domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tendência é de crescimento de Dilma, mas é cedo para “já ganhou”

Os dados do Datafolha publicados pela Folha de S. Paulo permitem supor que há espaço para que a Ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência, continue a crescer no período pré-eleitoral. Sendo evidente que, por já ter alcançado um patamar na faixa dos 30%, o crescimento se dará em um ritmo mais lento.

O principal argumento para sustentar esta tese vem do artigo assinado pelos diretores do Datafolha, Mauro Paulino e Alessandro Janoni: há, aproximadamente, 14% de brasileiros que querem votar no candidato de Lula, mas não o fazem por desconhecê-lo.


O fato de Dilma ainda ser menos conhecida que seu principal oponente (embora o grau de conhecimento tenha aumentado) também lhe favorece – veja o gráfico ao lado.


Supõe-se que ao se tornar mais conhecida e mais identificada com o presidente Lula, conseguirá angariar mais votos. Por enquanto, apresentados a uma lista, 59% dos eleitores identificam Dilma como candidata do presidente Lula (Em dezembro eram 52%). Essa pergunta é feita após as perguntas de intenção de votos, de forma a não influenciar no resultado.

Espontânea

Apesar de ser menos conhecida que Serra (principalmente entre aqueles que declaram “conhecer bem” o candidato), ela fica à sua frente na modalidade espontânea, quando o eleitor diz em quem pretende votar sem ser apresentado a uma lista de candidatos. Supostamente, o eleitor precisa “conhecer muito bem” o candidato ou pelo menos “conhecer um pouco”.

Veja então que 50% dos eleitores declaram que conhecem muito bem ou um pouco a ministra e que sua intenção de votos espontânea é de 10%. Proporcionalmente, 20%.

Em relação a Serra, 69% dos eleitores declaram que o conhecem muito bem ou um pouco e sua intenção de votos espontânea é de 7%. Proporcionalmente, 10%.

Então, já é possível prever uma vitória de Dilma?

Muita calma nesta hora. Todos os cálculos acima mostram apenas uma tendência de crescimento de Dilma no período pré-eleitoral, quando as atenções das pessoas ainda não estão completamente voltadas para as eleições.

Observe que na Espontânea Dilma tem 10%, Serra, 7%, Marina e Ciro, 1%. Ou seja, apenas 21% dos eleitores sabem declarar o nome de um dos concorrentes, sem ser apresentados a uma lista. Desconte, claro, aqueles 10% que declaram voto em Lula, que não pode concorrer, e os 4% que espontaneamente manifestam a intenção de votar no candidato de Lula, mas não sabem que é Dilma a sua candidata.

Até julho, mesmo afastada do Ministério (o que terá que fazer a partir de abril), Dilma continuará a percorrer o Brasil para ser tornar mais conhecida. O mesmo fará o candidato do PSDB, que se for mesmo Serra precisará renunciar ao governo de São Paulo igualmente em abril, assumir a condição de candidato e sair da defensiva. É preciso esperar, então, qual será o impacto da oficialização da candidatura do PSDB nas pesquisas eleitorais.

Quando a campanha começar de fato, em julho, e principalmente quando começar o horário eleitoral na televisão a partir de agosto, saberemos qual será o percentual de “largada” de cada candidato. A partir de então começa uma nova fase, de debates, confronto de opiniões. O eleitor estará mais atento às questões eleitorais.

O quadro que se desenha é que Dilma largará na frente. Quanto à chegada, é preciso esperar outubro.

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“Transferência de votos”: Folha diverge do Datafolha



Veja acima como a Folha de S. Paulo apresentou os números em sua edição deste domingo e abaixo a pergunta feita pelo;




O que muda? Muda muita coisa! “Você votaria em um candidato apoiado pelo presidente Lula?’” É bem diferente de “O apoio do presidente te levaria a votar em um candidato?”

Você comeria uma batata frita com katchup, por exemplo, é bem diferente de o ketchup te levaria a comer uma batata frita.

No primeiro caso, não é o fato da batata frita “Dilma Rousseff” estar com ketchup “Lula” que vai me fazer recusá-la, até porque gosto do ketchup Lula (42%). Ou talvez eu aceite a batata frita com o ketchup “Lula”, mas não sei bem se eu gosto tanto assim desse condimento (26%). E, por fim, não gosto do ketchup “Lula” e por isso não aceito a batata frita.

No segundo caso, eu gosto tanto do Ketchup Lula que por causa disso, com certeza, eu aceito a batata frita “Dilma” (42%). Ou talvez o ketchup Lula me faça a aceitar a batata frita, mas eu preciso ver a batata frita primeiro (26%). E, por fim, se você colocar ketchup Lula nem precisa trazer a batata frita “Dilma” para eu experimentar.

A pergunta do Datafolha que saber se o eleitor levará em conta o apoio do presidente Lula para votar: 42% dizem que o apoio do presidente os levará “com certeza” a votar em um candidato, outros admitem que talvez o apoio do presidente os faça votar neste candidato (o apoio é importante, mas não decisivo). Ou seja, para 68% admitem ser importante o apoio do presidente, bem próximo ao índice de aprovação do governo que é de 73%. Por fim, 22% dizem que não votariam no candidato do presidente.

Na forma como a Folha apresentou os dados, a impressão que se tem é que apenas 42% dos eleitores dizem que votariam em um candidato apoiado pelo presidente Lula (aqui este apoio deixa de ter a função decisiva do “com certeza” e passa a ser apenas um fator que não atrapalha, no máximo um fator secundário. O “talvez” do gráfico da Folha é o que pode passar a impressão mais errada. Se eu digo que talvez votaria num candidato a presidente pelo fato dele ser apoiado pelo presidente Lula você pode entender que eu talvez também não votaria neste fato (bem diferente do sentido original da pergunta). A resposta “não” é a única que não guarda grandes diferenças entre o questionário que foi aplicado pelo Datafolha e o gráfico apresentado pela Folha.

P.S:
Não estou fazendo juízo de valor, se houve ou não má fé do jornal paulista. O objetivo é mostrar que a forma como se apresenta os números pode comprometer completamente o entendimento sobre eles.

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Datafolha: As más notícias para Serra

Veja algumas más notícias que a pesquisa Datafolha, publicada hoje pela Folha de S. Paulo (leia os posts anteriores para saber mais) trazem para o pré-candidato do PSDB, José Serra:

Na estimulada, vê Dilma ultrapassá-lo (10% X 7%)

No cenário com Ciro, cai cinco pontos, Dilma cresce cinco e há praticamente um empate técnico: 32% a 28% a favor do tucano.

No cenário sem Ciro, vê as chances de vencer no primeiro turno minguarem. Na pesquisa de dezembro tinha 40% contra 36% da soma de Dilma (26%) com Marina (10%), agora tem 38% contra 41% de Dilma (31%) e Marina (10%).

Chegando ao segundo turno encontraria, se as eleições fossem hoje um cenário duríssimo. Se em dezembro tinha 15 pontos de frente (49% a 34%), agora a vantagemé de apenas quatro pontos (45% a 41%)

Passou a ser o candidato mais rejeitado, com 25%(seis pontos percentuais a mais que em dezembro).

A popularidade de Lula aumenta é grande o número de pessoas que dizem que levarão o apoio dele em consideração na hora de votar.

O um lugar-comum muito verdadeiro pesquisa é a fotografia de um momento e, quanto mais distante do processo eleitoral, mas difícil de ser “reveleda”. José Serra há um ano liderava confortavelmente, hoje está numa disputa acirrada. Falta muito tempo ainda para as eleições, mas no mínimo esta pesquisa acende um sinal de alerta.

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Raio X do Datafolha

Segue uma consolidação da pesquisa Datafolha, com os principais números resumidos, seguidos de breves comentários. As referências entre parênteses são à pesquisa realizada pelo Datafolha em dezembro de 2009. Informações mais detalhadas você encontra nos artigos anteriores, abaixo desta postagem.

Espontânea

Dilma 10% (+2)
Lula 10% (-10)
Serra 7% (-1)
Candidato do Lula 4% (+1)
Aécio 1% (-2)
Ciro 1%
Marina 1%

Das várias perguntas feitas em um questionário de pesquisa eleitoral esta é mais importante. O eleitor diz em quem pretende votar sem que lhe seja apresentada qualquer alternativa. Observe que o índice de Lula cai a medida que mais pessoas sabem que ele não é mais candidato. Dilma cresce, mas não herda automaticamente todos os votos. A grande parte dos eleitores ainda não cita corretamente o nome de um candidato.

Estimulada

Cenário 1

Serra 32% (-5)
Dilma 28%(+5)
Ciro 12% (-1)
Marina 8%

Cenário 2


Serra 38% (-2)
Dilma 31%(+5)
Marina 10%

Cenário 3

Dilma 30% (+4)
Ciro 21%
Aécio 13% (-3)
Marina 11%

Cenário 4

Dilma 34%(+4)
Aécio 18% (-1)
Marina 16%

Dilma cresce no mesmo tamanho que Serra cai. Com isso, ela desconta em dez pontos a desvantagem que tinha em dezembro, no cenário com Ciro Gomes. No cenário sem Ciro Gomes, caem as chances de Serra vencer no primeiro turno. Ciro e Marina ficam estáveis. Aécio desistiu da candidatura à presidência em dezembro, logo é natural que suas intenções de votos caiam.


Segundo Turno


Serra 45% (-4)
Dilma 41% (+7)

Caso haja segundo turno, a pesquisa prevê uma disputa acirradíssima.


