quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Força Sindical contrata pesquisa Sensus sobre Eleições 2010 no Rio

O Instituto Sensus foi a campo no Rio de Janeiro, entre 04 e 09 para pesquisar a quantas andam as eleições municipais no Rio. O levantamento é bancado pela Força Sindical, através do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo.

O levantamento inclui os cargos de senador, governador e presidente da república. Ao todo serão mil entrevistas em 34 cidades. Registrada no TSE dia 08 pode ser divulgada a partir do dia 13.
A Força Sindical, que é presidida pelo deputado federal Paulinho (PDT), quis saber como anda o desempenho dos correligionários do presidente. Para isso, nos três cenários testados para o governo, o deputado federal Miro Teixeira, o deputado estadual e apresentador Wagner Montes e o Ministro Carlos Lupi se alternam. Os outros pré-candidatos são Sérgio Cabral (PMDB), Anthony Garotinho (PR) e Fernando Gabeira (PV).
Para o Senado, foram testados quatro cenários, alternando os seguintes candidatos: Benedita da Silva (PT), César Maia (DEM), Jorge Picciani (PMDB), Marcelo Crivela (PRB), Miro Teixeira (PDT), Carlos Lupi (PDT), Lindberg Farias (PT). Observação: Miro alterna com Lupi e Benedita com Lindberg, com os outros nomes se repetindo em todos os cenários

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

OAB pede afastamento e prisão do governador Arruda

Do Congresso em Foco

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou nesta terça-feira (9) à Procuradoria Geral da República ofício pedindo o afastamento ou prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Na visão da instituição, não há mais ambiente para a permanência de Arruda no cargo. "Sua permanência no cargo poderá ensejar dano efetivo à instrução processual", afirmou o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. O pedido foi encaminhado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
"Todo cidadão pode fazer isso. Há elementos suficientes para que o Ministério Público peça o afastamento e o pedido de prisão de Arruda", afirmou o presidente da OAB em entrevista coletiva concedida no início da noite de hoje. Para Cavalcante, a atitude do governador ao encaminhar um emissário na tentativa de subornar uma testemunha - o jornalista Edmílson Edson dos Santos, o Sombra - para que modificasse seu depoimento e desacreditasse os vídeos gravados pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, à Polícia Federal. "Há uma possibilidade legal para que o MP peça o afastamento. É preciso que as investigações continuem de forma íntegra e republicana", completou.

Para Ophir, existe possibilidade de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder a prisão de Arruda sem a necessidade de ter o crivo da Câmara Legislativa do DF. A Lei Orgânica distrital prevê que, para a abertura de uma ação penal contra o chefe do Executivo, é preciso que dois terços dos parlamentares se coloquem favoráveis ao caso. "O STJ tem poderes independente da Câmara Legislativa para afastar e até mesmo pedir a prisão preventiva do governador, não há essa necessidade. A corte tem vários julgamentos nesse sentido, já há jurisprudência", comentou.

No pedido, a OAB afirma que o governador tem usado manobras para impedir a apuração dos processos de impeachment e das denúncias envolvendo o mensalão do Arruda. "Exemplo dessa conduta é o vídeo que torna inequívoca a tentativa de cooptação da testemunha conhecida como Sombra, no qual aparece recebendo bilhete enviado pelo governador", disse a OAB no pedido. "A gravidade dessa conduta e o envolvimento direto do governador nesse e outros lamentáveis episódios comprovam a necessidade de rigora apuração."

Questionado sobre a possibilidade de o vice-governador Paulo Octávio assumir o cargo, ele disse que é preciso esperar o desdobramento das investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. "O fato de ser citado, não quer dizer que é culpado. É cedo dizer isso ainda", comentou o presidente da OAB.

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Dutra: "pesquisas confirmam que melhor estratégia é eleição plebiscitária"

