sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Você já deu a sua sugestão sobre o Marco Civil da Internet?

Discussão fundamental, vale a participação de todos:

Rio de Janeiro - As discussões para a criação de um marco regulatório civil para o uso da internet no Brasil foram abertas ontem (29) pelo Ministério da Justiça. O marco será criado por meio de projeto de lei, cujo texto será elaborado a partir de sugestões da população. As discussões serão feitas pelo site www.culturadigital.br/marcocivil.

Segundo o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, o marco se restringirá a tratar das responsabilidades de provedores e usuários, para regulamentar direitos fundamentais como a privacidade e a liberdade de expressão, sem entrar nas áreas dos crimes cibernéticos, direitos autorais ou da regulamentação de telecomunicações.
Abramovay disse que hoje não há regras para a relação entre pessoas e provedores na internet. Como exemplo, citou o caso de uma artista que percebeu que sua privacidade estava sendo afetada por um vídeo no site do YouTube e, por isso, a Justiça determinou que a página com o vídeo fosse retirada. Segundo ele, caso houvesse um marco regulatório, talvez não fosse necessário retirar a página, mas apenas o vídeo em que a artista aparecia.
O secretário afirmou ainda que hoje as decisões judiciais sobre os casos de desrespeito à privacidade ou à liberdade de expressão não têm uma lei para seguir e, portanto, cada juiz decide de forma aleatória. “O marco dá um norte para a Justiça, para que as decisões possam ser parecidas. E tanto o usuário, quanto o provedor e aquele que vai investir na internet vai conhecer o terreno que está pisando”, disse.
Segundo Abramovay, as pessoas poderão dar sugestões ao projeto de lei pelos próximos 45 dias. Em seguida, a partir das sugestões, será elaborado o texto de um anteprojeto e divulgado pela internet para discussões, por mais 45 dias. A expectativa é de que o projeto de lei comece a tramitar no Congresso Nacional já no primeiro semestre do ano que vem. (Agência Brasil)


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Já não está na hora do Zelaya deixar a embaixada brasileira?

Apenas uma pergunta: enquanto o acordo sobre a volta de Zelaya ao poder não sai, ele não podia deixar a embaixada brasileira? Ou seja, faz-se um acordo para que ele não seja preso ou que fique preso domiciliarmente, em sua residência. Lá na minha terra, os mais antigos costumam dizer que visita, depois de um alguns dias, fede. Zelaya já fedeu faz tempo.



Brasília - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, informou que autorizou a assinatura de acordo que poderá levar o presidente deposto, Manuel Zelaya, a retomar o poder. As informações são da BBC Brasil. Pelo acordo, a decisão sobre o retorno de Zelaya seria do Congresso. O acordo ainda prevê uma consulta ao Supremo Tribunal de Justiça, medida a que os negociadores de Zelaya se opõem, pois o órgão já havia emitido opinião contrária ao retorno do líder eleito à Presidência.
“Eu autorizei meu time de negociadores a assinar um acordo que marca o começo do fim da situação política atual do país”, disse Micheletti. "Meu governo decidiu apoiar uma proposta que permite um voto no Congresso nacional, com uma prévia opinião do Supremo Tribunal de Justiça, para restaurar todo o poder Executivo de nossa nação à situação anterior ao dia 28 de junho”, acrescentou o atual presidente, referindo-se à data da deposição de Zelaya.
Micheletti disse ainda que o acordo criaria um governo de união nacional e levaria os dois lados a reconhecer as eleições presidenciais, marcadas para 29 de novembro.
A comissão de negociadores de Zelaya não afirmou se aceitará o acordo.
O governo atual insiste que a deposição de Zelaya, em 28 de junho, foi legítima porque ele desafiou a Suprema Corte de Justiça do país que havia proibido a realização de um plebiscito para decidir se a Constituição seria modificada para permitir a reeleição presidencial.
Zelaya retornou ao país em 21 de setembro, refugiando-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está até hoje.



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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Agora vai? Publicado o edital para retomada da Rodovia do Contorno

Manchete do Diário do Vale: “Retomada da Rodovia do Contorno pode acontecer antes do Natal”. O edital para a contratação da empresa foi publicado hoje (28/10/2009) e a expectativa é que, se der tudo certo (rezemos ao Senhor!), no dia 22 de dezembro seja anunciada a empresa que tocará o restante da obra.
Há pelo menos 15 anos a obra gera um impasse e, entre idas e vindas, por motivos políticos, administrativos e jurídicos, muito dinheiro já foi pelo ralo. A cada eleição, a obra é motivo de promessa por políticos de correntes diversas. Isso sem contar, que mesmo antes do nascimento da “criança”, já tem gente pedindo exame de DNA para comprovar a paternidade.
A obra é importante porque tira parte do trânsito de caminhões pesados do centro da cidade, fazendo a ligação direta entre BR-101 (Presidente Dutra) e a BR-393 (Rodovia Lúcio Meira). Mas talvez pela demora na conclusão já não seja suficiente para resolver o problema do trânsito na Cidade do Aço.


As promessas foram tantas que não há como ficar descrente e, antes de comemorar, é melhor esperar.



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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Por que é baixa a participação das mulheres na política brasileira?


Há várias possíveis respostas para essas pergunta: falta apoio dos partidos, questões histórico-culturais (vale lembrar que a mulher só teve direito a voto na década de 1930), etc. Talvez as mulheres tenham estômago pior do que os dos homens e não aguentem a “podridão” que é sinônimo de “política brasileira”.

Qualidade não se mede em gênero, mas certamente se houvessem mais mulheres na política, a pluralidade da sociedade estaria melhor representada

Veja trecho de reportagem da Agência Câmara, sobre estudo realizado pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea): "Como Parlamentares Pensam os Direitos das Mulheres?"

O Cfemea também acredita que não deve haver mudanças nas atuais regras sobre participação política das mulheres. Nos temas centrais, como a lista alternada entre sexos para candidatos ao Legislativo e a punição de partidos que não cumpram as regras de destinação de recursos e tempo partidário para as mulheres, a maioria dos parlamentares é contrária (72% contra 60%).

O Brasil é o país latinoamericano com menos mulheres no Parlamento - 8%. Na Argentina elas ocupam 46% das cadeiras. A coordenadora da bancada feminina, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), lembra que os argentinos chegaram a essa proporção ao punir com perda de registro os partidos que descumprirem a reserva de vagas para mulheres.

