quarta-feira, 31 de março de 2010

Renúncia de Serra e descompatibilização de Dilma dão largada a nova fase da sucessão

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), realizou hoje cerimônia de despedida do governo. Sua carta de renúncia será entregue à Assembléia Legislativa com a data do dia 02 de abril. Mais cedo, Dilma Rousseff (PT) deixou o Ministério da Casa Civil para também cumprir o prazo de descompatibilização.

Começa agora uma nova fase da sucessão presidencial que vai até o início de Julho, quando a campanha começar para valer. Serra e Dilma farão esforços para se manterem na mídia durante esse período, sem os holofotes propiciados pelo governo de São Paulo e pelo Governo Federal.

Teoricamente, o período é mais desfavorável a Dilma, por ser mais desconhecida e por depender da popularidade de Lula. Seu esforço será tornar-se mais conhecida e, principalmente, conhecida como Lula.

Em relação as próximas pesquisas eleitorais, a tendência é que até julho produzam um quadro de acomodação, quando saberemos qual será, de fato, o percentual de largada de cada um dos candidatos.

P.S: Ciro Gomes (PSB), que é deputado, e Marina Silva (PV), senadora, não precisam deixar seus mandatos. Reza a lei eleitoral que ocupantes de cargos legislativos não precisam se descompatibilizar.

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Racha na coligação PV-PSDB-PPS-DEM no Rio só favorece adversários

Já está virando novela o racha na coligação PV-PSDB-PPS-DEM no Rio. Ontem circularam rumores de que o deputado federal Fernando Gabeira, pressionado por parte do PV e por alguns membros do PSDB, estaria disposto a rever a participação do DEM, de César Maia, na coligação.

Estava tudo acertado: Gabeira viria a governador, o PSDB indicaria o ex-deputado federal Márcio Fortes para a vice, e César Maia (DEM) e Marcelo Siqueira (PPS) preencheriam as vagas para o Senado. Falava-se ainda em consultar o TSE para verificar a possibilidade do lançamento de uma terceira candidata ao Senado, que seria a vereadora Aspásia Camargo, do PV.
O PV faria campanha por Marina Silva e os demais apoiariam José Serra. O entendimento facilitaria Gabeira chegar ao segundo turno, quando poderia apoiar Serra.

O acerto acima seria bom para Gabeira que ganharia tempo de TV e para Cesar Maia que ganharia palanque. Se o acordo ruir, Cesar Maia vai cobrar a fatura do PSDB nacional e de José Serra. Na melhor das hipóteses levará seu tempo de TV e seus candidatos para a candidatura de Anthony Garotinho, do PR, o que mudaria o quadro eleitoral no Estado.

Quem deve estar achando graça dessa conversa mesmo é o governador Sérgio Cabral (PMDB). Enquanto Garotinho pena para arrumar uma coligação, os partidos da coligação de Gabeira brigam entre si.

Daqui a pouco Cabral acaba sendo reeleito por W.O.

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Dornelles e Casagrande apresentam emenda para mudar distribuição de royalties

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ) e Renato Casagrande (PSB-ES) apresentaram hoje uma emenda para modificar a distribuição dos royalties da exploração do petróleo. Pela proposta, não se mexe na distribuição dos recursos das áreas já licitadas, cujos contratos de exploração já foram firmados.

“Vamos discutir a distribuição dos royalties de agora para a frente”, disse o senador Dornelles. E acrescentou: "Ao se alterar as regras vigentes está criando insegurança jurídica para os estados e municípios afetados, agredindo inclusive, princípios federativos".

Segundo o senador Dornelles, a emenda dá tratamento diferenciado a estados e municípios produtores e maior participação dos estados e municípios não produtores na questão dos recursos.

Pelo texto, no caso da exploração do petróleo em terra, os estados produtores ficarão com 6,125 %, os municípios produtores com 1,75 %, os municípios afetados por embarque e desembarque com 0,875 % e a União com 6,25 %. Isso, no caso da manutenção do percentual dos royalties ser de 15 % do que for arrecadado com a exploração, mesmo percentual aprovado pela Câmara, anteriormente era 10%.

O percentual a ser repassado à União de 6,25 % deverá ser distribuído com estados e municípios não produtores, de acordo com as regras dos fundos de participação, sendo 2,5% para estados e 2,5 % para os municípios e 1,25 % para o Ministério da Ciência e Tecnologia para financiar programas de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico aplicados à indústria do petróleo, do gás natural, dos biocombustíveis e à indústria petroquímica.

Para a exploração do petróleo no mar, mantido o mesmo percentual de 15 %, a distribuição seria de 4,5 % para os estados produtores, 3,125 % para os municípios produtores, 0,875 % para os municípios afetados por embarque e desembarque e 6,5 % para a União distribuir 2,5 % para estados e igual percentual para municípios não produtores de petróleo, de acordo com as regras dos fundos de participação especial, 0,5 % para a Marinha, 0,5 % para o Ministério da Ciência e Tecnologia e 0,5 % para o Fundo Especial do Meio Ambiente.

Ainda de acordo com a emenda, a receita da União proveniente da comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluídos, obtida nos contratos de partilha de produção será destinada à formação do Fundo Social, no percentual de 55 %; 21,5 para a constituição do fundo especial, distribuído a todos os estados e Distrito Federal obedecendo as regras dos fundos de participação e os outros 23,5 destinados aos municípios pelas regras do Fundo de Participação dos Municípios.

A emenda terá agora que ser apreciada pelas comissões técnicas por onde o projeto que trata da exploração do petróleo sob o sistema de partilha está tramitando. Os senadores Dornelles e Casagrande disseram que essa emenda foi discutida entre os representantes do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e também de outros estados. Eles informaram que agora vão começar a negociar a proposta com representantes de outros estados e também com lideranças da Câmara.

Caso a emenda seja aprovada, o texto retornará à Câmara onde passara por nova apreciação.

Observação deste Blog: Resta saber se a União topa essa divisão

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terça-feira, 30 de março de 2010

Próximas pesquisas a serem divulgadas

O PT contratou junto ao instituto Sensus pesquisa sobre as eleições em Minas Gerais, para presidente, governador e senador. O campo foi feito em 27 e 28/03. Registrada sob o nº 7199/2010, em 26/03, podia ser divulgada a partir do dia 31. Principal objetivo da pesquisa é identificar quem são os candidatos mais competitivos da base governistas. Até 03 de abril, o partido não havia divulgado os números, apenas informado que a pesquisa mostraria a competitividade dos nomes petistas (Fernando Haddad e Patrus Ananias). Nas pesquisas divulgadas até então, Hélio Costa (PMDB), que é o preferido do Planalto, se sai melhor que os petistas.

Já o Vox Populi, contratado pela Band, foi a campo nos dias 30 e 31. A pesquisa mostra empate técnico entre Serra e Dilma. Veja os números.

O Datafolha, contratado pelo Jornal Zero Hora, pesquisou também entre 30 e 31, as intenções de votos para presidente, governador e senador no Estado do Rio Grande do Sul. Leia mais em Datafolha RS: Tarso e Fogaça empatados para o Governo; Paim e Rigotto para o Senado; Serra bate Dilma

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Pelo Datafolha, Alckmin poderia vencer no primeiro turno em São Paulo

Há muita água para rolar, mas as chances do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) retornar ao Palácio Piratini ainda no primeiro turno são grandes, indica pesquisa eleitoral Datafolha divulgada hoje pela Folha de S. Paulo.

O senador Eduardo Suplicy (PT), que desistiu hoje da candidatura para apoiar o também senador Aloízio Mercadante, aparece melhor colocado que seu companheiro de partido no levantamento.

Veja os principais números da pesquisa:

Cenário 1

Geraldo Alckmin (PSDB) – 53%
Mercadante (PT) – 13%
Celso Russomano (PP) – 10%
Fabio Feldmann (PV), 3%
Ivan Valente (PSOL), 1%

Cenário 2
Geraldo Alckmin (PSDB) – 52%
Mercadante (PT) – 13%
Celso Russomano (PP) – 10%
Paulo Skaf – 2%

Cenário 3

Geraldo Alckmin (PSDB) – 52%
Eduardo Suplicy (PT) – 19%
Celso Russomano (PP) – 10%
Paulo Skaf – 2%

Espontânea

Geraldo Alckmin (7%),
José Serra (6%),
Aloizio Mercadante (2%)
Marta Suplicy (1%).
Não Sabem = 73%
Outros – 11%

O apoio do governador José Serra leva 22% a escolherem um candidato ao governo do Estado, mas 28% rejeitarem este candidato. Os demais são indiferentes ou não souberam responder.

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‘Pela unidade partidária’, Suplicy retira pré-candidatura ao Governo de SP

O Senador Eduardo Suplicy retirou sua pré-candidatura ao Governo paulista. A decisão foi tomada hoje (29) durante reunião com todos os membros da Executiva Estadual na sede do Diretório. “O Senador Suplicy faz um gesto grandioso, de construtor partidário. Chama a unidade do PT, retira a pré-candidatura e declara apoio ao Senador Aloizio Mercadante”, disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva.

Segundo o dirigente, Suplicy reconhece que o momento político exige grande unidade do partido. “O gesto foi reconhecido por toda a Executiva. Ele já é uma pessoa respeitada e extremamente querida no partido. Seu gesto apenas reforça sua imagem de liderança partidária que ajudou a construir nosso partido”, destacou Edinho. Suplicy deve fazer em breve uma reunião com todas as lideranças que declararam apoio a ele. No início deste mês, Suplicy entregou ao PT-SP um documento com mais de 3 mil assinaturas de filiados com a indicação do seu nome à pré-candidatura ao governo do estado.

Para o PT-SP, a oportunidade de repetir a candidatura do Senador Aloizio Mercadante é bastante positiva, pois ajuda o partido acumular no processo eleitoral. Mercadante alcançou melhor resultado eleitoral da história do partido no estado saindo de 12% para 32% em 2006. “O fato de repetirmos a candidatura acumulamos em torno da liderança, criamos condições de fortalecer a política de alianças e a construir o programa de governo”, disse Edinho.

