quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PMDB quer dobradinhas com o DEM em 2012

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o PMDB flerta um acordo eleitoral com o DEM para 2012. Um dos principais objetivos é viabilizar apoio para o candidato peemedebista a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita. Há estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Maranhão onde há afinidades entre as legendas para alianças. Em outras regiões, como o Rio de Janeiro, por exemplo, tal aliança é improvável, já que os dois partidos são adversários. Aqui no Rio, o DEM deve formalizar uma dobradinha com o PR do deputado federal Anthony Garotinho com o objetivo de fazer frente à força do Governador Sérgio Cabral (PMDB).

Em tempo: segundo o jornal o DEM poderá se fundir a algum partido para as eleições de 2012 caso perceba que não conseguirá eleger pelo menos 30 deputados federais. Neste caso, o PMDB poderia ser uma das opções – a outra é o PSDB.

Assinantes do UOL e da Folha vejam matéria completa, segundo a qual o possível acordo é visto com bons olhos pelo Palácio do Planalto:

PMDB e DEM discutem acordo eleitoral

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Polícia do RJ fecha o cerco contra o Jogo do Bicho

Desde que eu me entendo por gente o Jogo do Bicho é proibido. E sempre correu solto, com a conivência da Polícia, que sempre recebeu o seu arrego para não incomodar a contravenção. Vez ou outra um anotador era preso meio que para dar uma satisfação para sociedade, mas raramente chegava-se aos donos do jogo.

A Comandante de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marta Rocha, parece que realmente decidiu fechar o cerco ao jogo do Bicho.

Aqui na região onde eu moro, em Volta Redonda e Barra Mansa, o jogo de bicho até um tempo atrás acontecia nas principais ruas e em alguns lugares existia até bancas sob as calçadas. Depois das prisões de grandes bicheiros efetuadas no final do ano passado, o jogo do bicho continuou a existir nas ruas, mas com uma certa cautela. Os anotadores recuaram para lugares mais reservados para não chamar tanto a atenção. Qualquer apostador poderia localizá-los – e a polícia se quisesse, também –, mas o jogo ficou menos “descarado”.

Hoje, porém, observei que não havia um anotador de bicho nas ruas de Barra Mansa – contaram-me que em Volta Redonda eles não estavam trabalhando. A Polícia já teria efetuado algumas prisões.
Não sei até quando vai durar essa ofensiva da Polícia, nem se surtirá efeito, mas é uma iniciativa positiva, pois concordando ou não com o jogo do bicho o fato é que se trata de uma atividade ilegal e as investigações da Operação Dedo de Deus mostravam que a Máfia do Jogo de Bicho alterava os resultados (para favorecer a banca, é claro).

Particularmente, defendo a legalização do Jogo do Bicho, passando o mesmo a ser operado pela Caixa Econômica Federal, recolhendo impostos e destinando recursos para fins sociais. Mas isso é assunto para outra hora....

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Ofensiva na Internet contra Fichas Sujas nas Eleições 2012

Do Congresso em Foco

As eleições municipais serão o principal combustível em 2012 para os movimentos que levaram milhares de pessoas às ruas em 2011 para protestar contra a corrupção. De olho no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade da Lei da Ficha Limpa para estas eleições, os organizadores desses atos preparam uma ofensiva na internet contra candidatos a prefeito e vereador envolvidos em denúncias e com problemas na Justiça. Mesmo sem uma pauta definida de mobilização nas ruas, os ativistas apostam na propagação de aplicativos, redes sociais e sites com informações consolidadas sobre os candidatos. A ideia é, independentemente do resultado do julgamento do Supremo, dificultar a vida de quem tem histórico pouco recomendável para ocupar cargos públicos.

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Meu comentário: Mais forte que o poder da Justiça para condenar políticos que desrespeitam o dinheiro público é o poder do Povo para puni-los nas urnas. Aos poucos, a Internet vai conquistando mais influência no processo eleitoral e pode ser uma forma de, num futuro não muito distante, aprimorarmos as qualidades dos nossos políticos.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Paes afirma querer ser prefeito “vitalício” do Rio e descarta candidatura a Governador em 2014

Em entrevista ao Jornal O Dia, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que não pensa na reeleição, mas logo se contradiz declarando querer ser “prefeito vitalício” do Rio de Janeiro.

Candidato natural à reeleição, o prefeito, que na entrevista fez um balanço do seu mandato, assegurou que não tem o menor interesse de disputar a sucessão de Sérgio Cabral em 2014 e que seu candidato é o candidato do Governo, o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Há diversos rumores que citam o nome de Paes como candidato a governador nas eleições de 2014, mas para isso ele, caso seja reeleito, precisaria abandonar o mandato de prefeito seis meses antes das eleições de 2014. Nenhum candidato é louco de dizer que, caso vença, renunciará o mandato um ano e três meses depois da posse, mas o fato é que se vencer a eleição para prefeito ano que vem, Eduardo Paes terá o privilégio de ser o prefeito do Rio quando a cidade receberá as Olimpíadas de 2016, fato que lhe garantirá grande exposição positiva.

