Quando o menos é mais / O favoritismo de Cabral
Muitas vezes quem ganha a eleição não é quem tem a maior aceitação, mas quem tem a menor rejeição. Parece o caso do Rio de Janeiro, onde Cabral é o favorito por ter equilíbrio em todas as regiões do estado e também nos estratos de renda e escolaridade.
O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) é, segundo as pesquisas de intenção de votos, o favorito para vencer as eleições do ano que vem. Não pela vantagem que tem em relação aos demais candidatos, mas principalmente pelo equilíbrio que a sua votação por todo o seu estado. Ao contrário dos seus principais adversários, Garotinho (forte no interior, fraco na capital) e da dupla César Maia – Gabeira (ambos fortes na capital e fracos no interior).
Mantendo essa tendência, Cabral precisará apenas administrar a rejeição que possui para permanecer mais quatro anos no Palácio Guanabara. Há também uma pequena pedra no caminho de Cabral, chamada Lindberg Farias, mas até o momento parece que não haverá empecilho para aliança com o PT já no primeiro turno.
Este equilíbrio de Cabral fica claro no último Datafolha. O Instituto testou quatro cenários nas eleições para o Governo do Estado. Um deles reúne apenas os três candidatos melhor colocados, Sérgio Cabral com 38%, Anthony Garotinho, com 24%, e Fernando Gabeira (que declarou ser candidato ao Senado), com 17%. Esta simulação deixa claro como Rio de Janeiro está dividido em relação a sucessão estadual, levando-se em conta faixa etária, escolaridade, renda e região.
Cabral lidera tanto no interior como na capital, alternando os segundos colocados (Gabeira na cidade do Rio e Garotinho no restante do Estado). É na capital, no entanto, que tem a sua menor vantagem, 33% contra 25% do deputado do PV. Infelizmente, o datafolha não mostrou as rejeições dos candidatos. Mas é possível supor que Cabral, por ter boa penetração em todas as regiões, levaria, hipotecamente, vantagem em um eventual segundo turno, contra Gabeira ou Garotinho.
Gabeira se sai bem entre os mais ricos e mais escolarizados, camadas em que Cabral, que mesmo assim mantém a liderança, tem seu pior desempenho. Garotinho vai melhor entre os mais pobres e menos escolarizados, onde Cabral também tem seu melhor desempenho. Entre os jovens de 16 a 24, Cabral chega ao seu melhor desempenho, 45%. Nas demais faixas não há muita oscilação em relação a média. Sobre este desempenho há duas possibilidades, que precisariam ser testadas cientificamente: Cabral se sai bem porque tem uma imagem identificada com os jovens ou porque é o mais conhecido entre os candidatos nesta faixa etária.
Gostando ou não de Cabral e de seu Governo, por ser o candidato mais “homogêneo” ele é, mantidas as condições atuais, o favorito para vencer as eleições de 2010. (Publicado originalmente na Revista Médio Paraíba)
Feliz Ano Novo aos Leitores do Blog!













Oi amigo, parabéns pelo blog,leio e acompanho.
Concordo com sua opinião, acho que o governador Sergio Cabral tem toda a chance de permanecer no Palácio Guanabara, só discordo em achar que o Lindberg Farias chegará a ser uma pedra em seu sapato. Apesar de ter a máquina administrativa a seu lado, falta muito para o "Lindinho" chegar ao Governo do Estado. Sou morador de Nova Iguaçú, não filiado a nenhum partido político e ex-eleitor do prefeito Lindberg, entretanto, o trabalho desenvolvido aqui não está conseguindo agradar a população. Se perguntar a quem ganha bolsa família, que esse mês, além do dinheirinho, ganharam também cesta de Natal, esses talvez o irão elogiar, por este motivo, mas pergunte sobre as obras e a resposta será praticamente unânime. As poucas obras que foram concluídas atingem menos de 5% dos habitantes. Asfalto que foram colocados em ruas já estão esburacados. Algumas obras estão em andamento há mais de um ano e, sem previsão de término e dezenas de bairros nem tiveram seus problemas analisados.
Preferimos ficar com o menos pior que nesse caso parece ser mesmo o Cabral, apesar de não estar fazendo muita coisa por Nova Iguaçú.
Forte abraço.
Obrigado amigo. Quando eu falo que Lindberg pode ser uma pedra em seu sapato é pelo fato de dividir o PT e insistir pela candidatura própria. Cabral com o PT é mais forte que o Cabral sem PT. Não conheço a administração dele, mas há uma fatia do eleitorado do estado do Rio que se encaixa muito bem com o perfil do Lindberg
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