Políticos no Twitter
Desde eleição de Barack Obama, nos EUA, o Twitter virou uma febre entre os políticos. Lá na terra do Tio Sam, o hoje presidente conseguiu arrematar mais de dois milhões de seguidores. (Você não sabe o que é Twitter? Antes de acessar o serviço nunca consegui entender, então nem terei a pretensão de explicar – um grupo de usuários organizou um manual bem legal, que você pode acessar clicando aqui).
Muitos políticos brasileiros aderiram à nova febre, mas poucos deles sabem usar adequadamente os serviços. Entre as exceções está o governador José Serra, que com mais de 100 mil seguidores, é o político mais seguido do Brasil.
O tucano usa o Twitter para falar de coisas pessoais, da família, dos seus gostos musicais, preferências políticas. Fala de obras do Governo? Claro! Mas também procura interagir com seus seguidores. Aparentemente, é o próprio governador que atualiza as mensagens, a maioria delas enviadas durante a madrugada. Claro que o fato de ser governador de São Paulo e candidato à Presidência da República o ajuda a angariar seguidores, mas se não interagisse com usuários talvez menos pessoas os seguissem.
Por outro lado, há outros políticos que usam o Twitter apenas como ferramenta de divulgação seus mandatos. Fica claro, na maioria das vezes, que são assessores alimentando o “Twitter” com “releases”. A turma da internet não gosta disso.
Além de interagir uma dica para políticos (principalmente os menos conhecidos) conquistarem seguidores é retribuir o “Follow” - aqui uma observação a quem não sabe o que é o Twitter e teve preguiça de ler o manual: neste serviço de microblog é possível você “seguir” uma pessoa e essa pessoa não o “seguir de volta”.
Muita gente (inclusive políticos) acha que símbolo de “status” no Twitter é ter mais seguidores do que seguir. Mas, para quem quer atingir um grande número de seguidores e principalmente potenciais eleitores, o melhor é seguir de volta. Claro que você não vai conseguir ler todas as atualizações de quem estiver seguindo, mas vai ser uma atitude gentil.
Barack Obama fez isso: programou um script (vários sites na internet oferecem esse serviço) para seguir automaticamente todos que o seguissem. Terminou por seguir mais de 700 mil pessoas (Hoje tem muito mais seguidores do que segue, possivelmente porque o Twitter passou a limitar os "followings" em 500 por dia).
Última dica para o político: se você não quiser pessoalmente atualizar o seu “Twitter” (o que seria o mais recomendado) deixe esse serviço a cargo de alguém competente e com autonomia para interagir em seu nome.
E você, tem Twitter? Siga o blog, clicando aqui. Não tem? Está na hora de criar.













Olá Campbell,seu artigo é muito pertinente.Sou analista de redes sociais e webmarketing,e o meu público alvo e principais clientes,são os políticos.Realemente há um desconhecimento muito grande sobre o real uso dessas ferramentas.A eleição de Obama,inaugurou as eleições no XXI.Sua eleição,é um marco,de como serão as campanhas nas próximas décadas.E justamente pelo seu valor de "ineditismo",seu caráter revolucionário,chamou a atenção de políticos no mundo todo.
A representação política,bem como toda a sociedade,está migrando da era industrial,para a era da informação,há uma revolução socio-conceitual em curso.E como os políticos estão sendo avassalados pelas nova tecnologias,eles estão achando que usá-las,ainda que de qualquer jeito,surtirá algum efeito.Nas minhas andanças,vejo isso de perto.
Como sou um estudioso e profissional do ramo,procuro,esclarecer os prós e contras e mostrar qual o melhor caminho.Construir uma imagem na rede,pode até parecer fácil,mas mantê-la não é tarefa simples e rápida.É um trabalho de artesanato.Requer tempo e os políticos vivem correndo atrás do vento.
Obrigado pelo espaço e um forte abraço.Parabéns pelo blog.
Leandro França de Mello.
www.leandrofrancedemello.blogspot.com
www.politica-rio.blogspot.com
Mmmmmmuito verdade isso..E que status mais besta, só serve pra gente mudar de opinião sobre a questão da "assessibilidade".O Senador Delcidio Amaral me aceitou prontamente e já respondeu também...Já o Senador Cristovam (no qual votei na ultima eleição presidencial, nem tchum..rsrsrsrs)O Suplicy eu gosto de acompanhar mas eu acho que el só mais escreve , que ler (tudo que vem dele é compreenssivel.Enfim, vc, é sempre educado e responde tudo.Pra mim tá de bom tamanho.rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs!!!
Excelente seu artigo! Meu TCC foi sobre Marketing político, amo este assunto!
Mas o Twitter deu certo nas eleições dos EUA, porque 95% da população tem PC e NET em casa, mas no BRASIL, já verificou quantos tem acesso a tecnologia e a utilizam?
Lógico quem saber usar vai se beneficiar, mas não a ponto de decidir uma eleição.
No BRASIL são criados políticos como marca, pode verificar as pessoas segue "fulano" e não o partido.
O presidente LULA, uma marca, e dificilmente conseguiram transferir 15% da sua popularidade para próximo candidato do PT.
Mas não é o marketing que decide uma eleição também no BRASIL e sim a corrupção as pessoas vende o voto e os políticos compram.
Então quando reclama que falta saúde. educação e segurança, as pessoas que vende o voto tem que lembrar que não tem direito de reclamar.
Acredito que o Twitter, ou mesmo a internet por si só ainda não tenha influência definitiva sobre as eleições no Brasil, ao menos em 2010. Entretanto, graças à maneira atomizada com que opiniões e notícias se espalham pela net e mais ainda pelo Twitter, acho que máscaras caem mais facilmente e se beneficiam os políticos que tem projetos concretos e trabalho realizado para mostrar. Ou seja, o Twitter é uma ferramenta com excelente potencial para o debate político intenso e com peso inédito para a participação popular.
Eu acredito que exista um poder de transformação das redes sociais, em especial com a troca de opiniões e de links para notícias, que é a base do Twitter. Mas talvez, esse potencial seja de difícil visualização para quem não usa o Twitter, ou para quem ainda não percebeu a possibilidade deste viés, e só o usa para contar o quê está fazendo no momento (não sou contra, só acho que fazer as duas coisas levaria a uma experiência mais interesssante e completa online). Abraços.
Bruno, é verdade, é difícil compreender o twitter para quem não acessa. Internet ainda não será decisiva nas próximas eleições, mas quem não usa corretamente, com certeza sai em desvantagem.
Anônimo, ano passado escrevi um artigo científico sobre O Twitter e as campanhas políticas para um congresso.
Olá Alexandre,
Achei super interessante sua postagem, porém ao contrário de alguns, apesar de não definir eleição, a internet será sim uma ferramenta importante para as eleições 2010. Afinal, o Brasil é um país de elevado número de internautas.
Vc citou o Serra, cito o senador Cristóvam Buarque, q apesar da demora sempre nos retorna. Além disso, tenho a clareza de que é ele quem me responde.
Somente Serra, Suplicy, Mercandante e Cristóvam Buarque, posso citar como autores dos tweets.
O mais incômodo nesse jogo são os políticos e militantes que enchem o espaço de tweets com assuntos bobos, que estão nos jornais, como uma verdadeira ação de torcida futebolística.
Por isso, acredito que o decidirá e fará a diferença, além do uso pessoal do candidato do Twitter é a divulgação de ideias e opiniões de verdade. Aquele enxame de mensagens reproduzidos não leva a nada, é perda de tempo pura!
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