quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Para César Maia, Ciro e Marina não podem se iludir com as pesquisas


O ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM) analisa em seu "Ex-Blog" hoje o quadro eleitoral para 2010. Ele define as quatro candidaturas postas até o momento (Serra, Dilma, Ciro e Marina), como "competitivas". "Ou seja, se tiverem instrumentos análogos para desenvolver suas campanhas, todos os 4 podem vencer, e isso dependerá da performance em campanha".
 O problema é que, como veremos na análise do ex-prefeito, possivelmente não terão instrumentos análogos. Ele "aconselha" Ciro e Marina:

- A exposição até junho de 2010 pode iludir Ciro e Marina, pois as condições até lá estarão igualadas a Serra e Dilma na pré-campanha. Mas se acreditarem que são suficientes e não levarem em conta que o tempo de TV e a capilaridade desmancharão o que conquistaram antes, a campanha pode os surpreender:  negativamente – diz Maia.
Se esses conselhos do prefeito não forem seguidos pelo deputado do PSB e pela Senadora do PV, a tendência é que o quadro seja uma polarização entre o PT de Dilma Rousseff e o PSDB de José Serra.
P.S.: Falando em Ciro, o PSB se reúne hoje para decidir sobre a possível transferência de domicílio de Ciro para São Paulo, que precisaria acontecer até sexta, 02 de outubro. Ciro resiste, principalmente porque sabe que, ao deixar as portas abertas em São Paulo, mesmo que mantendo a candidatura presidencial, enfraquece-se na sucessão de Lula. Por outro lado, o PSB sabe que os índices de Ciro podem não ser sustentáveis quando começar o vamos ver da campanha eleitoral, com pouco de propaganda na TV e poucos palanques fortes nos Estados. Vamos esperar o desenrolar do dia.
Veja outras observações feitas por Maia sobre o Cenário Eleitoral de 2010:
          
* Uma campanha presidencial no Brasil tem 4 componentes: visibilidade básica indicada pelas pesquisas de opinião pré-eleitorais; condições de captação de recursos;  tempo de TV; e capilaridade dada pela estrutura política de apoio nos estados, incluindo os candidatos a governador que o apoiam de fato.

                
*. a) As pesquisa de opinião mostram que o nome que vem no final, Marina, parte de quase 10% e, portanto é competitiva numa campanha de dois turnos. Os demais, por maior razão. b) Todos os candidatos têm condições de captação de recursos, mesmo que diferenciadas, mas suficientes para TV, Rádio, papelaria, mobilidade, hospedagem, equipe, etc. Como se sabe, na parte final da campanha a captação de recursos será proporcional à probabilidade de eleição dada pelas pesquisas.
                 
*. c) Tempo de TV é o primeiro elemento diferenciador. Serra conta com o tempo expressivo do PSDB e DEM. Dilma ainda mais, com pelo menos o do PMDB e PT. Ciro com um tempo insuficiente, se apenas tiver o tempo do PSB terá que buscar alianças que dobrem seu tempo. De qualquer forma, numa campanha de dois turnos o tempo que tem, articulado a uma boa performance de campanha pode levá-lo para a faixa dos 20% e torná-lo competitivo para o segundo turno.
                 
*. Pior o caso de Marina com o reduzido tempo do PV. Nesse caso, ou conquista aliados que recoloquem seu tempo de TV a pelo menos o nível de Ciro, ou enfrentará uma campanha com esse obstáculo difícil de ser ultrapassado. d) O último elemento, outra vez diferencia a favor de Serra e Dilma. Ciro tem alguma capilaridade, via PSB. Mas terá que ter candidatos a governador articulados com sua candidatura, em pelo menos 15 estados, sendo que entre estes os 10 com maior peso eleitoral. Se sua candidatura em abril de 2010 sinalizar clara possibilidade de estar à frente de Dilma, será menos problemático conseguir desenhar acordos que o aproximem de 15 candidatos a governador.
                 
*. Já Marina enfrenta aqui um obstáculo quase intransponível, a menos que surpreendesse em pesquisas no entorno de abril, ultrapassando Ciro e Dilma ou colando neles quando poderia fechar alianças que lhe dessem a capilaridade necessária.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Erro de Comunicação do Governo: Dilma precisa ser blindada

Está em todos os sites as declarações da Ministra Dilma Rousseff comentando a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) de paralisar 41 obras federais, sendo 13 do PAC, por indícios de irregularidades. As declarações da Ministra foram corretas, afirmando que o PAC tem mais de duas mil obras e o fato de haver indícios de irregularidades em 13 delas não significa que houve sobre preço. Muitas vezes podem ser questões burocráticas. Defendeu que se haja controle, mas que, antes de paralisar as obras, é preciso investigar se de fato aconteceram irregularidades. Se Dilma não fosse a pré-candidata do PT à sucessão de Lula estaria tudo certo.
Mas como pré-candidata, o simples fato de tocar assunto permite à imprensa publicar manchetes como a que está no site de “O Globo”:
Dilma minimiza indícios de irregularidades apontadas pelo TCU. O leitor logo associa às denúncias a figura da Ministra. Os desatentos e os maldosos correm para atacar a candidata: “Viu, está envolvida em maracutaia”, “São os PTralhas”, entre outras declarações do tipo.
O jornal foi maldoso? Pode ter sido! A oposição aproveita? Faz seu papel! Mas se a ministra não tocasse no assunto, seria mais difícil relacioná-la ao episódio. O melhor seria que um ministro que não será candidato fizesse a defesa do Governo ou algum funcionário de segundo escalão. Como pré-candidata, tudo que falar poderá e será usado contra ela!

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quer ser candidato em 2010? Apresse-se: prazo termina sexta (02/10)

Você quer disputar um cargo nas próximas eleições? Se tornar deputado estadual ou federal? Arrumar a sua vida, em definitivo, à custa do povo. Pois bem, o prazo para filiação de quem pretende concorrer nas eleições do ano que vem termina em 02 de outubro.

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Em qual campo a eleição será disputada?


Especialistas em Marketing Político costumam defender que em eleições muitas vezes quem ganha não é o candidato mais forte porque o contexto político favorece ao adversário. É como se dissesse o seguinte: se seu adversário é um boxeador, o leve para jogar Xadrez ou outra modalidade em que você será melhor que ele.