Apesar de considerar os dados da pesquisa do Cfemea preocupantes, Alice Portugal cita avanços recentes e avalia que as eleições do próximo ano serão testes importante para as novas regras. A reforma eleitoral, aprovada em agosto, obriga os partidos a investir 5% do fundo partidário na formação política de mulheres, garante 10% do tempo de propaganda partidária para mulheres e, além disso, as regras sobre cotas mudaram. Os partidos agora não devem apenas reservar 30% das vagas para as mulheres, mas preenchê-las, e podem ser processados se descumprirem a regra.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lindberg tem um round importante dia 22: PED no PT


O PED (Processo de Eleições Diretas) não é a batalha final, mas é um round importante para as pretensões do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, de concorrer ao Governo do Estado. Antes de brigar com a nacional, que demonstra preferência pelo apoio à reeleição de Sérgio Cabral (PMDB), Lindberg precisa conquistar o partido no Estado. Hoje, parte do PT apoia Cabral e inclusive ocupa cargos na administração estadual (um exemplo é a ex-governadora Benedita da Silva).
O primeiro turno do PED está marcado para o dia 22/11. Luiz Sérgio concorre pela situação e é defensor da aliança com Cabral. A esperança de Lindberg está na vitória de um dos candidatos de "oposição": Lourival Casula, vice-presidente estadual do PT; Bismarck Alcântara, ex-chefe de gabinete do deputado federal Luiz Sérgio; ou André Taffarel, presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita.
Para pavimentar seu caminho ao Palácio Guanabara, Lindberg precisaria de vencer mais duas batalhas: conquistar o apoio de Legendas que, nacionalmente, apoiam Lula, como PDT e PRB; e crescer nas pesquisas para conseguir mais apoio interno no PT.
Tarefas difíceis e muitos “se’s”, mas o cabra é persistente! Quem não se lembra que quando ele concorreu pela primeira vez em Nova Iguaçu era taxado de forasteiro, começou a campanha com (bem) menos de 10% e derrotou um dos grupos políticos mais tradicionais da cidade, que comandava a prefeitura e era apoiado pela governadora?
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quantos, de fato, estão pensando nas eleições de 2010?

Quem está de alguma forma envolvido com a política, seja por trabalhar na área, estudar o assunto ou mesmo gostar do tema tem sempre uma tese pronta, uma previsão do que vai ocorrer nas próximas eleições. Guardadas as devidas proporções é mais ou menos o que acontece no futebol: todo mundo se considera um pouquinho técnico da seleção.
Esse exercício de futurologia, às vezes contaminado pela paixão, outras vezes influenciado pelo senso comum, nos impede de ter uma análise racional dos fatos.
As últimas pesquisas divulgadas podem ser lidas ao gosto do freguês. Ao olhar tucano, fica claro que Serra vai se eleger fácil, uma vez que lidera com cerca de 40% dos votos e tem a menor rejeição. Com o olhar petista, podemos dar como certa a vitória da Ministra Dilma Rousseff, devido a grande popularidade do presidente Lula. Verdes e ciristas apostam, respectivamente, todas as suas fichas que Marina Silva e Ciro Gomes chegarão ao segundo turno.
Tudo que se fale até junho de 2010 é mera especulação. Só a partir daí, quando as candidaturas de fato forem definidas, poderemos ter um cenário mais claro. A maioria da população não está preocupada com as eleições e a conjuntura política atual pode ser completamente diferente quando os eleitores forem digitar seus votos nas urnas.
O que é feito no período pré-eleitoral (principalmente em construção de imagem e negociação de alianças) influenciará o jogo político (e é importante observarmos), mas a decisão só sairá dentro das quatro linhas. Somos livres para dar palpites (já fiz isso várias vezes aqui), mas não nunca podemos esquecer a frase atribuída a Tancredo Neves: “eleição e mineração, só depois da apuração”.


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domingo, 25 de outubro de 2009

"Sou Lula, voto Dilma"

Calma, não é declaração de voto e nem campanha para a Ministra Dilma! Apenas uma constatação de como deverá ser a campanha da Ministra Dilma Rousseff ano que vem: com essas ou outras palavras, os profissionais de Marketing da candidatura petista terão que passar essa idéia de que a continuidade será apenas com ela. 
O perfil de Dilma é muito diferente do de Lula e gostar do presidente. Tem muito tempo ainda pela frente, mas é grande a chance de você já ter ouvido alguém dizer que gosta de Lula, mas não vota em Dilma. Apesar disso e das pesquisas, considero boas as chances de Dilma, mas é ledo engano achar que será uma mágica, Lula bate com uma varinha na cabeça da ministra e ela está eleita.


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Lula, Judas, a oposição e a mídia

Ontem, no curso de Marketing Político, debatemos o declaração de Lula de que se Jesus vivesse no Brasil teria que chamar Judas para fazer composição. A sala foi dividida em dois grupos, argumentos a favor e contra o presidente, dos mais variados tipos e, no final, uma conclusão mais ou menos consensual:  ainda que as declarações tenham sido superdimensionadas e tiradas do contexto, as palavras de um presidente da República sempre serão amplamente repercutidas e isso exige um certo cuidado, mesmo no caso de um político cuja espontaneidade é uma das grandes causas da sua imensa popularidade. 


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Governo de SP tem que discutir com RJ e MG "transposição" do Rio Paraíba

Trata-se apenas de um “estudo”. Não significa que sairá do papel, mas os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais precisam ser envolvidos na discussão proposta pelo Governo do Estado de São Paulo de analisar a viabilidade da transposição das águas do Rio Paraíba do Sul para o abastecimento da macrometrópole nos próximos 30 anos.


O Vale do Paraíba Paulista que também se preocupa com a medida está discutindo o assunto há bastante tempo No Rio, o assunto estava meio adormecido, mas ganhou força esta semana. Segundo o Diário do Vale, a Comissão Ambiental Sul, entidade formada por especialistas e instituições sociais da região, encaminhou uma proposta de Ação Civil Público Federal, questionando o projeto.


Não se trata de ser contra ou a favor do projeto (não me aprofundei o suficiente no tema para fazer juízo do mérito), mas por se tratar de um tema que envolve milhões de pessoas, é necessária uma discussão ampla, não restrita ao Estado de São Paulo.



