito entre 15 e 16 e já no dia 17, a Folha de S. Paulo pode divulgar os números.

Serão entrevistados 2600 pessoas em todas as regiões do Brasil e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O Datafolha incluiu também questões sobre a recente tragédia no Rio de Janeiro e sobre as inundações em São Paulo. Quer saber dos eleitores o grau de responsabilidade que atribuem ao governo Federal, ao governo estadual, as prefeituras e a população.

Questões sobre aquecimento global, copa do mundo e uso da internet também constam do questionário. O entrevistado poderá, por exemplo, opinar se Dunga faz um trabalho ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo frente à seleção brasileira. Opinar sobre os craques que devem ser convocados e até chutar um palpite sobre quem vence o torneio.

Eleição presidencial

A última pesquisa Datafolha mostrou crescimento de Serra de 32% para 36% e oscilação negativa de Dilma de 28% para 27%. O próximo levantamento é o primeiro após o lançamento oficial da pré-candidatura de Serra e a expectativa agora é ver se o candidato continuará crescendo ou resultado da pesquisa anterior foi apenas uma movimentação sazonal.

Outra questão importante a se observar é se o conhecimento sobre a Ministra Dilma Rousseff aumentou ou não.

Atualizado em 13/04/10 para correção de informações.

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Aécio: “onde eu for convocado, mas a partir de Minas”

Bastaram algumas poucas palavras de Aécio Neves (PSDB), na festa de lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) à presidência, sábado dia 10, para reacender os sonhos de dez em cada dez tucanos: que ele aceite a vaga de vice na chapa presidencial da oposição. "A partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas (estou) ao seu lado ou onde eu for convocado".

Os que acalentam este sonho levaram em conta principalmente a segunda parte da frase “ao seu lado onde for convocado”, mas ignoraram (talvez contaminados pelo desejo) a primeira parte “a partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas”.

Sucessivas vezes, Aécio disse que a melhor forma que tem de ajudar Serra é sendo candidato a Senador em Minas, ressaltando que não medirá esforços, mas refutando a posição de vice.

Aclamado por gritos de “vice, vice”, Aécio foi estrategicamente colocado ao lado de Aécio. Na foto oficial do PSDB, acima, ele está de mãos dados com Serra. É a foto que os tucanos gostariam de imprimir nos materiais de propaganda.

De uns tempos para cá, o PSDB tem lidado com cautela em relação a Aécio. As palavras têm sido medidas com cuidado e a estratégia passou a ser dar tempo ao tempo. Deixaram de lado aquele desatino que prevaleceu até março e passaram a respeitar o tempo de Aécio.

Sabem que, por enquanto, tudo não passa de sonho.

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domingo, 11 de abril de 2010

Marina diz que eleições não devem fazer "apologia do medo"

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A pré-candidata à Presidência da República Marina Silva disse hoje (11), durante a pré-convenção do Partido Verde (PV), que sua candidatura vai debater propostas para o Brasil, sem fazer “apologia do medo”. Medo, segundo ela, criado por quem pretende dividir ou entregar o Brasil.

“Os brasileiros venceram o medo. E eu espero que, depois de tanta luta de democracia, a gente não faça agora, nessas eleições de 2010, a apologia do medo. Não podemos mais e não precisamos mais ter medo”, disse Marina.

Voltando a dizer que o Brasil não precisa de “gerentões”, mas de uma visão estratégica, Marina afirmou que o PV não pretende centrar seu discurso na figura de um único candidato.

“Não se deve ter uma relação, na democracia, de pessoas com biografias tão respeitáveis, como se fôssemos inimigos”, afirmou. "O debate não é em torno de Lula, da Dilma, do Serra e do Ciro. O debate tem que ser feito em torno do Brasil, dos desafios do Brasil."

A pré-candidata, que hoje usou muito a expressão “união”, também negou que seu discurso esteja alinhado ao do PSDB.

“Essa é a linha mestra do meu discurso, sempre. Desde o início, quem colocou que o Brasil deveria discutir propostas e não fazer embate foi a nossa candidatura”, afirmou. E acrescentou que o PV não pretende fazer plebiscito entre o passado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ou mesmo discutir currículos.

“Isso não é visão estratégica de país”, afirmou Marina, ressaltando que o PV pretende fazer um processo político.

Como propostas de governo, Marina destacou temas como a educação, segurança e sustentabilidade.