Com a pré-candidatura de Mercadante, Marta Suplicy irá concorrer a uma vaga no Senado. A outra vaga será dos partidos aliados.

Encontro: Está previsto para o final de abril o Encontro Estadual do PT-SP que vai homologar as pré-candidaturas do PT em São Paulo. Além disso, é no Encontro que haverá a homologação da tática eleitoral e das diretrizes do programa de governo. Também será o espaço que a Direção do PT-SP tenha autorização para composição das chapas de deputados federais, estaduais e senado.

Fonte: (PT-SP)

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Lula articula apoio de governadores à candidatura de Dilma

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende oferecer um jantar no Palácio da Alvorada para articular apoio de governadores do Norte e do Nordeste à candidatura da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, à Presidência da República. Hoje (29) cinco governadores da região se reuniram com o presidente no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo, pedindo apoio para suas candidaturas ao Senado.

Estiveram presentes os governadores do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB); do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria (PSB); do Amapá, Waldez Góes (PDT), de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), e do Piauí, Wellington Dias (PT). Com exceção de Wellington Dias, todos os disseram que pretendem deixar o governo e concorrer a vagas no Senado.

“O presidente os recebeu, mas marcou uma próxima conversa após a saída deles do governo”, informou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “A próxima conversa servirá tanto para definir apoio às candidaturas nos estados, quanto para integrá-los à campanha da ministra Dilma. O jantar será uma oportunidade de envolvê-los no plano nacional”, disse Padilha.

O presidente Lula espera que o governador do Piauí, Wellington Dias defina até quarta-feira (31) se concorre a um mandato de senador. De acordo com Padilha, o presidente disse a Wellingtpn que é importante eleger no Piauí dois senadores da base aliada, e um deles seria o próprio governador.

No dia 3 de abril termina o prazo de desincompatibilização para os ocupantes de cargos do Executivo que pretendem disputar eleições neste ano. Lula ainda espera até quarta-feira a definição dos ministros que sairão para disputar eleição. Nesta semana Lula espera conversar com os ministros Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Hélio Costa, das Comunicações, e Reinhold Stephanes, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Amanhã (30), Lula também conversará com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que cogita deixar o governo para se candidatar a um cargo em Goiás. “Não tem nada definido, mas quem chega aqui indefinido o presidente convence a ficar”, informou Padilha sobre o tom que deverá ser adotado por Lula na conversa.

O governo ainda não indicou os substitutos para quem disputará a eleição, no entanto, de acordo com Padilha, a orientação do presidente Lula é escolher os substitutos “entre as pessoas que já estão na máquina”. “Lula ouvirá os ministros nesse sentido”, disse Padilha.

Logo após o feriado da Semana Santa, na segunda-feira (5), o presidente Lula pretende realizar a primeira reunião ministerial com a presença de todos os que permanecerem nos cargos e dos novos ministros.

“A preocupação é continuar tocando o governo, e o presidente Lula vai querer dedicação exclusiva dos ministros para isso. O ministro que fica não fica a serviço do que saiu, e sim a serviço do governo”, disse Padilha.

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domingo, 28 de março de 2010

Câmara pode aprovar reabertura dos bingos, você concorda?

Informa a Agência Brasil a discussão do projeto de lei que trata da reabertura e do funcionamento das casas de bingo em todo o país deve ser o principal assunto da Câmara dos Deputados na próxima semana. O presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), marcou para terça-feira (30), às 10 horas, uma comissão geral destinada a debater a proposta de reabertura dos bingos.

Foram convidados presidentes de associações de bingos e de outros jogos, representantes dos ministérios da Fazenda, da Justiça e da Receita Federal, além de especialistas no assunto para participarem dos debates na comissão. Temer espera que discussões possam definir uma posição mais clara sobre a votação do projeto de lei, que está na pauta da Câmara, praticamente pronto para ser apreciado.
Este blog é contra o projeto, por entender, que os bingos podem causar dependência em quem joga, arruinar famílias e ainda favorecer a lavagem de dinheiro de atividades criminosas.

O lobby dos “empresários” da jogatina é forte, portanto, as chances de aprovação, infelizmente, são grandes.


Os supostos benefícios não justificam ou compensam a aprovação da medida. Dizer que a medida gera empregos e impostos é um argumento fraco. Poderia se dizer o mesmo da venda de armas, da liberação do tráfico de drogas, etc.

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Datafolha Março de 2010: números e análises

Datafolha: Serra cresce e abre nove pontos sobre Dilma


Datafolha: na espontânea, Dilma tem 12% contra 8% de Serra


Pesquisa Eleitoral Datafolha: análise


Datafolha: 76% aprovam Governo de Lula, mas apenas sabem 58% que Dilma é a sua candidata

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Datafolha: 76% aprovam Governo de Lula, mas apenas sabem 58% que Dilma é a sua candidata

O crescimento de Serra e o estacionamento de Dilma na recente pesquisa Datafolha foi motivo de comemoração para o PSDB, mas não é de toda ruim para os governistas. Ela mostra que a aprovação do governo Lula (ótimo + bom) chegou a 76% e apenas 4% dos eleitores consideram seu governo ruim ou péssimo.

Ao mesmo tempo, 58% dos eleitores não sabem que Dilma é a candidata de Lula. Outro dado interessante é que entre os 76% que consideram o governo Lula, bom ou ótimo, Dilma tem apenas 33%, o que sinaliza que ela possa ainda subir.

É preciso considerar, no entanto, que o crescimento de Dilma desde o ano passado vem acontecendo principalmente sobre os eleitores de Ciro e sobre os indecisos. Daqui para frente, o seu crescimento tende a se dar num ritmo mais lento, já que ela precisará “roubar” eleitores de Serra, que tem um nome consolidado e, a despeito, do crescimento de Dilma tem se mantido em todas as pesquisas com índices ao redor de 35%.

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PT rejeita Roseana Sarney e vai de Dino (PCdoB) no Maranhão

O PT do Maranhão aprovou, neste final de semana, coligação com o PCdoB do deputado federal, Flávio Dino, pré-candidato ao governo do Estado e com o PSB. A decisão contraria o desejo da Nacional, que preferia uma coligação com PMDB de Roseana Sarney. O resultado cria uma sinuca de bico para o PT que será pressionado pelo PMDB a intervir no Estado, o que causaria também um cisma com o PCdoB, partido que, desde 1989, apoiou Lula em todas as eleições.

Flávio Dino foi candidato a prefeito de São Luiz, em 2008, e conquistou 44% dos votos válidos no segundo turno vencido por João Castelo (PSDB).

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VOX POPULI / RIO: Empate técnico entre Dilma e Serra

Pesquisa Vox Populi, contratada pelo jornal O Dia, mostra que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) estão empatados tecnicamente, no estado, com 29% e 28% respectivamente. O deputado federal Ciro Gomes aparece com 16%, seguido de Marina Silva (PV), com 9%. No cenário sem Ciro Gomes, novo empate técnico, mas agora com Serra numericamente a frente de Dilma, 34% a 31%. Neste cenário, Marina tem 11%.

Por Região, Dilma Rousseff se sai melhor na capital. Segundo o Diretor do Vox Populi isso se deve ao fato da informação, no interior, chegar “de forma mais lenta ao eleitor”. “À medida que Dilma associa sua imagem à do presidente Lula, ela ganha respaldo e aceitação”, disse Meira ao diário fluminense.

Veja os Resultados Gerais: (clique para ampliar)

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PT escolhe Lindberg para disputar o Senado

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, foi o vencedor das prévias do PT do Rio e será o candidato ao Senado, anunciou o presidente regional do Partido, deputado federal Luiz Sérgio. Ele venceu a Secretária de Estado de Assistência Social, Benedita da Silva, ex-senadora e ex-governadora do Rio. As projeções indicam que Lindberg termirá as prévias com mais de 65% dos votos dos petistas fluminenses.

Até às 20h haviam sido apuradores 18.299 votos (60% do total) e Lindberg liderava com 12.566 votos (69%), contra 5.661 (31%) de Benedita.
Para poder se candidatar ao Senado, Lindberg precisará renunciar à prefeitura de Nova Iguaçu até o dia 03 de abril (seis meses antes das eleições). A ex-deputada Sheila Gama, vice-prefeita de Nova Iguaçu, cumprirá o restante do mandato, até dezembro de 2012.
Em relação à Benedita, o partido tentará convence-la a disputar uma vaga na Câmara de Deputados para puxar legenda. Neste caso, ela também terá que se descompatibilizar da Secretaria de Estado.

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sábado, 27 de março de 2010

Pesquisa Eleitoral Datafolha: análise

A principal novidade da nova pesquisa Datafolha, divulgada hoje pela Folha de S. Paulo, é sem dúvida a recuperação do candidato do PSDB, José Serra, que em um mês cresceu quatro pontos e foi a 36%, percentual similar aos 37% registrados em dezembro. Dilma estagnou e oscilou negativamente 1% e agora tem 27%.

A pesquisa de fevereiro foi realizada num momento favorável a Dilma, logo após o lançamento da pré-candidatura petista, inserções do PT na TV e um período de grande exposição. Já Serra enfrentava momentos de dificuldade, principalmente o desgaste causado com as chuvas.

O momento agora é favorável para Serra. Foi o primeiro levantamento após o governador ter admitido publicamente que é candidato a presidência (em entrevista à Band), inserções do PSDB na TV e uma maratona de inaugurações.

Por outro lado, na pesquisa espontânea, Dilma fica a quatro pontos percentuais a frente de Serra. Ela tem 12% e Serra 8%.

Uma hipótese para o contraste entre a duas modalidades é que Dilma tem mais exposição recente e, portanto, pontua melhor quando os entrevistados não são apresentados a uma lista com nome de candidatos. Já Serra que tem o efeito "recall" de ter participado de eleições anteriores.

Em ambos os casos, não são percentuais estabilizados. O momento é ainda de grande volatilidade, com baixo interesse e conhecimento por parte dos eleitores. Basta ver que soma de todos os pré-candidatos, na espontânea, não fica muito acima de 20%.

