Desafio maior de Dilma será comparação com governo Lula
Há quem tenha achado frio o primeiro pronunciamento de Dilma como presidente eleita. Leu um texto previamente escrito e se emocionou apenas uma vez, quando citou Lula: “A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida”.
O discurso (que pode ser lido na íntegra aqui) foi correto do ponto de vista técnico, principalmente porque estava ali não mais a candidata, mas a presidente eleita Dilma Rousseff.
Descer do palanque é uma das principais dificuldades dos políticos. Por não ser uma política profissional, Dilma não teve essa dificuldade.
Mas o povo, especialmente os “lulistas”, acostumou-se com um presidente cujo palanque é seu habitat natural e cuja oratória é um dom nato.
Dilma não é Lula e, ao optar por um pronunciamento técnico, ela passou esse recado.
No seu discurso, Dilma prometeu fazer um governo de união, “estendeu as mãos” para a oposição e reafirmou compromissos de campanha, como o de lutar para erradicar a miséria.
Queixou-se da imprensa, mas reafirmou seu compromisso com a liberdade:
"Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento."
Disse que Lula será um conselheiro: “Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta”
E resumiu aquele que será seu principal desafio:
“A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra”.
De fato, depois de oito anos de um governo muito bem avaliado, com o presidente mais popular da história, o desafio de Dilma é imenso.
Em 2003, Lula sucedeu um adversário que deixou o cargo com os índices de popularidade aos frangalhos. Por isso, a comparação de Lula com os tempos de FHC foi sempre benéfica ao atual presidente.
Dilma, ao contrário, sucederá um aliado, que deixou o cargo com alta popularidade. Não poderá culpar Lula pelos problemas que vier a encontrar e, ao mesmo tempo, não adiantará apenas dar continuidade aos seus avanços.
O povo quer – e é bom que seja assim – sempre mais dos seus governos.
Boa sorte à presidente eleita.













Parabéns à Presidente Eleita. Sua votação contra o candidato da Elite, da Imprensa e do Poder Econômico, do Conservadorismo foi avassaladora.
Sra. Presidente, seu desafio pode ser grande, mas Lula e o povo brasileiro estarão ao seu lado para incentivá-la, apoiá-la, para continuar as transformações iniciadas sob o atual governo.
Viva Lula, Viva Dilma, Viva o Brasil!
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