As vantagens de Dilma na espontânea
Em artigo publicado em 23/12/2009 na Folha, os diretores do Datafolha diziam que "Votos" de Lula podem igualar Dilma a Serra. A análise partia do pressuposto que havia “uma análise mais detalhada da última pesquisa Datafolha mostra que há 15% de brasileiros que manifestam o desejo de votar no candidato apoiado pelo presidente, mas não sabem ainda que Dilma é sua escolhida, deixando de optar por ela”. Esta é praticamente a diferença registrada entre os dois na pesquisa estimulada (37 para Serra e 23 para Dilma). Se for levada em conta apenas a pesquisa espontânea (quando não é apresentado ao entrevistado a lista de candidatos) o cenário fica ainda mais favorável à Dilma.
A primeira constatação da pesquisa espontânea Datafolha é que muitos brasileiros ainda não sabem dizer espontaneamente em quem pretendem votar (47%). Dos que declaram voto, uma parcela muito significativa diz que gostaria de votar em Lula (20%). Dilma e Serra estão rigorosamente empatados com 8% cada. Este é, de fato, a intenção de voto cristalizada em cada um.
Quando se mostra a lista de candidatos (pesquisa estimulada) há uma tendência grande a políticos com recall (participação em eleições recentes) levarem uma certa vantagem, o que pode favorecer José Serra. Isso não chega a ser um ponto desfavorável ao tucano, ao contrário, significa que ele tem um bom número de intenções de votos que precisam ser “cristalizados”.
Voltando à pesquisa espontânea, o cenário mostra-se favorável para Dilma porque além do empate com Serra, há 3% de citações para o “candidato de Lula” e 1% “para o candidato do PT”. Dilma, candidata de Lula e do PT, subiria então para 12% das intenções de votos, contra 8% de Serra.
Nesta pesquisa eleitoral, o Datafolha informou ainda aos que declararam voto em Lula que ele não poderá ser candidato e perguntou neste caso em quem votariam. Dilma herda 10%, o “candidato do PT” 8%, Serra igualmente 8%, e no candidato do PT 1%. Em outros candidatos, 10%, em Branco / Nulo 5% e 57% dizem não saber. Em relação a 20%, arredondando para cima nos dois casos. Serra herdaria 2 pontos percentuais e Dilma 4. Somando com os dados anteriores, Dilma iria a 16% e Serra a 10%.
Mas isso é só teoria porque como pode se observar a maioria dos eleitores ainda não decidiu em quem vai votar e não é possível saber como vão se comportar os 74% de eleitores que, por enquanto, ainda não se decidiram entre Dilma e Serra. Novas pesquisas vão poder comprovar essa tendência.













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