Grau de Conhecimento dos Candidatos

Conhece:

Serra 96% (93%)
Ciro 92% (89%)
Dilma 86% (80%)
Marina 56% (51%)

Observação: Todos candidatos cresceram, mas Dilma ainda é 10% menos conhecida que Ciro. O Datafolha aferiu em que grau o eleitor conhece os candidatos (muito bem, um pouco, só de ouvir falar ou não conhece), mas esses números ainda não foram divulgados. Outra pergunta identifica se os eleitores sabem que Dilma é candidata de Lula, que Serra é oposição e o que isso poderia influenciar seus votos. Por ora, também temos que esperar esses dados.

Transferência de votos:

O apoio do presidente Lula a um candidato a presidente nas eleições desse ano

Levaria você a escolher esse candidato com certeza, 42%
Talvez faça você votar nesse candidato, 26%
Você não votaria em um candidato apoiado pelo presidente? 22%
Outras respostas: 6%
Não souberam: 4%

A soma de votaria com certeza com talvez votaria chega a 68%, número bem próximo da aprovação do presidente que bateu 73%. Sinaliza que o presidente Lula terá um papel fundamental nas eleições.

Confira no texto Datafolha: Serra 32%; Dilma, 28%. Primeiras observações os números por região, escolaridade e renda. Não deixe de ler também os artigos anteriores.

Alguns números

Apresentados a uma lista, 59% dos eleitores identificam Dilma como candidata do presidente Lula (Em dezembro era 52%). Essa pergunta é feita após as perguntas de intenção de votos, de forma a não influenciar no resultado. Segundo artigo assinado pelos diretores do Datafolha, Mauro Paulinho e Alessandro Janoni, há, aproximadamente, 14% de brasileiros que querem votar no candidato de Lula, mas não o fazem por desconhecê-lo. No artigo, eles atribuem o crescimento de Dilma não só a transferência de votos de Lula, mas ao desgaste de Serra, cuja rejeição, subiu de 19% para 25%. A rejeição aos outros candidatos é a seguinte: Dilma, 23%, Ciro, 21%, Aécio,20% e Marina, 19%.

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Datafolha: 42% votariam “com certeza” no candidato de Lula

O apoio do presidente Lula levaria 42% dos eleitores a votar “com certeza” em um candidato a presidente nas eleições desse ano, segundo pesquisa Datafolha, publicada neste domingo pela Folha de S. Paulo. Outros 26% admitiram que o apoio do presidente “talvez” os levassem a votar neste candidato e 22% não votariam no candidato apoiado por Lula. Deram outras respostas 6% e não souberam responder, 4%.

Os 42%, em tese, representam a capacidade de “transferência” de votos de Lula e os outros 26% o que poderíamos chamar de um “público-alvo” para a candidatura petista.

A aprovação do governo do presidente Lula chegou a 73%, um ponto a mais do que o registrado em dezembro de 2009.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

DATAFOLHA: Gráfico com a evolução dos candidatos



O objetivo deste gráfico é apenas dar uma “noção” da evolução dos candidatos nas pesquisas eleitorais. Ele não está, do ponto de vista estatístico, correto, uma vez que os cenários testados pelo datafolha em 2009 são bem diferentes dos atuais. Veja as explicações abaixo.

Pelo gráfico você poderá observar: 1) Dilma sai de um patamar muito baixo, 3%, em março de 2008. 2) Serra chegou a atingir 41%. 3) Ciro chegou a ter 20%

Os números da estimulada datafolha de fevereiro são: Serra, 32%, Dilma, 28%, Ciro, 13% e Marina 8%. Veja a análise aqui .

Os números da espontânea são: Dilma, 10%; Serra, 7%. Veja análise e os outros números aqui .



CRITÉRIOS: O cenário atual inclui José Serra (PSDB), Dilma (PT), Ciro (PSB) e Marina (PV). No mês de agosto, quando o nome de Marina foi incluído no levantamento ainda se especulava sobre uma candidatura presidencial da Senadora Heloisa Helena (PSOL), portanto o cenário com os quatro nomes acima mais Heloisa foi considerado.

O cenário anterior a agosto para efeito de comparação é o que inclui Serra, Dilma, Ciro e Heloisa.

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Na espontânea, Dilma ultrapassa Serra: 10% a 7%

A pesquisa espontânea do Datafolha mostrou que a ministra Dilma Rousseff (PT) ultrapassou o governador José Serra (PSDB) e tem 10% de citações, contra 8% do levantamento anterior. Serra que também tinha 8% em dezembro, oscilou negativamente um ponto e agora tem 7%. Pela margem de erro, ainda se configura um empate técnico.



O número de eleitores que citam espontaneamente o nome do presidente Lula, que não pode concorrer à reeleição, caiu de 20% para 10%, o que sinaliza que mais pessoas já sabem que ele não será candidato. Há 4% de eleitores que declaram que pretendem votar no “candidato do Lula” (eram 3% em dezembro). Aécio, que tinha 3% em dezembro, agora tem 1%. Ciro e Marina têm 1% cada, mesmo percentual do levantamento anterior.

A pesquisa espontânea é a que apresenta a maior consolidação dos votos e sofre menos o efeito “recall” (eleitores, na estimulada, tendem a citar um nome mais conhecido, mesmo que não estejam completamente decididos).

Nota-se, porém, que poucos eleitores estão inteirados e interessado na corrida eleitoral já que 66% não citam nenhum candidato, fora os 10% que citam o nome de Lula, que não pode concorrer a um terceiro mandato.

Confira também as primeiras observações sobre a pesquisa estimulada


P.S. Obrigado aos amigos do Twitter que ajudaram garimpar os números da modalidade espontânea: Obrigado a @albertocantalic, @renatoadauto, @angelinetostes, @UriasMacedo, @rodgomespaixao, @silaslima_61

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Na espontânea, Dilma ultrapassa Serra: 10% a 7%

A pesquisa espontânea do Datafolha mostrou que a ministra Dilma Rousseff (PT) ultrapassou o governador José Serra (PSDB) e tem 10% de citações, contra 8% do levantamento anterior. Serra que também tinha 8% em dezembro, oscilou negativamente um ponto e agora tem 7%. Pela margem de erro, ainda se configura um empate técnico.

O número de eleitores que citam espontaneamente o nome do presidente Lula, que não pode concorrer à reeleição, caiu de 20% para 10%, o que sinaliza que mais pessoas já sabem que ele não será candidato. Há 4% de eleitores que declaram que pretendem votar no “candidato do Lula” (eram 3% em dezembro). Aécio, que tinha 3% em dezembro, agora tem 1%. Ciro e Marina têm 1% cada, mesmo percentual do levantamento anterior.

A pesquisa espontânea é a que apresenta a maior consolidação dos votos e sofre menos o efeito “recall” (eleitores, na estimulada, tendem a citar um nome mais conhecido, mesmo que não estejam completamente decididos).

Nota-se, porém, que poucos eleitores estão inteirados e interessado na corrida eleitoral já que 66% não citam nenhum candidato, fora os 10% que citam o nome de Lula, que não pode concorrer a um terceiro mandato.

Confira também as primeiras observações sobre a pesquisa estimulada

http://www.blogdocampbell.com.br/2010/02/datafolha-serra-32-dilma-28-primeiras.html

P.S. Obrigado aos amigos do Twitter que conseguiram garimpar os números da modalidade espontânea.


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Datafolha: Serra 32%; Dilma, 28%. Primeiras observações

Uma análise mais aprofundada do Datafolha, que mostra que a ministra Dilma Rousseff cresceu de 23% para 28% e reduziu em dez pontos a desvantagem para Serra, que no levantamento de dezembro tinha 37% e caiu para 32% só será possível quando o Datafolha divulgar os relatórios completos. Por hora, com os números que consegui coletar na internet, as conclusões que podemos chegar são as seguintes:

- O Datafolha confirma a tendência de crescimento da Ministra Dilma, o que já havia sido registrado nas pesquisas anteriores de Ibope, Vox Populi e Sensus.

- José Serra apresenta a sua queda mais acentuada, de cinco pontos. Até então, as oscilações negativas do governador de São Paulo estavam sempre dentro da margem de erro.

- A diferença entre Serra e Dilma no cenário sem Ciro Gomes também cai em relação ao levantamento anterior. Agora é de 38% para Serra contra 31% de Dilma (antes era de 40% a 26%). Porém, a maior parte dos votos de Ciro continua migrando para Serra.

- Mas quando se simula o segundo turno entre Serra e Dilma, a vantagem do Tucano se desmorona. Está agora com 45% contra 41% de Dilma. Resumindo: os votos de Marina no primeiro turno migram para Dilma no segundo.

- As chances de Serra vencer no primeiro turno diminuem, mas, segundo a margem de erro da pesquisa, ainda existem: em dezembro Serra tinha 40% contra 36% de Dilma + Marina e agora as duas candidatas juntas o ultrapassam, com 41% a 38%.

- Todos candidatos tornaram-se mais conhecidos: Serra passou de 93% de conhecimento para 96%, Ciro de 89% para 92%, Dilma de 80% para 86%, Aécio, de 73% para 78% e Marina de 51% para 56%. Observação: esse “conhecer” é muito relativo já que pode ser apenas de “ouvir falar”. Com as tabelas poderá se saber por exemplo se a maior parte dos eleitores sabe que Dilma é a candidata de Lula ou que Serra é oposição ao governo.

- Há um aumento na rejeição a todos os candidatos, que estão embolados na casa dos 20%. Serra foi quem mais aumentou seu percentual de rejeição e agora tem 25% (contra 19% do levantamento anterior), Dilma tem 23% (contra 21% de dezembro), Ciro 21% (tinha 18%), Aécio 20% (tinha 17%) e Marina 19% (tinha 17%).

