Pesquisas Eleitorais: Dilma “administrou” 2º turno e deve ser eleita neste domingo
s quatro principais institutos de pesquisas do Brasil – Ibope, Datafolha, Vox Populi e Sensus – apontam que Dilma Rousseff (PT) será a primeira mulher a presidir o Brasil. A diferença da petista para o tucano José Serra varia entre 10 e 12 pontos (votos totais), uma vantagem confortável na véspera da votação.
Mesmo com todos os indicativos que Dilma realmente vencerá estas eleições, quase todo mundo tem um pé atrás com as pesquisas. O presidente Lula já definiu bem essa questão: “O PT nunca acreditou em pesquisas, mas quando a pesquisa é boa a gente acredita”.
Diante dos resultados apresentados neste sábado, são os tucanos que questionam a credibilidade das pesquisas (Leia: Pesquisas no 2º turno: e agora, dá para confiar?), e lembram que no primeiro turno os institutos erraram o resultado além da margem de erro.
Há, contudo, uma variável completamente diferente: no primeiro turno, havia uma tendência de queda de Dilma e crescimento de Serra e de Marina. Os institutos registraram este movimento, mas não conseguiram captar com precisão os índices. Agora não há indicação de nenhuma tendência a favor de um dos candidatos.
Logo após o primeiro turno, quando faltaram três milhões de votos para Dilma vencer , houve uma acomodação. De imediato, Serra herdou a maior parte dos votos dados a Marina. Em seguida, Dilma recuperou-se um pouco nesta fatia do eleitorado e há mais de 10 dias o quadro é estável.
E, entre os eleitores que votaram em Marina e nos candidatos nanicos no primeiro turno, já havia também algumas certezas: parte deles jamais votaria em Dilma, outra parte jamais votaria em Serra e alguns não votariam em nenhum dos dois. Tudo isso reduz a margem de Serra para reverter a diferença que o separarou de Dilma no primeiro turno.
Para vencer a eleição, Serra precisava convencer eleitores que votaram na adversária no primeiro turno a mudar de lado (Leia: Serra precisa tirar votos de Dilma para vencer no 2º turno), mas o segundo turno foi marcado pelo equilíbrio.
Depois de um primeiro turno em que a campanha eleitoral desceu a um dos níveis mais baixos desde 1989, os eleitores que votaram em Serra ou em Dilma o fizeram por convicção e – as próprias pesquisas indicam isso – devem repetir o voto nesta segunda etapa.
Por tudo isso, a provável vitória da “candidata do Lula” logo mais é o resultado mais lógico (se é que existe lógica em política) que poderia se esperar deste segundo turno, que não pode ser visto como uma eleição separada.
Sabe aquelas competições esportivas que são disputadas em jogos de ida e volta? É como se Dilma tivesse vencido a primeira partida por uma vantagem confortável, o que obrigaria Serra a conseguir um resultado muito favorável na segunda partida, mas, ao que tudo indica, a campanha petista está conseguindo administrar o resultado.
Mas ATENÇÃO! O árbitro não apitou o final de jogo e, portanto, um conselho a você, torcedor (ops, eleitor) de Dilma ou de Serra: esqueça tudo que leu acima. Não suba no salto se você é petista, nem jogue a toalha se você é tucano. Daqui a algumas horas as urnas se abrem, vote com tranqüilidade, com consciência, naquela ou naquele que você considera ser o melhor para o Brasil. A apuração vai começar por volta das 19h, em função do fuso horário diferente em alguns estados, e deve ser rápida. Logo, logo a angústia vai acabar. E, ganhando quem ganhar, é importante que a atenção com a questão política não se restrinja ao período eleitoral que encerra-se hoje, mas que seja permanente. Assim, certamente, com Dilma ou Serra, a vitória será do Brasil.













Alexandre
Muito bom seu post antes de abrirem as urnas.Momento certo pra dizer que aqui pude ter uma noçao de todo processo da campanha.Sua analise é bem clara do que as pesquisas mostraram ate ontem.Esperamos as Urnas.Torcendo por Dilma mas respeitando qualquer resultado.
Marcos Klein
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