É preciso esperar as próximas pesquisas para identificar se o crescimento de Serra é sustentável ou se é algo pontual. O mesmo vale em relação à Dilma, será que volta a crescer ou perdeu o fôlego?

A Folha ainda não divulgou o relatório completo. Há algumas perguntas importantes, como “apoio de Lula”, “grau de conhecimento dos candidatos”, e outros dados que poderão ajudar a compreender o cenário atual.

(Atualizado às 9h45 para correção de informações)

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Datafolha: na espontânea, Dilma tem 12% contra 8% de Serra

Pesquisa Datafolha, publicada na edição deste sábado da Folha de S. Paulo mostra que na modalidade espontânea, a candidata do PT Dilma Rousseff mantém sua trajetória de crescimento e foi a 12%, ante 10% do levantamento de fevereiro. Serra mantém os mesmos 8% de fevereiro.

Pela primeira vez, Lula, que não pode ser candidato, deixa de liderar esta modalidade. Agora ele tem 8%, contra 10% de fevereiro, o que mostra que mais pessoas já estão identificando Dilma como a candidata oficial. Houve ainda 3% de menções para o candidato de Lula e 1% para o candidato do PT. Ciro e Marina mantém 1% cada. Entre os "nanicos", Mário de Oliveira (PTdoB) é o único a pontuar com 1%.

A pesquisa mostra que ainda é pequeno o número de entrevistados que cita um dos pré-candidatos, o que sinaliza ainda um baixo interesse e desconhecimento do eleitorado em relação a sucessão eleitoral. No post anterior, veja os números da espontânea.

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Datafolha: Serra cresce e abre nove pontos sobre Dilma

Pesquisa Datafolha divulgada na edição deste sábado do jornal Folha de S. Paulo mostra que o pré-candidato à Presidência do PSDB, José Serra, abriu nove pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT), mostra pesquisa Datafolha publicada na edição deste sábado da Folha. Ele foi a 36% ante os 32% do levantamento anterior e a petista ficou com 27% das intenções de voto (um ponto percentual a menos que o levantamento de fevereiro.

Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos no mês passado.

No Cenário sem Ciro, a diferença de Dilma para Serra vai a 10 pontos: 40% a 30%.

Rejeição: Ciro, 26%, Serra, 25%, Dilma, 23%, Marina, 22%.

Em um eventual segundo turno, o tucano venceria a petista por 48% contra 39%.

Comentário:

Serra interrompe uma trajetória de queda. Hipótese principal para isso. A pesquisa anterior foi feita na semana de lançamento de Dilma. Já a nova pesquisa foi a campo na semana em que Serra admitiu pela primeira vez a candidatura. Volto mais tarde com outros comentários.

(Atualização,às 9h48 para acréscimo de informações)

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sexta-feira, 26 de março de 2010

Pesquisa Eleitoral Vox Populi Rio de Janeiro

Veja os números e análises sobre a Pesquisa Vox Populi divulgada nesta sexta-feira, dia 26, pelo jornal O Dia:

Vox Populi / O Dia: vantagem de Cabral é ‘artificial’

Para o Senado, Benedita se sai melhor que Lindberg 

Tentando entender a baixa rejeição a Cabral

 

 

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Vox Populi / O Dia: tentando entender a baixa rejeição a Cabral

Em conversa no Twitter com os amigos @renatoadauto e @phfernandes, chamei a atenção que achei muito baixo o percentual de rejeição a Cabral (apenas 9%), na pesquisa Vox Populi / O Dia. Não se trata de percepção pessoal sobre o seu governo e “nem o sentimento da Rua”, como costumam alegar os políticos mais antigos para contestar números de pesquisas eleitorais que não lhe agradam.

Acontece que Governar gera atritos e desgastes e mesmo políticos muito bem avaliados costumam ter 20% de rejeição, o que é algo aceitável – a rejeição só começa preocupar os marqueteiros quando passa de 30%.

O percentual baixo deve-se à metodologia aplicada pelo instituto.
Foi um comentário no Tijolaço (o blog do Brizola Neto) que me fez atentar para o fato. Eu publiquei um comentário que achei baixo o índice de rejeição a Cabral:

O comentarista que se identifica como Betinho respondeu o seguinte: “Deve ser em razão dos “concorrentes”. Leve-se também em conta os 10% que não votariam em nenhum deles”.

Aí que acendeu a luz: somando as rejeições de Cabral 9%; Garotinho, 32%; Gabeira, 22%; nenhum deles, 10%, Não sabe ou não respondeu, 15%; votaria em qualquer um deles, 12%; chegamos a 100%. Óbvio, não é?

Óbvio nada. Normalmente as pesquisas permitem que o eleitor escolha mais de uma opção. A metodologia aplicada pelo Vox Populi impede que o eleitor escolha dois ao mesmo tempo, ele pode escolher apenas um, todos ou nenhum.

Ainda assim, Cabral se sai bem, mas poderíamos ter uma idéia melhor se a pergunta ao invés de “em quem você não votaria” fosse individual sobre cada candidato; Por exemplo: em relação a este candidato, você: “votaria com certeza, poderia votar ou não votaria”.

Da forma como o Vox Populi perguntou, o eleitor é levado a citar aquele em que “menos gosta” ou o “que mais rejeita”. Estas são as informações que podemos ver a olho nu.

Um entendimento melhor seria possível apenas se fossem disponibilizados os números sobre o grau de conhecimento, para cruzarmos com a rejeição. Eleitores tendem a rejeitar quem não conhecem.

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Vox Populi / O Dia: Benedita se sai melhor que Lindberg

A dois dias das prévias que decidirão quem será o candidato do PT ao Senado, Pesquisa Vox Populi / O Dia mostra que a ex-governadora e ex-senadora Benedita da Silva se sai melhor que seu concorrente interno, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.

Foram feitas três simulações. Uma com o nome de Lindberg e Benedita juntos no questionário (cenário improvável); e outras duas alternando Benedita e Lindberg. Veja os números já considerando a soma do primeiro e do segundo voto (nesta eleição cada estado elege dois senadores e o eleitor pode votar duas vezes).

Cenário 1 (Benedita e Lindberg)

Crivella (PRB) – 37%
Benedita (PT) – 31%
César Maia (DEM) – 31%
Lindberg (PT) – 14%
Jorge Picciani (PMDB), 8%,
Manoel Ferreira (PR), 5%,
Aspásia Camargo (PV), 4%,
Waguinho (PSC) 4%.
Ninguém, Branco, Nulo, 25%;
NS/NR, 18%.

Cenário 2 (Benedita sem Lindberg)


Crivella (PRB) – 36%
Benedita (PT) – 33%
César Maia (DEM) – 31%
Jorge Picciani (PMDB), 10%,
Waguinho (PSC) 6%.
Manoel Ferreira (PR), 5%,
Aspásia Camargo (PV), 5%,
Ninguém, Branco, Nulo, 22%;
NS/NR, 25%.

Cenário 3 (Lindberg sem Benedita)


Crivella (PRB) – 39%
César Maia (DEM) – 33%
Lindberg (PT) – 16%
Jorge Picciani (PMDB), 11,
Manoel Ferreira (PR), 6%
Waguinho (PSC) 5%
Aspásia Camargo (PV), 5%,
Ninguém, Branco, Nulo, 27%
NS/NR, 25%.

Algumas considerações sobre o Cenário para o Senado e sobre a pesquisa:

1) O primeiro colocado, Marcelo Crivella (PRB), ainda não conseguiu uma coligação com um candidato forte ao Governo do Estado, o que é importante tanto para aumentar o tempo de televisão, como para ter palanque. Um candidato a governador forte tende a ajudar o candidato ao senado;

2) Conhecimento: os três primeiros colocados são: um senador que disputou todas as últimas quatro eleições no Estado (senador, 2002; prefeito do Rio, 2004 e 2008; e governador em 2006); um ex-prefeito da capital (por três mandatos) e uma ex-senadora e ex-governadora que faz política no Estado há cerca de 30 anos. Há evidentemente efeito “recall” na intenção de votos de ambos, que pode vir a ser consolidada com a campanha ou não. É uma intenção de votos volátil.

3) Na disputa interna do PT seria preciso confrontar nível de conhecimento X intenção de votos para verificar se Benedita seria, de fato, mais viável, como aparenta ser a olho nu. Lindberg não se Beneficia dos votos de Benedita, no cenário em que é o único candidato do PT.

4) Candidatura de Aspásia não está definida.

Veja também os números para Governador


No site do Jornal O Dia, veja mais detalhes.

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Vox Populi / O Dia: vantagem de Cabral é ‘artificial’

Pesquisa Vox Populi divulgada hoje pelo jornal O Dia mostra que o Governador Sérgio Cabral (PMDB) lidera a corrida sucessória, com 38% das intenções de votos, seguido do ex-governador Anthony Garotinho (PR), com 20% e deputado federal Fernando Gabeira. Pela margem de erro da pesquisa que é de 3,1%, Cabral poderia até vencer no primeiro turno, mas este é um cenário mais improvável.

Com os holofotes do governo do Estado, Cabral tem uma exposição muito maior que seus adversários, que tem margem para crescer durante a campanha. O percentual de largada de Gabeira é muito bom, por exemplo, se comparado aos 6% que tinha em julho de 2008, quando iniciou a corrida eleitoral para a prefeitura do Rio, foi para o segundo turno, e perdeu a eleição para Eduardo Paes por alguns décimos.

A tendência atual no Rio é que a eleição seja decidida em dois turnos. Cabral está praticamente assegurado. Gabeira e Garotinho disputarão a segunda vaga. O Vox Populi divulgou simulações de segundo turno em que Cabral venceria com facilidade seus dois oponentes: 45% a 24% contra Garotinho; 50% a 21% contra Gabeira. Em outro cenário, menos provável, Garotinho (30%) e Gabeira (28%) estariam empatados tecnicamente.