- Dilma reduz a diferença para Serra em todas as regiões, mas lidera apenas no Nordeste, onde abre uma vantagem folgada de 14 pontos percentuais. Veja os números no gráfico ao lado:

- Escolaridade: Dilma cresce entre os eleitores de ensino médio e ensino fundamental e fica estável entre os de ensino superior. Serra cai entre os eleitores de ensino médio e fundamental, mas cresce entre os eleitores de nível superior. Veja gráfico abaixo (números em parênteses referem-se a dezembro de 2009).



- Renda. Dilma cresce em todas as faixas de renda e Serra cai em todas. Sua vantagem continua sendo maior entre os eleitores de nível superior. Veja os números abaixo.



O Datafolha testou dois cenários com Aécio Neves como candidato do PSDB, apesar dele ter desistido oficialmente em dezembro. No primeiro, Dilma tem 30% (ante 26% de dezembro), Ciro manteve os 21%, Aécio, caiu de 16% para 13% e Marina manteve 11%. Sem Ciro na disputa, Dilma vai a 34%, Aécio tem 18% (oscilou para baixo um ponto) e Marina mantém os mesmos 16% do levantamento anterior. Resumindo: como Aécio saiu de cena caiu, o que dificulta sua empreitada caso, numa hipótese hoje remota, venha a ser o candidato do PSDB.


Enquanto aguarda as novas atualizações confira este levantamento sobre pesquisas as últimas pesquisas eleitorais: http://www.blogdocampbell.com.br/2010/02/pesquisas-eleitorais-levantamento.html

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Créditos: Consultei para elaborar este texto os sites da Folha, do GloboDatafolha, o Blog do Reinaldo Azevedo, na Veja e, claro, os tópicos deste blog sobre pesquisas.

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DATA FOLHA: Dilma cresce, vai a 28% e encosta em Serra, que cai para 32%

Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo da Folha de S. Paulo, que já circula na capital paulista, mostra que um crescimento de cinco pontos da Ministra Dilma Rousseff (PT) e uma queda de José Serra (PSDB) de cinco pontos. Com isso, a diferença que em dezembro era de 14 pontos (37% a 23%) agora é de apenas quatro pontos (32% a 28% para o tucano). No entanto, segundo o instituto é “impreciso” dizer que o levantamento indica um empate técnico.
Ciro Gomes que tinha 12% foi a 13% e Marina Silva manteve 8%. Simulação de segundo turno, Dilma também encosta em Serra, 45% a 41% a favor do tucano. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, assim como na simulação de primeiro turno, ambos estão no limite do empate técnico.
No cenário sem Ciro, a desvantagem de Dilma para Serra também cai, mas em menor proporção. Neste caso, Serra tem 38% (tinha 40%) e Dilma vai a 31% (tinha 26%). Marina fica com 10%, um ponto a menos que dezembro.
GRAU DE CONHECIMNTO DOS CANDIDATOS: Serra, 96%, Ciro, 92%, Dilma, 86%, Aécio, 78%
Marina, 56%.


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(atualizado em 27/09/2010, às 19h27)

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DATAFOLHA: As contas de Ciro

A pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada amanhã será a primeira depois do programa partidário do PSB (clique aqui para rever o programa) que, em 18 de fevereiro, levou Ciro Gomes para as telinhas brasileiras. Desde setembro de 2009, em trajetória decadente nas pesquisas de opinião, Ciro Gomes precisa de um suspiro para manter sua candidatura em pé. O ideal seria chegar aos 20 pontos, mas a essa altura qualquer coisa acima de 15 já ajudaria.


O enrosco é que Ciro não depende apenas do próprio crescimento, discretamente precisa torcer contra Dilma Rousseff (PT). Hoje, a presença de Ciro é importante para garantir o segundo turno – sem ele as pesquisas mostram que José Serra (PSDB) ainda poderia vencer no segundo turno.

Mas a cada pesquisa, Dilma vem reduzindo a diferença para a Serra e a candidata do PV Marina Silva lentamente sobe um pontinho aqui e outro ali. Mesmo no Datafolha de dezembro, no cenário sem Ciro, a soma de Dilma e Marina (26% + 10%) já estava no limite do empate técnico com Serra (40%). Se Serra cai um pouquinho, Marina sobe um pontinho e Dilma continua crescendo, a probabilidade de vitória no primeiro turno do tucano cai e as pressões sobre Ciro sobem na mesma proporção.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Fernando Pimentel diz que Isto é “mistura alhos com bugalhos”

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), negou que seu nome tenha qualquer envolvimento com o escândalo do mensalão e diz que a Isto é mistura alhos com bugalhos para tentar prejudicar a candidatura da Ministra Dilma Rousseff á Presidência. Veja a nota divulgada pelo ex-prefeito:

Na semana em que dois dos assuntos mais importantes da política nacional são a derrocada do esquema de corrupção do governador do Distrito Federal e a cassação do prefeito de São Paulo, ambos do Democratas, principal aliado do PSDB, maior adversário do PT na próxima eleição, a revista Isto É resolveu embaralhar tudo, ressuscitar o chamado mensalão de 2005 e, para tentar empatar o jogo, me citar como um dos envolvidos no recebimento de verbas irregulares. A intenção óbvia é causar danos à imagem de um dos coordenadores da campanha da ministra Dilma Rousseff à presidência.

Para que sua história pareça verossímil, a revista mistura alhos com bugalhos e faz ilações sem qualquer apoio na realidade. Aproveita-se do fato de a prefeitura de Belo Horizonte, então sob minha gestão, ter contratado a Câmara de Dirigentes Lojistas para um projeto de instalação de câmeras de seguranças nas ruas do centro da cidade.

Para incluir o meu nome em sua reportagem, a Isto É lançou mão de uma coincidência: o diretor financeiro da CDL à época do convênio para a instalação de câmeras mais tarde foi identificado como doleiro supostamente envolvido com o chamado mensalão.

O convênio entre a prefeitura de Belo Horizonte e a CDL nunca foi alvo de ação da justiça. O projeto está em vigor até hoje, sem contestações, agora sob a responsabilidade da Polícia Militar. Como prefeito, nunca fui inquirido, indiciado ou denunciado por este convênio de jurisdição municipal.

E que fique bem claro: nunca fui, também, inquirido, indiciado, denunciado e sequer ouvido por qualquer ligação, ainda que indireta, com o chamado mensalão. Jamais fui convocado pela justiça para depor ou mesmo prestar esclarecimentos sobre qualquer destes assuntos. Jamais fui chamado para falar a uma CPI ou outro tipo de comissão. Não há e nunca houve nada, rigorosamente nada, que me ligue, direta ou indiretamente, ao chamado mensalão ou a qualquer outro tipo de irregularidade.


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O que esperar das águas eleitorais de Março?

Março será um mês de decisão para a política brasileira. Será, por exemplo, o limite para o governador José Serra decidir seu futuro político, ou pelo menos anunciar o que já decidiu. Para concorrer à presidência da república, tem até 03 de abril para renunciar ao mandato em São Paulo. Até tomar sua decisão, seguirá um mar de especulações.

Será também um mês decisivo para a dupla Ciro e Aécio. Sobre eles, aumentarão as pressões: em Ciro para desistir de ser candidato à presidência e enfrentar a eleição para governador de São Paulo e em Aécio para realizar o sonho de nove em cada dez tucanos, aceitar a vice de Serra.

É curioso que a indefinição no PSDB cause também indefinições na base governista. O PP, por exemplo, faz parte da base do governo Lula, tem ministério, mas ainda não aderiu formalmente à candidatura de Dilma. Quando Serra oficializar a candidatura, deve pular para o barco governista.

Mas, se por algum motivo Serra desistir, o partido pode abraçar a candidatura de Aécio Neves. O senador Francisco Dornelles (RJ), cacique-mor do PP, não esconde de ninguém o desejo de apoiar o governador mineiro, que vem a ser seu parente – (Dornelles é sobrinho de Tancredo, avô de Aécio).

Não por acaso, em março o planalto pressionará partidos da base que, como o PP, ainda não aderiram oficialmente a Dilma (por enquanto, apenas PMDB, PDT, PCdoB, PRB e PR já se manifestaram oficialmente em favor da candidata petista, embora, é claro, só as convenções de junho confirmarão os apoios).

As indefinições nas eleições presidenciais acabam formando um grande dominó – muitos estados aguardam os acertos nacionais para armarem ou desarmarem seus palanques.

A partir de abril, com as descompatibilizações, vamos conseguir enxergar com mais clareza o que esperar da corrida eleitoral.

Publicado originalmente em 24/02/2010 na Coluna mantida por este blogueiro na Revista Médio Paraíba

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Isto é publica “o roteiro final do Mensalão”

A Revista Isto é publica na edição desta semana “o roteiro final do Mensalão”, sobre o processo judicial processo judicial com 69 mil páginas contendo laudos sigilosos da polícia federal, relatórios reservados do conselho de controle de atividades financeiras, pareceres da receita federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de justiça em vários estados.

Segundo a revista, a investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do Partido dos Trabalhadores para comprar votos da base aliada no Congresso Federal. Novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos.

O nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, é citado nas investigações. Pré-candidato ao governo de Minas, Pimentel é também cotado para ser um dos coordenadores da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff.

Leia mais no site da Revista.