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Lindberg reafirma candidatura ao Governo do Rio




O pré-acordo para eleições presidenciais entre PMDB e PT tem três tópicos principais: o PMDB indica o vice de Dilma, participa da coordenação de campanha e juntos os dois partidos resolvem as diferenças regionais. Uma dessas diferenças chama-se Lindberg Farias (PT)



O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que o Rio de Janeiro é uma preocupação do PMDB. – E Lula foi taxativo quando falei com ele sobre o assunto. Ele disse: "Com Lindberg eu resolvo. Ele não vai criar problemas para a candidatura do Sérgio" – frisou o deputado potiguar.
O pleito de Lindberg é justo, mas temos que levar em conta também que, ainda que não haja interferência da nacional (embora haja uma sinalização de preferência), boa parte do partido no Estado defende o apoio à reeleição do Governador Sérgio Cabral, muitas lideranças petistas ocupam cargos no Governo do Estado, etc.
Sobre o acordo nacional PT-PMDB, Lindberg diz que não muda nada e vê melhora do cenário para a sua candidatura:
Sinceramente, acho que pouca gente entendeu o motivo desse pré-acordo. O que houve foi a inversão de uma lógica que priorizava os acertos nos estados. Agora, não. As direções do PMDB e do PT entenderam que se ficassem esperando a pacificação geral nos estados, não sairia aliança. Então, em vez de casamento forçado nos estados, tivemos ontem um noivado em Brasília – disse Lindberg.
No Twitter diz que nao tem nada disso e que é mais do que nunca candidato a Governador, pois o Rio “precisa de um projeto popular q reúna PT, PDT, PCdoB e PRB”. Aliás, essas siglas podem ser o passaporte para a candidatura ao Governo do Estado, já que se entrarem em sua campanha, aumentam seu cacife para brigar com a nacional. Mas antes Lindberg precisa alinhavar sua candidatura com os petistas do Rio.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Comentários sobre Pesquisa Ibope contratada pelo PSDB

Antes dos comentários, algumas observações: a pesquisa foi realizada no início do mês, portanto, antes da superexposição da Ministra Dilma Rousseff em suas viagens com o presidente Lula, o que pode fazer com que os números sejam um pouco diferentes hoje. A pesquisa contratada pelo PSDB não mediu (ou pelo menos esse item não foi divulgado) um cenário que seria muito importante e vem se desenhando como muito provável: Dilma como única candidata do Governo.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lula já desenhou o cenário para as eleições de 2010

Conta a lenda futebolística sobre Mane Garrincha que um técnico passava instruções de como o time deveria se comportar em campo (posicionamento, jogadas, etc) e o gênio das pernas tortas sentenciou: - "Mas vocês combinaram isso com o outro time?" – questionou .
O técnico dessa partida eleitoral é o Presidente Lula, que já desenhou todo o cenário para as próximas eleições. Uma campanha polarizada entre o governador de São Paulo José Serra (PSDB) e a Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e comparativa entre os oito anos do governo tucano e os oito anos do governo petista.
Do outro lado, uma oposição perdida, sem discurso e sem agenda. Dividida sobre atacar ou não um governo altamente bem avaliado e também sem saber como enfrentar a comparação "Lula – FHC".
Diante da "fragilidade da oposição", amparada pela alta popularidade do presidente Lula e por um grande leque de partidos, Dilma Rousseff (PT), apesar de jamais ter disputado uma eleição, é eleita presidente da república! Tudo certo. Falta apenas combinar com o outro time!
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PMDB-PT: tudo certo, mas ...

Está tudo certo para  o casamento do PT com o PMDB. O padrinho e pai da noiva é o presidente Lula. Para o PT foi bom, porque condiciona a entrega da vice, mas não condiciona as alianças nos Estados. Falam em buscar entendimentos regionais. A verdade é que vai ser uma briga danada por espaço entre petistas e peemedebistas. E o lado mais fraco na disputa é o PT, que, em tese, é o mais interessado na aliança para garantir tempo de TV e apoio para a sua candidata, DIlma Rousseff. Veja matéria da Agência Brasil

Brasília - Com o aval do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, PT e PMDB acertaram hoje (20) a composição da chapa para a disputa presidencial de 2010. Em jantar realizado no Palácio da Alvorada, ficou acertado que o PT ficará com a cabeça da chapa, provavelmente com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o PMDB, com a vice. Os dois partidos preferiram falar em pré-acordo, que só será sacramentado após as convenções partidárias, a serem realizadas ao longo do ano que vem.

Visto como um dos mais cotados a assumir a vaga de vice-presidente, o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), desconversou em relação a sua indicação de canidato à vice e disse que o nome sairá das convenções dos partidos. "O nome será fruto das circunstâncias políticas a serem definidas no ano que vem", argumentou, acrescentando que é preciso ouvir, primeiramente, as representações estaduais dos partidos.

Temer avaliou que "seria mais útil" uma coalização dos vários partidos que compõem atualmente a base de apoio ao governo Lula. "Seria útil que se tivesse um bloco com uma candidatura e mais um bloco com outra. Seria útil para os costumes políticos do país", afirmou.

Apesar de dizer que a posição definitiva em relação a aliança para as eleições presidenciais de 2010 só será anunciada depois das conversas com as representações dos partidos nos estados, Temer descartou a possibilidade de que a união entre PT e PMDB não ocorra. "Não acredito [que o acordo não será oficializado], mas, evidentemente, temos que prestar atenção às questões regionais".

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou que a aliança representa "o acúmulo político desse três últimos anos de governo do presidente Lula com uma coalização mais consistente e programática". Segundo ele, a ideia é ter o PT e o PMDB como cabeça de chapa, mas agregando os diversos partidos que hoje apoiam o governo.

Berzoini informou ainda que os detalhes do pré-acordo serão divulgado amanhã (21) pela manhã e tratarão das formas de ampliar as alianças e as composições nos estados e os movimentos políticos até 2010.  

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PV com PSOL seria uma aliança interessante

Acho difícil dar certo, mas a possibilidade de coligação entre PSOL e PV vem sendo especulada nos últimos dias pela mídia. Heloisa Helena, praticamente descartou sua candidatura presidencial e deve concorrer ao Senado por Alagoas. Para o PV e Marina, significaria mais apoio e uma guinada ideológica mais para a esquerda. Para o PSOL seria uma evolução na política de alianças. Mas há muitas dificuldades:
O PV se transformou num partido sem referência ideológica no passado recente. Só para citar o exemplo das últimas eleições municipais em duas das principais capitais, em Porto Alegre indicou o vice do PSOL e no Rio formou chapa com o PSDB. No Maranhão, é o partido de Zequinha Sarney, filho do presidente do Senado e em São Paulo apoia Kassab e Serra.   
Por sua vez, o PSOL é, por enquanto, um partido muito fechado a alianças. Internamente discute uma candidatura própria, totalmente à esquerda: os nomes postos são os ex-deputados Babá (RJ) e Plínio Arruda Sampaio (SP).
Se os dois partidos conseguirem aproximar o que os unem e afastar o que os separam, seria uma aliança interessante!