Se formos pensar friamente nas eleições presidenciais do ano que vem, veremos que, analisados separadamente, José Serra (PSDB) é um candidato infinitamente mais forte que Dilma (PT).
Disputou uma dúzia de eleições (entre elas uma presidencial), foi deputado federal, senador, prefeito, governador, além de Secretário de Estado e Ministro do Planejamento e da Saúde. É o atual líder das pesquisas, com uma diferença confortável para Dilma e Ciro (os segundos colocados). Além disso, entre os três, é quem tem a menor rejeição.
Dilma, por sua vez, nunca disputou uma eleição. É desconhecida por boa parte da população. Nunca foi testada nas urnas e aparece como uma incógnita.Tem índices modestos nas últimas pesquisas e rejeição alta.

Apesar disso, o contexto atual é favorável à Ministra, uma vez que o governo que ela representa ostenta grande popularidade, e deve crescer nas pesquisas a partir do momento que mais pessoas a identifiquem como “a candidata do Lula”, conheçam suas propostas, etc.
José Serra sabe disso e, portanto, não pode se aventurar a entrar no jogo proposto por Lula: um plebiscito, comparando o atual governo com o anterior. Por mais que a oposição e os tucanos possam achar FHC injustiçado, o fato é que a  maior parte da população considera Lula muito melhor presidente que o tucano. Se Serra quiser disputar nesse campo vai perder.
O Blog do Josias no UOL relata que em recente visita a Natal (RN), durante seminário partidário sobre educação, José Serra reforçou as digitais de FHC em projetos da área social que originaram o bolsa família e lembrou outras iniciativas adotadas na era tucana: o projeto Alvorada e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste.

Trecho do Blog do Josias:

"Essas coisas vão ter que estar muito presentes [na campanha]", disse Serra. Em seguida, tentou desmontar a armadilha do plebiscito, urdida por Lula: "O Brasil não vai discutir o passado. O candidato a presidente no ano que vem não é o Fernando Henrique Cardoso, no nosso lado, nem o Lula do outro".

Se deixar o governo pautar a campanha nas comparações entre os dois governos, a candidatura do PSDB periga, primeiro pelo fato citado acima (a imagem de Lula é melhor que a de FHC) e depois porque a própria oposição (e Serra mostrou isso em 2002) muitas vezes parece ter vergonha de defender o legado de Fernando Henrique. Dilma, ao contrário, usará a palavra Lula em cada frase que disser na campanha eleitoral.

E o Ciro?

Bom, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) corre pelas beiradas. Sua esperança é captar os votos daqueles que gostam de Lula, mas não sentem firmeza ainda em Dilma. Por enquanto está fazendo o dever de casa, cresce nas pesquisas, mantém um discurso firme de defesa do governo. Terá que provar nos próximos meses que consegue vencer a barreira dos 20% nas pesquisas, que, por enquanto, parece ser seu teto, para se consolidar de fato como uma terceira via sólida.

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Como vai acabar a crise em Honduras?

Tenho duas opiniões que se contradizem sobre a crise em Honduras. A primeira é que o Brasil agiu corretamente em receber o presidente constitucional, Manuel Zelaya, em sua embaixada, apoiar sua volta ao poder e condenar o golpe patrocinado com apoio do Legislativo e do Judiciário. A segunda é que o Brasil se meteu em uma enorme enrascada, que pode trazer consequências enormes.


O ultimato do Governo Golpista, que já decretou um estado de exceção no País, e contraria toda a comunidade internacional, exigirá muita habilidade da nossa diplomacia. Ao mesmo tempo que não se pode ceder a um governo golpista, é importante preservar a tradição de paz do Brasil e do seu povo.


Segundo reportagem da Agência Brasil, o ministro de Relações Exteriores do governo golpista, Carlos Lopez Contreras, anunciou ontem que a embaixada do Brasil será considerada "um prédio privado", caso em dez dias o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não informe oficialmente em que condições o presidente deposto, Manuel Zelaya, está abrigado.


“O Brasil decidiu romper com o governo. Simplesmente, o que estamos fazendo é reciprocidade. As relações diplomáticas são vínculos entre dois países, esse vínculo dá certos direitos e privilégios. E um dos direitos é manter os escudos diplomáticos. O título para ter escudo e tudo isso é acompanhando da relação bilateral. Se não existe essa relação bilateral, tem que se retirar o escudo. Vai ser um escritório privado”, explicou Contreras


Na prática, significa que o Brasil poderá ficar sem embaixada em Honduras. O governo anunciou ainda o rompimento de todas as relações diplomáticas com outros quatro países: Espanha, Argentina, México e Venezuela.


O ultimato foi dado em entrevista coletiva na Casa Presidencial. De acordo com Contreras, por "cortesia", mesmo que o prazo expire, o prédio não será invadido para a detenção de Zelaya, que pediu abrigo na última segunda-feira (21). O Brasil decidiu não comunicar a situação do presidente deposto, já que não considera legítimo o governo liderado por Roberto Michelleti.


“Isso não quer dizer que, por cortesia e por relação de civilização que o governo de Honduras tem, vai entrar na embaixada porque não tem o escudo”, garantiu.


O ministro conselheiro do Brasil na Organização dos Estados Americanos, Lineu Pupo de Paula, que está dentro da embaixada do Brasil, disse que a situação é "muito séria", mas avalia que, mesmo se o Brasil perder a embaixada, o prédio não deve ser invadido para a captura de Zelaya.


Na noite de sábado (26), o governo de Roberto Micheletti já havia dito que o Brasil tinha um prazo de dez dias para determinar a situação de Zelaya, caso contrário, adotaria medidas "adicionais", previstas na legislação internacional.










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domingo, 27 de setembro de 2009

A mídia já elegeu Serra Presidente!