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Política Rio de Janeiro: partidos políticos

O Blog fez um levantamento sobre as tendências dos partidos políticos em relação às eleições no Rio de Janeiro. Foram inclusas na listagem os principais partidos.
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PRB (10) – O partido do senador Marcelo Crivella está alinhado nacionalmente com o PT e apoiará a eleição de Dilma, mas ainda não conseguiu arranjar palanque em âmbito estadual para promover a reeleição do seu senador. Com Garotinho, do PR, a dificuldade é reunir na mesma chapa dois líderes evangélicos candidatos ao senado (o deputado federal Pastor Manoel Ferreira, filiado ao partido do ex-governador). Com Cabral , a chapa está congestionada. O PMDB quer além da reeleição de Cabral, manter o vice Luiz Fernando de Souza, o Pezão, e eleger o presidente da Alerj, Jorge Picciani, senador. A outra vaga para o senado está reservada ao PT.
PP (11) – O partido é comandado no Estado pelo Senador Francisco Dornelles, que tem mandato até 2015, e não disputará estas eleições. O partido deve continuar alinhado com Cabral.
PDT (12) – O partido está dividido entre lançar candidatura própria (o mais cotado é o apresentador Wagner Montes) ou apoiar um dos candidatos da base (Garotinho ou Cabral). Todos os dois candidatos enfrentam resistências internas. O palpite deste blogueiro é que ele ficará com Cabral.
PT (13) – Apoiará à reeleição de Cabral e indicará um dos candidatos ao Senado – a ex-governadora Benedita da Silva e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, disputam a indicação.
PTB (14) – Nacionalmente, o partido do ex-deputado federal Roberto Jefferson negocia com o PSDB de José Serra. No estado, no entanto, ainda não há acordo. Parte das lideranças gostariam de caminhar ao lado do ex-governador Garotinho.
PMDB (15) – Partido de Cabral, Pezão e Picciani, já qualificados acima.
PSC (20) – Nacionalmente, o partido paquera com Serra, mas localmente deve apoiar à reeleição de Cabral.
PR (22) – É o partido de Garotinho.
PPS (23) – Alinhado nacionalmente com o DEM e PSDB, deve apoiar a candidatura de Fernando Gabeira ao governo. Pode lançar um nome ao Senado, ainda não definido.
DEM (25) – Apoiará Gabeira e lançará Cesar Maia ao Senado.
PSB (40) – O partido de Ciro Gomes está no Rio de Janeiro com os dois pés na candidatura de Sergio Cabral.
PV (43) – É o partido de Gabeira, quer também lançar a vereadora Aspásia Camargo, candidata ao Senado.
PSDB (45) – Indicará o vice de Gabeira. O nome mais cotado é o do ex-deputado federal Márcio Fortes.
PSOL (50) – O partido deve lançar candidato próprio, ainda não definido.
PCdoB (65) – Apoiará a reeleição de Sérgio Cabral

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Cesar Maia alerta: FHC vai fazer gol contra

Do Ex-Blog do Cesar Maia

1. FHC é um dos personagens políticos mais importantes desta eleição, queira ou não. Portanto, deve cuidar muito dos próprios passos. Agora, num estilo holandês de ver a vida, decidiu ser o âncora de um filme-documentário propondo que o consumo de drogas, com a maconha como abre alas, corra livre de constrangimento.

2. Uma questão polêmica, de questionável efetividade, dada a rede informal de micro-redistribuidodes/consumidores de droga existente.

3. Mas uma coisa não é polêmica. 85% das pessoas são contra, sendo que entre os mais pobres 94%. Se não bastasse a "populistalização" de Lula entre os mais pobres, se entrar este documentário antes das eleições, terá o efeito que o filme dele não conseguiu: abalar a população, e especialmente os mais pobres.

4. Que FHC reflita bem, que ele está no Brasil e que sua atuação no clube das personalidades mundiais acima do bem e do mal se aplica em fóruns sofisticados, mas não se aplica no Brasil, em especial por veiculação de massa. Rapidamente os momentos mais contundentes serão recortados e cairão em todas as redes de internet, com a chamada que se imagina. Em 2010, isso seria um desastre.


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Deputados sugerem alterações em minuta sobre recontagem das cadeiras no Legislativo

Desde a realização da audiência pública nesta quarta-feira (24) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para discutir a redefinição do número de cadeiras na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, foram protocoladas sete petições relativas à minuta que prevê a alteração, sendo algumas favoráveis e outras contrárias.

A Constituição Federal (artigo 45, parágrafo 1º) e a Lei Complementar 78/93 estabelecem que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal. No intuito de fazer essa atualização para as eleições 2010 a pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas, o ministro Arnaldo Versiani elaborou uma minuta que deverá ser submetida a apreciação do Plenário da Corte.

A minuta tomou como base a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizada em 1º de julho de 2009 e o Censo realizado em 2000.

De acordo com a minuta, oito estados perderão de uma a duas cadeiras na Câmara dos Deputados. Outros sete estados poderão aumentar o número de deputados federais, enquanto os 11 estados restantes e o Distrito Federal permanecerão com o mesmo quantitativo de parlamentares na Câmara.

Entre as petições que tratam da minuta, está a do deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) que defende que a regra só poderia valer para estas eleições se tivesse sido aprovada um ano antes. Ele defende que a resolução se enquadra no princípio da anterioridade, previsto na Constituição Federal para se alterar as regras que afetem o processo eleitoral.

Ele sustenta também que as alterações devem ser feitas com base no Censo que será realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. E destaca que o próprio IBGE reconhece que realizará neste ano é uma estimativa diferenciada “mais ampla e mais apta ao fim a que se propõe a minuta”. Por isso, sugere que se aguarde os resultados do Censo 2010 para editar uma norma “mais precisa, fundada em dados seguros e que não surpreenda indevidamente os interessados no processo eleitoral e a população em geral”. A maioria das ações defende a mesma tese.

Outra ação é de autoria do estado do Maranhão, que além de defender o princípio da anterioridade, afirma que o número de deputados deverá ser estabelecido por lei complementar e, portanto, não poderia ser feita por meio de resolução do TSE.

Por outro lado, uma das ações é da Assembleia Legislativa amazonense que reitera o pedido de alteração sob o argumento de que é inquestionável a competência do TSE para expedir a resolução.

Sustenta que o Amazonas aparece em 15º lugar na lista de estados mais populosos e, em contrapartida, conta com oito vagas de deputado federal, que representa o mínimo permitido pela Constituição. Com a atualização, o estado ganhará mais uma cadeira e argumenta que a não redefinição para 2010 resultará em distorções prejudiciais ao estado.

Todos os argumentos serão levados pelo ministro Versiani ao Plenário do TSE na próxima terça-feira (2), data marcada para discutir as resoluções que vão orientar o processo eleitoral deste ano.
Confira como é, atualmente, a formação das assembléias e as representações dos estados na Câmara e o que muda, caso seja aprovada a resolução. (Fonte: TSE)

a formação das assembléias e as representações dos estados na Câmara e o que muda, caso seja aprovada a resolução

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Cenário Eleitoral em São Paulo depende de definições nacionais

Em São Paulo, governistas e oposicionistas estão na mesma situação: dependem das definições nacionais para saber que rumo a corrida eleitoral vai tomar. Há uma série de postulantes ao cargo de governador, mas candidato certo mesmo não há nenhum.

Veja o caso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). É o favorito para se eleger, mas nem mesmo ele pode dizer com certeza que será candidato. Se acontecer alguma reviravolta e José Serra desistir de disputar à presidência, a tentativa de reeleição é o caminho natural.
Na Saara oposicionista, um mar de dúvidas: atendendo a orientação do presidente Lula, o PT e os partidos aliados aguardam a definição de Ciro Gomes. Caso este aceite abrir mão da candidatura presidencial e concorrer ao governo do Estado, está resolvida metade dos problemas.
Mas se ele bater o pé (retirando ou não a candidatura presidencial) de que não disputa a sucessão em São Paulo, onde se considera um estranho no Ninho, faltam alternativas.
O senador Aloísio Mercadante, que seria o nome mais competitivo do PT, prefere disputar à reeleição para o Senado, onde apesar dos desgastes, é favorito para ficar com uma das vagas.
Marta Suplicy é um nome conhecido, talvez com capilaridade para levar as eleições para o segundo turno. Tem seu ex-marido, Eduardo Suplicy, que tem mandato de Senador até 2015 e único risco que correria seria vencer o pleito. Mas os caciques do PT paulista torcem o nariz para o seu nome.
O prefeito de Osasco, Emídio de Souza, seria uma alternativa, caso não aparecesse nome melhor, mas é pouquíssimo conhecido e teria que construir do zero sua candidatura.
Enquanto isso, quem também observa atentamente o cenário é o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Pré-candidato ao governo pelo PSB, fica também na dependência de Ciro.
E para o Senado?
Bom, se a escolha dos candidatos a governador depende da definição das candidaturas presidenciais, o cenário eleitoral para o senado fica na dependência da escolha dos candidatos ao governo. Ou seja, tudo incerto!
 

Publicado originalmente no SP POLÍTICA.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sérgio Guerra: “Serra será, sem dúvida, nosso candidato”

O presidente do PSDB, Senador Sérgio Guerra (PE) afirmou hoje que não há dúvidas de que Serra será o candidato do partido à presidência. O anúncio oficial, porém, só acontecerá em março. O líder partidário destacou que uma das medidas de Serra, caso seja eleito, será aperfeiçoar o ajuste fiscal, cortando gastos correntes.

A demora do governador José Serra em anunciar sua candidatura alimenta as especulações de que ele estaria em dúvida entre trocar uma reeleição tida como certa em São Paulo por uma disputa que se desenha acirrada para a presidência da república. Pesquisa Datafolha , que será publicada, no domingo, considera a possibilidade de Aécio candidato, ao incluir seu nome nos questionários, apesar da desistência oficial do mineiro em dezembro do ano passado.

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Reportagem atribui criação de novo Tribunal de Contas a disputa política em Valença

Segundo reportagem publicada pelo IG a proposta da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) de criação de um novo Tribunal de Contas é uma reação a confrontos partidários no município de Valença, na região do Médio Paraíba, interior do Rio.