“A melhor forma de nos unirmos é em torno das propostas que nos levam para novos desafios: o de uma economia de baixo carbono, de segurança para que os brasileiros não se sintam presos em suas próprias casas e de uma educação de qualidade, não apenas como um direito, mas como a principal alavancadora de desenvolvimento econômico e social”, destacou.

Durante a pré-convenção, o PV apresentou seus pré-candidatos ao governo de São Paulo, Fábio Feldman, e ao Senado, Ricardo Young.

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Dividido, PSOL escolhe Plinio de Arruda Sampaio como pré-candidato a presidente

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro -  O Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL) escolheu Plínio Arruda Sampaio como pré-candidato à Presidência da República neste sábado (10), durante a 3ª Conferência Nacional, realizada na Casa do Estudante Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O candidato goiano Martiniano Cavalcante, apoiado pela presidente nacional do partido, Heloísa Helena, não compareceu ao encontro em protesto, e o ex-deputado federal Babá retirou sua candidatura em favor de Plínio Sampaio, eleito por unanimidade pelos 90 delegados presentes.
Os partidários de Martiniano organizaram um evento paralelo à conferência. Eles alegam que o processo de votação utilizado descrendenciou diretórios de alguns estados que tinham maioria a favor de Martiniano.

Com a vitória, Plínio Arruda Sampaio disse que o próximo passo é unificar o partido. “Houve uma divisão que não acredito ser definitiva, mas sim a paixão do embate, do momento. Em seguida faremos um esforço para reeditar a frente de esquerda e definir nosso programa de campanha, como a reforma agrária e urbana. E acabar com a especulação imobiliária, para encerrar de vez com tragédias como a que estamos vendo aqui no Rio."

Plínio Arruda Sampaio é promotor público aposentado e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra). Foi três vezes deputado federal, secretário de estado e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2006, candidatou-se ao governo de São Paulo pelo P-SOL, e ficou em quarto lugar.

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Dilma estreia no Twitter e angaria 4 mil seguidores em 3 horas

A ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência, aderiu formalmente ao Twitter hoje, no endereço @dilmabr. Em três horas (até 21h05) chegou a quatro mil seguidores.

Em seus primeiros tweets, avisou que não atualizará sozinha a página e que nem usará o perfil para fazer discursos. “Quero trocar idéias, ouvir sugestões.Vou me abastecer cq os twiteiros.Vcs saberão por aqui onde estou”, escreveu.

Em seu perfil, duas observações, o local é Brasília, onde mora há oito anos, desde que chegou ao governo Lula, e não Porto Alegre (RS) onde fez carreira política, nem Minas onde nasceu. Brasília é uma escolha neutra. Outra observação, a referência explícita a Lula: “Twitter pessoal de Dilma Rousseff, ex-ministra do Presidente Lula”.

Seu principal adversário, o ex-governador de São Paulo, José Serra, é o político brasileiro mais seguido do twitter (tem 192 mil seguidores em @joseserra_)- ele completou um ano na página. Marina Silva (@silva_marina)tem 18 mil seguidores e Ciro Gomes (@cirofgomes) cerca de 10 mil seguidores.

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O discurso de Serra vai funcionar?

Em 2002, José Serra (PSDB) era o candidato da situação, num momento em que o governo Fernando Henrique atingia um dos seus piores índices de aprovação e o desejo era de mudança. Oito anos depois, é o candidato da oposição num momento em que o governo do Presidente Lula atinge picos de popularidade e o desejo da população é de continuidade. (*)

Na sua primeira candidatura presidencial, Serra, que, de fato, possuía divergências do governo Fernando Henrique, principalmente no setor macroeconômico, propôs uma mudança com segurança. A mudança é a azul foi um dos jingles que usou em sua candidatura. Não funcionou.

Ontem, ao lançar sua candidatura presidencial Serra repetiu o slogan que usou quando deixou o governo de São Paulo: “o Brasil pode mais”. Reconhece os avanços conquistados no Brasil nos últimos anos, mas enfatiza que eles são resultados de “25 anos de redemocratização”. Destacou seu currículo e disparou: “o Brasil não tem dono”.

Em linhas gerais, a campanha do PSDB, pelo que se desenha, tentará mostrar: “sim, o Brasil avançou nos últimos anos, mas não por causa unicamente de uma pessoa ou de um governo, mas por uma sucessão de medidas, grande parte delas tomadas durante o governo tucano. Daqui para frente, é preciso saber quem tem mais preparo para continuar fazendo o Brasil avançar”.