Baseando-se pela leitura que a maior parte da mídia fez das últimas pesquisas eleitorais, o Governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pode encomendar o terno da posse e se preparar subir a rampa do Palácio do Planalto em 2011. A candidatura de Dilma está "estacionada" e condenada à derrota.
Mas até que ponto a vantagem de Serra nas pesquisas é confiável para garantir-lhe a eleição presidencial? E até que ponto os índices da ministra (na casa dos 15%) são insuficientes para inviabilizar sua candidatura?
A última pesquisa Ibope confirmou Serra na liderança, com cerca de 34% das intenções de votos, o que mostra oscilação negativa dos seus índices de intenção de votos. Continua sendo um candidato forte e, hoje, o favorito para ganhar as eleições. Tem imagem de bom administrador, político experiente, já foi testado nas urnas.
O problema é que na política, assim como no futebol, o favoritismo acaba quando o jogo começa. O prognóstico anterior a partida pode se confirmar, ou não. E muitos fatores têm que ser levados em conta.
O principal é como a população vai se comportar em relação ao apoio do presidente Lula, que será total e irrestrito à candidatura Dilma. O eleitor conseguirá analisar separadamente os candidatos Dilma e Serra, suas qualidades e defeitos, competências, preparo? Ou vão para as urnas decidirem se querem a manutenção do atual governo, sob comando de Dilma, ou a mudança, que é encarnada por Serra? Até esse discurso, Serra precisará afinar (vai se mostrar o anti-lula ou o pós-lula?)... Mas isso é assunto para outra hora!


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Segundo Colunista, Lindberg quer aliança com PRB e PDT

O Colunista Fernando Molica, titular de "Informe do dia", informa que o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), pré-candidato do PT ao Governo do Estado, articula com o Senador Marcelo Crivella (PRB) e o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) a formação de uma chapa para concorrer às próximas eleições. Lindberg Governador, Lupi e Crivella para o Senado.
Além da vaga para Lupi concorrer ao Senado, o PDT ganharia duplamente com a coligação, já que para concorrer ao Governo, Lindberg precisaria renunciar ao mandato de prefeito, deixando o cargo para a vice, Sheila Gama, que é do PDT.
Por enquanto, no entanto, o prefeito ainda precisa vencer a resistência de parte do PT do Rio de Janeiro e também do comando da candidatura Dilma que quer o PT caminhando junto com Cabral. 


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Palanques e horário na TV são dificuldades para Ciro

Se de fato vingar, a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes à Presidência vai enfrentar duas grandes dificuldades: falta de tempo na propaganda gratuita e de palanques nos Estados. O Rio de Janeiro é um exemplo clássico. Seu partido não tem nenhum nome forte para disputar o governo do Estado e, além disso, faz parte do governo Sérgio Cabral (PMDB), a quem pretende apoiar nas eleições do ano que vem.

Em tempo: saiu na mídia esse final de semana que Ciro teria oferecido a vaga de vice ao Ministro Carlos Lupi, para atrair o PDT. Mas, por enquanto, parece que a maioria do partido prefere marchar com Dilma!


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Notas Políticas do Sul Fluminense


Baltazar ...

O ex-deputado federal e ex-prefeito de Volta Redonda, Paulo Baltazar deixou semana passada o PT, por onde teve uma passagem rápida, e migrou para o nanico PRTB. Além da dificuldade de espaço que estava encontrando no PT, aposta que por um partido nanico sua tentativa de retorno ao Congresso será mais fácil.

... o retorno

Depois de ter sua carreira política atingida pelo episódio “Máfia das Ambulâncias”, Baltazar vai “testar” a memória do eleitorado. Cada eleição é diferente, mas bom de papo e de campanha ele é e espaço para mais uma candidatura parece haver. Por um partido menor ...

Perseguido

Em entrevista a jornais da Região Sul Fluminense disse que foi perseguido, que nada se provou contra ele e que seu nome foi envolvido na “Máfia das Ambulâncias” porque sua atuação na CPI do Narcotráfico teria incomodado gente graúda.

De olho em 2012

O desempenho de Baltazar, em 2010, tem impactos diretos nas eleições de 2012, em Volta Redonda, onde a oposição não tem um nome forte para enfrentar o atual prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB). Caso consiga limpar a barra com a população e se eleja deputado torna-se automaticamente pré-candidato ao Palácio 17 de Julho.




PSC-PV juntos?

O jornalista Ilimar Franco, em sua coluna hoje em “O Globo”, diz que o PSC está namorando a candidatura de Marina Silva (PV) à Presidência. Na região aconteceria uma situação inusitada. A vereadora Neuza Jordão foi retirada da presidência do partido, com o argumento de que apoiaria o deputado federal Deley (PSC). Agora, se isso acontecer mesmo, talvez seja o restante do PV de Volta Redonda que tenha que marchar junto com o deputado esportista.




Então tá, então!

Pré-candidato a deputado estadual, o Secretário de Governo de Piraí, Gustavo Tutuca (filho do prefeito), jurou aos meios de comunicação locais que a sua escolha pelo PSB não é por considerar a legenda mais fácil para se eleger. “Foi pela tradição do partido”, discursou”.





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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Caso Zelaya: os dois lados de um imbróglio diplomático

Ricardo Kotscho, em seu Balaio, diz que a política brasileira se transformou num FLAXFLU. O episódio Zelaya mostra bem isso. Como tudo na vida, o episódio em Honduras pode ser visto por várias versões. Eu, apesar de concordar com a posição do governo Brasileiro de receber o presidente deposto, e de condenar com veemência o Golpe de Estado, sou obrigado a concordar com a oposição que o País se meteu num imbróglio diplomático.
Para o Governo Brasileiro e sua diplomacia é bom que seja verdade que o País não sabia previamente da chegada de Zelaya e que o recebeu, cumprindo os tratatos diplomáticos internacionais. Que nenhuma prova em contrário apareça. Porque, nesse caso, o Brasil poderia ser acusado de violar tais tratados.
Dizem também que a história é contada pelos vencedores e, agora, por ter se metido nesse imbróglio, de forma voluntária ou não, é importante que o Brasil consiga uma solução razóavel e, de preferência, rápida. Isso sim seria uma vitória do governo brasileiro. A primeira reunião entre o presidente deposto e representantes do Governo Golpista, embora não tenham chegado a um acordo, representam um avanço. A chegada dos representantes da OEA e da ONU também!
O erro da oposição e de parte da mídia não está no fato de se criticar a política externa brasileira em relação a Honduras. A discussão correta seria saber se o Brasil derveria adotar uma postura neutra ou ativa em relação a Honduras. Haveria dizendo que o Brasil entrou numa briga desnecessária e outros assegurando que o país deixou de ser um coadjuvante para se tornar um protagonista na Política Regional.
O que não se pode tolerar é que, sob pretexto de criticar o governo Brasileiro, defenda-se um Golpe de Estado cometido contra um Presidente Democraticamente Eleito.
Zelaya queria disputar a reeleição (o que a Constituição Hondurenha não permite) e pediu autorização para convocar um Plebiscito para reformar a Legislação do País. O Congresso e a Justiça não autorizaram. Zelaya ameaçou convocar a consulta de qualquer forma. O detalhe é que (embora tenha errado em desrespeitar a decisão da Justiça e do Congresso) tal consulta não teria qualquer validade jurídica, apenas uma questão simbólica.
O passo correto seria processar Zelaya, submetê-lo a um processo de Cassação, tudo dentro da lei. Ou seja, julgando estar defendendo a Constituição o Governo Golpista na verdade a feriu em sua premissa mais básica!