A guerra da Alerj contra o TCE remonta à eleição de 2008. Na época, o PMDB sacudiu o pano e retirou a candidatura de Luiz Antonio (pai do deputado André Corrêa e apoiado pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani), que estava em segundo lugar. Em seguida, passou a apoiar o terceiro colocado, Álvaro Cabral (PRB). Além do apoio, o partido transferiu toda a sua estrutura – inclusive financeira. Apoiado pelo ex-presidente do TCE e ex-prefeito da cidade, José Graciosa, Vicente Guedes, do PSC, acabou eleito.
Nessa briga eleitoral, o TCE havia aprovado a privatização dos serviços de água e esgoto do município, mesmo com o esforço contrário de Graciosa. Mais tarde, o conselheiro do TCE daria o troco: pediu vistas – atrasou – o edital de licitação para a operação da TV Alerj.


Para entender o caso: O novo tribunal de contas ficaria responsável pela fiscalização dos 91 municípios do interior, deixando para o Tribunal de Contas do Estado apenas a fiscalização das contas em âmbito estadual – o município do Rio de Janeiro tem seu próprio tribunal de contas. O objetivo da proposta é retirar forças do TCE, que foi politizado nos últimos vinte anos, com a nomeação de dezenas de políticas (sobretudo ex-deputados estaduais como conselheiros vitalícios). Além dos questionamentos sobre a constitucionalidade da proposta apresentada pela Alerj, o novo tribunal de contas deve aumentar as despesas públicas e não oferece garantias de que vai eliminar a politização das nomeações.

Acesse a Reportagem do IG: Presidente da Assembleia patrocina embate com TCE do Rio

O Blogueiro Giovani Miguez também comentou a criação do TECM, acesse e saiba mais: Sobre o Novo Tribunal de Contas no Rio

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Datafolha testa cenário com Aécio candidato a presidente, pesquisa deve ser divulgada domingo (25/02/2010)
Dilma continua sendo a candidata com maior potencial de crescimento (24/02/2010)
Jornalista aborda capacidade de transferência de votos de Lula (23/02/2010)
Pesquisa O Tempo em MG: Será que vem por aí o voto Dilmastasia? (22/02/2010)
Pesquisa "O Tempo" sobre a sucessão em Minas (22/02/2010)
Pesquisas eleitorais podem ser analisadas ao gosto do freguês (18/02/2010)
Serra X Dilma: Ibope confirma tendência de polarização (18/02/2010)
IBOPE por sexo, idade, renda familiar e regiões (17/02/2010)
Na espontânea Ibope, empate entre Dilma e Serra (17/02/2010)
Pesquisa Ibope: Serra tem 36%, Dilma 25% (17/02/2010)
Alguns exemplos de “transferência de votos” (09/02/2010)
Lavareda: Pesquisa mostra transferência de Ciro para Dilma (02/02/2010)
CNT / SENSUS: realidade local não obedece lógica nacional (01/02/2010)
Os cruzamentos da pesquisa CNT / Sensus (01/02/2010)
CNT / SENSUS, Limite de votos: Dilma aparece com menor rejeição (01/02/2010)
Na espontânea novo empate técnico, mas agora com Dilma numericamente à frente de Serra (01/02/2010)
CNT / Sensus mostra empate técnico entre Serra e Dilma (01/02/2010)
VOX POPULI BAHIA: Wagner lidera com 44% das intenções de votos (01/02/2010)
DEM diz que Vox Populi sabotou Serra (31/01/2010)



Eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno (31/01/2010)
Vox Populi: o copo está meio cheio ou meio vazio? (30/01/2010)
ESTRATÉGIAS ELEITORAIS: Garotinho e Gabeira podem estar juntos no segundo turno? (27/01/2010)

VOX POPULI: Pernambuco e Rio sinalizam crescimento de Dilma (26/01/2010)
Vox Populi: Dilma tem 45% e Serra 23% em Pernambuco (26/01/2010)

Vox Populi Rio: Cabral lidera em todos os cenários (24/01/2010)
No Rio, Dilma já empata com Serra, aqui ela vai vencer (24/01/2010)
Comentários sobre as Pesquisas Vox Populi em Minas e em São Paulo (23/01/2010)
As vantagens de Dilma na espontânea (18/01/2010)
Em São Paulo, eleitores de Lula também são eleitores de Serra (18/01/2010)

"Votos" de Lula podem igualar Dilma a Serra, diz Datafolha (23/12/2009)

Por dentro do Datafolha: Na estimulada, Serra lidera e Dilma consolida-se em segundo lugar (22/12/2009)

Por dentro do Datafolha: Lula lidera mesmo sem poder ser candidato (21/12/2009)

Cabral lidera corrida eleitoral pelo governo do Rio (21/12/2009)

Melhor notícia para Dilma é possibilidade de crescimento entre os mais pobres (21/12/2009)

Pesquisa DataFolha aponta para polarização (21/12/2009)

No Datafolha, Dilma abre 10 pontos de Ciro e reduz diferença para Serra (19/12/2009)

Serra e Dilma empatados tecnicamente na espontânea (19/12/2009)

Resumo do Datafolha de Dezembro de 2009 (19/12/2009)

Serra e Dilma crescem e Ciro cai – polarização à vista (07/12/2009)

Para que servem as pesquisas eleitorais? (06/12/2009)

Existe transferência de votos? (27/11/2009)

O desinteresse eleitoral do Brasileiro e algumas dicas de como se analisar pesquisas (24/11/2009)

Curiosidades sobre a pesquisa SENSUS/CNT! (24/11/2009)

Grandes jornais dão pouco destaque para pesquisa CNT/Sensus (24/11/2009)

Pesquisa CNT/Sensus: Serra cai, Dilma e Aécio sobem (23/11/2009)

Eleitores de Ciro votam em Serra e vice-versa (23/11/2009)

Comentários sobre Pesquisa Ibope contratada pelo PSDB (22/10/2009)
José Dirceu diz que pesquisa serve de alerta (23/09/2009)
Entrelinhas da CNI/IBOPE: Dilma é quem tem mais chances de crescer (23/09/2009)
Primeiras impressões sobre pesquisa CNI/IBOPE (23/09/2009)
Altos índices de intenção de votos a um ano da eleição não dizem nada (14/09/2009)
Pesquisa CNT / Sensus mostra que, apesar da crise, Lula mantém alta popularidade e poderia eleger sucessor se eleições fossem hoje (08/09/2009)

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As vantagens de Aécio sobre Serra

Pesquisa Datafolha, que será divulgada domingo, incluiu o nome de Aécio em dois cenários. Apesar de anunciado, no final de dezembro, sua desistência de concorrer à presidência, o nome do mineiro continua a ser especulado como opção do PSDB, caso o governador José Serra, que ainda não disse publicamente se será ou não candidato, opte por disputar à reeleição.

Caso isso aconteça, Aécio seria alçado à condição de o “salvador da pátria” e aceitaria a empreitada (mesmo tendo sido posto na condição de reserva de Serra) de bom grado. O único risco que Aécio corre é ser eleito presidente. No mais, trocaria sem pestanejar um mandato de senador pela possibilidade de concorrer. Caso não vença agora, com 50 anos, projeta seu nome nacionalmente para as próximas eleições.

Vantagens:

A principal vantagem de Aécio em relação a Serra hoje é que apesar de ter sido líder do governo FHC na Câmara e presidente do parlamento na gestão tucana, o mineiro não é tão identificado com o ex-presidente, como Serra, que foi ministro em duas pastas e o candidato do governo em 2002.

Outra vantagem é que Aécio tem um poder de aglutinação maior que seria capaz inclusive de atrair partidos que hoje fazem parte da base de sustentação do governo Lula. Essa vantagem, no entanto, diminui com o passar do tempo, com a postergação do PSDB para anunciar seu candidato.

A principal desvantagem de Aécio em relação a Serra é que ele largaria de um patamar menor nas pesquisas, mas como para as eleições ainda há bastante tempo e o mineiro é pouco conhecido nacionalmente teria boas possibilidades de crescimento.

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Datafolha testa cenário com Aécio candidato a presidente, pesquisa deve ser divulgada domingo

Ontem e hoje, o Datafolha entrevista 2600 pessoas em 144 municípios brasileiros, distribuídos em 25 unidades da federação (ficaram de fora Amapá e Roraima). Registrada no TSE dia 23, a pesquisa pode ser divulgada a partir do dia 28, domingo.

Um dado curioso do questionário aplicado é a inclusão de cenários com o nome do governador mineiro Aécio Neves (PSDB), apesar dele ter, oficialmente, se retirado da corrida presidencial. Isso demonstra que, na opinião do jornal Folha de S. Paulo, há ainda a possibilidade de Aécio concorrer caso o governador de São Paulo, José Serra, opte por disputar à reeleição.

O questionário aplicado pelo Datafolha vai ajudar a dar um pouco mais de luz ao cenário eleitoral, suprindo carências registradas pelas recentes pesquisas do Ibope, Vox Populi e Sensus.

A “luz” virá das perguntas de cinco a 11, confrontadas com as intenções de votos dos candidatos nas modalidades estimulada e espontânea e a rejeição. Estas perguntas testam o grau de conhecimento de cada candidato; a importância do apoio do presidente Lula; o conhecimento do eleitor sobre quem é o candidato (no caso a candidata) do presidente Lula; quem o eleitor identifica como oposição ao presidente; se o fato do candidato fazer oposição ao presidente Lula faz o eleitor votar nesse candidato, rejeitar esse candidato ou se isso é indiferente; e, por fim, duas perguntas sobre a avaliação do governo e desempenho pessoal do presidente.

Há perguntas também sobre programas do governo, como "Minha Casa, Minha Vida", "Bolsa Família", "PAC" e questões sobre religião.