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O problema do transporte coletivo é que é pensado por quem não usa

Vou abordar  um tema que é da minha cidade, Volta Redonda (RJ), mas tenho certeza que se adéqua à realidade de vários municípios no Brasil: o transporte público. O principal problema nesse setor é que parece que quem define as regras não usa e quem usa não é ouvido. Eu que não sou nenhum especialista em transporte público, mas sou passageiro, identifico vários problemas.
Apenas um adendo: recentemente foi implantado o sistema de vale-transporte eletrônico no município, uma boa idéia que moderniza o sistema e evita a desvirtuação do uso do benefício (que não pode ser trocado por qualquer produto). Agora, não há porque esperar para implantar um novo e efetivo avanço: o bilhete único.
Essa iniciativa, por si só, já ajudaria a corrigir um dos problemas que parecem ser frutos do que citei acima (quem define as regras não usa o serviço). Em um município com cerca de 260 mil habitantes e apenas 54 km2 é inadmissível não haver, por exemplo, uma linha de ônibus que ligue diretamente duas de suas regiões mais populosas: a região do Grande Retiro e a região do Grande Santo Agostinho.
Para quem não conhece Volta Redonda vou tentar explicar: a principal linha que serve a estes dois bairros é a 440. Ela sai do Açude, um Bairro na Região do Grande Retiro, passa pelo Aterrado e segue até a Vila Santa Cecília (dois bairros comerciais), de onde volta, passa pelo Aterrado e vai para o Santo Agostinho. Numa grossa comparação, é como se você precisasse para ir de São Paulo para o Rio passar por Belo Horizonte.
Poder-se-ia justificar a não existência da linha direta por haver pouca demanda (sobre o que tenho minhas dúvidas), mas o bilhete único ajudaria a resolver: o passageiro desceria de um ônibus no meio do caminho, entraria em outro e pagaria a mesma passagem. Isso sem contar que entre alguns bairros, nem fazendo essa via sacra, é possível ir sem tem que pegar mais de uma condução.
Vou citar apenas mais um exemplo local para não cansar os leitores que são de outros municípios: um bairro residencial chamado Vila Mury é servido por uma razoável quantidade de linhas, porém todas vêm de outros bairros residenciais. O resultado é mais ou menos o seguinte: a maioria das linhas passa pelo bairro no mesmo horário e, nos momentos de picos, os ônibus já chegam lotado.    
A implantação do bilhete único e a readequação das linhas de ônibus certamente melhorariam a qualidade do transporte coletivo na cidade. Com transporte coletivo de mais qualidade, mais pessoas usariam e os benefícios seriam inúmeros: para o trânsito, para a economia da cidade, para a infra-estrutura urbana e para o Meio Ambiente.
Claro que seria preciso também realizar campanhas de conscientização na cidade. Por conta do poder aquisitivo da cidade ser relativamente alto, o número de carros é grande e não há uma tradição no uso de ônibus. Mas o primeiro passo é melhorar a qualidade do transporte coletivo.
Em tempo: algo que não podemos reclamar aqui em Volta Redonda é sobre a conservação da frota, que está sendo constantemente renovada, oferecendo ônibus relativamente novos para a população.


E na sua cidade, como anda o transporte coletivo? Você usa? Senão, por quê? Reflita e, se quiser, fique à vontade para comentar.


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Comentários sobre a cassação dos 13 vereadores paulistanos

A Justiça Eleitoral cassou e declarou inelegíveis, devido à captação ilícita de recursos, 13 vereadores de São Paulo.  A decisão do  juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, torna os vereadores inelegíveis por três anos. Em todos os casos, o juiz entendeu que eles receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) acima do limite previsto pela legislação eleitoral. As informações são do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo.

Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP).

Cabe recurso dos vereadores ao TRE. As representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, com base no Artigo 30-A, da Lei 9.504/97, e na Lei 64/90, que prevêem a cassação de registro e declaração de inelegibilidade por três anos quando comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos. (Agência Brasil)


COMENTÁRIOS DO BLOG:

1)     Não ficou claro quem assume as vagas dos cassados (depois do trânsito em julgado do processo). A princípio, pelo que entendi, assumem os suplentes dos próprios partidos. O correto, ao meu ver, seria considerar nulos os votos desses parlamentares e se recalcular o coeficiente eleitoral. Porém, isso poderia trazer algumas complicações, como deixar de fora alguns dos atuais vereadores que foram eleitos pelo cálculo anterior (e não tem nada a ver com o caso). Portanto, isso não deve acontecer.
2)     O caso mostra a importância do dinheiro nas eleições proporcionais, o que desequilibra totalmente a disputa. Espera-se que a eventual punição a esses parlamentares desencoraje práticas futuras de desrespeito à Legislação eleitoral.
3)     Vamos torcer para que a Justiça Eleitoral analise rápido o processo em todas as esferas. Enquanto houver recurso, eles permanecem no cargo. Se demorar muito, o mandato deles acaba!

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domingo, 18 de outubro de 2009

Dividido entre Aécio e Serra, DEM cobra definição do PSDB

O DEM prefere Aécio candidato, mas acha que Serra tem mais chances e, por isso, acredita que será ele o candidato da oposição nas eleições presidenciais de 2010. Independente da escolha, o partido estará junto ao PSDB em 2010, mas cobra uma definição rápida. Estes foram os resultados de pesquisa promovida pelo jornal O Globo, entre a bancada do DEM no Congresso Nacional, e divulgada na edição deste domingo.
O resultado dessa divisão está refletido nas declarações do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) – um dos que prefere a candidatura do governador mineiro Aécio Neves. Para Maia, o governador paulista José Serra “não está motivando as pessoas”.
O Democrata diz que parte do partido prefere Serra por ele estar liderando as pesquisas, mas que Aécio teria mais chance de agregar forças fora do eixo “PSDB-DEM”. Mas que a decisão precisa sair até o final do ano, pois, depois desse prazo, “todos os aliados em potencial estarão no outro palanque”. 
A opinião de Rodrigo Maia é que, na estratégia, de não ir para o combate contra o presidente Lula, Aécio seria o melhor candidato e critica o comportamento de José Serra em não querer antecipar o processo eleitoral. “O Serra tinha mais de 40%, está com 35% e, na minha avaliação, se não houver participação efetiva na pré-campanha vai caminhar para 30%. E a mobilização nos estados se faz muito pela expectativa de vitória nacional”, frisou Rodrigo, que completou: “A dificuldade de Serra de decidir, como ocorreu em 2006, vai se repetir agora. Mas ele não pode, pelas dúvidas dele, inviabilizar a candidatura do outro. No cenário atual, a roupa veste muito bem no Aécio”.

