Três anos sem Valéria Galvão
Conheci a jornalista Valéria Galvão em agosto de 2001, no Diário do Vale. Lembro de uma de suas primeiras reportagens, o vazamento em um posto de combustíveis no Aterrado, que obrigou a Defesa Civil a isolar seis quarteirões do bairro.
Simples, gente boa, tinha um faro político apurado e um texto impecável.
Vinda “O Fluminense”, de Niterói, trabalhou posteriormente no “Jornal Aqui” e na extinta sucursal de “O Dia”, até que foi aprovada em um Concurso Público para a Justiça Federal e deixou de lado essa profissão apaixonante, mas meio ingrata.
Em 17 de outubro de 2006, dirigia seu carro, um Fiat Uno, na Rodovia dos Metalúrgicos, quando foi atingida por um veículo que saía da Rodovia do Contorno (esta mesmo, que até hoje o Poder Público não finalizou). Depois de mais de um mês internada em estado grave morreu em 19 de novembro de 2006. A filha de Valéria e sua irmã sofreram apenas ferimentos leves, assim como duas outras pessoas envolvidas.
A imprudência do motorista do outro carro e a omissão do Poder Público que permitia o tráfego na Rodovia, mesmo sem a sua finalização, foram responsáveis pela sua morte.
Mês passado, foi anunciada a publicação do edital para a conclusão da Rodovia do Contorno. É uma obra que custou caro muito para Volta Redonda, em todos os aspectos, e a nossa expectativa é que realmente saia de uma vez. Outra esperança é que quando a obra estiver de fato pronta, seja inaugurada com o nome de “Valéria Galvão”. Homenagem mais que justa.













Convivi com a Valéria por um bom período, eu na condição de dirigente do PT tentava encaixar todas as noticias e transformá-las em fatos importantes e sempre encontrava na Valéria uma interlocutora serena, inteligente, de grande sensibilidade política e ótimo texto.
Senti muito sua morte, principalmente nas circunstâncias estúpidas que ocorreram, fruto de uma cultura da banalização da vida.
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