Para quem quiser ler o questionário completo, conferir a metodologia da pesquisa, o link para o site do TSE está aqui .

Os números do último Datafolha que confrontaremos com a pesquisa de domingo estão resumidos aqui .

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dilma continua sendo a candidata com maior potencial de crescimento

Passeando pelo arquivo do Blog, encontrei um post de setembro de 2009, onde arriscava um palpite: Dilma é quem mais chance tem de crescer nas pesquisas, o que contrariava a maioria das análises que podiam ser encontradas naquele momento na mídia.

Na ocasião, o Ibope marcava: Serra, com 35%, Ciro, com 17%, Dilma, com 15% e Marina Silva, com 8%. O destaque daquela rodada era o crescimento de Ciro em todos os cenários, Serra caia de quatro a cinco pontos dependendo do cenário e Dilma também perdia de três a quatro pontos. A pesquisa foi a primeira do Ibope que incluiu o nome da ex-ministra Marina Silva.


Pelo mesmo Ibope , em pesquisa feita no pré-carnaval, o que mudou foi que Ciro caiu um pouco, cinco pontos neste cenário, e Dilma cresceu 11 pontos. Serra manteve-se estável (oscilação de um ponto para cima) e Marina, idem (com oscilação positiva de dois pontos).

A tese principal mantém-se válida: à medida que mais pessoas passem a conhecer a ministra e a identificarem como candidata do presidente Lula, seus índices vão melhorar. O principal argumento para justificar essa possibilidade maior de crescimento vinha do cruzamento aprovação do governo Lula X grau de conhecimento em Dilma X intenções de votos da ministra.

Olhando o que aconteceu neste período podemos chegar a algumas conclusões:

Como a ministra Dilma Rousseff (PT) ainda não é conhecida de todo o eleitorado (segundo o último Ibope apenas 47% dos eleitores dizem conhecê-la bem ou mais ou menos), a aprovação do presidente Lula continua nas alturas, ela continua sendo a candidata com maior potencial de crescimento. No entanto, como a Ministra já avançou para patamares que variam de 25% a 30% (dependendo do instituto e do cenário), este crescimento tende se dar numa velocidade menor. Estamos próximos, portanto, de um momento de acomodação que possibilitará saber qual será o patamar de largada de cada candidatura.

O crescimento de Dilma não significou queda de Serra. Ele se mantém estável sempre na casa dos 35%. A petista avança principalmente sobre os votos de Ciro Gomes e sobre os indecisos.

POTENCIAL DE VOTOS DE DILMA – em um hipotético segundo turno contra Serra. A mesma pesquisa do Ibope de fevereiro pesquisou o sentimento do eleitor em relação ao próximo presidente: 34% disseram que gostariam que ele desse total continuidade ao atual governo, 29% afirmaram que gostariam que ele desse continuidade a muitas coisas, mas que fizesse pequenas mudanças; 25% declararam que gostariam que se mantivesse apenas alguns programas, mas mudasse muita coisa e 10% querem mudança total do governo. Em tese, apenas em tese, o potencial da candidatura de Dilma varia de 34% (total continuidade) a 63% (total continuidade + continuidade com pequenas mudanças). Obviamente este é apenas um palpite. O ex-prefeito César Maia (DEM), em uma das edições do seu ex-blog, sustenta que 34% na verdade representam o teto futuro da candidatura de Dilma. Esperar e conferir.

POTENCIAL DE VOTOS DE SERRA – em um hipotético segundo turno contra Dilma. Seguindo o raciocínio anterior, a capacidade de votos de Serra varia de 35% (mudança total + grandes mudanças, mantendo apenas alguns programas) a 64% (mudança total + grandes mudanças, mantendo apenas alguns programas + continuidade com pequenas mudanças). Uma explicação para este critério: o discurso de Dilma é de continuidade ao governo atual e, portanto, dificilmente seduzirá os eleitores que declaram que querem grandes mudanças no governo, apenas manutenção de alguns programas. Já Serra pode conquistar parte dos votos dos eleitores que querem a continuidade do governo com pequenas mudanças se conseguir se posicionar como um “Pós-Lula”.

O ANTI-LULA – Por conta desses 29% de eleitores que querem a continuidade do governo, mas desejam algumas mudanças, a estratégia da situação será tentar rotular Serra como o “anti-Lula” e atrelá-lo a Fernando Henrique Cardoso, que, ao contrário de Lula, encerrou seu mandato com popularidade baixa. Ao candidato tucano caberá tentar fugir dessa “armadilha” e se impor como o “pós-Lula”. Seu discurso terá que se concentrar principalmente nestes 29%, que na prática, serão aqueles que decidirão a eleição. Seu caminho será se mostrar o mais preparado para dar continuidade aos avanços que o Brasil teve nos últimos 16 anos (atribuindo os avanços de Lula aos passos dados pelo governo anterior), promover os ajustes necessários e dosar as críticas ao governo. É um caminho tortuoso, já que, ao preservar o governo, indiretamente favorece Dilma, mas não há, por enquanto, outro caminho. Pode se achar o governo Lula ruim e ter uma série de argumentos contra ele, mas não se pode brigar contra os números (ao contrário, é preciso usá-los a seu favor).

Recomendo, a quem ainda não leu, o artigo “Lula X FHC: assim é se lhe parece”, que mostra que a comparação dos dois governos depende principalmente do ponto de vista de quem observa. Hoje a percepção popular (sendo todos livres para concordar ou não com ela) é de que Lula faz um melhor governo que seu antecessor.

Outra leitura que pode interessar é o artigo “Não existe imparcialidade, nem no jornalismo, nem na blogosfera”. 

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Ciro deixa as portas abertas para concorrer ao Governo de São Paulo

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) decidiu esticar a corda e reafirmar sua candidatura à presidência, mas, em reunião com partidos aliados em Brasília, deixou aberta a porta para concorrer ao Governo de São Paulo. Diversos sites reproduzem a declaração de Ciro que "não titubearia a sair" candidato ao governo de São Paulo, desde que participasse de um o compromisso de dar continuidade ao projeto nacional de governo, que foi tocado nos últimos sete anos pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Interpretando as palavras de Ciro: caso as chances de vitória da ministra Dilma Rousseff (PT) aumentem e sua candidatura ao governo de São Paulo colabore para a vitória da petista, passa a considerar esta hipótese. E reafirmou: "estou decidido. Sou candidato à presidência da República. Mas só o tempo vai dizer".

Na verdade, a mudança principal de hoje é que Ciro passa a admitir concorrer em São Paulo. Até então, sinalizava que, se o PSB lhe negasse legenda, não seria candidato a nada.

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Serra precisa de Aécio engajado, mesmo que não seja como vice

Embora seu comportamento na retaguarda e seu histórico de 2006 deixem margens para dúvidas, parece cada vez mais claro que o candidato do PSDB à Presidência será mesmo o Governador de São Paulo, José Serra. Certa ou errada, sua estratégia é esta: Não antecipar o confronto.

Seus aliados consideram que Serra, por já ser o mais conhecido entre os pré-candidatos, não precisa se expor tanto e correr o risco de tornar-se vidraça no período pré-eleitoral, quando as atenções das pessoas não estão completamente voltadas para questões eleitorais.

Esta semana, segundo o noticiário político, está programado um encontro entre Serra e o Governador de Minas, Aécio Neves, para acertar os ponteiros.

O paulista quer do mineiro a garantia de que este se empenhará no projeto presidencial tucano, como publicamente garante. Preferencialmente, quer ter Aécio como Vice, mas, se não for possível, quer assegurar um engajamento completo em Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do Brasil.

E vencer em Minas é fundamental para que Serra consiga chegar ao Planalto. Mesmo que vença no Sul e no Centro-Oeste, o que deve acontecer, a vantagem de Serra pode ser anulada pelo Norte e pelo Nordeste, que tendem para Dilma.

No Sudeste, o tucano tem como trunfo São Paulo, onde deve suplantar facilmente Dilma, mas, pela conjuntura política que se desenha, deve perder no Rio de Janeiro e também no Espírito Santo. Minas passa a ser um estado decisivo.

Pesquisa divulgada ontem pelo jornal “O Tempo” mostra que, em Minas, o poder de transferência de votos de Aécio e Lula é praticamente o mesmo, com ligeira vantagem para o petista. A pergunta foi feita em relação ao governo de Minas, mas é possível supor que se equivalha também à disputa presidencial. Com uma observação: Lula é 100% Dilma. E Aécio? Será que é 100% Serra?

Portanto, se Aécio fizer corpo mole em Minas, como foi acusado de fazer em 2002 e 2006, eleições em que venceu no primeiro turno, mas onde Lula passeou sobre os tucanos na esfera presidencial, as coisas podem se complicar para Serra. Este risco, o paulista não quer correr.

Publicado originalmente na Coluna mantida por este blogueiro no "Perpectiva Política"

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Caixa proíbe bolões: não vou me chatear mais com as atendentes

Depois do caso no Rio Grande do Sul, onde 40 pessoas participaram de um bolão, cuja aposta não foi registrada, as Casas Lotéricas estão proibidas de comercializar essa modalidade de aposta. Os bolões são uma relação de confiança entre a Lotérica e seus clientes – a Caixa paga a aposta apenas com o bilhete original, emitido pelo terminal.

Achei ótima iniciativa: amanhã quando for apostar na mega-sena que, aliás está acumulada em R$ 62 milhões (para a tristeza dos gaúchos que acharam que estariam ricos), não vou me chatear com as atendentes que ficam tentando te empurrar bolão (porque ganham comissão).