Aliás, não são só os números que mostram “vantagem” a Cabral no segundo turno. Seus dois adversários têm suas forças muito concentradas regionalmente. Gabeira vai bem na capital, mas é pouco conhecido no interior. Já Garotinho, é o inverso. Cabral já tem uma votação mais espalhada, embora um pouco melhor no interior.
Rejeição: A pesquisa mostrou Cabral com um índice de rejeição muito baixo, apenas 9%. Gabeira aparece com 20% e Garotinho, segundo o Vox Populi é rejeitado, por 32%.

Veja mais detalhes no site do Jornal O DIA.

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Ciro mantém esperanças de ser candidato a presidente

A TV Brasil exibiu quarta, 24, entrevista do (ainda) presidenciável Ciro Gomes (PSB). Indagado pelo entrevistador, responde que não abrirá mão da disputa pelo Palácio do Planalto neste ano mesmo na hipótese de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convidar para ser vice na chapa da petista Dilma Rousseff.


No seu discurso mandou recado para Lula, defensor da candidatura única na base governista:


Eu tento dizer aos companheiros do PT que se o Lula, com a força legítima e a popularidade extraordinária e merecida que tem, não tiver segurança de que a Dilma ganha as eleições de mim, que estou trabalhando apenas com as unhas, é porque ela vai perder para o Serra. E aí será uma tragédia. O Brasil vai voltar aos anos do FHC.”


E para seu partido:

“Quem manda [no país] não é o presidente. É o Congresso Nacional. Por isso pretendo dizer em minha campanha ao cidadão: 'se você quer votar em mim, então me dê deputados e senadores'.É assim que funciona”, argumentou. “E só eu posso dizer isso, porque o Serra está com uma banda de podridão e a Dilma está com a outra.”


Interpretando as palavras de Ciro: sua campanha presidencial ajudará os candidatos do partido nos estado. É um apelo para que lhe dêem a vaga. Não é uma tarefa fácil.

Com informações da Agência Brasil. Mais informações e um vídeo com um trecho da entrevista, você encontra aqui.

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Imagem do Dia - Serra e Dilma


Vamos combinar, eles são bonitinhos, né?


A foto acima é de um evento de entrega de 650 ambulâncias adquiridas pelo governo federal, em Tatuí, no interior de São Paulo.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Marina pode sofrer efeitos da polarização Serra X Dilma

O cenário eleitoral que se desenha para a sucessão presidencial é uma disputa polarizada entre a candidata do Governo, Dilma Rousseff (PT) e o representante da oposição, José Serra (PSDB). Nem Ciro Gomes parece acreditar que será candidato à Presidência, nem seu partido, o PSB, dá demonstrações de que vai enfrentar Lula, que quer uma candidatura única da base governista.

Sobra a Marina Silva a tarefa de se posicionar como terceira via. A candidata fez um blog muito legal (www.minhamarina.org.br), criou um perfil no twitter (@silva_marina) e percorre o Brasil tentando viabilizar seu nome.

É uma tarefa inglória para quem, como mostram as recentes pesquisas, é desconhecida da maior parte do eleitorado brasileiro.
Sua tarefa inicial é, portanto, tornar-se conhecida.

Não disputou meia dúzia de eleições, nem é Governadora de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, como o tucano José Serra.
Também não tem a máquina do Governo Federal e um cabo eleitoral com a popularidade de Lula, como a petista Dilma Rousseff.
Tem seu currículo (que não é pouca coisa), mas de nada adianta se ele não é conhecido.

Desde que lançou sua candidatura, em agosto do ano passado, não conseguiu romper a barreira dos 10%. Começará a campanha eleitoral, em julho, provavelmente neste patamar.

Até agosto, quando começa o horário eleitoral na televisão e nas rádios, tem chance de conseguir crescer um pouco, por conta da cobertura da mídia (que, se não é equilibrada, será, pelo menos, proporcionalmente maior do que os menos de dois minutos que terá na propaganda gratuita).

Quando começar o horário eleitoral, em que Serra e Dilma terão tempos de televisão muito maiores, fora as maiores estruturas de alianças e apoios nos estados, Marina começará a sentir os efeitos mais fortes da polarização.

Antes de escolher quem quer que vença, o eleitor escolhe quem quer que perca. Com o segundo turno feito dentro do primeiro é provável que parte dos eleitores de Marina que não querem ver Dilma eleita migrem logo para Serra, da mesma forma que os eleitores que não querem a vitória do tucano migrem para a petista.

Isso tudo independe do tom das campanhas, mas será agravado, pois o governo tentará dar à campanha uma sensação de “nós” (Dilma) contra “eles” (Serra).

Em tempo: Esse movimento foi observado com as intenções de votos em Heloísa Helena, em 2006.

Observe, no gráfico abaixo, como a candidata começa junho com 6%, vai a 12% no início de agosto e depois cai, até terminar a campanha eleitoral com pouco mais de 6% dos votos.

(clique para aumentar)

A lógica é mesma: Cresce até agosto por conta da exposição na mídia e depois cai em função do “voto útil”. O candidato Geraldo Alckmin, representado pela linha do meio, é o grande beneficiado do “voto útil” contra Lula no primeiro turno.
Poderá ocorrer o mesmo em 2010.

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terça-feira, 23 de março de 2010

“Não é impossível que a Dilma ganhe no 1º turno”. E daí?

Reunidos num encontro em São Paulo, diretores dos quatro principais institutos de pesquisas do país (Datafolha, Vox Populi, Sensus e Ibope) analisaram o quadro da sucessão eleitoral e declararam ver um cenário favorável à Dilma Rousseff.

A reportagem do Estadão circulou como um rastro de pólvora pela internet, provocando reações que vão da euforia (caso dos lulistas) à revolta (caso dos anti-lulistas).

Eu não vejo motivo para tanta polêmica. Que mal há diretores de institutos de pesquisas dizerem que enxergam um momento favorável para a candidatura de Dilma? Opinião deles, baseada nos dados que dispõe hoje. Amanhã o cenário pode mudar.

E qual o absurdo na frase “não é impossível que a Dilma ganhe no 1º turno”?. É uma afirmação tão subjetiva como “não é impossível que a Dilma perca no 1º turno”.

Alguns fatores (como a aprovação do Governo, o desejo de continuidade, o bom momento da economia, o tempo maior de TV que a candidatura governista deve ter, etc) propiciam um ambiente mais favorável para Dilma. Isso significa que ela vai ganhar eleição? Repetindo: significa que há um ambiente mais favorável para Dilma no momento.

A eleição deste ano será atípica: a polarização forçada pelo governo vai trazer o segundo turno para dentro do primeiro e é muito possível que a eleição seja decidida, sim, logo na primeira etapa. Não necessariamente a favor de Dilma.

No debate, uma das frases usadas é que pesquisa é diagnóstico, não prognóstico.

Tentando resumir o que disseram os diretores nas entrelinhas: “Dilma é favorita, mas nem sempre o favorito ganha”.

Petistas devem trabahar para justificar o favoritismo e tucanos para mudar o jogo. Esta é a lógica de uma campanha, senão não precisava haver eleições.

P.S: Só acho engraçado que quando o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse ano passado que Serra era favorito, tucanos e petistas travaram a mesma briga, só que em campos opostos.

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Casal Nardoni: E se eles forem inocentes?

Com humor sarcástico de sempre José Simão disse hoje na Folha (conteúdo restrito para assinantes do jornal ou do UOL) que estamos na “Nardoni Week”. De fato, o julgamento do casal, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, acusados de matar a pequena Isabela é o assunto principal dos meios de comunicação.

O casal entra no júri condenado pela opinião pública. A comoção da população e o desejo por justiça são grandes na sociedade. É difícil acreditar na tese da terceira pessoa. Mas a recusa do casal em confessar o crime e a insistência em jurar inocência deixam uma pulguinha atrás da orelha: e se eles forem inocentes?

P.S: A estratégia da Defesa nestes casos de grande comoção pública parece ser meio a la Chacrinha: eu vim para confundir e não para explicar. Na dúvida em condenar um inocente, às vezes o júri prefere inocentar um culpado.

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Datafolha divulgará nova pesquisa eleitoral para presidente

O Datafolha registrou ontem, dia 22, no TSE nova pesquisa sobre a sucessão presidencial. O levantamento será feito entre os dias 25 e 26 e, segundo as regras eleitorais (registro cinco dias antes da divulgação), pode ser divulgado a partir de sábado, dia 27. O levantamento completo será divulgado na edição de domingo, dia 28, da Folha de S. Paulo.

É a primeira pesquisa depois do governador de São Paulo José Serra (PSDB) admitir publicamente (em entrevista ao Programa do Datena, na Band) que é candidato a presidência da república. O Datafolha deixa de incluir na sondagem o nome do governador de Minas Aécio Neves. Outra novidade é a inclusão de cenários com nomes de “candidatos nanicos”. Além de Serra, Dilma Rousseff (PT), Ciro Gomes (PSB), Marina Silva (PV), foram incluídos José Maria Eymael (PSDC), Mário de Oliveira (PTdoB), Oscar Silva (PHS), Rui Costa Pimenta (PCO e José Maria (PSTU).

Outra novidade é a inclusão de perguntas que procuram identificar as principais qualidades e defeitos dos dois principais candidato (Dilma e Serra). Fora isso, as perguntas tradicionais de rejeição, apoio do presidente, além de questões referentes a estratificação sócio-econômica.

Serão ouvidos 4.120 entrevistados em 175 municípios, em 25 unidades da federação (ficaram de fora Amapá e Roraima). A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

P.S: O último Datafolha, de 25 de Fevereiro, mostrava Serra, com 32% e Dilma, com 28%, no limite do empate técnico, no cenário com Ciro Gomes e Marina Silva. Os resultados da última pesquisa você encontra aqui.

No site do TSE você encontra mais informações sobre a pesquisa (registrada sob o nº 6617/2010) e pode baixar também o questionário completo.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Samba do crioulo doido? Serra dividirá Gabeira com Marina no Rio

Informa Rafael Galdo, em O Globo, que na propaganda eleitoral gratuita do deputado federal Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio haverá espaço não só para a verde Marina Silva, como para o tucano José Serra.