Jovem que é (tem apenas 42 anos) pode esperar tranquilamente a oportunidade de concorrer a governador em 2018.

Em tempo: Pezão, ao que tudo indica será candidato a governador no cargo. O provável é que o governador Sérgio Cabral que não pode se candidatar a reeleição renuncie ao governo do Estado para tentar voltar ao Senado (ou alçar voos mais altos). Com isso, caso vença as eleições, Pezão terá sido “reeleito” e não poderá disputar as eleições de 2018. Bom, mas isso tudo é baseado no “se”: muita água ainda vai rolar de baixo da ponte.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

15 de novembro - feriado de quê?


A maioria das pessoas vai aproveitar o feriado amanhã e sequer vai lembrar do que se trata, da mesma forma que o 7 de setembro para a maioria foi apenas mais um dia para descansar. Falta de patriotismo? Pode ser. Mas a pergunta é: será que há, de fato, algo a comemorar?

A proclamação da República em 15 de novembro foi um golpe na Monarquia. Deodoro da Fonseca, nosso primeiro presidente – ou primeiro ditador, se preferirem – chegou ao poder pelas armas, não pelo voto. Um colégio eleitoral de deputados e senadores, de legitimidade bastante questionada, deu lhe um mandato constitucional em 1891, em mais uma falsa democracia. Pouco depois, num outro ato “democrático”, Deodoro foi sucedido por outro Marechal, Floriano Peixoto, seu vice, que governou também com poderes ditatoriais.

Foi sucedido por uma série de presidentes, cujas legitimidades também podem questionadas. O voto era aberto (para facilitar o voto de cabresto), proibido para analfabetos, a maioria da população, e para as mulheres. Foi a era do Café com Leite, na qual as oligarquias de São Paulo e Minas alternavam-se no poder, a qual só foi encerrada por um gaúcho, Getúlio Vargas, que chegou ao poder também pelo Golpe, governou até 1945.

Entre 1945 e 1961, o Brasil viveu um intervalo “democrático”, embora recheado de instabilidade política até a democracia ser completamente massacrada pelo Golpe Militar de 1964. A Ditadura foi sucedida por um governo eleito de forma indireta. Tancredo Neves ganhou no colégio eleitoral e José Sarney, seu vice, governou por cinco anos (deveriam ser quatro, mas nada que algumas concessões de TV e Rádio e aqui e uns e outros favores acolá não resolvam).

Aliás, se fosse para haver um feriado a ser comemorado no Brasil seria 5 de outubro, data da promulgação da Constituição de 1988, chamada de “Constituição Cidadã”. A Carta de 1988 é uma das mais democráticas no mundo, apesar de ter deixado uma mácula – os constituintes ampliaram o mandato de um presidente que chegara ao poder sem um único voto popular – e de ainda hoje ser desrespeitada por muitos dos políticos que nós mesmos elegemos.

Tudo bem também que após a Constituinte de 1988, o povo elegeu Fernando Collor de Mello, mas graças também a ela o povo o arrancou do poder. E de lá para cá, em todas eleições, em todas esferas, a influência do poder econômico é tão grande que podemos questionar se estamos mesmo numa democracia. Talvez pelo fato de ainda vivermos “uma infância constitucional”, como sentenciou Machado de Assis um século atrás (*). Quem sabe daqui a algum tempo, com nossa constituição mais amadurecida, podemos dizer que vivemos verdadeiramente uma democracia.

Mas e o que tem o 7 de setembro com isso? Bom, do mesmo jeito que a proclamação da República foi um movimento da Elite descontente com a Monarquia, a separação de Portugal se deu muito mais por interesses das oligarquias da época, que promoveram a separação de Portugal, mas entronaram um Rei Português, e mantiveram toda a opressão que a metrópole exercia sobre o povo brasileiro, inclusive, e principalmente, a Escravidão, que só foi extinta seis décadas depois.

(*) Essa frase de Machado de Assis foi citada pelo Historiador Marco Antonio Villa, autor do livro A História Das Constituições Brasileiras - 200 Anos De Luta Contra O Arbítrio. Ele deu uma entrevista interessante sobre ao Jornal O Globo, em que cita que um dos principais problemas é que os direitos das Constituições nunca foram efetivamente implementados. Um livro interessante para quem gosta de história e política. Eu já comprei o meu exemplar. Veja a entrevista neste link.

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Avaliação positiva dos governos de Dilma e Alckmin cresce; Kassab cai

Da Folha


Pesquisa feita para o Palácio dos Bandeirantes mostra o governo de Dilma Rousseff (PT), pela primeira vez, com uma taxa de "ótimo/bom" ligeiramente superior à obtida pela administração de Geraldo Alckmin (PSDB) no Estado de São Paulo.

A informação é do "Painel", editado por Renata Lo Prete e publicado na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A da presidente é de 51% e a do governador de 50%, enquanto a administração de Gilberto Kassab (PSD) na capital paulista tem percentual de 27% para "ótimo/bom".

O resultado chama a atenção porque, embora os patamares de ambos sejam semelhantes desde o início do ano, o movimento dela é mais claramente de ascensão.

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Blogosfera Política

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