quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sirkis: Marina não será vice de Serra e Gabeira virá à reeleição

Em seu blog, o vereador e fundador do PV, Alfredo Sirkis, confirma que o deputado federal Fernando Gabeira será candidato à reeleição para puxar a bancada do PV, que ele, Sirkis, virá para o sacrifício e disputará o governo e a também vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado. Em seu artigo, “Tempo de ‘plantar’ e especular”, ele também descarta completamente a possibilidade de Marina Silva ser vice de Serra e alerta: “Começou a temporada política. Pena que com tanta desinformação. Vamos ajudar os coleguinhas a se situarem”.


Tempo de “plantar” e especular.

Começou a temporada política. Pena que com tanta desinformação. Vamos ajudar os coleguinhas a se situarem.

Alfredo Sirkis

Pode-se se dizer que ontem começou a temporada política 2010 com um frenesi de “plantações” de contra-informações, repórteres políticos excitados (equivocados) e, como resultado, noticias ou até manchetes truncadas.
Detectamos claramente uma “plantação” proveniente de áreas petistas que, curiosamente, coincide com outra, anterior, de seus homólogos tucanos, tentando criar vínculos entre a candidatura de Marina e Serra. Bobagem. Não existe a mais remota hipótese de qualquer cenário de primeiro turno onde Marina não esteja como candidata à presidência!
O segundo turno a Deus pertence, e para todos os efeitos esperamos lá estar. Existe essa possibilidade apesar da desproporção de meios e da disputa assimétrica. São novos tempos. Surpresas acontecem quando o povo fica de um certo jeito. Obama que o diga. Senão, em Outubro, o PV fará convenção para se posicionar. Até lá em relação tanto a Serra quanto Dilma: respeito, equidistância, diferenciação entre a velha e a nova política, entre o Brasil dos últimos 16 anos, com suas realizações e frustrações, e o novo que queremos construir.
Ontem, os plantadores, que no feriadão tentaram emplacar o boato da vice, resolveram nomear nosso coordenador geral de campanha e escolheram para boi de piranha nosso querido Eduardo Jorge, excelente secretário de meio ambiente da cidade de São Paulo, que desde o primeiro momento integra a coordenação e a enriquece com sua inteligência e serenidade zen. Ai, resolvem conotá-lo como “serrista”, e essa especulação como uma suposta aproximação paulatina da que sabe futura vice...
Ora coleguinhas, francamente, cuidado com essas fontes furadas! Tá bom que ninguém mais lê o jornal do dia anterior e “barriga” em política é um pecadilho jornalístico perdoável. Mas, ainda assim, não seria melhor uma informação mais a ver com os fatos?
A coordenação da pré-campanha de Marina está em processo de estruturação, que deverá se concluir em cerca de 15 dias. Haverá inicialmente um coordenador para a pré-campanha, até final de junho, e depois um (a) outro (a) da campanha propriamente dita. Cabe a Marina anunciar. Ela o fará em breve.
No Rio, há de fato muita confusão. Os tucanos insistem em querer reeditar a aliança que funcionou bem para a prefeitura, em 2008, mas que não tem chance de se repetir porque temos candidatos presidenciais diferentes. É um outro tipo de eleição. Por que maluquice o PV privaria o Brasil da atuação parlamentar extraordinária de Fernando Gabeira lançando-o na aventura de uma disputa para governador. Esta se dá num universo eleitoral muito diferente daquele da cidade do Rio de Janeiro, contra um governador amplamente favorito, apoiado numa máquina poderosíssima de recursos, alianças, prefeitos, sistema Globo, com um latifúndio de tempo de TV, sendo ele bem melhor fazendo campanha do que governando??? E, isso para atender a uma demanda tucana, que querem dar uma de joão-sem-braço, criar oficialmente um “duplo palanque”, onde tentariam, constantemente, confundir os eleitores sobre o real apoio presidencial do nosso candidato.
Ao contrário das plantadinhas, não há “veto” meu a que Gabeira seja candidato a governador, apenas: 1) teriam que se conformar que o palanque, no primeiro turno --inclusive o eletrônico-- fosse da candidata dele, ou seja, Marina 2) Gabeira teria que se dispor a uma fortíssima probabilidade de sair da eleição sem um papel institucional que é tão necessário para o Brasil.
Nenhuma das duas condições é realista. Claro que em relação à segunda é mais fácil sempre dizer que "foi o Sirkis que vetou". Posso assumir sem problemas essa “culpa”.
No momento a “nuvem” está assim: o Gabeira sai para mais uma reeleição –deve ser o mais votado do país—e puxando uma forte bancada verde. Dessa vez, temos bons candidatos a federal, entre os quais Marcos Novaes (Petrópolis), Dr. Aluisio (Macaé) e Sonia Rabello de Castro (ex-procuradora geral do Rio e minha suplente). É fundamental para o PV sair com uma forte bancada federal.
Aspásia sairá para Senado e eu, mais uma vez, no sacrifício, com a tarefa de ir para governo, e garantir no Rio o palanque de Marina. É uma formação de prudência, onde se expõe para às missões kamicaze os quadros com mandato e onde se preserva e usa da melhor maneira a liderança de maior densidade.
Mas, como dizia Magalhães Pinto, política é como nuvem. Está assim, depois, assado, muda o formato, muda de novo, etc... Esse é o formato da nuvem nesse momento. Mas, tem lá a sua coerência.

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