Em entrevista publicada nesta terça, dia 09, no Valor, o Presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, que assume o posto dia 19, diz que o crescimento da Ministra Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de votos mostra que a tese de candidatura única da base governista é a mais acertada, ao contrário do que defende o PSB, para quem é melhor duas candidaturas na base do governo para forçar o segundo turno.
Confrontado pela repórter Raquel Ulhôa, de que os votos de Ciro, nos cenários em que ele fica de fora da disputa e nas simulações de segundo turno, migram mais para Serra, Dutra acredita que isso ocorra pelo fato de Serra ser o mais conhecido entre os candidatos.
- Em pesquisas "a frio", sem explicar que o Ciro apoia a Dilma no segundo turno, quando você tira um nome, a tendência estatística é que o nome mais conhecido ganhe mais voto, independentemente da posição ideológica que esse candidato tenha – defendeu Dutra.
Ele lembra que a ministra cresce em todos os cenários e na simulação de segundo turno.
- Nós, respeitosamente, publicamente, queremos aliança com o PSB, mas, se lá na frente o PSB, com toda legitimidade, decidir que vai lançar o Ciro, faremos campanha considerando que o Ciro é um candidato aliado. O adversário é o Serra. E vamos estar juntos num possível segundo turno. Não tenho nenhuma dúvida – garantiu.
Para Dutra, Dilma, se eleita presidente, é candidata natural à reeleição. Ele acha que Lula não tem interesse em voltar - e correr o risco de fazer um mandato pior que os dois, que já garantem ao petista um lugar na história.

Veja alguns trechos da entrevista:

GOVERNO À ESQUERDA: Não cabe esse conceito de esquerda ou direita no governo Lula. Com a crise, foi se buscar exatamente o Estado para salvar bancos, totens do capitalismo mundial. Todos os países estão atentos para reforçar organismos estatais que, em caso de crise, sejam necessários. É uma mera decorrência da evolução da economia mundial.

ESTADO FORTE – Não estamos propondo estatizar mais nada. Esse fortalecimento do Estado a que nos referimos é fortalecer os instrumentos estatais que já existem.

RESPOSTA A SÉRGIO GUERRA, presidente do PSDB, que disse que um governo tucano mudaria os pilares da política econômica. – Os fundamentos da economia brasileira hoje estão absolutamente sólidos. Prova disso é que sofremos menos do que a maioria dos países a crise econômica. Se os tucanos vão mudar deviam dizer o que vão mudar e o que vão botar no lugar. Eu, particularmente estou muito curioso para saber o que os tucanos vão mudar e botar no lugar. Nós vamos manter.

MAIOR PARTICIPAÇÃO DO PMDB EM UM GOVERNO DILMA – O governo da Dilma , da mesma forma que o governo do Lula, vai ser um governo de coalizão, que muitas vezes tem disputas internas.

DILMA POLÍTICA – Essa imagem da Dilma como uma pessoa meramente técnica, tecnocrata, gerentona, não é realidade. A Dilma é uma excelente política. Faz política desde sua juventude. A Dilma é eminentemente uma personalidade política. Com estilo totalmente diferente do de Lula, claro. Ela não tem interação com as massas que o Lula tem, até pela diferença de trajetória de vida. Mas eu confio não só na capacidade dela de gerenciar, como também de administrar politicamente esse condomínio de partidos que vão estar na base do governo.

DIVERGÊNCIA PT-PMDB MINAS – Se a gente conseguir unificar dentro do PT e se a pesquisa for realizada não em março, mas no final de abril, quando tiver condição de mensurar melhor qual foi a influência do Anastasia (Antonio Anastasia, vice-governador e candidato de Aécio Neves a governador) no governo, pode ser um critério interessante. Estou trabalhando pelo entendimento. Até março tem que resolver. Agora, se, de comum acordo, chegarmos a esse entendimento e a pesquisa for feita, aquele que estiver na frente vai ser o candidato.

CANDIDATURA ALENCAR EM MINAS – A questão principal é o estado de saúde dele. Ele tem que avaliar se quer ser candidato. Se decidir disputar o governo, pode ser uma alternativa de consenso. Os partidos vão analisar o quadro.

DIRCEU, O NEGOCIADOR – É natural que os próprios aliados procurem o José Dirceu, que tem experiência e é visto como pessoa com influência no PT. Mas ele não vai fechar nenhuma aliança em nenhum estado. O José Dirceu é um animal político, faz parte do DNA dele, mas ele não fala pelo PT.

CIRO, GOVERNADOR DE SÃO PAULO – Ele teria capacidade de aglutinar toda a base do governo em SP. A gente vê uma fadiga de material dos tucanos em SP, depois de 16 anos. A eleição não está perdida. O perfil de campanha do Ciro - incisivo, agressivo - é interessante. Mas ele tem dito categoricamente que não é candidato. Ninguém é candidato a uma coisa que não quer. Se não quer, o PT tem que buscar outra alternativa. Até março tem que ter uma definição.

DE QUEM MARINA TIRA VOTOS: Marina vai tirar mais voto do Serra. Um eleitorado que já votou no PT e já não votaria mais no PT. Votaria no Serra envergonhado. A Marina é uma alternativa para esse eleitorado.