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

RJ é uma barreira a ser vencida pelo PSDB


Desde as eleições de 1994, o PSDB não vence no Rio de Janeiro e, até agora, não conseguiu assegurar um palanque forte no Estado para o candidato José Serra. Até a filiação de Marina Silva no PV, o deputado federal Fernando Gabeira parecia a solução ideal. Vem de uma boa campanha para prefeito do Rio, quando perdeu a eleição por décimos. Essa desandou!
O substituto natural e, atualmente, a principal força da oposição a Lula no Estado, César Maia (DEM) parece mais inclinado a disputar o Senado. Falam agora numa candidatura do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PSDB), que também ainda não disse se topa abrir mão de mais da metade do seu mandato para encarar a empreitada!

No pólo Governista, a dificuldade é outra: sobram candidatos. Pelo menos duas candidaturas estão postas nesse campo: Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR). Por fora, Lindberg (PT) tenta ganhar espaço no partido que, no Rio, está divido entre candidatura própria e apoio a Cabral. O comando da candidatura de Dilma prefere a segunda opção!

O Histórico do PSDB no Rio desde 1994
(não incluem as eleições para prefeito, em que o partido, no máximo, conseguiu eleger um vice-prefeito, muito mais por mérito do aliado César Maia, do que por luz própria)
1994 – Embalado pelo Plano Real, Fernando Henrique Cardoso venceu as eleições no Brasil de ponta a ponta. No Rio também venceu, mas com votação inferior à média nacional: 47,2% contra 25,7% de Lula. O partido elegeu Marcelo Alencar governador e Arthur da Távola para uma das duas vagas no Senado – a outra foi ocupada por Benedita da Silva, do PT.
1998 – Aproveitando o bom momento da economia, FHC novamente se elegeu no primeiro turno. Mas no Rio, dessa vez perdeu para Lula, por 0,04 pontos percentuais, mas perdeu. Lula 42,32%, FHC 42,28%. Garotinho, da coligação de Lula, venceu César Maia, da Coligação de FHC para o Governo. Para a vaga renovada no Senado, entrou Saturnino Braga, do PSB, e da coligação de Lula.
2002 – Garotinho que governou o Estado até aquele ano foi o primeiro colocado, com 42,2%, seguido de perto por Lula, com 40,2%. Serra, em terceiro, teve apenas 8,8%. No segundo turno, Lula obteve no RJ sua maior votação proporcional: 79% a 21%. Para o Governo, Garotinho elegeu a mulher, Rosinha. A candidata do PFL (atual DEM), da Chapa de Serra, teve apenas 9% dos votos. As duas vagas no Senado foram para Sérgio Cabral, do PMDB (em coligação com o PSDB de Serra), e Marcelo Crivella, do PL (atual PR).
2006 – No primeiro turno Lula, 49,1%, Alckmin 28,8%. No segundo: Lula 69,6%, Alckmin 30,3%. Sérgio Cabral elegeu-se governador em segundo turno, agora ao lado de Lula. Para o Senado, elegeu-se Dornelles, do PP, da chapa do governador.
EM TEMPO: Há quem defenda que o PSDB encolheu no Governo FHC, um carioca que fez política em São Paulo, porque ele não prestigiou os tucanos fluminenses nos Ministérios. Pode ser! Mas talvez seja mesmo reflexo da tradição do estado, que sempre teve um viés de esquerda, somada a herança brizolista, que metade dos políticos fluminenses traz no DNA.


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Pesquisa GPP para Senador no Rio

O ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), publicou em seu blog pesquisa GPP para senador no estado do rio, que reproduzo abaixo, lembrando que ano que vem haverá duas vagas em disputa. Faltaram incluir simulações com Gabeira e Lindberg para o Senado, possibilidades que não estão descartadas.



Do Ex-Blog do César Maia:



1.600 entrevistas por todas as regiões do Estado, nos dias 12 e 13 de setembro.




1. Todo o ESTADO, pela ordem: Primeiro Voto + Segundo Voto = Total. Crivella: 27% + 11,9% = 38,9% \ Cesar Maia 20,9% + 13,6% = 34,5% \ Benedita 13% + 16,1% = 29,1% \ Pastor Manoel Ferreira: 3,9% + 5,5% = 9,4% \ Picciani: 3,3% + 3,6% = 6,9% \ Helio Ferraz: 2,6% + 4,1% = 6,7%.




2. REGIÕES somando o primeiro e o segundo votos. CAPITAL: Crivella 35,3% \ Cesar Maia 31,9% \ Benedita 26,9% \ Pastor Manoel Ferreira 8,9% \ Picciani 6% \ Hélio Ferraz 8,6% \ INTERIOR: Crivella 35,4% \ Cesar Maia 39,4% \ Benedita 31,6% \ Pastor Manoel Ferreira 9% \ Picciani 8,8% \ Helio Ferraz 6,6%. \ MUN. METROPOLITANOS: Crivella 46,4% \ Cesar Maia 33,7% \ Benedita 29,6% \ Pastor Manoel Ferreira 10,5% \ Picciani 6,4% \ Helio Ferraz 4,2%.

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Presidente do TSE reforça: novos vereadores só em 2012

Em entrevista à imprensa na tarde desta quarta-feira (24), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, lembrou que em 2007 a Corte editou resolução na qual estabeleceu o dia 30 de junho de 2008 como data-limite para promulgação de uma emenda constitucional alterando o número de vereadores da atual legislatura.