Três coisas me incomodavam e eu nem pensava na possibilidade da lotérica não fazer o jogo. Primeiro tentarem me convencer a comprar algo que não quero, depois o fato de venderem o bolão com ágio (normalmente é assim, se a soma das apostas custa R$ 40, por exemplo, vendem 10 cotas de R$ 8, ou seja, faturam R$ 80. Mas o que mais me chateava era pensar na possibilidade do tal bolão ser premiado e eu deixar de ganhar o prêmio.

Tomara que continue proibido!

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Sem apoio do DEM, Paulo Octávio renuncia

Da Agência Brasil

A carta de renúncia do governador interino do Distrito Federal (DF), Paulo Octávio, foi lida há pouco na Câmara Legislativa do DF. Na mensagem, ele afirmou que deixou o cargo por não ter apoio para governar o Distrito Federal e disse que “saio da cena política e me coloco nas fileiras da cidadania”.

“As negociações tornaram mais caras para mim encontrar a governabilidade”, disse Paulo Octávio, na carta lida pelo deputado Cabo Patrício (PT), que assumiu a presidência da Câmara no lugar de Wilson Lima (PR).

Mais cedo, Paulo Octávio anunciou sua desfiliação do DEM e reclamou da falta de apoio de legenda, que já cogitava expulsão dele. “Sem apoio do DEM considero perdida as condições para pedir apoio a outros partidos”, afirmou.
Segundo Paulo Octávio, o governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido), preso na Polícia Federal, pode voltar ao governo distrital, caso seja solto.
Com a renúncia de Paulo Octávio, o governo do Distrito Federal será chefiado pelo deputado Wilson Lima (PR), que estava na presidência da Câmara, conforme a linha sucessória da Lei Orgânica do Distrito Federal.

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Para Dilma, é melhor Dirceu ficar longe dos holofotes

Parte da discussão política de hoje concentra-se na manchete da Folha de S. Paulo, ‘Nova’ Telebrás beneficia cliente de Dirceu.
O jornal paulista informa que “o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu (PT) recebeu ao menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo”.


Publica a Folha:

O ex-ministro José Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial privado que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo.

O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos, dono da Star Overseas Ventures, companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. Dirceu não quis comentar, e Santos declarou que o dinheiro pago não foi para "lobby".

Tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu no processo que investiga o mensalão, expõem a atuação de uma rede de interesses privados junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do fortalecimento estatal do setor.


Em seu blog, Dirceu se defendeu, com ataques à Folha. “Folha joga sujo para atacar plano de banda larga do governo e me atingir” é o título do seu artigo.

Há que se lembrar que já existe liminar favorável ao governo, concedida pela Justiça do Rio determinando a reintegração de posse de parte dos ativos da Eletronet (as fibras “apagadas” ou não utilizadas atualmente) a empresas do grupo Eletrobrás. Logo, sugerir que minha atuação na consultoria que dei sobre rumos da economia na América Latina tenha algo a ver com uma possível decisão que não cabe ao governo, mas ao Poder Judiciário, é uma ilação descabida e irresponsável do jornal.


Opinião do Blog: Assim como a cassação de Kassab, o mensalão do Arruda, tudo se transforma em debate ideológico. Se o dinheiro que ele recebeu foi irregular, cabe à oposição formular uma denúncia e a Justiça investigar. No entanto, sendo inocente ou não, - não apenas por este episódio-, se José Dirceu quer mesmo ajudar na campanha de Dilma, o melhor é ficar longe dela e dos holofotes.

No site da Folha , leia mais sobre o assunto:

O blog da Dilma reproduziu o artigo de José Dirceu. Clique aqui e acesse

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Jornalista aborda capacidade de transferência de votos de Lula

“Popularidade do presidente influencia eleição do sucessor?” é a pergunta que o jornalista José Roberto de Toledo, especialista em pesquisas eleitorais em seu blog Vox Pública, no Estadão.

Comenta casos em que “bons candidatos” perderam porque eram identificados com governos mal avaliados (caso de Ulysses Guimarães, em 1989) e outros casos em que candidatos desconhecidos foram eleitos a reboque de governantes populares.

E Lula, pergunta ele, é capaz de transferir votos? A resposta é um pouco parecida com o que penso:

Defina “transferir”. Se você entende “transferência” como a capacidade de mandar o eleitor fazer o que ele não quer, a resposta é não. Ninguém tem esse poder, não em larga escala. Um presidente, por mais popular que seja, não consegue, sozinho, eleger um governador. Porque, ao contrário do que gostam de pensar os anti-democratas, o eleitor sabe diferenciar as atribuições de um e de outro. E, desconfio, prefere contrabalançar o poder federal de um com a eleição de seu adversário na esfera local. Não fosse assim, Lula teria eleito Aloizio Mercadante (PT) governador de São Paulo em 2006.

Mas se você define “transferência” como a capacidade de um governante popular alavancar a candidatura de seu sucessor, aí a resposta é sim. Se Lula não tivesse esse poder, Dilma Rousseff (PT) não alcançaria 25% de intenções de voto. E eu não estaria escrevendo esta nota, porque ninguém teria feito a pergunta que a suscitou. E isso é suficiente para eleger um candidato desconhecido? Obviamente, a resposta a essa questão só teremos em outubro.


Aqui abaixo você encontra outros artigos relacionados a pesquisas eleitorais e transferências de votos. Se preferir, clique sobre o Marcador “Transferência de Votos” e leia outros artigos sobre este tema.

No site do Estadão , leia o artigo completo.

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Existe esquerda nas eleições presidenciais? Recomendação de leitura

Rodolfo Lugo, no site do Congresso em Foco, faz uma análise do debate ideológico “que se tenta imprimir” nas eleições de outubro. No artigo “Tem caô nesse embate ideológico”, ele recomenda “a quem quiser ver filme de mocinho e bandido que vá ao vídeo-clube e alugue uma fita daquelas bem antigas. A briga em outubro não será assim tão maniqueísta”.

Ele cita que o Programa aprovado pelo PT dá um viés mais à esquerda para a candidatura de Dilma, “feito para adoçar a boca das tendências petistas mais radicais”, mas pondera que o “o que vai valer mesmo é a formulação que será feita mais adiante, na convenção partidária que oficializará a candidatura, negociados os termos do programa com os aliados políticos na campanha”.

O autor não acredita que nenhum candidato (com chances reais), “será assim tão mais de esquerda que os demais”. Ele aborda as alianças de PSDB com o DEM e PT com o PMDB que trazem os governos destes partidos mais para o centro, os históricos políticos de Serra e Dilma e o posicionamento político de ambos.

Veja o que diz Lugo:

“Se o eleitor quiser de fato votar de forma consciente em outubro, é bom que evite embarcar no embate emocional e marqueteiro que se tenta imprimir. Por uma questão prática e pela própria natureza dos regimes democráticos (que tendem para o centro e não permitem grandes revoluções, mas, por outro lado, são mais estáveis, permitem uma evolução de longo prazo e evitam os desastres dos projetos arrogantes e voluntaristas), nenhum candidato (entre os que terão chances reais) será assim tão mais de esquerda que os demais. Em vez do discurso fácil e vazio geral, será necessário descer ao detalhamento, às propostas concretas, para ver, de fato, quem estará mais preparado para dirigir a nave Brasil nos próximos anos”.

Independente das preferências partidária e em se concordar ou não com que a opinião do autor, vale a leitura e a reflexão.

Acesse o artigo completo

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Álvaro dispara contra e Richa e afirma manter pré-candidatura

O senador Álvaro Dias, em seu blog questiona a legalidade da Reunião do Diretório Estadual do PSDB do Paraná, que escolheu o prefeito de Curitiba como pré-candidato a governador e justifica porque não compareceu à reunião. Segundo seus argumentos, apenas a convenção de junho definirá o candidato.

Diz que “a imposição do nome do prefeito Beto Richa, de forma antecipada e ilegal, arma o palanque adversário” e desfia as conseqüências dessa decisão:

a) A Prefeitura de Curitiba passa para as mãos do PSB, do candidato à presidência Ciro Gomes.
b) O palanque de Dilma Rousseff passa a existir com a força da candidatura de Osmar Dias. (Grifo nosso: se o PSDB escolhesse Álvaro como candidato, Osmar iria disputar à reeleição para o Senado).
c) O PMDB certamente passará a ser a oportunidade desperdiçada.
d) O PSDB reduzirá expressivamente sua bancada de eleitos para a Assembléia e Câmara dos Deputados.
e) A renúncia do prefeito, sem cumprir os compromissos com a população de Curitiba, é afronta que redundará em desgaste irreversível
f) O partido passa a percorrer itinerário de dificuldades para a imprevisível conquista do Governo Estadual. A primeira perda é a da prefeitura de Curitiba, depois pode vir a do governo estadual.

No Blog do Álvaro Dias, leia: Por que não fui à reunião do PSDB em Curitiba

Para finalizar, uma pergunta deste blogueiro: quando estiver na frente da urna, Álvaro votará em Richa ou no irmão Osmar?

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Escolha de Beto Richa pelo PSDB define cenário no Paraná

O prefeito de Curitiba, Beto Richa, foi escolhido pelo PSDB como candidato a governador. Recebeu 41 votos, contra um dado ao deputado federal Gustavo Fruet. Três membros do Diretório faltaram, entre eles o Senador Álvaro Dias, que também pleiteava a vaga.

A escolha de Beto praticamente define o cenário eleitoral no Paraná. Com Álvaro Dias fora do páreo, o Senador Osmar Dias (PDT) fica livre para concorrer e será o principal adversário do prefeito Curitibano. Caso Álvaro fosse o escolhido, a tendência seria Osmar se retirar da disputa.

Osmar tenta construir uma aliança com o PT, que inclui a candidatura de Gleisi Hoffman, mulher do ministro Paulo Bernardo, ao Senado.