Não dá para saber se vai funcionar. Possivelmente, a equipe de marketing do PSDB deve estar testando estas ideias por meio de pesquisas qualitativas. É uma estratégia arriscada, pois, o que o PSDB propõe é, em algum grau, uma continuidade do governo Lula. E deve responder ao eleitor, que questionará: “se for para continuar, não é melhor que seja com a candidata oficial?”.

Até aqui, Serra tem resistido bem. A despeito do crescimento de Dilma Rousseff, mantém a liderança e mostra estabilidade na casa dos 35% de intenções de voto. Ao contrário de 2002, quando enfrentava um candidato calejado nas urnas, agora tem a experiência eleitoral ao seu lado.

Caminhará durante todo o pleito numa linha muito tênue entre a continuidade e a mudança. A desenvoltura que demonstrar determinará seu sucesso ou fracasso.

(*) Leia o artigo “Comparação Lula X FHC: assim é se lhe parece”. Debater qual governo foi melhor, Lula ou FHC, é uma discussão que será muito mais subjetiva do que objetiva. Mas é preciso entender que, gostemos ou não disso, o governo Lula é muito mais bem avaliado do que foi Fernando Henrique.

 
No site do PSDB, Leia e ouça o discurso de Serra na íntegra.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Chuvas no Rio de Janeiro: e depois que o caso sair da mídia?

Já chega perto de 200, e deve aumentar, o número de vítimas fatais com as chuvas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O caso ganha as manchetes Brasil a fora e também no exterior. A mídia convoca os especialistas. Políticos culpam seus antecessores e prometem investimentos. E assim vai até outro escândalo aparecer, a mídia esquecer e os políticos novamente se acomodarem.

A essa hora é fácil achar culpados: é o político que não investiu, o morador que construiu em área condenada, apesar de proibição, etc. Difícil mesmo é pensar preventivantemente...

Que a lamentável tragédia ocorrida no Rio de Janeiro sirva não somente para os políticos fluminenses, mas para os políticos de todo o Brasil: identifiquem áreas de riscos, criem planos emergenciais, construam habitações populares. O mesmo vale para a sociedade e para a mídia, que não devem cobrar apenas durante a catástrofe.

Enfim, não esperemos as próximas chuvas!

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Sarney, o ex-futuro presidente da República

A alegria da oposição em ver o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) presidindo novamente o Brasil, o que, acreditavam, arranharia a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência, acabou.

O vice-presidente José Alencar (PRB), em entrevista coletiva, disse hoje que não concorrerá mais nas próximas eleições e por isso poderá assumir à presidência a partir de segunda-feira, quando Lula viaja aos Estados Unidos. Caso desejasse ser candidato, para se manter elegível, Alencar não poderia assumir o cargo.

Sarney, neste caso assumiria, já que o presidente da Câmara Michel Temer (PMDB), cotado para ser vice de Dilma, disputará as próximas eleições.

Segundo a Agência Brasil, Alencar justificou a desistência afirmando que se sente curado do câncer que enfrenta, mas que não considera certo concorrer neste momento. “Só iria aceitar uma candidatura se estivesse curado, me sinto curado, mas continuo fazendo quimioterapia e não sei se seria honesto eu colocar meu nome como candidato fazendo quimioterapia”.

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Ciro Gomes apela: "está na hora do PSB pensar grande"

Ciro Gomes pendurou em seu site um artigo que chega a ser uma súplica para que o PSB lhe dê legenda para concorrer à presidência. Diante dos argumentos que a sua candidatura está fadada a derrota, argumenta que ainda assim seria importante para o partido ter candidatura própria, já que ajudaria os candidatos do partido nos estados.

“Se conseguirmos 15% que seja dos votos, significam cerca de 20 milhões de eleitores acreditando na mensagem do PSB. Se tivermos a ousadia de fazer uma campanha casada em todos os níveis poderemos eleger importantes bancadas nas assembleias estaduais, na Câmara e no Senado. Já imaginaram, então, se a nossa mensagem empolgar? E se algum dos favoritos escorregar e cair? Podemos chegar até mais longe. E estamos preparados para isso”.

No mais, diz que partido que não joga não faz torcida e refuta a tese de que a sua candidatura atrapalha Dilma:

“Apenas para encerrar um falso dilema que tem ocupado as páginas de jornal, discordo plenamente que minha eventual candidatura acabe prejudicando a estratégia da candidatura oficial. Ao contrário, basta ler as pesquisas de opinião para ver que quando meu nome é retirado a vida do candidato do PSDB se torna mais tranqüila”.