COMENTÁRIOS DO BLOG: 


Serra só não será candidato à Presidência se não quiser (tudo indica que ele queira). Mas o seu comportamento reforça o pensamento de que só quer disputar se tiver certeza de que vai ganhar. Na dúvida, partiria para uma reeleição tranqüila para o Governo do São Paulo, deixando Aécio perder em seu lugar. Mais ou menos o que fez com o Alckmin em 2010. Por outro lado, essa é a última e melhor chance de Serra, que tem 67 anos. Se não vencer agora, vai ter que se conformar em encerrar sua carreira como governador de São Paulo.

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Lina Vieira agora diz que a reunião foi em outubro

Primeiro, a ex-secretária da Receita, Lina Vieira, disse ter se reunido com a Ministra Dilma Rousseff em dezembro, quando a Chefe da Casa Civil teria lhe pedido agilidade nas investigações contra a Família Sarney – Lina teria interpretado esse pedido como uma interferência e uma tentativa de encerrar as negociações.
Diante das insistências para que apresentasse uma data, circulou que a reunião teria acontecido em 19 de dezembro. Acontece que naquela data Dilma estava em reunião na Petrobras e Lina viajando para o Rio Grande do Norte.
Nos registros do Governo Federal havia apenas o registro de uma entrada de Lina no Planalto, em 09 de outubro. Eis que agora aparece a famigerada agenda de Lina e, bingo, constava uma anotação naquela data: "dar retorno à Ministra sobre a família Sarney".
Segundo a Revista Veja, que ressuscitou a história, sem muito destaque na edição desta semana, "a ex-secretária da Receita fez uma anotação a mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma".

A pergunta é inevitável: será que ela fez mesmo a anotação no dia 09 de outubro ou escreveu posteriormente, já que o Governo divulgou que aquela data foi a única que esteve no Planalto em 2008?

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Vou manter a mensagem original: mas vou fazer algumas correções do artigo, que foi baseado na matéria do Globo. O bom blog do Jornalista Luis Nassif que publicou A Lina de Veja desmente a Lina da CPI veiculou um vídeo que reproduzo abaixo que desmente a matéria da Veja. De fato, houve um encontro entre as duas no dia 09 de outubro, mas foi para tratar do Fórum de CEO'S que se realizaria no dia seguinte, em Sâo Paulo - isso está claro na fala da própria Lina no Vídeo. Apenas para recapitular: primeiro Lina disse que encontrou Dilma em Dezembro no Palácio do Planalto, mas na data divulgada (19), a ex-secretária estava viajando para o RN. Agora aparece a agenda que diz que a reunião foi em 09 de outubro. 
Duro de Engolir, né? Pior foi a cobertura da Mídia sobre esse assunto requentado. Os títulos, reproduzindo matéria de Veja, sacramentaram "Encontrada agenda que prova encontro de Dilma com Lina". O mais correto não teria sido dizer "Aparece Agenda, onde está escrita uma referência de Lina  ao suposto encontro com Dilma"? Quem garante que Lina não escreveu posteriormente esta anotação na agenda? E, diante de tantas confusões de data, será que existe mesmo a tal agenda ou foi má fé da revista!








Vale a pena ler também, no Blog do Nassif.


O episódio que gerou a série “Dilma mente”






(atualizado em 19/10/2009 às 00h38)

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aécio diz que não há pressa de decidir o que já parece decidido

O governador de Minas Aécio Neves, pré-candidato à Presidência, diz que o seu partido, o PSDB, não tem pressa para definir o que já parece estar definido há bastante tempo. O governador de São Paulo, José Serra, é tratado pela imprensa e pelo próprio partido como o candidato da oposição para 2010. (Confira as declarações de Aécio no Estadão, clicando aqui)
Ao que me parece, José Serra só não disputará a Presidência se não quiser (e ele quer). Tem a prioridade e a preferência do partido. Para sair da disputa agora, só se percebesse que não tem chances de vencer (nesse caso deixaria Aécio perder em seu lugar e partiria para uma reeleição tranqüila para o Governo de São Paulo).
Por enquanto, nada indica isso: Serra lidera as pesquisas, é um candidato competitivo e tem muitas chances de ser eleito. Mas até março (prazo para se descompatibilizar do Governo de São Paulo) muita água vai rolar!

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E agora, Dilma?


A gripe suína esfriou e a crise no Senado saiu do Noticiário. O Rio ganhou o direito de sediar os jogos olímpicos de 2016. A economia dá sinais positivos (o mercado elevou as projeções para o PIB de 2008 e 2009) e Dilma retomou a agenda de pré-candidata.
Uma pesquisa presidencial neste momento seria importante para sabermos as quantas andam a pré-candidatura da ministra. A expectativa é de recuperação das intenções de votos. Qualquer resultado diferente disso poderia começar a acender a luz amarela para o Planalto, apesar de ainda faltar um ano para as eleições.
Superar a barreira dos 20% de intenções de votos até a virada do ano, teria um apelo emocional importante para a candidatura petista.


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terça-feira, 13 de outubro de 2009

É a economia, estúpido!

A frase acima é James Carville, marqueteiro do ex-presidente Bill Clinton, em 1992. Se ela valer também para o Brasil (e é inevitável que a economia influencie a política), os números divulgados hoje são bons para a Ministra Dilma Rousseff. Veja matéria da Agência Brasil:
Brasília - Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) melhoraram a estimativa para o crescimento da economia neste ano e em 2010. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (13) pelo BC, a projeção para a alta do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano, agora é de 0,10%. No boletim anterior, a estimativa era de 0,01%. Há quatro semanas, a expectativa era de retração de 0,15%.
Para 2010, os analistas ajustaram a projeção de crescimento do PIB de 4,50% para 4,80%. Em relação à produção industrial neste ano, eles alteraram a estimativa de queda de 7,53% para 7,55%. Para 2010, a expectativa é de recuperação com crescimento de 6,15%, contra 6% previstos no boletim anterior.
Os analistas alteraram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passou de 43,50% para 43,55% neste ano e de 41,20% para 41,50% em 2010.
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2009 foi ajustada de R$ 1,80 para R$ 1,76. Ao final de 2010, foi mantida a projeção de R$ 1,80.
A previsão para o superavit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano foi mantida em US$ 25,85 bilhões. Para 2010, os analistas esperam um saldo menor. Eles ajustaram a estimativa de superavit de US$ 17,8 bilhões para US$ 17,3 bilhões.
Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, a previsão passou de US$ 15,550 bilhões para US$ 15,8 bilhões. Para 2010, a projeção de deficit foi mantida em US$ 25 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões e, no próximo ano, ajustada de US$ 30,3 bilhões para US$ 31 bilhões.