MICHEL TEMER PARA VICE – Sou da tese que o potencial eleitoral de um vice é muito limitado. Por mais que a pessoa tenha votos, concordo plenamente com o que disse o José Alencar: a pessoa vota no presidente. O vice ajuda na medida em que dá "liga" com o titular. O PMDB é que vai indicar o vice. Fez-se muita celeuma nessa questão da lista tríplice que o Lula falou. Se o PMDB concordar com a lista tríplice ótimo. Se não concordar, não concorda e pronto. Não cabe ao PT ficar dando palpite em quem é o vice do PMDB. Mas, naturalmente, a discussão do vice tem que passar pela candidata. Não há circunstâncias na política em que um partido indica um vice em que o candidato não concorda com aquele vice. Isso vale para prefeito, governador e presidente da república. Então, a costura do vice tem que passar pela candidata. Não é pelo PT. Eu, pessoalmente, não acho que o nome do Michel Temer tenha algum problema. É presidente do PMDB, representaria institucionalmente o partido. Mas essa é uma questão que cabe ao PMDB discutir e, depois, levar a sugestão a Dilma.

Veja a íntegra aqui / http://www.valoronline.com.br/?impresso/especial/195/6097275/estado-mais-forte-e-mera-decorrencia-da-economia-mundial/ apenas para assinantes

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Alguns exemplos de “transferência de votos”

Transferência de votos não é algo que aconteça da forma automática, como muitos pensam: que o eleitor vote simplesmente por conta do pedido de um líder popular (isso pode até acontecer, mas em escala muito menor que se pensa). Por este entendimento, talvez não seja nem possível afirmar que exista transferência de votos.
O que acontece muitas vezes é que o eleitor satisfeito com determinado governo ou com a situação do país, com sua vida, tende a votar no candidato que representa esta continuidade, a segurança.

Abaixo quatro exemplos de eleições onde aconteceu este fenômeno: a eleição presidencial de 1994, as eleições de 1996 para as prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro e as eleições 2008 também para prefeito de São Paulo.
Antes que se pergunte, não há fórmula de bolo e o fato do fenômeno ter funcionado nos exemplos abaixo não significa que o presidente Lula conseguirá eleger a Ministra Dilma Rousseff.

Os contextos são diferentes, mas há alguns elementos que também estarão presentes na sucessão presidencial de 2010.

As principais semelhanças: governos bem avaliados, população satisfeita, candidatos que saíram de patamares baixos nas pesquisas eleitorais, bom tempo de televisão.
Diferenças: nos casos das eleições presidenciais de 1994 e nas municipais de 1996 ainda não havia o instrumento da reeleição. O prefeito José Serra, em São Paulo, também estava no primeiro mandato quando renunciou para concorrer ao governo, o que estava em jogo, portanto, era a “reeleição de um mesmo governo”.

Elemento Chave: Todas essas eleições vitoriosas contaram também com um elemento que ainda não é possível saber se estará presente na campanha de Dilma Rousseff: uma campanha muito bem feita.

ITAMAR PARA FHC – 1994
Não se pode dizer que o Presidente Itamar Franco tenha sido popular, mas fez um governo bem avaliado. Na campanha eleitoral não foi para as ruas pedir votos para Fernando Henrique. Nem precisou. Ancorado pelo Plano Real, FHC saiu de 16% em maio para vencer a eleição no primeiro turno. Veja os gráficos com a evolução de FHC.



CÉSAR MAIA PARA CONDE – 1996

Luiz Paulo Conde era um arquiteto que foi convidado por César Maia para ser Secretário de Urbanismo. Não tinha qualquer experiência eleitoral. Mas seu padrinho político fazia um bom governo e o povo decidiu dar mais um mandato a César “personificado em Conde”. Veja que Conde saiu de 4% nas pesquisas já em julho para vencer aquela eleição pouco mais de três meses depois. Terminou o primeiro turno na frente e venceu Sérgio Cabral no segundo.



MALUF PARA PITTA - 1996
Celso Pitta, assim como Conde, não tinha experiência eleitoral. Era um economista que foi secretário de Paulo Maluf. Também saiu de baixo (embora com índices melhores que Conde) para vencer aquela disputa. Assim como Conde, terminou o primeiro turno na frente e derrotou a ex-prefeita Luiza Erundina, no segundo. Veja o gráfico.