Elogia Lula e Dilma, mas diz que a decisão cabe ao povo brasileiro:

“Na minha opinião, mesmo que o Presidente Lula apoie abertamente essa grande brasileira que é a Dilma Rousseff, ninguém, nem mesmo ele do alto de sua justa popularidade, pode substituir o poder de escolha, que pertence ao povo brasileiro. E para que nosso povo possa escolher bem, é preciso que haja opções”.

Comentário deste Blog: Ciro está certo, para o PSB é melhor candidatura própria a presidente, mas o danado é que em alguns estados é também importante ter o apoio do PT, especialmente em Pernambuco, além do próprio Ceará, de Cid Gomes. A pressão do PT está sendo e será ainda maior. Não sei se o PSB resistirá.

Leia o artigo completo no site de Ciro Gomes

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sarney presidente, mas só por alguns dias

Cantei essa pedra há mais de um mês, quando “O Globo” publicou, em manchete, que Lula pensava em se licenciar do cargo nos meses de setembro e outubro para fazer campanha da Dilma, o que faria com que o presidente do Senado, José Sarney, se tornasse presidente da República neste período. Isso ocorreria porque tanto o vice José Alencar (PRB) como o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB) são candidatos nas eleições deste ano e, se assumirem à presidência, tornam-se inelegíveis.

Disse que a questão era um blefe, primeiro pelo motivo óbvio que Lula atrapalha muito mais a campanha de Dilma entregando o governo por dois meses a Sarney do que lhe ajuda. Outro motivo é que não há previsão constitucional para licença do presidente por tão longo período por motivos pessoais. Além disso, José Alencar e Michel Temer, a menos que renunciassem à vice-presidência e à presidência da Câmara, teriam que viajar para o exterior durante esses dois meses para não ficarem inelegíveis.

A viagem de Lula aos Estados Unidos na próxima semana confirma isso: Alencar para não assumir o Governo irá para o Uruguai, enquanto Temer deve ir para a Argentina. Neste caso, assume Sarney, o terceiro da linha sucessória, mas só por alguns dias.
Macaco velho já anunciou que fará uma interinidade “protocolar”. Se for esperto, nem dará as caras na Sede do Governo. Com o telhado de vidro que tem, qualquer movimento será suficiente para ser alvo de investidas da imprensa e da oposição.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ficha limpa: o direito do político ‘ficha suja’ não pode ser maior do que o da sociedade

Amparado por mais de 1,6 milhão de assinaturas, o chamado Projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos condenados em decisões colegiadas, teve a sua votação adiada na Câmara dos Deputados. Partiu da base governista a recusa em dar urgência a tramitação do projeto. Com isso pode ficar para daqui um mês a votação na Câmara, o que coloca em risco a validade da medida para as eleições de outubro– o projeto tem que passar ainda pelo Senado.

O Projeto Ficha Limpa é algo bastante razoável, proíbe a candidatura de políticos com condenações em tribunais colegiados (a partir da segunda instância) por crimes graves. A olho nu, poderia se dizer que a iniciativa é inconstitucional, já que segundo a constituição só pode ser considerado culpado quem teve sentença transitada em julgado (não ter mais possibilidade de recurso).

Mas o direito do político em se candidatar não pode superar o direito da sociedade em ter representantes dignos. Estes que resolvam antes seus problemas com a Justiça para depois se candidatar. Em termos eleitorais, o benefício da dúvida tem que valer a favor da sociedade.

A raiz desse problema todo está na lentidão da justiça que favorece a impunidade ao demorar anos para julgar um processo. O Projeto Ficha Limpa é o melhor remédio que se pode aplicar de imediato, ainda que possa ter alguns efeitos colaterais ao, eventualmente, proibir um inocente condenado injustamente (e não definitivamente) de se candidatar.

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Serra e Dilma enfrentam dificuldades com alianças no Rio

Os dois principais pré-candidatos à Presidência da República, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) ainda enfrentam dificuldades no Estado do Rio, terceiro maior colégio eleitoral do Brasil.

A dificuldade de Dilma é administrar o duplo palanque. Ontem, ao participar de reunião do PR, que declarou apoio a sua candidatura, Dilma posou para fotos com o ex-Governador Anthony Garotinho e lhe fez elogios.