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Lindberg, sobre racha com o PMDB: cenário vai se repetir em vários estados

Em entrevista concedida ao “Jogo do Poder”, da CNT (A íntegra pode ser conferida no Youtube, clicando aqui), o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT) reafirmou o seu desejo de concorrer ao Governo do Rio, não poupou o governador Sérgio Cabral de críticas e disse acreditar que sua candidatura não atrapalha aliança nacional do PMDB com o PT.
- Este cenário vai existir em vários estados. O PT governa Bahia e o ministro Gedel (Vieira Lima, da Integração Nacional) lançou-se candidato, por que eu não posso ser candidato no Rio? A aliança com o PMDB passa pela vice-presidência. Acredito que a partir do momento que se definir o deputado Michel Temer como vice de Dilma, começarão as conversas nos Estados – frisou Lindberg.

O prefeito defende que para Dilma o melhor caminho é ter três palanques no Estado (ele, Cabral e Garotinho). “Quem está com problema no Rio é o Serra, que vai ter que bater na porta do César Maia”, disse Lindberg, acrescentando que em nenhum momento Lula o pediu para desistir da candidatura. “Lula nem sequer mencionou o assunto. Por isso, me sinto tranqüilo”.

Lindberg disse que pretende construir sua candidatura no campo popular, com apoio do PCdoB, PDT, PRB e PSC e que considera esta uma oportunidade única da esquerda ter uma candidatura forte no Rio.

“A esquerda tem uma força no Estado, teve com Brizola. Tenho a oportunidade de unir PT, PDT. E acho que posso ser também um candidato de renovação. Gabeira não é candidato. E, com isso, acho que as minhas chances crescem”.

OLIMPÍADAS – Lindberg minimizou o efeito da conquista do Rio para sediar as olimpíadas de 2016 nas eleições de Cabral. Acredita que, no primeiro momento, cria-se uma euforia natural, mas que ano que vem o assunto esfria. “Antes das olimpíadas a situação do governador era muito difícil, nas pesquisas. O governador que estava muito mal só segurava o Lula, agora tem duas coisas. Essa euforia vai passar e ano que vem um debate frio. Acho melhor ter um governador que possa se eleger agora e se reeleger em 2014, porque se o Cabral ganhar agora vai largar em 2014.


COMENTÁRIO DO BLOG: Lindberg está no caminho certo, buscando viabilizar sua candidatura. Para o PT, é uma oportunidade de deixar de ser coadjuvante no Estado, como vem sendo há bastante tempo. Mas vai ter que enfrentar muita resistência (do PMDB que vai cobrar o apoio do PT, por conta do apoio à Dilma) e de boa parte de seus correligionários no Estado, que ocupam cargos de confiança no governo Sérgio Cabral e querem apoiar a sua reeleição. Vem muita briga por aí! 





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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O papel de Marina Silva nas eleições!

Marina Silva deixou o PT pelos mesmos motivos que deixou o Ministério do Meio Ambiente um ano antes: falta de espaço. Não foi pela crise no Senado, na qual, como senadora pelo Acre, calou-se. Não foi por qualquer denúncia de corrupção e, nem mesmo, por divergências ideológicas com o Governo.
No PV, ela tenta buscar seu espaço. Alçada ao posto de maior liderança da Legenda, tratou de assumir o controle da Executiva Nacional, ao indicar 10 dos 21 membros. Sua candidatura presidencial pode ser boa para a sua carreira política e para o PV.  
Mas para tornar-se, de fato, uma candidata competitiva precisaria crescer absurdamente até junho para conseguir alianças que lhe garantissem tempo de TV e palanques nos Estados. Tarefa difícil. Se a candidatura de Ciro não vingar, as coisas melhoram um pouco para Marina. Pode se apresentar como uma terceira via entre Dilma e Serra. Mas, ainda sim, continuam sendo indispensáveis as alianças.
A vitória eleitoral é sempre o principal resultado almejado. Mas, no caso de Marina, uma boa votação (algo como 10% dos votos válidos) e a ampliação da bancada do PV poderiam ser também consideradas boas vitórias. Além disso, cacifa-se como uma importante eleitora em um eventual segundo turno. Precisa, depois capitalizar essa votação para que colha os frutos no futuro!
             COMPARAÇÃO – Pode ser descabida a comparação entre Heloisa Helena e Marina Silva (eu mesmo poderia elencar uma série de diferenças, mas isso desvirtuaria a proposta deste artigo). Por outro lado, vou citar apenas algumas semelhanças: assim como Heloisa Helena em 2006, Marina Silva vem sendo balada para as eleições de 2010. Nas eleições anteriores, Heloisa chegou a ter 20% das intenções de votos. Foi para as eleições sem tempo de TV, sem coligações e sem dinheiro. Terminou com pouco mais de 6%. Agora, Heloisa tentará voltar ao Senado. Deixará a candidatura presidencial a cargo de outro companheiro: Plínio Arruda Sampaio ou Babá! Marina tem que tomar cuidado para não seguir o mesmo caminho!

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domingo, 11 de outubro de 2009

LULA X FHC ou DILMA X SERRA?