O presidente do TSE explicou que não comentaria se a emenda vai ser cumprida ou não porque nesse caso seria avaliar a sua constitucionalidade. Disse ainda que não se pronunciaria sobre a constitucionalidade ou não da emenda, uma vez que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já sinalizou que entrará no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma. Nessa hipótese, o ministro Ayres Britto teria que atuar como julgador do tema no STF, onde também é ministro, e não poderia se pronunciar antecipadamente.



A resolução nº 22.556, sobre a aplicabilidade de uma emenda constitucional que trate do número de cadeiras das Câmaras Municipais, resultou de uma Consulta apresentada pelo deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE).



Com base nesse entendimento, o ministro Ayres Britto afirmou que a emenda constitucional aprovada no Congresso Nacional "chegou tarde" para entrar em vigor na atual legislatura.



Na época, o plenário do TSE, por unanimidade, afirmou que a emenda poderia sim ampliar o número de vereadores, contanto que, para ser aplicada às eleições seguintes, estivesse em vigor antes do início do processo eleitoral, que coincide com o fim das prévias partidárias, em 30 de junho do ano eleitoral.



O ministro Ayres Britto explicou que as convenções partidárias vão de 10 de junho a 30 de junho do ano eleitoral e lembrou que é nessa ocasião que os partidos escolhem seus candidatos levando em conta o novo número de cadeiras fixado pela emenda. Para ele, “a investidura nos cargos assim ampliados, só se daria com a eleição”.



Ayres Britto destacou que no julgamento desta consulta o TSE definiu, por unanimidade, que a emenda constitucional não retroage. “O novo número de cadeiras parlamentares fixado por ela tem que ser submetido a uma convenção partidária, o que se dá entre 10 e 30 de junho do ano da eleição”, destacou.










(Agência TSE)







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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CNI Ibope: Setembro de 2009


Pesquisa Ibope realizada em setembro de 2009, mostra o seguinte panorama:

Serra 35%,
Ciro 17%
Dilma 15%
Marina 8%

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O Que muda com a PEC dos Vereadores

O que diz a Legislação Hoje:

Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:

I - oito por cento para Municípios com população de até cem mil habitantes;

II - sete por cento para Municípios com população entre cem mil e um e trezentos mil habitantes;

III - seis por cento para Municípios com população entre trezentos mil e um e quinhentos mil habitantes;

IV - cinco por cento para Municípios com população acima de quinhentos mil habitantes.

Art. 29. IV - número de Vereadores proporcional à população do Município, observados os seguintes limites:

a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão de habitantes;

b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes;

c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de cinco milhões de habitantes.


Clique aqui e veja como ficam os repasses e limites com as novas regras.


Observação: Como a regra anterior era muito ampla, uma resolução do TSE determinou as faixas de vereadores em 2004, o que implicou na redução de vagas em várias cidades. O objetivo dessa PEC foi atender ao descontentamento dos vereadores que sentiram-se prejudicados. Veja aqui a resolução do TSE.

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O que é melhor para Dilma? PMDB ou Ciro?


O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) é atualmente o nome mais importante da sucessão eleitoral. E não apenas por conta do seu crescimento na Pesquisa CNI/Ibope, em contraste com seus dois principais adversários, Serra (PSDB) e Dilma (PT), que registraram queda.

Lula quer uma campanha plebiscitária, isolando de um lado o candidato que representa a continuidade do atual governo e aquele que representa o que classifica como atraso (Governo FHC). Como já dito aqui não importa muito qual governo foi melhor, mas a imagem que deixou perante à população. E a pesquisa CNI/IBOPE mostra que a aprovação de Lula é muito boa, ao contrário de FHC, que deixou o governo com forte rejeição.

Para conseguir seu objetivo, Lula tenta convencer Ciro Gomes a candidatar-se ao Governo de São Paulo. Ciro reluta, por dois motivos: o primeiro é que a acredita que possa se eleger presidente e o segundo é que duvida que possa se eleger governador.

No mais, Ciro está adotando uma estratégia eleitoral até então muito correta: é lulista sem ser petista. Defende o presidente acima de tudo e ganha a simpatia daqueles que gostam de Lula, sem necessariamente gostar do PT.

Para tirar Ciro do páreo, Lula precisa de duas coisas: primeiro que Dilma cresça e polarize com Serra e, segundo e mais importante, abrir mão do apoio formal do PMDB, o que, hoje, não passa pela sua cabeça, temendo principalmente que o partido caia nos braços serristas. Tem prós e contras, mas dependendo da forma como se vê o assunto pode ser um caso a se pensar. Uma chapa Dilma-Ciro seria muito forte.

A principal vantagem de ser ter o PMDB numa coligação formal é o tempo de TV do Partido. Nada mais. Apoio unitário do PMDB a candidatura Dilma é impossível (ou alguém imgina  Jarbas Vasconcellos subindo no palanque do PT, apenas para citar um exemplo), Se a coordenação política do Governo conseguir que o PMDB libere os filiados já está de bom tamanho. Os peemedebistas tem muito apegos aos cargos na esfera federal, para simplesmente romperem com o Governo.

E o tempo de TV? Somados os tempos de PDT, PSB, PTB e PCdoB praticamente compensariam o tempo de TV perdido pela falta do PMDB. Por enquanto, PTB, PCdoB, e PDT estão na campanha de Dilma, mas podem preferir Ciro, caso este continue crescendo.


Aliás, alguem imagina porque o Presidente da Câmara, Michel Temer, principal cacique do PMDB cobra logo uma definição do PT em relação a aliança e a candidatura à vice-presidência? De repente, é porque podem chegar a conclusão que o PMDB não é tão indispensável assim! Aí ficará mais difícil negociar a vice, coligações nos estados, etc ...


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José Dirceu diz que pesquisa serve de alerta

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, publicou em seu Blog que a recente pesquisa CNI / IBOPE serve de alerta para a pré-campanha de Dilma Roussef à Presidência. Ele cobra uma definição em relação à pré-campanha e também em relação a aliança com o PMDB e definição da vice-presidência.