De acordo com o jornal, “pelo mesmo acordo, ficou decidido que, nas ruas, ele fará campanha primordialmente ao lado de Marina, enquanto seu candidato a vice, provavelmente o também deputado federal Márcio Fortes (PSDB) [na verdade, ex-deputado, grifo nosso] apoiará Serra”.

Gabeira disse que, embora, os dois candidatos apareçam na propaganda eleitoral, “haverá sempre um registro da Marina como candidata a presidente pelo PV”. Ah bom!
Enquanto Gabeira trabalhará “primordialmente” os candidatos a deputado dos outros partidos da coligação no Rio, o DEM e o PPS, além do próprio PSDB, darão apoio [“exclusivamente”, novo grifo do blog] a Serra.

O presidente regional do PV e coordenador nacional da pré-campanha de Marina Silva, Alfredo Sirkis, confirmou a história e disse que a presença de Serra no programa eleitoral de Gabeira estava acertada desde o acordo de apoio do PSDB:

“Pelo combinado, os três primeiros e os três últimos dias da campanha serão exclusivos da Marina. O vínculo entre o candidato a governador e a candidata a presidente tem que ser claro. No entanto, o que o Gabeira falou não está fora do que foi acertado”.

Assim todo mundo vai entender!

PS.: A matéria original pode ser encontrada no Blog do Noblat

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Pesquisa Eleitoral Rio Grande do Sul: Tarso lidera para o governo e Germano para o Senado

O PSB-RS contratou pesquisa eleitoral junto ao Instituto Methodus, que mostra que o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) lidera a corrida para o governo do Estado. No senado a liderança é do ex-governador Germano Rigoto, com o senador Paulo Paim, em segundo lugar. Para a presidência, a liderança é de Serra. Veja os principais números.

Governador Espontânea

José Fogaça – 7%
Tarso Genro – 6%
Yeda Crusius – 4%
Germano Rigotto – 2%
Olívio Dutra – 2%
Beto Albuquerque – 2%

Governador Estimulada

Tarso – 37%
Fogaça – 31%
Yeda – 10%
Beto – 9%
Paulo Feijó – 1%
Pedro Ruas – 1%
Monserrat Martins – 0,2%

Rejeição

Yeda – 55%
Tarso – 14%
Feijó – 9%
Fogaça – 8%
Pedro Ruas – 5%
Monserrat - 4%
Luis Augusto Lara – 4%
Beto – 4%

Senado
(soma dos dois votos)

Germano Rigotto – 50%
Paulo Paim – 46%
Ana Amélia Lemos – 33%
Eliseu Padilha – 13%
Mauro Sparta – 7%
Eloi Guimarães – 6%
Nelson Proença – 6%
Barbosinha – 3%

Alternativa de Mudança

Antes de Yeda, o PMDB e o PT governaram o Rio Grande do Sul. Pensando no futuro e nas mudanças que o Rio Grande precisa,você diria que a melhor alternativa para mudar o Estado é:

Uma alternativa nova, diferente de Yeda, do PMDB e do PT = 35%
A volta do PT para o Governo do Estado = 31%
A volta do PMDB ao governo do Estado = 19%
Yeda continuar no governo do Estado = 14%

Serra – 13%
Dilma – 10%
Lula - 10%
Marina – 1%
Ciro – 1%

Serra – 42%
Dilma – 26%
Ciro Gomes – 12%
Marina – 5%

Rejeição

Dilma – 31%
Serra – 20%
Ciro – 19%
Marina – 18%

Para baixar o resultado completo da pesquisa, clique aqui.

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Guerra blefa ao dizer que topa comparar FHC com Lula

A Folha Online publica que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse o partido “tem muito orgulho” de FHC e que não foge da comparação com o governo Lula. Mas logo depois, segundo a Folha, “deixa claro que o objetivo da legenda será comparar a pré-candidata petista Dilma Rousseff com o tucano José Serra”.

Guerra, que não é bobo, blefa! Pois se quisesse realmente comparar os dois governos, seria um tiro no pé. Em política vale mais o que parece ser do que (o senador acha que) é. E, ainda que se possa discordar, a percepção popular é que o governo Lula é infinitamente melhor do que foi FHC.

Veja a reportagem da Folha: Guerra diz PSDB tem orgulho de FHC e vai comparar seu governo com o de Lula

Não deixe de ler também, aqui no blog, o artigo: Comparação LULA X FHC: “assim é se lhe parece”

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De Santo Agostinho para Lula: “prefiro os que me criticam porque me corrigem, do que os que me adulam porque me corrompem”

Há uma certa má vontade da chamada “Grande Mídia” em relação a Lula? Pode ser. É importante que os (e)leitores tenham discernimento que muitas vezes há interesses difusos por trás do que a mídia publica. Sabe aquela história da fábrica de salsicha? Se você soubesse como funciona, talvez nunca mais comeria. Mas entre uma imprensa que exagera e outra que se omite, mil vezes a primeira. Lula deveria aprender com Santo Agostinho: “Prefiro os que me criticam porque me corrigem, do que os que me adulam, porque me corrompem”.



P.S: No vídeo acima, durante sua visita ao Rio, Lula volta a criticar a imprensa brasileira.

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Eleições 2010: as últimas do blog

Entenda como são eleitos os deputados e saiba como não levar gato por lebre


Se o DEM não se opor, Dornelles pode ser bom vice para Serra


Dilma Rousseff no Rebolation


Últimas pesquisas eleitorais são mais do mesmo



Para o PP, Maluf não serve mais


Hartung desiste de disputar o Senado e causa reviravolta na política Capixaba


Marina comenta as candidaturas estaduais do PV


Montenegro, do Ibope, que, ano passado, previa vitória de Serra, agora diz é cedo para futurologia


Dez ministros deixam o governo até o dia 3 para concorrer às eleições


Agnelo é escolhido como candidato do PT ao Governo do Distrito Federal


Em Santa Catarina, sem Lula, Dilma ensaia campanha


O discurso de Serra (entrevista ao Datena, incluindo os links para o Youtube)

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Dilma Rousseff no Rebolation



Para ganhar voto tem que rebolar... Dilma não dançou o "rebolation", mas teve jogo de cintura com a Turma do Pânico na TV.

P.S.: Sugestão de @YuriSebastiaNNN

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domingo, 21 de março de 2010

Marina comenta as candidaturas estaduais do PV

Do Blog da Marina Silva (Minha Marina)

Nesta visita a Mato Grosso, fui muito questionada sobre a orientação do Partido Verde para a composição das chapas aos governos estaduais.

A regra geral é que se tenha candidatura própria em todos os Estados da União. Já temos candidatos no Rio, na Bahia, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em Pernambuco. No Acre, já estava decidido o apoio ao candidato do PT, Tião Viana.

Queremos palanques fortes para o projeto nacional e, para isso, dirigentes locais estão debatendo as possibilidades com a coordenação nacional.

Estamos abertos para diálogos com todos os partidos, desde que isso não prejudique duas coisas: a nossa visão programática no que concerne ao desenvolvimento sustentável e também o projeto nacional do PV se posicionando como alternativa para o país que saia dessa polarização plebicitária que está sendo colocadas pelo PT e pelo PSDB.

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Quociente Eleitoral: Entenda como são eleitos os deputados e saiba como não levar gato por lebre

Em outubro vamos eleger deputados federais e estaduais (ou distritais, no caso do Distrito Federal). Mas você sabe como os deputados são eleitos? No Brasil usa-se o sistema de lista aberta. Embora a maioria dos eleitores não leve em conta o partido político, quando escolhemos um candidato a um desses cargos (vale também para vereador) estamos, antes de mais nada, votando em um partido.

Observe que os dois primeiros números dos candidatos representam a agremiação a qual estão filiados. É como se você dissesse: “para deputado federal escolho o partido A e, dentre os seus candidatos, prefiro fulano”. Tanto que você pode escolher só os dois primeiros números, votando na legenda.

As vagas nas casas legislativas são distribuídas de acordo com a votação de cada partido (ou coligação, que funcionam como partido único durante o período eleitoral) e são eleitos os mais votados.

O grande problema é que não há ideologia partidária e as coligações muitas vezes também não obedecem critérios programáticos, o que faz com que o eleitor leve gato por lebre. Não é raro encontrar na mesma coligação um candidato ultraconservador e outro que defenda causas como a descriminalização do aborto. Você vota em um, mas se ele não estiver entre os mais votados do partido, você acaba elegendo outro.

Os cálculos para a eleição de deputados (e vereadores)

Você talvez já tenha ouvido as expressões quociente eleitoral e quociente partidário e reparado que às vezes um candidato bem votado fica de fora enquanto outro com menos votos acaba eleito. Isso acontece por conta do nosso sistema eleitoral, como explicado acima. Vamos entender então este cálculo.

1) Terminada a eleição divide-se o número de votos válidos pela quantidade de vagas a serem preenchidas na casa legislativa (lembre que os deputados federais são eleitos por estados). O resultado dessa operação é o que chamamos de quociente eleitoral (é correto também falar coeficiente). Só participam da divisão das vagas os partidos ou coligações que atingem o “quociente eleitoral” ou “fazem legenda” como é dito popularmente.

2) Em seguida, divide-se a votação dos partidos ou coligações pelo quociente eleitoral. Obtém-se então o quociente partidário, que vai determinar quantas vagas cada partido ou coligação terão direito. Despreza-se a fração, se igual ou inferior a 0,5, arredondando-a para 1 se superior.

3) Para a distribuição das sobras de lugares não preenchidos pelo quociente partidário, divide-se a votação de cada partido pelo nº de lugares por ele obtidos + 1. A maior média fica com a primeira vaga e repete-se o cálculo até todas as vagas serem preenchidas.

No site do TRE-SP há um exemplo do cálculo para a eleição de vereador, que obedece aos mesmos critérios. Acesse aqui.