“Dilma diz que polarização da campanha com PSDB 'é inexorável'”

 

“Disputa em 2010 não será entre Lula e FHC, diz Serra”


A declaração da Ministra Dilma Rousseff (PT) e a resposta do Governador José Serra (PSDB) dão o tom de como será a campanha política ano que vem. Foi mais ou menos o que publiquei recentemente neste espaço (Em qual campo a eleição será disputada?)
            A estratégia de Dilma está definida. Colará sua imagem na de Lula e pendurará Fernando Henrique Cardoso no pescoço de Serra. A campanha governista tentará mostrar que Dilma representa a continuidade de um projeto que está dando certo e que seu adversário, José Serra representa o retrocesso. Pode ou não dar certo: depende que a popularidade de Lula continue em alta e que o eleitorado a identifique nela a permanência de “Lula”.
            Já José Serra vive um dilema: defende o governo que participou como Ministro do Planejamento (1996-1998) e Ministro da Saúde (1999-2006), ou continua escondendo FHC para debaixo do tapete? Parte para o ataque ao atual governo, que usufrui de grande aceitação popular, ou poupa-o?
            Os estrategistas de Serra devem ter respostas para essas perguntas. Eu tenho dúvidas quanto a qual seria melhor estratégia para o candidato do PSDB. Firmar-se no seu currículo, mostrar que sua adversária não está preparada para ser presidente, podem ser algumas alternativas. Mas evitar a comparação, calar-se sobre a tese governista de que “Lula foi o avanço e FHC o retrocesso” pode acabar colaborando para que ela ganhe mais força.
Ao Estadão, Serra disse que tem uma certeza com relação à disputa do ano que vem: “É que não será entre o candidato Lula e o candidato Fernando Henrique". Ao repetir a frase, endossa a tese petista, mas se estiver certo suas chances são maiores que as de Dilma, que, ainda, não tem luz própria.   
            Dilma, ao mesmo jornal, afirmou que o povo poderá optar entre dois projetos: o do presidente Lula, que segundo ela, vem promovendo uma profunda transformação no País, e o que tinha antes. "Poderemos confrontar os dois projetos. E só ver o que foi feito de 2003 até agora e o que foi feito anteriormente", comparou.
            Um dos dois está errado. O que estiver certo subirá a rampa do Palácio do Planalto em 1º de Janeiro de 2011.
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sábado, 10 de outubro de 2009

A mídia brasileira tem complexo de vira-lata?

Em 1958, quando o Brasil ganhou a Copa do Mundo da Suécia, o grande Nelson Rodrigues escreveu que o país se livrou do "complexo de vira-lata". Mas esse grande complexo parece ainda muito presente na mídia brasileira.
Enquanto a mídia internacional exalta o Rio 2016, Pré-Sal, Brics, G-20, possibilidade de crescimento do PIB entre 5 e 6% em 2016, aumento das reservas cambiais (que no Governo Lula passaram a superar a dívida externa), a liderança de Lula (segundo o Financial Times, "Em Lula, o Brasil finalmente tem um líder que é uma figura reconhecida globalmente") ...

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Políticos no Twitter

Desde eleição de Barack Obama, nos EUA, o Twitter virou uma febre entre os políticos. Lá na terra do Tio Sam, o hoje presidente conseguiu arrematar mais de dois milhões de seguidores. (Você não sabe o que é Twitter? Antes de acessar o serviço nunca consegui entender, então nem terei a pretensão de explicar – um grupo de usuários organizou um manual bem legal, que você pode acessar clicando aqui).

Muitos políticos brasileiros aderiram à nova febre, mas poucos deles sabem usar adequadamente os serviços. Entre as exceções está o governador José Serra, que com mais de 100 mil seguidores, é o político mais seguido do Brasil.

O tucano usa o Twitter para falar de coisas pessoais, da família, dos seus gostos musicais, preferências políticas. Fala de obras do Governo? Claro! Mas também procura interagir com seus seguidores. Aparentemente, é o próprio governador que atualiza as mensagens, a maioria delas enviadas durante a madrugada. Claro que o fato de ser governador de São Paulo e candidato à Presidência da República o ajuda a angariar seguidores, mas se não interagisse com usuários talvez menos pessoas os seguissem.

Por outro lado, há outros políticos que usam o Twitter apenas como ferramenta de divulgação seus mandatos. Fica claro, na maioria das vezes, que são assessores alimentando o “Twitter” com “releases”. A turma da internet não gosta disso.


Além de interagir uma dica para políticos (principalmente os menos conhecidos) conquistarem seguidores é retribuir o “Follow” - aqui uma observação a quem não sabe o que é o Twitter e teve preguiça de ler o manual: neste serviço de microblog é possível você “seguir” uma pessoa e essa pessoa não o “seguir de volta”.

Muita gente (inclusive políticos) acha que símbolo de “status” no Twitter é ter mais seguidores do que seguir. Mas, para quem quer atingir um grande número de seguidores e principalmente potenciais eleitores, o melhor é seguir de volta. Claro que você não vai conseguir ler todas as atualizações de quem estiver seguindo, mas vai ser uma atitude gentil.

Barack Obama fez isso: programou um script (vários sites na internet oferecem esse serviço) para seguir automaticamente todos que o seguissem. Terminou por seguir mais de 700 mil pessoas (Hoje tem muito mais seguidores do que segue, possivelmente porque o Twitter passou a limitar os "followings" em 500 por dia).

Última dica para o político: se você não quiser pessoalmente atualizar o seu “Twitter” (o que seria o mais recomendado) deixe esse serviço a cargo de alguém competente e com autonomia para interagir em seu nome.

E você, tem Twitter? Siga o blog, clicando aqui. Não tem? Está na hora de criar.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Greve dos bancários expõe um problema: máquinas substituirão homens?

Odeio fila e, por conseguinte, odeio banco. A greve dos bancários (que já passa de duas semanas) me afeta muito pouco. Uso os canais de auto-atendimento e resolvo tudo. O único impacto que percebo é que os caixas rápidos ficam lentos, com mais pessoas procurando o auto-atendimento, mas também nem é tanto assim.
Entendo a greve dos bancários e admiro a capacidade de organização da classe. Manter uma greve por mais de duas semanas, hoje em dia, não é para qualquer categoria. Mas preocupo-me com inevitáveis reduções de postos de trabalho no futuro.
A greve mostra que cada vez mais é desnecessário enfrentar filas para fazer a maior parte dos serviços bancários (retirar folhas de cheque, efetuar depósitos, saques, transferências, contratar empréstimos, etc.).
Quer um exemplo? Hoje fui ao auto-atendimento fazer uns pagamentos e uma senhora, com seus 60 e poucos anos, me abordou pensando que trabalhava na agência. Antes que eu pudesse explicar que não, ela me contou o seu problema: precisava fazer um depósito para cobrir um cheque pré-datado, queria conversar com a sua gerente.
Expliquei a ela que não trabalhava no banco, mas que ela poderia fazer o depósito no caixa rápido e que um dos funcionários de colete poderia orientá-la. A senhora disse que não sabia e não gostava de usar o serviço. Na necessidade, teve que recorrer a ele. A greve daqui a pouco acaba, mas se os bancos continuarem reduzindo os postos de trabalho, mas pessoas terão que aderir aos serviços eletrônicos.
Há várias leis regulando o tempo máximo para atendimento bancário. Os bancos não respeitam, em primeiro lugar, porque os clientes não exigem seus direitos e os mecanismos de fiscalização são fracos.
Além disso, tem a questão financeira, para melhorar o atendimento seria preciso contratar mais gente e a intenção dos bancos parece ser o contrário: reduzir cada vez mais o número de funcionários, aumentar o tamanho das filas, para mais pessoas aderirem aos serviços eletrônicos, o que permite fazer novas demissões. No final, é um circulo vicioso onde o maior prejudicado é o trabalhador.