- Fica evidente que nos últimos episódios políticos não tratamos sua imagem e presença como a de uma candidata a presidência da República e a deixamos exposta. Também o PT se expôs desnecessariamente dada à divisão entre sua posição e a da bancada no Senado enquanto durou a crise da Casa – destaca Zé Dirceu, sem, no entanto, deixar de apontar a queda do candidato José Serra, “que se aproxima de seu teto”.
Segundo o ex-ministro, a “boa notícia - esperada - é a recuperação do presidente e do governo, ao contrário da queda da ministra, que está agora no seu piso, um pouco abaixo da votação do próprio PT”


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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Entrelinhas da CNI/IBOPE: Dilma é quem tem mais chances de crescer

Prometi para hoje à noite uma análise mais ampla da Pesquisa CNI/IBOPE. Cheguei a conclusão, no entanto, que seria cansativo para mim e enfadonho para os leitores falar tudo de uma vez. Então vou focar agora em um paralelo básico: Aprovação de Lula X Intenção de Votos em Dilma.

A tese é mais ou menos a seguinte: Dilma deve crescer naturalmente nas pesquisas a medida que se torne mais conhecida e as pessoas a identifiquem como candidata do presidente Lula. O adversário do PT é o PSDB, mas antes de se preocupar com Serra, que inclusive oscilou negativamente na atual pesquisa, o PT precisa se preocupar com Ciro Gomes ...

Ciro vem crescendo e sabidamente colando sua imagem à de Lula. Foi assim no programa eleitoral do PSB, é assim em todas as entrevistas que concede. Portanto, considerando que, mantidas as circunstâncias atuais o governador José Serra (PSDB) deva ter um lugar no segundo turno, restará a Dilma e Ciro duelarem pela segunda vaga.

A candidatura de Dilma não poderá atacar Ciro, que poderá vir a ser um aliado importante no segundo turno, mas tem que mostrar claramente que quem representa a continuidade do atual governo é ela. Caso o eleitor veja em Ciro a pessoa mais identificada com o presidente Lula, a candidatura da Ministra periga.

Mas é preciso se levar em consideração que Ciro carrega o tal efeito “recall”, devido ser mais conhecido e já ter disputado duas eleições presidenciais. Portanto, Dilma é hoje (a depender de como sua campanha será conduzida) quem mais tem chances de crescer.


Vejamos por que: Segundo a pesquisa CNI/IBOPE hoje, 81% dos entrevistados aprovam a forma como Lula governa o País, 17% reprovam, e 2% não sabem ou não responderam.

Desde setembro de 2008, quando eclodiu a crise econômica a “aprovação” do Governo do Presidente Lula, saltou para a casa dos 80% e tem se mantido nesse alto patamar, reflexo de que a população aprova a condução feita pelo governo nesse momento de turbulência. A crise no Senado não afetou a sua imagem perante a população.

Mantido este cenário até as 2010, o presidente Lula exercerá um papel fundamental nas eleições. Por outro lado, a mesma pesquisa mostrou que apenas 9% dizem conhecer bem a Ministra Dilma e 23% dizem apenas conhecê-la mais ou menos, somando 32% no total (Ciro e Serra estão acima de 60% de conhecimento).

Faltaram na pesquisa (ou pelo menos não foram divulgadas) algumas perguntas que nos ajudariam a entender melhor o cenário. Por exemplo:  

1) “Você votaria num candidato apoiado pelo Presidente Lula”? Sim, Não ou o depende do candidato!

2) Outra pergunta importante seria: pelo que você sabe ou ouviu falar quem é o candidato do Presidente Lula?

Com essas duas perguntas conseguiríamos medir a capacidade de transferência de votos de Lula e a possibilidade de crescimento da candidatura Dilma. Como não podemos especular com informações que não temos, vamos especular com as que temos.


Se 81% da população aprovam o Governo Lula e se o candidato da oposição José Serra tem 40%, logo podemos concluir (pena que a pesquisa também não mostrou esse cruzamento Intenção de Votos X Aprovação do Governo Lula) que parte dos eleitores de Serra aprova o governo Lula.

Aí é que entra o conflito, principalmente porque a principal estratégia eleitoral de Lula será forçar uma comparação entre os Governos do PT e os Governos do PSDB, querendo criar dois pólos de força (“os que estão comigo” e os “que estão contra mim”).

Então precisaremos saber como se comportará esse eleitor que aprova o governo Lula, mas atualmente vota no Serra. Entenderá que Serra é uma ameaça à continuidade do bem avaliado governo Lula ou será indiferente a isso? Ou ainda, migrará para a candidatura de Ciro (um ex-tucano que atrai simpatia de uma parcela dos eleitores do PSDB)?


Muitas perguntas sem respostas e apenas uma certeza: a esse momento intenção de votos é o que menos importa. O desafio é tentar entender as tendências (que podem se confirmar ou não).  A tendência que vejo nesse momento é crescimento de Dilma no longo prazo e polarização com José Serra, com Ciro correndo pelas beiradas, podendo surpreender. Vamos aguardar para ver!


Ah, para quem tiver paciência, o relatório da pesquisa foi divulgado no site do CNI e pode ser conferido na íntegra aqui.


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Câmara aprovou mais vereadores: começa nova briga: vale agora ou só em 2012?

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, em segundo turno, as PECs 336/09 e 379/09, ambas do Senado, que aumentam o número de vereadores do País dos atuais cerca de 52 mil para cerca de 59 mil. Além disso, ficam reduzidos os percentuais máximos de receita municipal que podem ser gastos com as câmaras. As PECs serão promulgadas em sessão solene do Congresso.


A dúvida que fica agora é sobre a aplicabilidade da medida. Os candidatos a vereador de 2008 beneficiados querem que valha já. O Presidente do TSE diz que só para as eleições de 2012. A briga agora vai ser na Justiça!


Conheça mais sobre a PEC, clicando aqui


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Marina Silva precisa sair do muro

Em entrevista ontem ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, a Senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência, adotou uma postura diplomática em relação aos governos do Presidente Lula (PT), do qual participou por mais de seis anos como ministra do Meio Ambiente, e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).




A pré-candidata disse que o próximo presidente do Brasil deve reconhecer os avanços da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que não necessariamente terá que romper com as conquistas dos últimos 16 anos. Marina elogiou os avanços nas áreas econômicas e social dos governos do PSDB e do PT, respectivamente.



Marina afirmou que as conquistas na área econômica, relacionadas à estabilização da moeda “deverão continuar”. Em relação às políticas sociais, a senadora disse acreditar na continuidade de programas de transferência de renda, mas com mudanças. “Não apenas a inclusão, mas a evolução, para que as pessoas não dependam para sempre do Bolsa Família. Tem que haver um processo de libertação das pessoas de qualquer tipo de dependência em relação ao Estado”, disse.