A aproximação de Dilma com Garotinho desagrada ao Governador Sérgio Cabral (PMDB), que quer apoio exclusivo. Uma saída desenhada, ainda não digerida por Cabral, é que Dilma frequente os dois palanques, mas o apoio de Lula seja exclusivo para o atual Governador.

Ao mesmo tempo, os candidatos do PMDB e do PT ao Senado, Jorge Picciani e Lindberg Farias, teoricamente unidos no apoio a Sérgio Cabral, trocam acusações e ameaçam a unidade da aliança.

Outra dificuldade para a campanha de Dilma é encontrar um lugar para o aliado Senador Marcelo Crivella, pré-candidato à reeleição, que não tem lugar na chapa de Cabral e que também encontra dificuldades para se aliar a Garotinho, devido à resistência do Deputado Federal Bispo Manoel Ferreira, que é pré-candidato ao Senado pelo PR.

Do outro lado também há problemas:

José Serra (PSDB), oficialmente, não terá candidato a Governador, mas mesmo a solução paliativa de aliança da trinca serrista (PPS-DEM-PSDB) com o Deputado Federal Fernando Gabeira (PV) ameaça ruir, por conta da resistência por parte de alguns verdes à participação do ex-Prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), na chapa, como candidato a Senador.

Se a resistência do PV em relação a Cesar Maia for definitiva, até mesmo a candidatura de Gabeira está ameaçada. O presidente do PPS-RJ, Comte Bittencourt, diz que o partido apoia Cesar Maia e o PSDB fluminense será pressionado a ser solidário ao DEM.

Caso a pendenga não seja resolvida, Serra precisará recomeçar do zero e construir um novo palanque no Estado.

Publicado originalmente na Coluna deste blogueiro no Perspectiva Política

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Nova enquete - Qual o destino de Ciro Gomes?

A enquete anterior sobre o Presidente Lula e Eleições teve o seguinte resultado:

Aprovo Lula e voto em Dilma - 212 (61%)

Aprovo Lula mas não Voto em Dilma - 43 (12%)

Aprovo Lula e estou indeciso 22 (6%)

Não aprovo Lula - 65 (19%)

Participe da nova enquete sobre o destino de Ciro Gomes.


Enquetes não tem valor científico e refletem apenas o resultado de um pequeno grupo de visitantes do site que participou do levantamento.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

PV põe em risco candidatura de Gabeira ao recusar Cesar Maia

Durante muito tempo, Fernando Gabeira foi um deputado com atuação destacada no Congresso e pífia nas urnas. Em 1994, foi eleito para o seu primeiro mandato, pelo PV, com 35.384 votos, o 37º entre os 46 eleitos. Em 1998, melhorou um pouco, foi 34º com 48.836 votos, novamente pelo PV.

Em 2002, agora pelo PT, tem sua votação reduzida para 40.377 votos, o 41º entre os eleitos e o último do seu partido. O campeão de votos surgiu apenas na eleição de 2006, quando foi o mais votado do Estado, com 293.057 votos, já de volta ao PV.

A expressiva votação foi resultado da destacada atuação no Parlamento, em episódios como o “Mensalão” e, principalmente, na CPI das “Sanguessugas”, além do clássico debate com o ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP), eventos que lhe garantiram grande exposição.

Impulsionado com os quase 300 mil votos para deputado, Gabeira firmou uma coligação com o PPS e PSDB e partiu para a disputa da prefeitura do Rio, em 2008, largando com menos de 10 pontos e chegando até o segundo turno, onde perdeu por décimos. Não fosse um ou outro detalhe, poderia ser hoje o prefeito da Cidade Maravilhosa.

Fundamental para o desempenho de Gabeira foi a coligação, que assegurou tempo de TV, militância, recursos. A campanha para o governo do Estado é ainda mais difícil e depende de esforços ainda maiores. Recusar o DEM é um erro, pois o partido pode ser importante para Gabeira, mas o erro maior é que ao recusar o DEM, o PV põe em risco também a aliança com o PSDB e com o PPS.

É ingenuidade imaginar que o principal aliado do PSDB em âmbito nacional vai ficar quieto ao ver uma das suas principais lideranças ser alijada de uma coligação no Rio de Janeiro. Não vai mesmo.

E sem coligação, talvez seja melhor Gabeira voltar a pensar na reeleição para a Câmara dos Deputados. Com a exposição que teve na disputa pela prefeitura do Rio, tem boas chances de superar o desempenho de 2006 e colaborar para ampliar a bancada do PV na Câmara dos Deputados.

