terça-feira, 31 de março de 2009

Lula e o Poste, quer dizer, a Poste

Dilma Rouseff tem uma história bacana. Um cargo importante em um governo popular. E o apoio deliberado de um dos presidentes populares da história do Brasil. Isso será suficiente para elegê-la presidente em 2010? Claro que tudo depende da situação que o país viverá em 2010 e consequentemente da avaliação do governo e, principalmente, do presidente perto das eleições. Transferência de votos é algo complicado, mas acredito que ela possa sim se tornar uma candidata competitiva.

O lançamento da candidatura de Dilma foi uma estratégia de Lula, para evitar as brigas internas no PT - imagina as diversas correntes petistas se engalfinhando para escolher o primeiro candidato - diferente de Lula - desde a criação do partido? O próprio Ciro Gomes, que, no fundo sonha com um apoio de Lula (embora reconheça a dificuldade, pelo menos no primeiro turno), fez análise parecida em entrevista a Isto é.
Faltando muito tempo para as eleições e com os crescimentos registrados pela candidata do Presidente, José Serra pode colocar as barbas de molho.

 

 

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terça-feira, 3 de março de 2009

Ouvir os dois lados basta?

 

 

É impressionante a visão que se passa a ter dos veículos de comunicação e do jornalismo quando se deixa as redações e passa para o outro lado do balcão: as assessorias de imprensa. Um caso que vem me intrigando muito ultimamente é a falsa ética imposta pela mídia de que ouvir os dois lados basta. Resumidamente: você pode redigir uma matéria de três laudas detonando o sujeito e basta que no final da reportagem diga "que o fulano negou a autoria" que está tudo certo: jornal e jornalista podem dormir tranqüilo que fizeram a sua parte. Em outros casos, jornais publicam releases ou matérias de agência e nem a preocupação de ouvir esses dois lados tem.

O jornalista brasileiro está muito preguiçoso, cada vez mais os órgãos oficiais estão sendo as fontes principais de notícias e questionar é cada vez mais raro. Informações parciais são dadas como verdades definitivas. A pauta dos jornais parece ser decidida em grandes reuniões conjuntas, tal a falta de originalidade nas coberturas.

O exemplo recente é o caso da jovem Paula de Oliveira, que os Meios de Comunicação primeiro fizeram o estardalhaço de que ele teria sido agredida por neonazistas e, por conta disso, perdido a gravidez de gêmeos. Agora é tratada como uma criminosa, depois das declarações da polícia suíça.  A imprensa errou no início e continua errando neste e em vários outros casos. Precisamos repensar nossa mídia, antes que não sobre nenhuma credibilidade.

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