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Montenegro, do Ibope, que, ano passado, previa vitória de Serra, agora diz é cedo para futurologia

Em entrevista ao Último Segundo, do IG, o presidente do Ibope Carlos Augusto Montenegro voltou atrás nas declarações dadas ano passado, de que Serra seria o favorito e que a Ministra Dilma Rousseff teria dificuldade para crescer além dos 20%, percentual que ostentava em setembro de 2009.

“Eu não acredito que disse aquilo. Deve haver algum engano. Numa eleição polarizada, com praticamente dois candidatos apenas, como é que eu poderia achar que a Dilma pararia em 20%? Até o Alckmin teve 40% contra o Lula...”

Diante da insistência da reportagem do IG, Montenegro, então, pôs um ponto final no assunto: “Estamos em março e é muito cedo para futurologias. Fatos importantes ainda estão para acontecer. O Serra ainda vai definir seu vice. Vêm as convenções partidárias de junho. Vamos ver depois como fica.”

No final, Montenegro deixa transparecer que apesar da mudança de cenário, continua a aposta em Serra...

Leia a reportagem do IG, em: "Não acredito que disse aquilo", diz presidente do Ibope sobre avanço de Dilma

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Dez ministros deixam o governo até o dia 3 para concorrer às eleições

Ivan Richard e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil

A praticamente duas semanas do fim do prazo para desincompatibilização dos ministros que vão disputar cargos nas próximas eleições, o governo começa a preparar uma cerimônia de despedida para os que saem e de posse coletiva dos novos ministros. A Agência Brasil apurou que pelo menos dez ministros deixarão o cargo até o próximo dia 3.
Segundo o Palácio do Planalto, a cerimônia de posse deverá ser realizada no dia 1º de abril, em local que ainda não foi definido. É provável que o Palácio do Itamaraty seja o local escolhido, por causa do grande número de convidados para a solenidade.

O ex-ministro da Justiça e agora pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, foi o primeiro a deixar a Esplanada para se dedicar exclusivamente à campanha. Ele saiu em fevereiro e foi substituído pelo então secretário executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito publicamente que a ideia é substituir os que vão deixar o governo por pessoas de dentro dos próprios ministérios para evitar que a composição de novas estruturas atrapalhe o andamento dos projetos.

Também saem do governo a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, que concorrerá à Presidência da República, e os ministros das Comunicações, Hélio Costa, das Comunicações, Edison Lobão, de Minas e Energia, e Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. Costa deve disputar o governo de Minas Gerais ou concorrer à reeleição para senador, Lobão tentará se reeleger senador pelo Maranhão e Geddel concorrerá ao governo da Bahia.

Os ministros José Pimentel, da Previdência Social, Reinhold Stephanes, da Agricultura, e Edson Santos, da Igualdade Racial, saem para tentar a reeleição como deputados federais pelo Ceará, pelo Paraná e pelo Rio de Janeiro, respetivamente. Carlos Minc, titular do Meio Ambiente, disputará novo mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, e Alfredo Nascimento, dos Transportes, Alfredo Nascimento, disputará o governo do Amazonas.

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, ainda não decidiu se deixa o governo. Patrus está em busca de apoio para concorrer ao governo de Minas Gerais. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que tem status de ministro, também não resolveu se deixará o cargo para concorrer ao governo de Goiás.

O secretário de Portos, Pedro Brito, está em situação semelhante. Assessores da secretaria informam que a possibilidade de Brito sair candidato a deputado federal pelo Ceará, como deseja seu partido, o PSB. O presidente Lula, no entanto, já teria conversado com Brito na tentativa de convencê-lo a permanecer no cargo.

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Agnelo é escolhido como candidato do PT ao Governo do Distrito Federal

O ex-deputado federal e ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, foi escolhido pelo PT do Distrito Federal para ser o candidato do Partido a governador. Ele recebeu 4687 votos (56,7%) contra 3589 dados ao deputado federal Geraldo Magela, que reconheceu a derrota e prometeu apoio a Agnelo.

Oriundo dos quadros do PCdoB, Agnelo mudou-se para o PT ano passado para disputar o governo, com as bênçãos do Planalto. Com a explosão da denúncia do Mensalão do DEM, Magela resolveu apresentar seu nome.

Agnelo teve seu nome envolvido em denúncias de que teria comprado um imóvel sem ter dinheiro para tal e foi questionado também sobre o fato de ter assistido os vídeos gravados por Durval Barbosa sobre a corrupção no Distrito Federal e ter se silenciado.

Sobre a compra da casa respondeu: “Ao contrário do que afirma a reportagem (da Revista Época, grifo nosso), posso comprovar a correção da compra da casa. A operação de compra foi escriturada em cartório e está registrada nas declarações de imposto de renda de minha mulher, com quem sou casado em regime de comunhão de bens”.

Sobre os vídeos, disse ter ficado quieto, pois não teria como provar as denúncias.

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PT faz prévias para escolher candidato a governador do DF

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O PT do Distrito Federal (DF) realiza neste domingo, das 9h às 17h, consulta prévia a seus filiados para escolher o candidato do partido ao governo do DF em outubro próximo. Estão na disputa o deputado federal Geraldo Magela e o ex-deputado e ex-ministro Agnelo Queiroz.

Estão aptos a votar cerca de 30 mil filiados do partido no DF. Nos 20 locais de votação, que vão cobrir todas as cidades do DF, serão colocadas urnas eletrônicas. O resultado das prévias deverá ser divulgado amanhã mesmo, pouco depois de encerrado o pleito.

O partido resolveu realizar a consulta aos filiados depois de denúncias sobre um suposto sistema de corrupção no governo do Distrito Federal, que seria chefiado pelo próprio governador José Roberto Arruda. Acusado de tentar subornar uma das testemunhas do suposto esquema, Arruda está preso na Superintendência da Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro e teve o mandato cassado nesta semana pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Com a dificuldade interna para decidir qual é o melhor nome para a disputa foi acertada a realização da prévia, onde todos os filiados do partido poderão votar em um dos nomes colocados.

Magela disputou o governo do Distrito Federal em 2002 e chegou ao segundo turno, com mais de 40% dos votos válidos. No segundo turno, embora tenha aumentado sua votação, perdeu para Joaquim Roriz.

Agnelo Queiroz já foi deputado federal e chefiou o Ministério do Esporte de 2003 a 2006. Nesse ano, Agnelo disputou uma vaga no Senado e perdeu para Joaquim Roriz. Poucos meses depois de eleito, envolvido em denúncias de corrupção, Roriz renunciou ao mandato para não correr o risco de ser cassado.

Pelo cenário atual, o vencedor das prévias do PT deverá enfrentar novamente o ex-governador Joaquim Roriz na eleição de outubro.

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Twitter Reativado

Depois de insistentes e-mails ao twitter (na verdade foram três), o meu perfil @blogdocampbell foi reativado. Obrigado aos que me seguiram em @alecampbell durante a suspensão. Continuarei usando principalmente o @blogdocampbell, mas são todos bem vindos também no @alecampbell.

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Se o DEM não se opor, Dornelles pode ser bom vice para Serra


O Estadão publica na sua edição de sábado que o PSDB passa a considerar o nome do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para vice de José Serra. Desde que o DEM (que afirma abrir mão do lugar de vice apenas para Aécio) não se oponha, Dornelles pode ser um nome adequado para a candidatura tucana. Desde que explodiu o episódio no Distrito Federal, que ficou conhecido como “Mensalão do DEM”, parte dos tucanos quer retirar o DEM da chapa presidencial (aliás, antes do escândalo, Arruda era um dos nomes cotados para vice de Serra).

O PP é um daqueles partidos que se existe governo é favor. Foi da base aliada de FHC (o próprio Dornelles foi Ministro do Trabalho) e agora é base do governo Lula, mas ainda não aderiu à candidatura de Dilma. A situação do partido era a seguinte: se o PSDB lançasse Aécio (de quem Dornelles é parente), marcharia com os tucanos, caso contrário iria de Dilma.

O lugar de vice na chapa pode seduzir os petistas e traria inúmeros benefícios:

1) Tempo de TV de 1”30. Na verdade o ganho final do PSDB seria de três minutos, o tempo que ganharia e o que Dilma deixaria de ganhar.

2) Faria um afago em Aécio ao indicar seu parente. Dornelles é sobrinho de Tancredo Neves.

3) Agradaria de alguma forma três colégios eleitorais importantes: o Rio, onde Dornelles tem base política; Minas, o estado natal do Senador e também o Rio Grande do Sul, de onde vem raízes familiares de Dornelles (Lembram do nome completo de Getúlio Vargas? Então, Dornelles é sobrinho também do ex-presidente Gaúcho).

De uns tempos para cá, o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), tem feito elogios constantes a Dornelles, pela forma de conduzir os debates sobre a questão dos Royalties. Pode ser coincidência, pode ser também uma pista...

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sábado, 20 de março de 2010

Em Santa Catarina, sem Lula, Dilma ensaia campanha

Dilma Rousseff foi a Santa Catarina participar do Congresso Estadual do PT. Sem Lula, fez discurso, pousou para fotos, concedeu entrevistas. Esta deve ser a sua rotina entre abril e junho, quando estará afastada do governo, mas sem a campanha oficial ter começado. Eventualmente, aos finais de semana, Lula poderá participar de alguns atos ao seu lado, mas esta não será a rotina.

É um teste importante para quem nunca disputou uma eleição.

No Diário Catarinense acompanhe a cobertura da visita da ministra.

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Para o PP, Maluf não serve mais

O PP expulsou o deputado federal Paulo Maluf (SP) dos seus quadros. Com isso, o parlamentar, sem filiação partidária, fica impedido de disputar as próximas eleições (a lei exige um ano de filiação mínima para concorrer).
A decisão foi motivada pela inclusão de Maluf na lista de procurados pela Interpol por crimes de corrupção. Deixa o partido do qual foi fundador e onde estava abrigado há mais de 20 anos.

Ao partido nunca incomodou as diversas denúncias e processos a que Maluf sofreu ao longo da sua carreira política. Nem mesmo sua prisão motivou tal atitude. Talvez seja a TPE (Tensão Pré-Eleitoral). Medo de que isso arranhe a imagem do partido nas eleições que se aproximam.