As análises da Senadora foram coerentes e sensatas. Elogiou os avanços econômicos do governo Fernando Henrique, aprofundados durante o Governo Lula, e Política Social do atual governo. Defendeu que projetos como o Bolsa Família sejam aperfeiçoados na chamada “porta de saída”. E, como bem lembrou a Senadora em entrevistas recentes só pode haver porta de saída, porque houve uma porta de entrada.



Para a campanha eleitoral, no entanto, a postura “água com açúcar” da gentil Senadora do Acre não servirá. Ela terá que mostrar a que veio: diferenciar-se das propostas petistas e tucanas, apresentando-se como uma terceira via para o eleitor insatisfeito com a polarização petista-tucana. E não será com afagos a um e a outro que vai conseguir.



Marina precisa criar uma agenda e a neutralidade não é um bom caminho! (com Agência Brasil)



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Primeiras impressões sobre pesquisa CNI/IBOPE

À noite, vou me debruçar sobre a pesquisa completa que ainda não consegui baixar do site do CNI. Minhas primeiras impressões, com base na leitura dos meios de comunicação:

- O presidente Lula mantém aprovação elevada, de 81% dos entrevistados, o que lhe credencia como o grande eleitor em 2010. Apesar disso, o candidato de oposição José Serra mantém liderança folgada em todos os cenários, apesar de ter registrado queda numérica em alguns deles. Ou seja, por enquanto, parte do eleitorado que apóia Lula vota em Serra.

- Dilma tem um grande trunfo: o apoio de Lula e um grande problema: alta rejeição. Trabalho duro para os marqueteiros.

- Dilma e Ciro continuam empatados tecnicamente em segundo, sendo que em alguns cenários Ciro fica à frente da ministra. Fruto possivelmente da exposição positiva que teve o candidato do PSB na propaganda eleitoral do seu partido na TV e, no lado de Dilma, fruto da exposição negativa que teve na Crise do Senado. As próximas pesquisas, nos próximos meses, dirão se trata de uma tendência ou apenas um acontecimento momentâneo.

- Marina registra 6% e já está em patamar superior aos das últimas pesquisas. É preciso observar se ela continuará crescendo e de quem tira voto. Um mero palpite, ela tira votos tanto de eleitores de Serra, como de Ciro e Dilma. Temos que debruçar nas pesquisas para confirmar essa tese.  

- A pesquisa errou ao não simular um cenário importante, com Serra, Dilma, Ciro e Marina Silva, sem Heloisa Helena. Esse cenário atualmente parece ser o mais provável, já que o PSOL já demonstrou que Heloisa Helena deve disputar o Senado em Alagoas. Seria importante testar também cenários em que o governo apresentasse candidato único (Ciro ou Dilma).

- No PSDB, José Serra nada de braçada contra Aécio Neves. Mantidos esses índices, vai ser muito difícil o governador mineiro convencer o PSDB que deva ser o candidato. Se vai vencer ou não é outra história, mas está claro que José Serra hoje é muito mais competitivo.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Conselho à Dilma: agarre o PMDB, antes que o Serra o Faça!

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, disse hoje (21) que considera possível definir, até outubro, as alianças partidárias para as eleições de 2010 à Presidência da República. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), cotado para ser o vice de Dilma, cobrou do PT a definição de nomes e alianças para as próximas eleições.
“Entendo o anseio do presidente do PMDB de ter essa decisão até outubro e acho que terá de haver um esforço para ver se é possível. Agora, cada partido tem seu ritmo, o PT tem o dele, o PMDB o dele, os outros partidos que integram também. O PP, PTB, PSB, PC do B, cada um tem seu ritmo e isso você também vai ter que considerar”, disse ao deixar a reunião do Conselho de Administração da Petrobras


Sobre a possibilidade de definição do PT ainda em outubro, ela respondeu: “Em princípio é [possível definir até outubro]. Agora, tem de ver. Nada a gente pode descartar.” (Com informações da Agência Brasil)

Comentário do Blog: "É difícil definir a aliança até outubro, porque ela envolve questões locais. Em alguns estados o PMDB e PT ainda não conseguiram chegar a um consenso. O PMDB cobra a definição da aliança, que incluir a indicação do vice (fato aceito pelo PT), mas, certamente, vai querer barganhar apoios locais. Se contentar-se apenas com a vice e participação no novo governo, o PT não tem porque esperar.

Recomendação do Blog: Dilma, agarre o PMDB, antes que o Serra o faça! Apesar do PMDB ser o partido mais partido do Brasil e dificilmente vá marchar unido com quem quer que seja, seu apoio formal é importante porque dará tempo de TV e estrutura no interior, com seus mais de mil prefeitos. O PSDB sabe dessa importância e estará de portas abertas para receber em seu palanque Sarney, Renan, Jader Barbalho ou qualquer outro que seja. O PMDB pode não ser suficiente para o PT ganhar a eleição, mas a coisa fica muito feia sem ele e pior ainda se ele estiver nas hostes tucanas.


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Sensata, Marina Silva defende plebiscito sobre descriminalização do aborto


Em entrevista gravada ao Roda Viva, que vai ao ar daqui a pouco na TV Cultura, a Senadora Marina Silva (PV-AC) demonstrou serenidade ao abordar temas polêmicos como o aborto: evangélica, disse que não faria um aborto, mas preferiu não deixar clara sua posição sobre o tema, que considera “polêmico demais para ser resolvido apenas com ações do Executivo”.

“Não posso simplificar dizendo que sou contra ou a favor. No meu entendimento acho que deve haver um plebiscito. Não se pode impor nem a posição dos que são contra nem a dos que são a favor”, argumentou.
Pessoalmente sou contra ao aborto, acho um atentado contra a vida. Jamais incentivaria ou me omitiria sobre uma situação dessa na minha família. Sou também totalmente contra o aborto como método contraceptivo.
Mas entendo que em algumas situações, a decisão deva ser da mãe, da família, e não do Estado. Na prática, a proibição do aborto só vale para as camadas pobres da sociedade, que não tem acesso à Clínicas Particulares, e acabam morrendo nas mãos de “açougueiros”.  (Com informações da Agência Brasil).
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PEC dos Vereadores vai à Plenário

A PEC que autoriza a criação de até 7 mil novas vagas de vereadores nos 5.565 municípios brasileiros pode ser votada em segundo turno. A proposta, já aprovada no Senado, é fruto de um acordo feito para resolver a polêmica que colocou senadores e deputados em lados opostos quanto à questão.