SERRA PARA KASSAB – 2008


Embora já fosse o prefeito de São Paulo, por conta da renúncia de Serra dois anos antes para concorrer ao Governo do Estado. Esta foi a primeira eleição que disputou, defendendo a continuidade de um governo. Levou uma vantagem, por estar no cargo, mas vale lembrar que oficialmente o candidato do PSDB e, portanto, de José Serra, era Geraldo Alckmin. Serra não pode fazer campanha para Kassab no primeiro turno e nem precisou. O paulistano identificou o Democrata como o candidato do governador e decidiu dar-lhe mais um mandato. Contrariando as pesquisas, terminou o primeiro turno já na frente de Marta Suplicy (33% a 32%) e depois deu um banho no segundo turno, conquistando 60% dos votos válidos.



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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MINAS GERAIS: Na Eleições 2010, as nuvens movem-se a todo o momento

Do Oiapoque ao Chuí *

“Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Nada melhor que a frase atribuída ao ex-governador de Minas, Magalhães Pinto, para definir como anda o cenário político nas Gerais, nestas Eleições 2010. Hoje, ao olhar para o céu da política mineira o que se vê são cenários completamente indefinidos. Certo apenas é que o vice-governador Antônio Anastásia (PSDB) assume o governo no início de abril, quando o titular Aécio Neves precisará para disputar as próximas eleições, a princípio, como insiste, a senador.

Mas há várias perguntas que aguardam respostas:

1) Aécio virá mesmo a senador ou aceitará a vice-presidência?
Depois de retirar sua pré-candidatura à presidência, ele reiteradamente assegura que será candidato ao senador, em detrimento das pressões do seu partido para que seja vice na chapa presidencial liderada pelo governador paulista José Serra. Enquanto o PSDB não anunciar o nome do vice, essa dúvida vai pairar. Na verdade, até José Serra renunciar ao mandato de governador, haverá mineiros com a expectativa que Aécio possa ser ungido candidato a presidente, coisa que se política não permite dizer que é impossível, pode se dizer que é improvável.
2) O PT e o PMDB conseguirão chegar a um acordo para a formação de um palanque único para Dilma Rousseff no Estado? Neste caso, o candidato será o Ministro Hélio Costa, do PMDB, ou o candidato será do PT. Se o PT lançar candidato, coligado ou não com o PMDB, será este o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ou o ministro Patrus Ananias?
3) O vice-presidente José Alencar (PRB), no alto dos seus 77 anos, e tendo enfrentado uma luta contra o câncer será de fato candidato nas próximas eleições? Neste caso, virá ao Senado, como anunciou, ou disputa o governo, como forma de unir o PMDB e o PT?

Cada resposta poderia gerar uma série de cenários hipotéticos. A forma como este blogueiro consegue ver as nuvens de Minas Gerais no momento é a seguinte:

Haverá uma polarização entre a base do governador Aécio Neves contra a base do Presidente Lula. Isso significa que PT e PMDB caminharão juntos. Determinado a assegurar o apoio do PMDB para a aliança com Dilma, o PT oferecerá “a cabeça” dos petistas mineiros e “o cabeça” de chapa será Hélio Costa, o PT indica o vice, que talvez possa ser o ministro Patrus Ananias. José Alencar ocupa uma das vagas do Senado e a segunda vaga também é preenchida pelo PT, com a função de oferecer um escudo para José Alencar (clique aqui e entenda o que é o candidato escudo e como funciona as eleições para o Senado com duas vagas em disputa, como acontece este ano).
Do lado governista, Antônio Anastásia vem candidato ao governo, com um vice indicado pelo DEM. Aécio e o ex-presidente Itamar Franco (PPS) são os candidatos ao Senado.
Para o Governo, a polarização trará um resultado imprevisível. Hélio Costa larga na frente nas pesquisas, terá o apoio do PT e de Lula. Mas Anastásia, a partir de abril, sentará na cadeira de governador e contará com o apoio e o prestígio de Aécio. O resultado é imprevisível.
Também apresentam-se como aspirantes ao governo: Vanessa Portugal (PSTU) e Maria da Consolação (PSOL). O PV lançou a candidatura do deputado federal José Fernando Aparecido, que tem o apoio da executiva nacional, mas enfrenta resistência de setores do partido em Minas, alinhados com o Governador Aécio Neves.
Para o Senado, a briga também será boa. As duas vagas em disputa são hoje de titularidade de Hélio Costa e Eduardo a Azeredo. O primeiro como se sabe prefere o Governo, embora as circunstâncias possam faze-lo candidato à reeleição. Já Azeredo, diante da grande concorrência, pensa em candidatar-se a deputado federal.
No contexto atual, três candidatos fortes disputarão duas vagas. É quase certo que Aécio Neves ficará com uma delas. Alencar e Itamar brigariam pela segunda, com uma ligeira vantagem para o primeiro, na modesta opinião deste blogueiro. Outro nome que se apresenta como pré-candidato é o empresário Clésio Andrade, que foi vice de Aécio no primeiro mandato, e é suplente do senador Eliseu Resende (DEM), que tem mandato até 2015 e não deve concorrer a nenhum cargo nestas eleições.