Pior para Maluf que, sem mandato, a partir do ano que vem perderá a imunidade parlamentar.

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Hartung desiste de disputar o Senado e causa reviravolta na política Capixaba

Reviravolta na política capixaba. O governador Paulo Hartung (PMDB) desistiu de concorrer ao Senado e ficará no cargo até 31 de dezembro, quando termina seu segundo mandato. Há dois impactos da decisão: a primeira é que o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) que assumiria a reta final do governo e disputaria a reeleição, agora concorrerá sem a caneta na mão; o outro impacto é que aumenta as chances dos demais candidatos, uma vez que Hartung era favorito.
Segundo A Gazeta, ele negou que a permanência foi influenciada pelas repercussão internacional dos problemas do sistema prisional capixaba e pelo risco de perdas significativas de royalties para o Estado.

O jornal capixaba informou que “no meio político, entretanto, governistas confirmam que essa medida teria relação com a disputa eleitoral, com o objetivo de manter os aliados unidos no processo, evitando dissidências. Também funcionaria de forma a blindar o vice-governador - pré-candidato ao governo, mas ainda sem o apoio oficial - de desgastes com o posicionamento sobre temas polêmicos, como a crise dos presídios”.

Leia mais e ouça o discurso de Hartung em O dia do 'fico'

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Resultado de Enquete e Lançamento de Nova

A enquete sobre a sucessão presidencial recebeu 525 votos: Dilma ficou à frente, com 262 votos (49%), seguida de José Serra, com 146 (27%), Marina Silva, 68 (12%) e Ciro Gomes com 31 (5%) e Brancos e Nulos (18%).
Aí ao lado tem nova enquete, sobre o apoio do presidente Lula e as Eleições. Participe você também.

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Últimas pesquisas eleitorais são mais do mesmo

Não me estendi muito nas análises da pesquisa Ibope como fiz na recente Datafolha por dois motivos. Um é que escrevo no blog nas minhas horas vagas, e elas ficaram mais raras recentemente, em virtude compromissos profissionais, pessoais e acadêmicos. O outro motivo é que, na verdade, o Ibope não traz muitas novidades. As principais observações estão nesta análise geral e nesta análise específica sobre transferência de votos. CNI IBOPE: Dilma é menos conhecida entre os eleitores de Lula. Caso também queira ver um resumo dos principais números do Ibope de Março você os encontra aqui.

O resto é mais do mesmo todas as pesquisas que mostram que a Ministra Dilma Rousseff (PT) cresce nas intenções de votos à medida que aumenta o conhecimento de que é a candidata de Lula. Já Serra, mantém um quadro de praticamente estabilidade. Os pequenos recuos são absolutamente naturais. É uma “queima de gordura” tendo em vista que seis, sete meses atrás, Serra era infinitamente mais conhecido que os demais pré-candidatos. Continua sendo o mais conhecido hoje, mas numa proporção menor.

No entanto, estamos ainda no período de muita volatilidade, quando as intenções de votos ainda não estão cristalizadas. Basta observar que na modalidade espontânea de todas as pesquisas eleitorais a soma de Serra, Dilma, Marina e Ciro que são efetivamente os pré-candidatos neste momento fica na casa dos 20% e Lula, que não pode ser candidato, lidera todos os levantamentos.

Quando o entrevistador aponta uma lista com três ou quatro nomes, o eleitor tende a citar um nome que lhe seja mais comum, mais simpático. Sair-se bem em pesquisas eleitorais neste momento não deixa de ser ruim: ajuda atrair apoios, fechar alianças, arrecadar recursos, motivar a militância, etc.
Um dos efeitos das recentes pesquisas, por exemplo, é o esvaziamento da candidatura de Ciro Gomes. Lá em setembro, falava-se que Ciro precisaria crescer nas pesquisas até abril para conseguir viabilizar alianças, apoios e recursos. Não conseguiu e não deve ser candidato a presidente.

É possível imaginar também que haverá uma campanha polarizada entre Serra e Dilma, com o segundo turno dentro do primeiro. Isso, não só pelos índices atuais, mas pelo fato de terem as maiores coligações, mais tempo de TV, mais recursos de campanha, mais palanques nos estados. Marina, pobre Marina, sofrerá os efeitos deste FlaXFlu.
Contudo, os índices que tanto Serra como Dilma ostentam hoje não têm qualquer solidez. Vem de uma análise muito superficial de eleitor com baixo interesse e escassos conhecimento sobre a sucessão eleitoral. Confrontados a uma lista com alguns nomes, o entrevistado faz quase um uni-duni-tê e cita um nome mais familiar.

Intenções de votos em Serra:

Serra desde 1994, quando se elegeu Senador por São Paulo, participou da maioria das eleições majoritárias: foi candidato a prefeito de São Paulo em 1996, a presidente da República em 2002, eleito prefeito de São Paulo em 2004, governador de São Paulo, em 2006, e, em 2008, mesmo sem ser candidato foi o principal nome na disputa, “encarnado” em Kassab.
Foi, além disso, ministro do Planejamento e ministro da Saúde. Suas intenções de votos vêm da lembrança (boa, diga-se de passagem) dos cargos que exerceu. Mas não é uma análise do candidato, suas propostas, seu posicionamnto em relação ao Governo Federal, etc.
Em relação à Dilma, que nunca disputou qualquer cargo político, suas intenções de votos vem hoje principalmente da sua identificação com Lula e da grande exposição dos últimos meses. Igualmente, é uma análise puramente superficial.
Quando a campanha eleitoral começar para valer, em julho, e principalmente com o início do horário eleitoral, em agosto, o contexto será completamente diferente, o eleitor estará sujeito a outras interferências.

Continuidade

As pesquisas indicam também que há um desejo de continuidade na maioria dos eleitores e esta informação os pré-candidatos terão administrar. A princípio, obviamente favorece a candidatura oficial, mas não é uma equação matemática: “gosto de Lula, logo voto em Dilma”.
O eleitor pode gostar de Lula e de Serra ao mesmo tempo, fato observado em São Paulo, por exemplo.
A candidatura oficial parece já ter a estratégia definida: é o “nós contra eles”. A estratégia da oposição deve ser algo como tentar desconstruir Dilma e o PT, preservando Lula.

Mas isso tudo são só pistas...

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Pesquisas Eleitorais: Levantamento

Resultados e análises sobre o Ibope de Março de 2010, clique aqui. 


Resultados e análises sobre o datafolha de Fevereiro de 2010, clique aqui. 

Para assuntos anteriores relacionados à pesquisas eleitorais veja os artigos abaixo:


Datafolha testa cenário com Aécio candidato a presidente, pesquisa deve ser divulgada domingo (25/02/2010)
Dilma continua sendo a candidata com maior potencial de crescimento (24/02/2010)
Jornalista aborda capacidade de transferência de votos de Lula (23/02/2010)
Pesquisa O Tempo em MG: Será que vem por aí o voto Dilmastasia? (22/02/2010)
Pesquisa "O Tempo" sobre a sucessão em Minas (22/02/2010)
Pesquisas eleitorais podem ser analisadas ao gosto do freguês (18/02/2010)
Serra X Dilma: Ibope confirma tendência de polarização (18/02/2010)
IBOPE por sexo, idade, renda familiar e regiões (17/02/2010)
Na espontânea Ibope, empate entre Dilma e Serra (17/02/2010)
Pesquisa Ibope: Serra tem 36%, Dilma 25% (17/02/2010)
Alguns exemplos de “transferência de votos” (09/02/2010)
Lavareda: Pesquisa mostra transferência de Ciro para Dilma (02/02/2010)
CNT / SENSUS: realidade local não obedece lógica nacional (01/02/2010)
Os cruzamentos da pesquisa CNT / Sensus (01/02/2010)
CNT / SENSUS, Limite de votos: Dilma aparece com menor rejeição (01/02/2010)
Na espontânea novo empate técnico, mas agora com Dilma numericamente à frente de Serra (01/02/2010)
CNT / Sensus mostra empate técnico entre Serra e Dilma (01/02/2010)
VOX POPULI BAHIA: Wagner lidera com 44% das intenções de votos (01/02/2010)
DEM diz que Vox Populi sabotou Serra (31/01/2010)
Eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno (31/01/2010)
Vox Populi: o copo está meio cheio ou meio vazio? (30/01/2010)
VOX POPULI: Pernambuco e Rio sinalizam crescimento de Dilma (26/01/2010)
Vox Populi: Dilma tem 45% e Serra 23% em Pernambuco (26/01/2010)
Vox Populi Rio: Cabral lidera em todos os cenários (24/01/2010)
No Rio, Dilma já empata com Serra, aqui ela vai vencer (24/01/2010)
Comentários sobre as Pesquisas Vox Populi em Minas e em São Paulo (23/01/2010)
As vantagens de Dilma na espontânea (18/01/2010)
Em São Paulo, eleitores de Lula também são eleitores de Serra (18/01/2010)
"Votos" de Lula podem igualar Dilma a Serra, diz Datafolha (23/12/2009)
Por dentro do Datafolha: Na estimulada, Serra lidera e Dilma consolida-se em segundo lugar (22/12/2009)
Por dentro do Datafolha: Lula lidera mesmo sem poder ser candidato (21/12/2009)
Cabral lidera corrida eleitoral pelo governo do Rio (21/12/2009)
Melhor notícia para Dilma é possibilidade de crescimento entre os mais pobres (21/12/2009)
Pesquisa DataFolha aponta para polarização (21/12/2009)
No Datafolha, Dilma abre 10 pontos de Ciro e reduz diferença para Serra (19/12/2009)
Serra e Dilma empatados tecnicamente na espontânea (19/12/2009)
Resumo do Datafolha de Dezembro de 2009 (19/12/2009)
Serra e Dilma crescem e Ciro cai – polarização à vista (07/12/2009)
Para que servem as pesquisas eleitorais? (06/12/2009)
Existe transferência de votos? (27/11/2009)
O desinteresse eleitoral do Brasileiro e algumas dicas de como se analisar pesquisas (24/11/2009)
Curiosidades sobre a pesquisa SENSUS/CNT! (24/11/2009)
Grandes jornais dão pouco destaque para pesquisa CNT/Sensus (24/11/2009)
Pesquisa CNT/Sensus: Serra cai, Dilma e Aécio sobem (23/11/2009)
Eleitores de Ciro votam em Serra e vice-versa (23/11/2009)
Comentários sobre Pesquisa Ibope contratada pelo PSDB (22/10/2009)
José Dirceu diz que pesquisa serve de alerta (23/09/2009)
Entrelinhas da CNI/IBOPE: Dilma é quem tem mais chances de crescer (23/09/2009)
Primeiras impressões sobre pesquisa CNI/IBOPE (23/09/2009)
Altos índices de intenção de votos a um ano da eleição não dizem nada (14/09/2009)
Pesquisa CNT / Sensus mostra que, apesar da crise, Lula mantém alta popularidade e poderia eleger sucessor se eleições fosem hoje (08/09/2009).