Comentário 1:

Como no caso da senhora que não sabia usar o caixa eletrônico, quem mais sofre com as greves e com esse pensamento dos donos de bancos são as pessoas mais humildes, os aposentados, quem não tem conta bancária e depende de enfrentar filas para pagar suas contas.

Comentário 2:

É meio egoísmo, mas para mim a greve até ajudou. Hoje fui a agência bancária retirar o cartão de movimentação da conta que precisei abrir mês passado (a empresa em que trabalho alterou o banco para depósito do meu salário). Para alguns casos, os gerentes que estão nas agências fazem o atendimento. Conversei com a moça do colete, ela entrou na agência e, em menos de cinco minutos, um funcionário veio com o meu cartão.  

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ainda sobre Ciro

Comentários pertinentes do Ex-blog do César Maia:






1. Politólogos dizem que o PT e o PSDB são quase iguais. Pode até ser..., no governo. Mas são muito diferentes na oposição: PT morde e PSDB assopra.



2. A entrada de nomes no PMDB como Meireles, Mangabeira, etc., levanta a suspeita que desconfiam que Temer pode voltar a ser deputado e que a vaga de vice pode estar em aberto.

3. Uns meses atrás nas pesquisas de intenção de votos, Serra tinha o dobro da soma de Dilma e Ciro. Agora Serra está empatado com a soma de Dilma e Ciro.



4. A transferência do título de Ciro para SP termina por legitimar sua presença em SP, em tempo mais que proporcional. Efeito Brizola em 1989?



5. Fecharam as inscrições em partidos, e com exceção de Skaf em SP, nem o PSB, nem o PV atraíram candidatos a governador para darem capilaridade, e com isso viabilidade a seus candidatos presidenciais. Agora há que convocar seus próprios líderes regionais.




Agora alguns comentários deste Blog:




1. A transferência do domicílio eleitoral de Ciro para São Paulo mostra que a sua candidatura presidencial ainda não é fato consumado.
2. Se não mostrar densidade eleitoral e conquistar coligações para lhe darem palanque nos estados e tempo de TV sua candidatura não se sustenta.



3. No fundo, o PSB sonha em indicá-lo para vice e Dilma. Mas a preferência é do PMDB.



4. Perceberam como frisou o ex-prefeito que a vantagem de Serra vem diminuindo há bastante tempo? Mas boa parte da mídia, lembra apenas a queda de Dilma



5. No final das contas a tendência será uma disputa Serra X Dilma. No primeiro ou no segundo turno. O PSB e Ciro terão que escolher se o melhor é aderir logo no primeiro ou esperar para negociar no segundo.

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Pelo menos até maio Ciro repetirá: não serei candidato a Governador de SP

No Google News, serviço de busca de notícias do Google, as palavras Ciro Gomes domicílio eleitoral geram 280 resultados (veja aqui). Em praticamente todos (digo praticamente pois não dei-me ao trabalho de contar um a um) Ciro esclarece os motivos da transferência, nega que será candidato a governador de São Paulo e mantém a candidatura presidencial. Ciro vai ter que repetir isso exaustivamente até pelo menos maio – prazo limite para definir se será ou não candidato à Presidência. As especulações são inevitáveis: se está tão certo que disputará a Presidência porque transferiu o título do Ceará para São Paulo?
Para ser candidato precisa crescer substancialmente nas pesquisas, abrindo uma vantagem considerável para Dilma Rousseff. Só assim conseguirá as coligações que lhe darão tempo de TV e palanque nos Estados (por enquanto não tem nenhuma coisa, nem outra).

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HONDURAS. Uma coisa ou outra: “O Globo” diz que fim da crise está próximo. Para G1, está longe do fim

Vivemos a era da informação e da convergência. Mas o Jornal O Globo e o Portal G1, que fazem parte da mesma empresa, deram manchetes completamente diferentes em um intervalo de menos de seis horas, sobre a crise em Honduras:
Segundo o G1,


Segundo O Globo,

Afinal, qual é a opinião de Zelaya? Em tempo, tomara que essa crise acabe logo, a democracia seja restaurada naquele pequeno país, e que o Brasil se livre dessa enrascada, com o trapalhão Zelaya.


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domingo, 4 de outubro de 2009

Candidatura feminina ajuda ou atrapalha o PT?

Pela primeira vez na história do Brasil, haverá uma mulher com reais chances de se eleger presidente do Brasil (em tempo, antes que me acusem de petista, digo que chance não significa que vá vencer). Apoiada por um presidente com alta popularidade, "O mago da Política", como definiu o "El País", da Espanha, apoiada por uma coligação forte e por um partido tradicional do Brasil.  

Mas a questão é: ser mulher ajuda ou atrapalha Dilma? O PT apresenta a candidata não apenas como uma mulher. Mas uma mulher que ocupou o seu espaço na política, no poder. Uma "gestora", "líder", "a mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento", "uma mulher durona".

Dilma está totalmente fora dos padrões políticos brasileiros. Além de mulher, é solteira. Nunca disputou uma eleição. É uma aposta arriscada do "mago da política". Mas, certamente, foi pensada e recalculada.

Falando nisso, o Globo, deste domingo, traz uma entrevista interessante com Dilma Rousseff, mostrando "o seu lado Romântico". Depois de Lula, os candidatos perceberam que não basta apenas mostrar o seu lado político, mas também seu lado humano (que Diga também o candidato do PSDB, José Serra, que virou tuiteiro, mas isso é assunto para outro post).

 

O Link para a entrevista em "O Globo", onde Dilma abre seu coração e diz que acredita que "a paixão é, sem sombra de dúvida, um elemento importantíssimo na vida das pessoas. Por quê? A paixão faz com que você saia de dentro de si".

 

Dilma, a candidata durona que se revela romântica

 

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Triste a manchete da Folha HJ: “17 milhões admitem ter vendido voto”

Algumas conclusões da pesquisa DataFolha, tema de reportagem da Folha de São Paulo neste domingo:

13% dos ouvidos admitem já ter trocado voto por emprego, dinheiro ou presente - cerca de 17 milhões de pessoas maiores de 16 anos no universo de 132 milhões de eleitores.

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