Pois se com uma grande coligação, a disputa eleitoral no Rio já seria difícil, sem ela é “missão impossível”.

Leia Também: Cesar Maia diz que aliança com Gabeira já não interessa mais a Serra

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Nova pesquisa eleitoral será divulgada pelo Sensus

O Instituto Sensus registrou, ontem, no TSE, uma nova pesquisa eleitoral sobre a corrida presidencial que, após cumprido o prazo de cinco dias, pode ser divulgada a partir de sábado, dia 10. A pesquisa foi contratada pelo Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado do Paraná (SINDECREP). O levantamento foi iniciado ontem, dia 05, e será realizado até o dia 9.

Serão feitas duas mil entrevistas em 24 unidades da federação (ficam de fora Acre, Amapá, e Roraima). A pesquisa foi registrada sob o número 7594/2010 e tem margem de erro de 2,2%.

Veja as pesquisas anteriores.

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Cesar Maia diz que aliança com Gabeira já não interessa mais a Serra

Um dos principais defensores da aliança da trinca serrista (PSDB-DEM-PPS), o ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao Senado, Cesar Maia (DEM), rejeitado pelo PV, diz que a aliança com o deputado verde Fernando Gabeira já não é mais interessante para candidato a presidente José Serra (PSDB), que na sua concepção tem chances de vencer já no primeiro turno. Ele defende que seja lançado um candidato a governador do PSDB, para identificação com o candidato majoritário.

A lógica anterior valia em uma eleição presidencial em dois turnos. Considerando que Serra não ficaria de fora do segundo turno, valeria a pena vitaminar a candidatura de Marina no Rio, com o apoio a Gabeira, em troca da retribuição por Gabeira do apoio no segundo turno no terceiro maior colégio eleitoral do País.

Como Marina não cresceu, Ciro Gomes não deve disputar, as chances da eleição ser decidida em primeiro turno aumentam, estimular o fortalecimento de Marina já não é mais tão interessante. Paradoxalmente, argumenta, partido dos que apóiam Marina o interesse de romper a coligação.

Veja o artigo que ele publicou nesta terça-feira, em seu ex-blog:

O "IMBRÓGLIO ELEITORAL" NO ESTADO DO RIO!

Do Ex-Blog do Cesar Maia

1. Em ano de eleição, cada vez que surge um conflito entre políticos ou entre partidos, o que está, de verdade, por trás dos fatos são os votos. No caso do Estado do Rio, há um complicador adicional: a candidatura de Marina da Silva. Em 2006, Heloisa Helena teve 6% dos votos no Brasil e 14% no Rio. Então é natural que os candidatos que apóiam Marina Silva queiram potencializá-la no Rio. Até porque, o elemento vinculante pelo número deve agregar legenda aos deputados.

2. Por isso, além do espaço que foi conquistado por razões de alternativa política local, com a candidatura a governador, querem ampliar esse espaço fazendo aparecer o número de Marina mais vezes na TV. Por isso, o interesse em lançar candidato a Senador e obter algum tempo dos partidos associados na campanha de governador. Excluindo os compreensíveis problemas político-hepáticos, é esta a questão central.

3. Em 2009, quando se configurava compulsoriamente uma campanha presidencial em dois turnos, a afirmação de uma candidatura a governador no Estado do Rio apoiada pelos partidos da base de Serra (PSDB-DEM-PPS) era um dado importante para tirar espaço da candidata presidencial do PT. Mas o quadro mudou. A eleição se tornou polarizada, eliminou a possibilidade de inclusão de Ciro Gomes e Marina, com toda a generosidade da imprensa, continuou patinando no mesmo patamar.

4. Dessa forma, criou-se um quadro que a eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno, bastando para tal, que um candidato supere o outro pela votação de Marina. Observando 2006, isso é possível, na medida em que se projeta, no final de agosto depois da entrada da TV, o mesmo emagrecimento que ocorreu com Heloisa Helena. E esta, estava na época, com níveis bem mais altos do que estará Marina em 2010.

5. Assim sendo, o entorno de Serra, respeitando os avanços que já se tinham feito no Estado do Rio, com seus três partidos em relação à candidatura a governador de interesse de Marina, passou a reavaliar, para dentro, esse quadro. A conclusão óbvia é que não vale a pena mais estimular a candidatura de Marina no Estado do Rio, pois Serra pode ganhar no primeiro turno. E se deixou o barco flutuar.