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O discurso de Serra

Embora não tenha falado textualmente que é candidato, o governador de São Paulo, José Serra confirmou em entrevista à Band que disputará a presidência. Disse que o anúncio será em abril e que é há muito tempo pela frente, em resposta aos que estão afoitos pelo lançamento.

Ele, que esta semana afirmou que não comentaria pesquisa, comentou e disse que as pessoas só vão começar prestar atenção nas eleições a partir de julho, com o final da copa do mundo. Disse que vê com naturalidade o crescimento de Dilma, em função da sua exposição e também da tradição do partido dos trabalhadores.


Incitado a comparar o governo de Lula, com o de FHC, diz que a comparação não cabe e, numa mesma declaração, elogiou o presidente, e colocou, de forma elegante, em dúvida a capacidade de Dilma.

“O Lula fez dois mandatos, está terminando bem o governo. O que nós queremos para o Brasil é que o Brasil continue bem e até melhor. Você tem que ver quem é que vai ser presidente, quem é que vai dirigir as coisas. Porque o presidente é insubstituível... não governa terceirizado".

A Band News FM disponibilizou alguns trechos das declarações de Serra a Datena. Acesse aqui.

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A Entrevista ao Datena já está no Youtube, nos links abaixo:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

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No dia do seu aniversário, José Serra dá presente aos tucanos e admite ser candidato

Hoje, o governador José Serra (PSDB) completa 68 anos, admitiu, em entrevista a um programa da Band que é candidato a presidente da República. "Não estou negando (a candidatura). Estou dizendo que neste momento não vou fazer campanha. Faltam poucos dias", afirmou. O governador disse que vai ajudar a organizar sua candidatura no início de abril.

Desde semana passada, Serra já estava mudando a postura. Em um evento que participou em São Paulo falou como candidato ao defender a geração de empregos como principal mola de propulsão do Brasil, comentou também a questão dos Royalties do petróleo e deu uma declaração de que o Rio de Janeiro e o Espírito Santo não poderiam ser prejudicados.

Para quem acreditava que ele vivia um inferno astral (período que antecede o aniversário), pode estar saindo dele. Na próxima semana o PSDB terá direito a inserções regionais em São Paulo, Serra e Alckmin serão as estrelas. No início de abril, ele renunciará o cargo para concorrer e na semana seguinte o partido deverá fazer um ato para o lançamento oficial da sua pré-candidatura. Haverá ainda o lançamento da candidatura de Alckmin em São Paulo.

Os próximos 30 dias prometem ser de grande exposição para o Tucano. Vamos esperar para observar se isso impactará nas pesquisas de intenção de votos.

PS.: Dilma terá dois momentos de visibilidade: o lançamento do PAC 2, dia 29, e a sua saída do ministério no dia 03, esta, no entanto, diluída pelo fato de sua pré-candidatura já ter sido oficializada.

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Dilma sobre os Royalties: Senado tem que evitar "disputa fratricida” entre estados

O Senado Federal deve definir ainda este ano a questão da distribuição dos royalties do petróleo e evitar uma “disputa fratricida” (aquele que mata o próprio irmão) entre os estados, afirmou hoje (19) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela participa da reunião do Conselho de Administração da Petrobras, em Brasília.

Dilma disse que não tem certeza se a decisão dos senadores será tomada antes ou depois das eleições. Ela reforçou a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia falado sobre a discussão do assunto neste ano eleitoral.

“Quando nós discutimos esse processo, o presidente tinha sugerido que não se apresentasse agora neste ano de 2010 os projetos de royalties, que se deixasse para discutir sem as emocionalidades que cercam essa questão”, lembrou.
A ministra descartou qualquer interferência do governo após a aprovação no Senado. “Nós não trabalhamos com essa hipótese e seria um desrespeito ao Senado, aos senadores e ao Congresso discutir uma questão dessa a esta altura.”

“É uma coisa interna do Senado e não tem como a gente interferir. Acho que a tendência é haver por parte do Senado uma busca de um consenso para evitar que seja uma disputa fratricida entre irmãos”, completou.

Para a ministra, a Casa tem todas as condições de encontrar a solução dos royalties. “O senador tem a função de preservar o cerne da Constituição. Então eu acho justo esperar o que o Senado o fará”, afirmou.

Segundo Dilma, o Norte e Nordeste não eram desfavoráveis à proposta encaminhada pelo governo, que foi derrotada na Câmara. Ela destacou ainda que a discussão foi profunda com todos os estados. “Discutimos com os estados produtores e estruturamos uma proposta de consenso que foi aquela que o governo apresentou.”

A ministra disse ainda que o governo fez as avaliações necessárias para analisar os aspectos jurídicos e técnicos e a importância para os interesses dos estados, com base nos preceitos da Constituição, que determina que os produtores, como o Rio de Janeiro, São Paulo, e o Espírito Santo, sejam contemplados de forma diferenciada.
“O projeto que foi para a Câmara e infelizmente foi derrotado contemplava essas duas questões: uma era dar para os estados produtores uma sinalização de recursos maiores, porque assim a Constituição previa, e para os demais estados e municípios era mudar a lógica até então vigente e distribuir recursos”, disse. (Fonte: Agência Brasil).


Opinião do Blog: A declaração de Dilma é correta. O problema foi que o Governo Federal entrou num vespeiro sem necessidade ao mandar a proposta este ano para o Congresso. Na verdade, o Governo reza para que os Senadores consigam encontrar uma saída de consenso para que não sobre para o presidente exercer o desgastante poder de veto.

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A polêmica sobre a morte de um padre e um seminarista em Volta Redonda

Um caso chocou a comunidade do Sul Fluminense esta semana: foi o assassinato, domingo, 14, do padre Dejair Gonçalves de Almeida e do ex-seminarista Epaminondas Marques da Silva. O caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte) e é recheado de informações polêmicas, como a de que as vítimas mantinham ou iriam manter relações sexuais com os suspeitos.

O fato é que os religiosos estão mortos. Os dois suspeitos foram presos: Renan Luiz Gomes dos Santos e Bruno Quintiliano da Silva. Sobram agora apenas as declarações deles, que vão além da questão sexual. Um dos suspeitos teria dito, segundo informações publicadas pelo jornal Diário do Vale, que só teria matado o padre quando este supostamente lhe disse que só era padre "para tirar dinheiro dos fiéis".

Temos que ter cautela para não fazer julgamentos precipitados e não esquecer que o padre o ex-seminarista são, antes de tudo, vítimas e não estão mais entre nós para se defenderem.

No site do Diário do Vale, você pode ler mais sobre o caso.

P.S: O endereço do Blog no Twitter agora é @alecampbell. Siga lá e bora twittar.

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Royalties: “Ibsen viu o futuro no ralo e fechou os olhos”

Por Xico Vargas

Se pretendia mesmo escovar o perfil, enlameado por um dinheiro que brotou-lhe na conta bancária nos anos 1990, o gaúcho Ibsen Pinheiro desprezou a possibilidade de fazer um bonito pelo futuro de todos os brasileiros. Em lugar de tomar o caminho aberto pelo ano eleitoral para fazer graça com o que não lhe pertence, poderia ter sugerido mudanças na legislação para tentar conter o mais recente flagelo do país: o vertiginoso aumento no consumo de crack por adultos, adolescentes e crianças.

Leia mais no Blog Ponte Aérea.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Novo Twitter

Meu perfil @blogdocampbell foi suspenso pelo Twitter. Provavelmente isso se deu por um processo de automação, que o Twitter considerou inadequado. Já pedi a reconsideração. Enquanto isso não acontece, peço que me sigam em @alecampbell

Abs!

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CNI / Ibope: como Serra e Dilma reagiram à nova pesquisa eleitoral

A Ministra Dilma Rousseff (PT) evitou euforia e afirmou que a pesquisa é apenas o retrato de um momento. "Estamos em março, a eleição é em outubro e ninguém sobe de salto alto. É só o momento e a eleição ainda tem muito caminho para a gente andar", frisou.

De José Serra (PSDB), o mais importante foi o que não disse. "Não comento pesquisa nem quando estou disparado nem quando não estou disparado. Pesquisa, até outubro ou novembro, eu nunca vou comentar".

O tucano que adia o anúncio da pré-candidatura presidencial falou, finalmente, como candidato. Aliás, comportamento registrado nos últimos dias quando citou o emprego como um dos grandes problemas sociais do Brasil e também comentou a situação dos Royalties do Rio, posicionando-se contrário à emenda Ibsen.

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CNI Ibope: Nova pesquisa eleitoral para presidente. Números e Análises

A Nova pesquisa eleitoral do Ibope para Presidente mostrou que Dilma continua avançar, enquanto Serra mantém estável na liderança. Os números da pesquisa e duas análises você encontra nos post's abaixo.


CNI / Ibope: Serra, 35%; Dilma, 30%

CNI / Ibope sinaliza tendência de crescimento de Dilma e polarização

CNI IBOPE: Dilma é menos conhecida entre os eleitores de Lula

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