O governador Roberto Requião, pré-candidato ao Senado, apoiará, pelo menos oficialmente, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), que assume o Estado a partir de 3 de abril, quando Requião precisar se descompatibilizar.

Em tempo: Beto Richa para concorrer precisará renunciar ao mandato de prefeito. Herda dois anos e nove meses de mandato o vice, Luciano Ducci, do PSB.

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Magela quer ser o candidato do PT ao governo do DF

O deputado federal Geraldo Magela (PT) lançou-se pré-candidato ao governo do Distrito Federal. Terá que disputar a indicação do partido com o ex-ministro Agnelo Queiroz, que trocou o PCdoB pelo PT ano passado com a promessa de que seria o candidato a governador.

Alega que a crise no DF motivou sua mudança de posição (era, originalmente, pré-candidato ao Senado). “Também fui instado por militantes e representantes de segmentos sociais e empresariais, entidades da sociedade civil e dirigentes de outros partidos a recolocar meu nome na prévia interna do PT”, disse à Agência Brasil.

Magela disputou o cargo em 2002, quando foi derrotado pelo governador Joaquim Roriz, à época no PMDB.
As prévias estão previstas para o dia 21 de março. Há 30 mil filiados aptos a participar do processo.

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Mega-Sena: gaúchos "ganharam", mas não "levaram"

Viram essa história de um grupo de moradores de Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que está questionando um prêmio da Mega Sena do Concurso 1.155? A caixa divulgou que ninguém acertou as seis dezenas e o prêmio de R$ 53.368.610,37 acumulou.

Os apostadores apresentaram uma cópia do bolão, mas o bilhete original mesmo não foi apresentado

Não gosto de fazer juízo de valor, mas levanto uma dúvida: será que a Casa Lotérica vendeu os bolões mas não fez o jogo?

Em tempo: os números sorteados foram tão próximos que, de repente, até quem fez a aposta não acreditou que iam sair. Foram estes: 20, 28, 40, 41, 51 e 58. A estimativa de prêmio para o próprio concurso é de R$ 61 milhões.

Veja a nota oficial da Caixa.

"A Caixa Econômica Federal esclarece que o comprovante emitido pelo terminal de apostas é o único documento que habilita o recebimento de prêmios. A ocorrência será objeto de apuração e caso se confirme a existência de irregularidade será aplicada a penalidade prevista nas normas internas, que podem ir de uma simples advertência até a revogação compulsória da permissão, de acordo com a gravidade do fato".

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Kassab é "descassado"

Informa a Folha de S. Paulo que a Justiça Eleitoral acolheu nesta segunda-feira pedido de efeito suspensivo formulado pela defesa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), cassado por suposto recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. Com isso, a sentença de cassação está suspensa até o pronunciamento do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.

Leia Mais no site do Jornal.


Leia também a notícia anterior deste blog (que pode ser localizada logo abaixo em "artigos relacionados" - chamo atenção para o comentário deixado pelo "ppaliteiro"

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Suposta negociação de Lindberg para disputar prefeitura do Rio esbarra na Legislação Eleitoral

A Colunista Erenice Seabra, noticia hoje no Jornal Extra, que o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT) estaria disposto a abrir mão da candidatura ao senado em favor de Benedita, com a garantia de que disputaria a eleição para prefeito do Rio de Janeiro, em 2012. Das duas uma: ou a fonte traiu a colunista ou o prefeito da Baixada está mal informado.

Resolução publicada pelo TSE, em dezembro de 2008, proibiu os prefeitos itinerantes. O TSE interpretou que a vedação da constituição para a disputa de um terceiro mandato para o mesmo cargo executivo estende-se também para outra circunscrição.

É por este motivo que o prefeito de Valença (RJ), Vicente Guedes (PSC), está sofrendo um processo de cassação. Guedes venceu nas primeiras instâncias pois foi eleito antes da publicação da resolução, mas é certo que não poderá disputar mais um mandato de prefeito.

Leia MPE pede cassação de prefeito de Valença por terceiro mandato consecutivo e entenda.

Portanto, existe a possibilidade de Lindberg, caso lhe seja negada a vaga para o Senado, concorrer para deputado estadual e deputado federal para esperar 2014 com mandato e se candidatar ao Governo do Estado, que é o seu real objetivo.

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Imparcialidade não existe, nem no jornalismo, nem na blogosfera

Sinto desapontar quem pensa o contrário, mas imparcialidade não existe no jornalismo, muito menos na Blogosfera . No jornalismo, o processo de edição (escolher qual notícia será publicada, qual destaque que vai receber, qual assunto ficará de fora, etc) já é parcial pela sua natureza. O mesmo vale para a blogosfera: ao escolher um tema para comentar ou uma notícia para reproduzir o Blogueiro já está sendo parcial.

Claro que é preciso fazer uma diferenciação entre blogs e imprensa como um todo. Blog é, por sua característica, uma ferramenta de opinião. Algo equivalente ao que se encontra nas colunas dos jornais. Aqui, neste blog, procuro, na maioria das vezes, trazer notícias que são publicadas pela mídia sob uma ótica diferente, priorizando textos exclusivos, notícias comentadas. .. Mesmo que, raramente (como agora), escreva em primeira pessoa, os textos são, sim, em sua maioria, opinativos.

Eventualmente, pela falta de tempo (este não é, ainda, um blog profissional) reproduzo algumas notícias de alguns sites na íntegra, mas sempre respeitando um princípio: só publico notícias de sites ou blogs que autorizem a reprodução (A Agência Brasil e o Congresso em Foco , por exemplo, são excelentes fontes às quais sempre recorro). Fora isso, disponibilizo pequenos trechos e links para as notícias completas. Afinal, se fosse simplesmente para ler o noticiário político, melhor seria o leitor ir para as páginas dos grandes portais, onde há equipes profissionais abastecendo o conteúdo o tempo todo.

Voltando à imparcialidade, quer dizer à parcialidade, já reparou nos títulos? Tanto na imprensa como nos blogs eles são um festival de parcialidade. Mais que isso: de desonestidade. Há casos incríveis em que contrariam o que diz o texto da reportagem ou do artigo ou são tendenciosos ao extremo. Um exemplo hipotético de algo que vi hoje no site de uma das revistas mais lidas no Brasil: deputado Beltrano diz que Partido dos Sicranos é uma corja de ladrões e, está lá a manchete, sem aspas, Partido dos Sicranos é uma corja de ladrões, tomando como verdadeira uma afirmação de um adversário político. Depois, o texto da matéria é correto, mas o título já contaminou completamente o conteúdo. Pode ser, em alguns casos, descuido; na melhor hipótese uma tentativa de chamar a atenção; mas tem hora que é má fé mesmo. Pura e simples tentativa de enganar o leitor.

Mas, felizmente, Internet é uma ferramenta de duas mãos. Se não é um espaço imparcial, é um lugar altamente democrático. Na Blogosfera Política , então, tem espaço para todas as tendências, tribos, ideologias. E o internauta busca, em geral, aquele blog cujas idéias e preferências sejam mais parecidas com as suas.

Eu, como gosto de política, leio de tudo, de Reinaldo “Odeio os Petralhas” Azevedo a Paulo Henrique “Pau no Zé Alagão” Amorim . Dois blogueiros que, senão são imparciais (e não são mesmo), pelo menos deixam claros seus pontos de vista, o primeiro pró-Serra e o segundo, pró-Dilma.

Mais legal é observar os comentários que recebem em suas postagens: a grande maioria de leitores de Reinaldo é simpatizante do PSDB, não gostam de Lula e têm pavor a Dilma, “a ex-terrorista”, a “mentirosa”. Quando aparece um comentarista que diverge do autor, logo os outros comentaristas descem-lhe o pau, isso quando não é o próprio autor quem vai para cima.

(Enquanto visitava o site da Veja, para pegar a URL do blog do Reinaldo Azevedo, encontrei seu último artigo, publicado às 17h01 de domingo, dedicado totalmente a um destes comentaristas que discordam do seu pensamento – clique aqui e veja você mesmo).


No Conversa Afiada, do PHA, idem, ibidem: os comentaristas idolatram Lula, amam Dilma e odeiam Serra, a quem chamam de “Vampiro”, “Zé Pedágio”, “Zé Alagão” e outros termos nada “simpáticos”.

Não que eu ache que estes sejam os melhores blogs e que todo blogueiro deva “levantar uma bandeira”, mas cada um tem seu público. E o mais interessante de compreender nesta magnífica Torre de Babel que é a internet é que os comentaristas não são simpatizantes de tendências A ou B porque são “influenciados” ou “manipulados” por estes blogueiros, mas ao contrário, procuram estes autores justamente porque já tem a opinião formada sobre determinado tema.

Não quero transformar este blog em uma ferramenta de propaganda política para A ou B, mas também não tenho a pretensão de me auto-proclamar “o imparcial”. Tenho minhas preferências, minhas convicções, mas não quero doutrinar ninguém. Convivo bem com a crítica, com o controverso e procuro trazer sempre opiniões múltiplas.

Arrisco-me a fazer análises de conjunturas e eleitorais e, não poucas vezes, sou acusado de estar favorecendo a A ou a B. Pode até ser que algumas vezes minhas preferências políticas contaminem minhas análises, mas procuro ser vigilante para que a emoção não supere minha capacidade crítica, a razoabilidade, a racionalidade e, principalmente, nunca desrespeitem a inteligência do leitor. Às vezes, derrapo, mas sempre tem alguém para acender o sinal vermelho.

No mais, blog, como disse, é uma ferramenta opinativa, todos são livres para concordarem ou discordarem de qualquer opinião e para irem e virem, sempre que quiserem!

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