6. Paradoxalmente, quem resolveu esticar a corda, exigindo ruptura da coligação para ganhar mais tempo de TV no Senado, foram os que apóiam Marina. Durante 8 meses a mesma cantilena deles na imprensa, pedindo a exclusão do DEM. Os partidos da base de Serra se mantiveram silentes. Esse comportamento foi entendido, ingenuamente, pelos apoiadores de Marina, que havia campo para avançarem. E assim o fizeram declarando que excluiriam o DEM da coligação, usando os argumentos mais esdrúxulos contra um candidato que co-lidera as pesquisas ao Senado e que abre entre os eleitores de renda mais alta.

7. O resultado é que, precipitado pelos que apóiam Marina, se reabriu a possibilidade de se rever a decisão anterior e com isso se reabrir a discussão sobre a candidatura a governador, passando-se a usar o numero 45 nela. É possível que isso leve a eleição estadual para ser decidida em primeiro turno, o que seria algo razoável, pois não se teria eleição nacional no RJ no segundo turno. São essas as questões em discussão atrás das cortinas, e o que vem a público são vozes emanadas de lá e desconectadas do conjunto.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Lula ao Canal Livre, da Band: “Estou convencido que Dilma será a próxima presidente do Brasil”

Em entrevista ao Canal Livre, da Band, neste domingo, dia 05, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “está convencido que Dilma Rousseff será a próxima presidente do Brasil”. Sobre a Datafolha, que mostrou crescimento de Serra e uma vantagem sobre Dilma de nove pontos, respondeu que pesquisa não assusta a quem “disputou cinco eleições e ganhou duas”*.

Em uma das perguntas dos jornalistas sobre Plano Nacional de Direitos Humanos, sobre idéias como controle da imprensa, disse que qualquer decisão só será tomada por meio do debate.

“Só acredito em três instâncias de controle da mídia: o leitor, no caso do jornal, o ouvinte no caso do rádio e o telespectador no caso da TV”, frisou.

Sobre a possibilidade destas idéias ganharem força no governo de “sua candidata”, respondeu:

“Primeiro ela não é minha candidata, é candidata do PT, dos partidos aliados. No exercício do meu mandato não tenho candidato. Fora do meu horário de expediente, vou para as ruas (...) vocês vão ter uma extraordinária surpresa com Dilma, pela sua competência para o debate político e uma pessoa sem ressentimento, mesmo tendo ficado três anos e meio presa e torturada. O Brasil tem que acabar com o preconceito, rancor”.

Lula disse que aprendeu a não brincar com a democracia e, por isso, mesmo com a sua aprovação recorde não quis propor o terceiro mandato. “Depois vem um querendo ficar quatro, cinco e depois alguém que não quer sair mais”.

Sobre a possibilidade de voltar candidato em 2014, Lula deu entender que só cogitaria essa hipótese em caso de derrota de Dilma. “Eu indiquei uma candidata, e se ela for eleita é natural que tenha o direito de disputar o segundo mandato”, mas depois desconversou: “se for outro que ganhar também tem esse direito. Então é melhor deixar o presidente descansar”.

Tentado traduzir o que disse Lula: “Acredito que Dilma será eleita presidente e, portanto, defendo que ela seja candidata à reeleição. Caso isso não ocorra, posso considerar”.

Lula também falou também dos investimentos do PAC em infra-estrutura, construção de universidades e escolas técnicas, política internacional (quando negou interesse em ser secretário-geral da ONU, ao dizer que é cargo para “burocrata”), sobre as dificuldades em se implantar a reforma tributária e voltou a reclamar da derrubada da CPMF pelo Congresso.

Para quem não assistiu, a Band já disponibilizou a entrevista com Lula, acesse aqui.

(*) O Programa foi gravado antes da divulgação pela própria Band da Vox Populi que mostrou um resultado diferente, com Dilma e Serra em empate técnico.

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domingo, 4 de abril de 2010

Média de pesquisas eleitorais: Serra tem 35% e Dilma 29%

Média entre as três últimas pesquisas eleitorais para presidente (Vox Populi, Datafolha e Ibope) mostra José Serra, com 35%, seis pontos a frente de Dilma Rousseff, com 29%. Ciro tem 11% e Marina 6%. Embora usem metodologias diferentes, a média entre os institutos ajuda a corrigir variações sazonais e ajudam a ter uma visão mais clara do processo eleitoral.