Os deputados haviam aprovado uma PEC que autorizava o aumento de vagas, mas impunha a redução das despesas das câmaras. Os senadores, porém, destacaram do texto essa segunda parte. Em resposta, a Mesa Diretora da Câmara recusou-se a promulgar a PEC.

Os dois tópicos - aumento do número de vereadores e redução de despesas - tramitam em PECs diferentes (336/09 e 379/09, respectivamente). O corte de despesas previsto é bem inferior ao aprovado na Câmara no ano passado. (Agência Câmara).

Comentário do Blog: A Câmara está agilizando para votar a proposta, mas é pouco provável que valha de imediato, como querem os "suplentes". O TSE já manifestou que redução no número de vereadores valerá apenas para as eleições de 2012.

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Começa a operação: como burlar a Fidelidade Partidária!

O ex-prefeito César Maia (DEM) comenta hoje em seu ex-blog (newsletter eletrônica que pode ser assinada clicando aqui) a tentativa de desmoralização do Estatuto de Fidelidade Partidária (definido pelo TSE, devido a inércia dos nosso congressistas em aprovar uma verdadeira reforma política).

A estratégia consiste no seguinte: faltando um ano para as próximas eleições, o parlamentar troca de legenda – para as eleições de 2010, o prazo termina dia 02 de outubro. Apostando na morosidade da justiça e com uma ajudinha de políticos mais influentes, espera que o eventual processo de infidelidade partidária contra ele se arraste durante um bom tempo. De preferência até o final do seu mandato, ou, no pior dos casos, que perca apenas alguns meses, considerando sempre que o novo partido lhe dará mais condições de continuar no poder, que o atual.
É o pragmatismo eleitoral! Nada de se espantar num país, onde partido político deixou de ser a reunião de pessoas com visões políticas parecidas, com objetivo de contribuir com a sociedade, para virar um grupo de pessoas que querem o poder a todo custo.
Já ajudaria bastante ampliar (para pelo menos dois anos) o prazo mínimo de filiação para se concorrer a uma eleição. Isso pode ajudar a melhorar a qualidade dos partidos, de forma a deixarem de ser legendas de aluguel, e cumprirem, de fato, seu papel perante a sociedade.







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domingo, 20 de setembro de 2009

Campanha #ForaBingo - saiba quais deputados foram favoráveis à proposta na CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou por ampla maioria por 40 votos favoráveis e sete contrários, a proposta que libera os jogos de bingo, videobingos e caça-níqueis no País. O projeto será analisado agora pelo Plenário e é importante que o eleitor que não concorda com essa iniciativa entre em contato com o seu deputado e manifeste o seu protesto.
Abaixo segue a relação dos deputados favoráveis e contrários à liberação do jogo na Comissão de Constituição e justiça.

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Quem precisa de Bingos e Caça-Níqueis? #ForaBingo

O Congresso está prestes a regulamentar a atividade de bingos no Brasil, que incluem os malfadados caça-níqueis. Os argumentos são nobres: geração de emprego, recolhimento de impostos: R$ 6 bilhões anuais pelas contas do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), um dos principais defensores da iniciativa.  

Mas tem o outro lado: "Vejo a liberação com desconfiança, porque todos os antecedentes do bingo apontam para criminalidade, corrupção e lavagem de dinheiro", disse o líder do PSDB, José Aníbal (SP). "A corrupção e as drogas andam de mãos dadas com a jogatina que se quer introduzir no País", emendou o deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), outro adversário ferrenho. Além dos argumentos citados pelos deputados tem também a lavagem de dinheiro.

Aqui em Volta Redonda (RJ), onde eu moro, a Polícia Federal fez uma grande ação recentemente, levou presas dezenas de comerciantes e os caça-níqueis sumiram. Semana passada, estive na cidade do Rio e vi que lá as máquinas continuam livres em vários estabelecimentos. Por trás dessas bonitas maquininhas estão criminosos, milicianos, traficantes. Essa é a atividade que o nosso congresso quer regularizar?

Mas, ainda que o Poder Público consiga fiscalizar a atividade de forma competente (o que somos obrigados a duvidar) para evitar a lavagem de dinheiro, trapaças, e sonegação de impostos, tem um problema mais grave do que tudo isso: a compulsão que o jogo trás e o risco de arruinar diversas famílias.

O jogo é um vício, tão perigoso (ou até mais) que a cocaína, a maconha, o crack. E, como tal, atinge a pessoas de forma diferente, sendo capaz de arruinar a vida do próprio dependente e de seus familiares.

Quando a prática ainda era permitida (tolerada) por essas bandas daqui, cheguei a ver em bares, pais de família perderem todo o seu salários na maquinas, colocando de R$ 10 e em R$ 10, sempre esperando que daquela vez iria dar certo e que conseguiriam recuperar o dinheiro perdido. Já ouvi relatos também de aposentados que foram para casas de bingo e deixaram lá todo o salário que acabaram de receber, passando dificuldades o restante do mês.


É isso que queremos dos nossos parlamentares?


EM TEMPO: Hoje no Twiiter foi lançada uma campanha #ForaBingo, idealizada por uma professora de química de Belo Horizonte, a Laura (http://twitter.com/Laurafwx). As mídias sociais têm mostrado uma força importante na política, vários deputados estão lá no Twitter. 
Que tal participar também? Vamos usar essa ferramenta poderosa que é a internet para dizer o que queremos do nosso congresso. Democracia não é apenas votar a cada quatro anos, mas cobrar o tempo todo! #ForaBingo . Mande essa mensagem para o seu deputado e vamos ficar de olho para saber  a relação dos parlamentares que são favoráveis à iniciativa. 
Há um lobby muito grande de "empresários" e "bandidos" (ou melhor de empresários bandidos) tentando legalizar a iniciativa. Eles apóiam deputados, financiam suas campanhas e, portanto, vão conseguir muita adesão. Vamos fazer o lobby do bem contra essa iniciativa.


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