Em relação à eleição presidencial

Em 2002 e 2006, Aécio, do PSDB, elegeu-se governador com votações expressivas, mas Lula, do PT, passeou sobre os candidatos do PSDB, com votações igualmente significantes. O fenômeno ficou conhecido como “Lulécio”. O fenômeno pode se repetir. Mas Dilma não é Lula? Nem Anastásia é Aécio. Ou será que não são mesmo?
Dilma Rousseff nasceu no Estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, embora sua carreira política tenha sido construída no Sul. Isso pesará de alguma forma? Aécio vai realmente se empenhar pela vitória de Serra? Nas eleições de 2002 e 2006, ele foi acusado de não se esforçar pelos presidenciáveis tucanos. Duas frases têm sido ditas, quase em seqüência por Aécio, e um “mas” entre elas alteraria bastante o contexto: “A melhor forma que tenho de ajudar Serra é ficando em Minas (rejeitando a vice)”; “Minha prioridade é fazer o sucessor”.
Resumindo: o resultado em Minas é imprevisível e pode ser decisivo. Isso acontece porque se imagina (este é o palpite do blog) que Dilma vencerá no Norte, no Nordeste, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, e Serra no Centro-Oeste, no Sul, e em São Paulo.

RAIO X – MINAS GERAIS


ELEITORES: 14.150.093 (10,73% dos eleitores brasileiros) **
GOVERNADOR: Aécio Neves (PSDB)
POSSÍVEIS CANDIDATOS AO GOVERNO: Antônio Anastásia (PSDB), Hélio Costa (PMDB), Patrus Ananias (PT), Fernando Pimentel (PT), José Alencar (PRB), Vanessa Portugal (PSTU) e Maria da Consolação (PSOL), José Fernando Aparecido.
SENADORES COM MANDATO A SEREM RENOVADOS EM 2010: Hélio Costa (PMDB), Eduardo Azeredo (PSDB)
SENADOR COM MANDATO ATÉ 2015: Eliseu Resende (DEM)
POSSÍVEIS CANDIDATOS AO SENADO: Aécio Neves (PSDB), Itamar Franco (PPS), José Alencar (PRB), Hélio Costa (PMDB), Eduardo Azeredo (PSDB), Patrus Ananias (PT), Fernando Pimentel (PT) e Clésio Andrade (PR)
NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL, o estado pende para ... Indefinido

* Oiapoque a Chuí é uma proposta de fazer um Raio X pelos Estados. Clique aqui e entenda. Ou clique na Tag Oiapoque e leia todos os textos relacionados ao tema.

** Dados do TSE, de Novembro de 2009.

Observação: A série está atrasada, uma vez que o blogueiro direcionou as horas vagas que dedica, por prazer, a este blog às análises das pesquisas de opinião no mês de janeiro. Já realizamos até agora 13 estados. Faltam 14. Chegaremos lá.

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José Nader, presidente do TCE, quer voltar a ser presidente da Alerj

O jornal Foco Regional informa na edição desta segunda-feira, que o Presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Nader, que se aposentará compulsoriamente no próximo dia 23, quando completar 70 anos, pensa em retomar a sua carreira política. Cogita candidatar-se a deputado estadual e sonha alto: ser presidente da Alerj, cargo que ocupou entre 1991 e 1994.

Caso a candidatura vá para frente, o filho de José Nader, de mesmo nome, que atualmente é deputado estadual poderia vir candidato a deputado federal ou até mesmo não disputar às próximas eleições, abrindo caminho para o pai.
Segundo o jornal, Nader, o pai, tem o privilégio, por ser conselheiro de tribunal de contas, não precisar cumprir o prazo de filiação partidária mínima e pode escolher o partido que quiser. A se julgar pelo comportamento do filho na Alerj, seu partido não chegará nem perto de partidos da base do governador Sérgio Cabral.
As opções mais próximas seriam o PR e o PTB. O PTB é o partido de José Nader, o filho, e no PR estão abrigados outros membros do “clã Nader”, cuja base política é o Sul Fluminense: o vereador Guto Nader e o ex-deputado federal Carlos Nader, respectivamente filho e sobrinho do conselheiro.


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