Quando o mesmo processo é repetido nas pesquisas anteriores, observamos que as curvas de variação tornam-se mais suaves. O blog separou as últimas 12 pesquisas eleitorais divulgadas em grupos de três e realizou a média nesses grupos. A média obtida sempre se encontra dentro das margens de erro na pesquisas, como você pode observar na imagem abaixo que leva em consideração o desempenho de Serra e Dilma nas três últimas pesquisas.

Olhando agora o gráfico abaixo, fica mais fácil entender o movimento registrado pela sucessão presidencial. Dilma cresceu bastante entre setembro e janeiro, como mostra a inclinação da sua linha, mas a partir de janeiro o crescimento passou a se dar em ritmo menor.

José Serra mantém-se sempre na casa dos 35%, um pouco acima ou um pouco abaixo mostra estabilidade.

Ciro Gomes caiu entre setembro e janeiro (período que Dilma cresceu), e agora se estabiliza acima de 10%. Marina, com oscilações para baixo ou para cima dependendo do levantamento ainda não consegue superar a casa dos 10%.

P.S.: Clicando aqui, você tem acesso a um levantamento com todas as pesquisas eleitorais desde setembro de 2009


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Os governadores que deixaram os cargos, os que disputam à reeleição e os que terminam o mandato

Dez governadores deixaram seus cargos até ontem, dia 03 de abril, para concorrer a outros cargos – nove almejam o senado e um, José Serra (PSDB-SP) é pré-candidato à presidência. Para disputar outros cargos, os ocupantes do Legislativo precisam se descompatibilizar seis meses antes das eleições. Os novos governadores podem concorrer “à reeleição”, mas, se vitoriosos, não podem disputar outro mandato em 2014. Quatro governadores encerrarão o mandato e outros treze disputam à reeleição.

Confira as mudanças

Amapá – Waldez Góes (PDT) passou o cargo para o vice Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), que tentará a reeleição.

Amazonas, Eduardo Braga (PMDB) saiu, assumindo Omar Aziz (PMN), também pré-candidato.

Mato Grosso – no lugar de Blairo Maggi (PR), assumi Sival Barbosa, do PMDB, pré-candidato à reeleição.

Minas Gerais – Aécio Neves (PSDB) cedeu a vaga ao vice Antonio Anastásia, do mesmo partido, que é pré-candidato ao Governo.

Paraná – Roberto Requião (PMDB) deixa o cargo para Orlando Pessuti (PMDB), que é pré-candidato.

Piauí – Wellington Dias (PT) deixa em seu lugar Wilson Martins (PSB). Wilson ainda busca apoio na base governista para concorrer à reeleição.

Rio Grande do Norte – Wilma de Faria (PSB) cedeu o cargo a Iberê de Souza, do seu partido. Iberê é pré-candidato à reeleição.

Rondônia – João Cahulla, do PPS, é o novo governador e tentará a reeleição. Subtitui Ivo Cassol (PP).

Santa Catarina – Assume Leonel Pavan (PSDB) no lugar de Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Leonel quer disputar à reeleição, mas o DEM pressiona para que o PSDB apoie o senador Raimundo Colombo.

São Paulo – sai José Serra (PSDB) e entra Alberto Goldman, do mesmo partido. Goldman não concorre nestas eleições.

Quatro não concorrem.
Dois governadores estão no segundo mandato e não renunciaram, portanto estão inelegíveis para estas eleições: Paulo Hartung (PMDB), do Espírito Santo, e Alcides Rodrigues (PP), de Goiás. Binho Marques (PT) do Acre está no primeiro mandato, mas vai apoiar o senador Tião Viana (PT). Há ainda a questão do Distrito Federal, onde o futuro governador, a ser escolhido por eleição indireta, legalmente pode tentar um novo mandato nas urnas, situação hoje improvável.

Os demais governadores estão no primeiro mandato e são pré-candidatos à reeleição.


São eles: Ana Júlia Carepa (PT-PA), André Puccinelli (PMDB-MS), Carlos Henrique Gaguim (PMDB-TO), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Campos (PSB-PE), Jacques Wagner (PT-BA), José de Anchieta (PSDB-RR), José Maranhão (PMDB-PB), Yeda Crusius (PSDB-RS), Marcelo Déda (PT-SE), Roseana Sarney (PMDB-MA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL).

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